História Cretino Irresistivel - Capítulo 33


Escrita por:

Postado
Categorias Cretino Irresistível (Beautiful Bastard)
Tags Michaentina, Ronderista, Simbar, Zenerista
Visualizações 152
Palavras 1.159
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 33 - Cap 14 Parte 3


– Meu Deus, garota – ele disse, exalando uma respiração pesada e forçando uma risada. – Você vai acabar me matando.

Rolamos cada um para um lado, cabeça nos travesseiros, e quando nossos olhos se encontraram eu não pude desviar o olhar. Perdi qualquer esperança de que na próxima vez tudo seria menos poderoso, ou que nossa conexão de alguma maneira diminuísse se simplesmente transássemos até cansar. Aquela “trégua” não ajudara em nada. Eu já queria me aproximar novamente, beijar a barba mal feita e puxá-lo de volta para mim. Enquanto o encarava, ficou claro para mim que iria doer bastante quando isto acabasse. O medo tomou conta do meu coração e o pânico da noite anterior retornou, trazendo um desconfortável silêncio. Eu me sentei, puxando os lençóis até meu queixo.

– Oh, merda.

A mão dele disparou e agarrou meu braço.

– Valentina, eu não posso...

– Nós provavelmente precisamos nos arrumar – eu interrompi o que poderia ser o começo de um milhão de formas para partir meu coração. – Temos apresentações para ver em vinte minutos. 

Ele pareceu confuso por um momento antes de falar:

– Eu não tenho nenhuma roupa limpa aqui. Eu nem sei onde fica o meu quarto.

Senti meu rosto corar ao relembrar o quão rápido tudo acontecera na véspera.

– Certo. Vou usar sua chave e trazer alguma coisa.

Entrei no banheiro, tomei um banho rápido e enrolei uma toalha ao redor do meu corpo, pensando que deveria ter trazido um roupão do hotel. Respirei fundo, abri a porta e voltei para o quarto. Ele estava sentado na cama e seus olhos se ergueram para o meu rosto.

– Eu só preciso... – fiz um gesto na direção da minha mala. Ele assentiu, mas continuou calado. Eu geralmente não sinto vergonha do meu corpo, mas ali, de pé usando apenas uma toalha e sabendo que ele me observava, eu me senti estranhamente tímida.

Peguei algumas coisas e passei apressada por ele, parando apenas na segurança do banheiro. Eu me vesti mais rápido do que achava ser possível, decidindo prender o cabelo para trás e deixar o resto para depois. Peguei a chave sobre a pia, voltei para o quarto.

Ele não saiu do lugar. Sentado na ponta da cama com os cotovelos apoiados nas coxas, parecia perdido em pensamentos. O que estaria pensando? Pela manhã toda eu estivera uma pilha de nervos, minhas emoções mudando ferozmente de um extremo a outro, mas ele parecia tão calmo. Tão seguro. Mas estava seguro do quê?

O que teria decidido?

– Você quer que eu traga alguma roupa em particular?

Quando ele levantou a cabeça, parecia levemente surpreso, como se o pensamento não tivesse ocorrido em sua mente.

– Hum... tenho apenas algumas reuniões esta tarde, certo? – eu assenti. – O que você escolher está bom. 

Demorei apenas um segundo para achar o quarto dele,  que ficava logo ao lado do meu. Ótimo. Agora eu poderia ficar imaginando ele na cama logo atrás da minha parede. Suas malas já estavam ali e eu parei brevemente, percebendo que teria de mexer em suas coisas.

Levantei a maior delas, coloquei-a na cama e abri o fecho. Seu perfume me envolveu e causou uma grande pontada de desejo em meu corpo. Comecei a procurar pelas roupas perfeitamente dobradas. Tudo que pertencia a ele era tão arrumado e organizado, e isso me fez imaginar como seria sua casa. Nunca pensara muito nisso, mas de repente me perguntei se algum dia eu a veria, se alguma vez eu estaria em sua cama. Parei quando percebi que eu queria conhecê-la. Será que ele gostaria de me ver lá?

