História Cretino Irresistivel - Capítulo 35


Escrita por:

Postado
Categorias Cretino Irresistível (Beautiful Bastard)
Tags Michaentina, Ronderista, Simbar, Zenerista
Visualizações 64
Palavras 2.276
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 35 - Cap 16 Parte 1


Valentina Zenere


Nós lentamente voltamos da órbita. Abraçados debaixo dos lençóis, passamos horas conversando sobre nosso dia, sobre a reunião com o sr. Gugliotti, sobre seu jantar e minha noite com as amigas. Conversamos sobre a mesa quebrada e sobre eu ter trazido calcinhas apenas para uma semana, o que significava que ele não poderia rasgar mais nenhuma.

Conversamos sobre tudo, exceto o estrago que ele estava causando em meu coração. Passei um dedo por seu peito e ele o agarrou, levando até os lábios e dizendo:

– Eu gosto de conversar com você.

Eu ri, arrumando o cabelo em sua testa.

– Você conversa comigo todos os dias. E quando eu digo “conversa”, quero dizer “grita”. Bate as portas. Faz beicinho...

Com os dedos, ele desenhava círculos em minha barriga, me distraindo.

– Você sabe o que quero dizer.

Eu sabia. Sabia exatamente o que ele queria dizer, e eu queria encontrar uma maneira de fazer esse momento durar mais, ali mesmo, até a eternidade.

– Então, me conte alguma coisa.

Ele subiu os olhos até meu rosto, sorrindo nervosamente.

– O que você quer saber?

– Honestamente? Eu acho que quero saber tudo. Mas vamos começar de um jeito fácil. Conte a história das mulheres de Michael.

Ele passou o longo dedo por cima da sobrancelha, rindo:

– Vamos começar com um assunto fácil. Claaaaro – limpou a garganta e então olhou para mim. – Algumas no colégio, algumas na faculdade, algumas na pós- graduação. Algumas depois disso. E então, um relacionamento longo quando eu morei na França.

– Detalhes? – enrolei uma mecha de seu cabelo ao redor do meu dedo, esperando não estar forçando muito a barra.

Para minha surpresa, ele respondeu sem hesitar.

– Seu nome era Silvye. Ela era advogada de uma pequena firma em Paris. Ficamos juntos por três anos e nos separamos alguns meses antes de eu voltar para casa.

– Foi por causa disso que você se mudou de lá?

Um sorriso se pronunciou no canto de sua boca.

– Não.

– Ela partiu seu coração?

O sorriso se abriu de vez na minha direção.

– Não, Valentina.

– Você partiu o coração dela? – por que eu estava perguntando? Será que eu queria que ele respondesse... que sim? Eu sabia que ele era capaz de partir corações. Na verdade, eu estava quase certa de que partiria o meu. Ele se inclinou para me beijar, concentrando-se no meu lábio inferior por alguns momentos antes de sussurrar:

– Não. Nós apenas não funcionávamos mais. Minha vida romântica era totalmente sem drama. Até você aparecer.

Eu ri.

– Estou contente por quebrar o padrão.

Pude sentir sua risada vibrar ao longo da minha pele enquanto ele beijava meu pescoço.

– Ah, e você quebrou mesmo – longos dedos percorreram minha barriga, meus quadris, e finalmente chegaram no meio das minhas pernas. – Sua vez.

– De ter um orgasmo? Sim, por favor.

Ele circulou preguiçosamente meu clitóris antes de deslizar o dedo para dentro. Ele conhecia meu corpo melhor do que eu. Quando foi que isso aconteceu?

– Não – ele murmurou. – É a sua vez de contar sua história.

– De jeito nenhum eu consigo pensar em qualquer coisa enquanto você faz isso.

Com um beijo em meu ombro, ele moveu a mão de volta para minha barriga, desenhando círculos novamente. Fiz um beicinho, mas ele não viu, pois estava olhando seu dedo na minha pele.

– Deus, tive tantos homens na minha vida, por onde devo começar?

– Valentina... – ele advertiu.

– Uns dois no colegial, um na faculdade.

– Você só transou com três homens?

Eu me afastei para olhar em seu rosto.

– Ei, Einstein. Eu transei com quatro homens.

Um sorriso convencido se espalhou em seu rosto.

– É mesmo. Eu fui o melhor por uma margem desconcertantemente grande?

– Responda primeiro se eu fui a sua melhor.

Seu sorriso desapareceu e ele piscou, surpreso.

– Sim.

Ele foi sincero. Isso fez algo dentro de mim derreter e se tornar uma pequena vibração quente. Eu me inclinei para beijá-lo no queixo, tentando esconder o que aquela informação tinha feito comigo.

– Bom.

Beijando seus ombros, eu gemi de felicidade. Eu adorava seu sabor, adorava sentir aquele seu cheiro de ervas. Mergulhando meus dedos em seus cabelos, eu o puxei para trás para poder morder seu queixo, seu pescoço, seu ombro. Mas ele se manteve parado, quase imóvel, claramente não me beijando de volta. Mas o quê?

Ele respirou fundo, abriu a boca como se fosse dizer algo, mas fechou novamente. De algum jeito eu consegui manter minha boca afastada tempo suficiente para perguntar:

– O que foi?

