História Cretino Irresistivel - Capítulo 39


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Categorias Cretino Irresistível (Beautiful Bastard)
Tags Michaentina, Ronderista, Simbar, Zenerista
Visualizações 73
Palavras 1.479
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 39 - Cap 19 Parte 1


Michael Ronda


Eu sabia que as mulheres às vezes trocam de humor sem aviso. Eu até conhecia algumas que se perdiam em pensamentos imaginando trinta anos no futuro e ficavam bravas por alguma coisa que eu supostamente faria. Mas não era isso que parecia estar acontecendo com a Valentina, e ela nunca foi esse tipo de mulher.

Já tinha visto ela brava antes. Inferno, já tinha visto ela brava de todo jeito possível: irritada, irada, raivosa, quase violenta. Mas nunca a vira machucada.

Ela se enterrou em documentos na curta viagem até o aeroporto. Depois pediu licença e se afastou para ligar para seu pai enquanto esperávamos no portão de embarque. No avião, ela adormeceu quase instantaneamente, ignorando minhas insinuações para nos encontrarmos no banheiro do avião para uma sessão de sexo nas alturas. Ela ficou acordada apenas tempo suficiente para recusar o almoço, mesmo não tendo comido nada desde o café da manhã. Quando acordou durante a aterrissagem, ficou encarando a janela em vez de olhar para mim.

– Você vai me dizer qual é o problema?

Ela não disse nada durante uma eternidade e meu coração começou a acelerar.

Tentei pensar em todos os momentos em que eu poderia ter estragado tudo. Sexo com a Valentina na cama. Mais sexo com a Valentina. Orgasmos para a Valentin. Ela teve vários orgasmos, para ser honesto. Então achei que não era esse o problema. Eu tinha acordado, tomado banho, basicamente confessado meu amor. Saguão do hotel, Gugliotti, aeroporto. Parei. A conversa com Gugliotti tinha me deixado um pouco mal. Eu não sabia por que tinha agido como um idiota possessivo, mas não podia negar que a Valentina causava isso em mim. Ela fora ótima na reunião, como eu sabia que seria, mas eu nunca deixaria ela dar um passo para trás na carreira, indo trabalhar com um cara como o Gugliotti depois que terminasse o MBA. Ele provavelmente a trataria como um pedaço de carne e ficaria olhando o dia todo para sua bunda.

– Eu ouvi o que você disse – sua voz soou tão quieta que eu demorei um pouco para entender que ela tinha falado algo, e demorei mais ainda para processar o que ela tinha dito. Meu estômago se revirou.

– O que eu disse quando?

Ela sorriu, virando o rosto para finalmente olhar para mim. E, que droga. Ela estava chorando.

– Para o Gugliotti.

– Eu pareci possessivo. Desculpe.

– Você pareceu possessivo... – ela murmurou, virando de novo para a janela. –Você me menosprezou... você me fez parecer ingênua! Você agiu como se a reunião fosse apenas um exercício de treinamento. Eu me sinto ridícula pela maneira como descrevi a reunião para você ontem, pensando que tinha sido algo importante. 

Coloquei a mão em seu braço, rindo um pouco.

– Caras como o Gugliotti possuem egos frágeis. Ele precisa sentir que os executivos estão escutando o que ele diz. Você fez tudo que precisávamos. Mas ele acha que precisa receber o contrato oficial das minhas mãos.

– Mas isso é absurdo. E você perpetuou isso, me usando como um peão.

Eu pisquei, confuso. Eu fizera exatamente o que ela falou. Mas é assim que se joga o jogo, não é?

– Você é minha estagiária.

Uma risada ríspida escapou de seus lábios e ela se virou novamente para mim.

– Certo. Pois esse tempo todo você sempre se importou com o progresso da minha carreira.

– É claro que sim.

– E como você sabe que eu preciso amadurecer? Até ontem, você mal tinha olhado para meu trabalho.

– Isso não é nem um pouco verdade – balancei a cabeça, começando a ficar um pouco irritado. – Eu sei disso porque observo tudo que você faz. Não quero colocar pressão demais pedindo para você fazer mais do pode agora, e por isso estou mantendo o controle da conta do Gugliotti. Mas você fez um ótimo trabalho lá, e fiquei muito orgulhoso de você.

Ela fechou os olhos e deitou a cabeça no encosto do assento.

– Você me chamou de “menina”.

– Chamei? – tentei lembrar da conversa e percebi que ela estava certa. – Acho que eu não queria que ele olhasse para você como uma mulher de negócios supergostosa que ele poderia contratar e depois tentar levar para a cama. 

– Deus, Michael. Você é tão idiota! Talvez ele quisesse me contratar porque eu trabalho bem!