Desviei esses pensamentos e continuei procurando as roupas. Escolhi um terno Helmut Lang, camisa branca, gravata preta de seda, cueca, meia e sapato. Após guardar o resto de volta, juntei as roupas que ele usaria e comecei a voltar para meu quarto. Eu não conseguia parar de rir nervosamente quando entrei no corredor, balançando a cabeça por causa do absurdo da situação. Felizmente, me recompus antes de abrir a porta. Então, dei dois passos dentro do quarto e congelei. Ele estava de pé em frente à janela aberta, coberto pela luz do sol.

Cada linha escultural estava acentuada em perfeitos detalhes pelas sombras projetadas em seu corpo. Uma toalha estava indecentemente enrolada em sua cintura, deixando aparentes as palavras de sua tatuagem.

– Viu alguma coisa de que gostou?

Eu relutantemente voltei minha atenção para seu rosto.

– Eu...

Meus olhos baixaram mais uma vez para sua cintura, como se fossem atraídos por um imã.

– Eu disse: você viu alguma coisa de que gostou? – ele atravessou o quarto, parando bem na minha frente.

– Eu ouvi da primeira vez – eu disse, sentindo meu rosto corar. – E não, eu estava apenas perdida em pensamentos.

– E o que exatamente você estava pensando? – ele esticou o braço, movendo uma mecha do meu cabelo para trás da orelha. Apenas esse simples toque fez meu estômago revirar.

– Que temos uma agenda para cumprir.

Ele deu um passo em minha direção.

– Por que eu não acredito em você?

– Porque você é um egocêntrico? – eu disse, encarando-o de volta.

Ele ergueu uma sobrancelha e ficou me observando por um momento antes de pegar suas roupas da minha mão e colocá-las em cima da cama. Antes que eu pudesse me mexer, ele tirou a toalha da cintura e a jogou para o lado. 

Meu Deus do céu. Se existisse no planeta um homem melhor que este, eu pagaria para vê-lo. Ele pegou sua cueca e começou a vesti-la, mas parou e voltou a me olhar.

– Você não acabou de dizer que temos uma agenda para cumprir? – ele perguntou, olhando para mim como se estivesse se divertindo. – A não ser, é claro, que tenha visto alguma coisa de que gostou. 

Filho da...

Apertei os olhos e me virei rapidamente, voltando ao banheiro para terminar de me arrumar. Enquanto secava os cabelos, eu não conseguia evitar a estranha sensação de que ele tentara dizer algo mais além de “olhe para meu corpo nu”.

Antes mesmo de desembaralhar meus próprios sentimentos, eu já estava tentando adivinhar os dele. Estaria eu preocupada se, caso houvesse opção, ele escolheria continuar ali comigo?

Quando saí do banheiro, ele já estava vestido e esperando, olhando para a grande janela. Ele se virou, andou até mim e colocou suas mãos quentes no meu rosto, encarando-me intensamente.

– Eu preciso que você ouça uma coisa.

Eu engoli em seco.

– Certo.

– Eu não quero sair por aquela porta e perder o que encontramos aqui neste quarto. 

Suas palavras simples me abalaram. Ele não estava se declarando, nãoestava prometendo nada, mas disse exatamente o que eu precisava ouvir. Talvez não soubéssemos o que era aquilo entre nós, mas não deixaríamos inacabado.Deixando escapar uma respiração trêmula, coloquei a mão sobre meu peito.

– Eu também não, mas não quero que sua carreira acabe com a minha.

– Eu também não quero isso.

Eu concordei, sentindo as palavras se emaranharem em meus pensamentos, e fui incapaz de pensar em algo articulado para acrescentar.

– Certo – ele disse, me olhando de cima a baixo. – Então, vamos.


Notas Finais


Meu Deus!!!!!

Lindosss!!!! Hahahahaha

Comentem!!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...