– Eu sei que você pensa que eu sou um galinha cafajeste, mas isso importa para mim.

– O que importa...?

– Eu quero ouvir você dizer.

Eu o encarei, e ele me encarou de volta, seus olhos começando a mostrar um familiar tom castanho-esverdeado de irritação. Mentalmente relembrando os últimos minutos de conversa, tentei entender o que ele estava falando. Ah.

– Ah. Sim.

Suas sobrancelhas se juntaram.

– Sim, o quê, srta. Zenere?

Senti um calor percorrer meu corpo. Sua voz estava diferente quando ele disse isso. Severa. Mandona. Sexy .

– Sim, você é o melhor por uma margem desconcertantemente grande.

– Acho bom mesmo.

– Pelo menos até agora.

Ele rolou para cima de mim, agarrando meus pulsos e prendendo-os acima da minha cabeça.

– Não me provoque.

– Não provocar? Por favor! – eu disse, perdendo o fôlego. Seu pau pressionou contra minha coxa. Eu queria que estivesse mais para cima. Queria que estivesse entrando em mim. – Tudo o que fazemos é provocar!

Como se quisesse provar que eu estava errada, ele levou a mão livre para debaixo dos lençóis, pegou seu pau e o guiou para dentro de mim, puxando minha perna ao redor de sua cintura. Mantendo-se parado, ele me encarou. Seu lábio superior tremeu.

– Por favor, mexa – sussurrei.

– Você gosta disso?

– Sim.

– E se eu não mexer?

Mordi o lábio e tentei olhá-lo nos olhos.

Ele sorriu e grunhiu:

– Isto é provocação.

– Por favor? – tentei mover meus quadris, mas ele seguiu meus movimentos para que eu não conseguisse fricção.

– Valentina, eu nunca provoco você. Eu gosto é de foder até deixar você maluca. Eu ri, e seus olhos se fecharam enquanto meu corpo apertava-o ainda mais.

– Não que você seja muito sã, para começo de conversa – ele disse, mordendo meu pescoço. – Agora, diga o quanto eu faço você se sentir bem – havia algo na voz dele, uma vulnerabilidade no final da frase, que me fez perceber que ele não estava brincando.

– Ninguém nunca me fez gozar antes. Seja com mãos, boca ou qualquer outra coisa. Ele já estava imóvel antes, e era possível perceber os sinais de que estava reprimindo algo: seus ombros estavam trêmulos e sua respiração entrecortada, como se o corpo inteiro quisesse explodir debaixo dos lençóis. Mas quando eu disse isso ele congelou completamente. 

– Ninguém?

– Apenas você – eu me inclinei e mordi seu queixo. – Eu diria que isso te coloca um pouco à frente dos outros. Ele disse meu nome quando soltou a respiração e mexeu os quadris para frente e depois para trás. E de novo, para frente e para trás. A conversa tinha acabado. Sua boca encontrou a minha, e depois meu queixo, meu rosto, minha orelha. Sua mão subiu pelo meu corpo, passando pelos seios até finalmente chegar ao rosto. E quando achei que estávamos perdidos no ritmo e eu já sentia meu clímax se aproximando, e enterrei meus calcanhares na bunda dele querendo mais, mais rápido, querendo-o inteiro, e ele sussurrou:

– Eu queria ter descoberto isso antes.

– Por quê? – falei com dificuldade no meio da minha respiração pesada. Mais rápido, gritava meu corpo. Mais. – Você teria sido menos filho da puta comigo?

Ele tirou minhas pernas da sua cintura e me colocou de joelhos.

– Não sei. Só queria saber antes – ele grunhiu, entrando em mim novamente. – Deus. Tão fundo assim... 

Seus movimentos eram fluidos, como uma superfície de água ondulante, como um raio de sol percorrendo um quarto escuro. As molas da cama rangiam debaixo de nós, a força de suas estocadas me empurravam pelo colchão acima.

– Quase – agarrei os lençóis e implorei para ele continuar. – Quase. Mais forte.

– Merda. Está tão perto. Vai – ele sincronizou cada movimento com o último, sabendo que aquele era o ponto do qual não havia mais volta. – Vai. 

Seu rosto, sua voz, seu cheiro – cada parte sua preenchia minha mente quando eu obedientemente gozei debaixo dele.

Ele estocou com força, então todos os seus músculos congelaram e ele se derreteu em mim quando também gozou.

– Merda, merda, merda... – ele soltou o ar em meu cabelo antes de cair, pesado e silencioso, em cima de mim. O ar-condicionado ligou automaticamente e ficou emitindo um zumbido. Após recuperar o fôlego, Michael rolou para o lado, passando a mão por minhas costas suadas.

– Valentina?

– Hum?

Quando ele falou, sua voz estava tão grave e pesada que eu não tinha certeza se ele estava acordado.

– Eu quero mais do que apenas isto.

Eu congelei e meus pensamentos explodiram em uma bagunça caótica.

– O que você disse?

Ele abriu os olhos, com esforço aparente, e olhou para mim.

– Eu quero estar com você.