– Eu peço desculpas. Estou agindo como um namorado possessivo.

– Essa coisa de namorado possessivo não é nova para mim. O problema é que você está agindo como se tivesse feito um favor para mim. Você está sendo condescendente. Acho que agora não é o melhor momento para entrarmos em mais dessa interação típica estagiária-chefe.

– Eu já disse que acho que você fez um trabalho incrível na reunião.

Ela me encarou e seu rosto começou a ficar vermelho.

– Você nunca teria dito isso antes. Você teria dito “Bom. Agora volte ao trabalho”. E só. E com o Gugliotti você agiu como se eu fosse sua protegida. Antes, você teria fingido que nem me conhecia.

– A gente precisa mesmo discutir por que eu era um idiota antes? Você também não era exatamente a garota mais agradável do mundo. E por que lembrar disso agora?

– Eu não estou falando sobre como você era um idiota antes. Estou falando sobre  como você está agindo agora. Você está tentando compensar. É exatamente por isso que não se deve transar com o seu chefe. Você era um bom chefe antes... deixava eu fazer as minhas coisas e você fazia as suas. Agora você se transformou no mentor sensível que me chama de “menina” depois de eu salvar a sua pele? Inacreditável.

– Valentina...

– Eu posso lidar com você sendo um grande estúpido, Michael. Estou acostumada, até espero isso. É assim que nós funcionamos. Porque debaixo de todas as caras feias e batidas de porta, eu sabia que você me respeitava. Mas a maneira como você agiu hoje... coloca uma nova barreira que antes não existia – ela balançou a cabeça e voltou a olhar pela janela.

– Acho que você está exagerando.

– Talvez – ela disse, inclinando-se para pegar o celular na bolsa. – Mas trabalhei muito duro para chegar onde cheguei... será que estou arriscando tudo isso agora? 

– Podemos ter as duas coisas, Valentina. Por mais alguns meses, podemos trabalhar juntos e ficar juntos. Isso que está acontecendo hoje? Isso faz parte do amadurecimento de uma relação.

– Não estou tão certa disso – ela disse, piscando e olhando para o nada. – Estou só tentando fazer a coisa certa, Michael. Nunca questionei meu próprio valor antes, mesmo quando pensei que você podia estar questionando. E então, eu achei que você tinha enxergado quem eu realmente sou, mas depois você me menosprezou daquele jeito... – ela levantou a cabeça, mostrando a dor em seu olhar. – Acho que não quero começar a questionar a mim mesma agora. Depois de trabalhar tão duro assim.

O avião aterrissou com um forte solavanco, mas que não me abalou tanto quanto as palavras que ela disse. Eu já liderara discussões com os chefes de alguns dos maiores departamentos de finanças do mundo. Já tinha encarado executivos que pensavam que poderiam passar facilmente por cima de mim. Eu poderia discutir com aquela mulher até o fim dos dias e me sentir mais homem a cada palavra. Mas naquele momento eu não conseguia encontrar uma única palavra para dizer.

Dizer que eu não consegui dormir naquela noite seria um eufemismo. Eu não consegui nem deitar direito. Cada superfície plana parecia ter a marca da Valentina apesar de ela nunca ter entrado na minha casa. Só o fato de termos conversado sobre isso – e eu ter planejado trazê-la ali em nossa primeira noite após a viagem – me fazia sentir sua presença em todo lugar.

Eu liguei para ela, mas não obtive resposta. Certo, eram três da manhã quando liguei, mas eu sabia que ela também não estava dormindo. Seu silêncio era agravado porque eu sabia que ela sentia o mesmo que eu. Eu sabia que ela estava nisso tão profundamente quanto eu. Mas ela devia pensar o contrário. Parecia faltar uma eternidade para o amanhã chegar.

Cheguei ao trabalho às seis horas, com intenção de entrar antes que ela chegasse.

Peguei café para nós dois e atualizei minha agenda para poupá-la desse trabalho.

Enviei o contrato para Gugliotti por fax, dizendo que a versão que ele viu em San Diego era a final, e que o que a Valentina tinha apresentado estava valendo. Dei a ele dois dias para retornar as assinaturas.

E então, esperei.

Às oito horas, meu pai entrou no escritório, com Kevin acompanhando-o logo atrás. Era comum ver meu pai de cara fechada, mas raramente era por minha causa. E Kevin nunca parecia irritado. Mas desta vez os dois pareciam querer me matar.

– O que você fez? – meu pai jogou uma folha de papel na minha mesa.

Meu sangue parecia ter se transformado em gelo.

– O que é isso?

– É a carta de demissão da Valentina. Ela entregou para a Malena hoje de manhã.


Notas Finais


Omg!!!! E agr?!!!

Tava indo tudo tao bem!!!


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