Apoiando meu corpo no cotovelo, eu o encarei, completamente incapaz de produzir uma única palavra.

– Tanto sono – seus olhos se fecharam, ele colocou o braço pesado em cima de mim e me puxou para perto. – Garota, venha aqui – ele pressionou o rosto no meu pescoço e murmurou: – Tudo bem se você não quiser. Eu aceito qualquer coisa que você disser. Só me deixe ficar aqui até amanhã, certo?

De repente, eu estava mais do que acordada e fiquei encarando o vazio escuro e ouvindo o zumbido do arcondicionado. Fiquei apavorada pensando que aquilo mudava tudo, e ainda mais apavorada pensando que talvez ele não soubesse o que estava falando e que aquilo não mudaria nada.

– Certo – sussurrei na escuridão, ouvindo ele respirar lentamente, em um ritmo constante de sono profundo. 

Rolei para o lado e abracei um travesseiro, buscando conforto. O cheiro dele me acordou, mas os lençóis frios do outro lado da cama me disseram que eu estava sozinha. Olhei para a porta do banheiro, tentando ouvir qualquer som vindo de dentro. Não havia nenhum.

Continuei deitada ali, abraçando seu travesseiro enquanto meus olhos se tornavam pesados. Eu queria esperar por ele. Precisava da segurança de seu corpo quente ao meu lado e precisava sentir seus braços fortes ao meu redor.

Imaginei ele me abraçando, sussurrando que aquilo era real e que nada mudaria naquela manhã. Logo meus olhos se fecharam e voltei a cair em um sono inquieto.

Algum tempo depois, acordei novamente, ainda sozinha. Rolando rapidamente para o lado, olhei para o relógio: cinco e quinze da manhã.

O quê? Procurando na escuridão, vesti a primeira coisa que encontrei e andei até a porta do banheiro.

– Michael? – sem resposta. Bati na porta suavemente. – Michael? – ouvi um grunhido e algo se mexendo levemente do outro lado da porta.

– Só vá embora – sua voz estava rouca, ecoando pelas paredes do banheiro.

– Michael, você está bem?

– Não estou me sentindo bem. Vou melhorar, apenas volte para a cama.

– Posso trazer alguma coisa?

– Estou bem. Apenas, por favor, volte para a cama.

– Mas...

– Valentina – ele grunhiu, obviamente irritado.

Eu me virei, sem saber o que fazer, lutando contra uma sensação ruim. Ele estava mesmo doente? Em pouco menos de um ano, eu nunca o tinha visto nem  mesmo resfriado. Estava óbvio que ele não me queria encostada na porta, mas também eu não poderia simplesmente voltar para a cama.

Em vez disso, arrumei os lençóis e fui até a sala de estar da suíte. Peguei uma garrafa de água do minibar e sentei no sofá.

Se ele estivesse passando mal, quer dizer, realmente passando mal, não conseguiria participar da reunião com Gugliotti dali a algumas horas.

Liguei a televisão e comecei a zapear entre os canais. Infomercial. Filme ruim. Nickelodeon. Ah, quanto mais idiota melhor. Relaxando no sofá, dobrei as pernas por baixo do corpo e me preparei para esperar. No meio do filme, ouvi a água correndo no banheiro. Sentei e fiquei ouvindo, já que era o primeiro som em mais de uma hora. A porta do banheiro se abriu e voei do sofá, peguei outra garrafa de água e entrei no quarto.

– Você está se sentindo melhor?

– Sim. Acho que só preciso dormir agora – ele desabou na cama e enterrou o rosto no travesseiro.

– O que... o que você teve? – coloquei a garrafa de água no criado-mudo e sentei no canto da cama.

– É o meu estômago. Acho que foi o sushi do jantar – seus olhos estavam fechados e, mesmo sob a fraca luz que vinha do outro quarto, eu podia ver que ele parecia mal. Ele se afastou um pouco de mim, mas eu o ignorei e coloquei uma mão em seu cabelo e a outra em seu rosto. O cabelo estava molhado e o rosto estava pálido e suado. Apesar da reação inicial, ele relaxou com meu toque.

– Por que você não me acordou? – eu perguntei, movendo algumas mechas molhadas de sua testa.

– Porque a última coisa que eu precisava era ter você lá assistindo eu vomitar – ele respondeu, mal-humorado. Eu revirei os olhos, oferecendo a garrafa de água.

– Eu poderia ter feito alguma coisa. Você não precisa ser tão machão.

– E você não precisa ser tão mulherzinha. O que poderia fazer? Comida estragada é uma coisa de que a pessoa precisa cuidar sozinha.

– E então? Eu devo ligar para o Gugliotti?

Ele grunhiu e esfregou a mão no rosto.

– Merda. Que horas são?

Olhei para o relógio.

– Sete e pouco.

– Que horas é a reunião?

– Às oito.

Ele começou a se levantar, mas eu facilmente fiz com que ele se deitasse de novo.

– De jeito nenhum você vai para aquela reunião desse jeito! Quando foi a última vez que vomitou?

Ele grunhiu.

– Alguns minutos atrás.

– Exatamente. Nem pensar. Vou ligar para remarcar.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...