História Crianças - Capítulo 1


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Palavras 2.251
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ESSA FANFICTION É UMA REPUBLICAÇÃO DO MEU ANTIGO USUÁRIO
FANFICTION ORIGINALMENTE PUBLICADA: 30/08/2017

N/A: Escrevi essa história um tempo depois dos irmãos Neto criaram um canal juntos, achava tão engraçados seus videos que tive de escrever uma fanfiction como um presente a eles. Espero que se divirtam com a história como me diverti ao escreve-la. E aos antigos leitores que acompanharam a fanfic, me perdoem pela exclusão, espero que republicar sirva um pouco de consolo.

Tenham uma boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único


                        Crianças

 

    Estava em frente ao espelho, confuso, basicamente tentando entender o que diabos havia acontecido, fazia esforço para relembrar de todos os detalhes do que fizera no dia anterior que pudesse explicar essa situação. E pelo que se lembrava, uma das últimas coisas que fizera antes de ir dormir fora gravar um vídeo react junto com Luccas para – depois de enxotar aquelas duas bolas da cozinha por estarem devorando todo o resto de comida guardada na geladeira – ir logo descansar em paz em seu próprio quarto. Porém, a única coisa que não conseguia entender era o que isso tudo isso implicava em relação a ele ter acordado na forma de um maldito adolescente!

    Felipe só poderia estar sonhando, pois não havia nenhuma lógica coerente disto acontecer de verdade, só poderia ser a merda de um sonho, já que pelo tanto que comeu noite passada não seria muito difícil acabar tendo algum sonho conturbado. Entretanto, antes que pudesse se tranquilizar devidamente com esta ideia pode ouvir um estrondo vindo da porta de seu quarto sendo aberta e logo depois duas crianças desesperadas passarem por ela.

 

“Felipe!!!” Um garoto de cabelos tingidos corria em sua direção, e se caso o mesmo tentasse pula em cima de si – o que parecia ser bem capaz – não teria certeza se aguentaria o peso, ainda mais com seu aparente corpo franzino de adolescente.

  Olhou para as duas crianças em silêncio, ambas estavam com roupas enormes para tamanho delas, grandes o suficiente para caber em um adulto, sem contar com o outro garoto gordinho que ainda estava ao lado da porta parecendo estar achando muito engraçado segurar suas próprias roupas, que mais pareciam uma grande lona de circo ao redor de seu corpo.

  O garoto de cabelo tingindo continuava a sua frente mantendo um olhar assustado em seu rosto, como se estivesse esperando que Felipe fizesse alguma coisa, foi quando o mesmo prestou mais atenção no rosto do garoto que pode notar algo – que somente imaginar a possibilidade de ser verdade o assustava.

 

“Luccas?!”Indagou hesitante tendo leve esperança de que aquilo não fosse real. Se abaixou em frente ao garoto e pegou em seu rosto para ter certeza e sentir o quanto se parecia com a fisionomia do seu irmão quando mais novo. “Caramba, o que aconteceu com vocês? ”

 

“O que acontece com a gente você quer dizer, né? ” Ambos se levantaram, secretamente aliviados por não estarem sozinhos nesta situação. “Eu acordei com o grito do Bruno vindo lá da sala e quando fui tentar correr para ver o que havia acontecido acabei tropeçando nas minhas próprias roupas e depois que vimos como a gente estava corremos para cá para pedir ajudar ou para ver se poderia ter acontecido o mesmo com você. ”

 

Era muita coisa para digerir em tão pouco tempo, a minutos atrás ele estava dormindo tranquilamente e agora se via transformado num adolescente e tendo de tomar conta de duas crianças escandalosas, se ele mal conseguia compreender o que havia acontecido consigo imagine agora ter de ajudar essas duas crianças?!

 

“Aquele ali é o Bruno?!” Perguntou desacreditado olhando para o garoto que aparentava brincar de esconde-esconde com suas próprias roupas.

 

“Olha Felipe! ” Bruno olhou para o outro ainda despreocupado para gravidade do problema em que estavam. “ Olha como eu emagreci! ” E começou a rir, e se Felipe já achava uma graça Bruno sorrindo normalmente – não que as outras pessoas soubessem disso, é claro – imagine daquela forma, não podia negar que tinha um fraco por crianças fofas.

 

“Vamos...” Falava ainda um pouco atordoado e lutava para pensar o mais rápido possível no que fazer. “Vamos lá pra baixo, temos de ver o que aconteceu com os outros ou achar alguém que possa nos ajudar. ” E foram os três em direção as escadas.

 

(...)

 

Demorou alguns minutos para que eles pudessem vistoriar toda a casa, mas não puderam encontrar mais ninguém dentro da mesma.

 

“Ah meu deus Felipe! O que a gente faz agora? Nos deixaram sozinhos nesta casa! Eu ‘tô com medo de ver os nossos cachorros e eles acabarem atacando a gente! Imagina se a gente sair na rua?! Com certeza a gente pode ser esmagado também! ” Luccas começou a balbuciar de forma desesperada enquanto andava em círculos na sala de estar.

 

“Nós não nos transformamos em formiga seu estúpido! ” Felipe sempre se perguntava o que tinha na cabeça de seu irmão que na maioria das vezes parecia ser tão vazia, tentou não se irritar muito com aquele comentário digno de uma criança de oito anos que Luccas aparentava ser no momento e acompanhou os garotos quem iam agora em direção a cozinha, para provavelmente caçar algo de comer como em noventa por cento das vezes. “E dá pra vocês se acalmarem? ” Falava indo atrás deles, teria de cuidar das crianças afinal. “Vim se entupir de doces não vai ajudar em nada a situação de vocês! ” Observava ambos os garotos enchendo a boca com o resto de balas que sobrara da noite passada, ignorando completamente o que ele acabara de falar, porém ele também não deu muita atenção a isso, se preocupando em pensar mais sobre o porquê estar na forma de uma adolescente ao lado de duas crianças desobedientes e de não haver mais ninguém naquela casa.

 

“Como você quer que eu me acalme Felipe? ” O garoto respondeu de boca cheia enquanto Bruno ainda estava muito ocupado procurando mais comida na despensa no cômodo ao lado. “Meu pinto ficou minúsculo! Você acha que eu não deva me preocupar com isso?!  E se eu ficar assim para sempre, hein?! ” Finalizou fazendo uma expressão horrorizada por pensa na possibilidade do que acabara de dizer enquanto enchia a mão de disquetes da M&M. “E você sabe que eu fico com fome quando eu tô nervoso, então me deixa comer em paz. ”

    Felipe já não dava atenção ao que irmão dizia – provavelmente só estava fazendo drama como sempre – e como a pessoa mais responsável da casa – e que média mais que 1m30cm de altura – resolveu se preocupar mais em como ajuda-los a voltar ao normal, até alguns instantes depois pode ouvir a porta da casa sendo aberta.

 

(...)

 

No entanto, antes que pudesse dizer uma palavra para a garota que acabara de passar pela porta da sala e que já o olhava com uma expressão confusa no rosto pode ouvir um grito vindo da cozinha.

 

“Felipe!!!” Um grito alto e estridente que mais parecia pertencer a uma criança de quatro anos ecoou pela casa, todavia quando olhou para trás em direção ao cômodo de onde veio o grito, arregalou seus olhos ao se deparar com m pivete que agora aparentava ter uns três anos correndo em sua direção.

   Thayane, ainda calada, olhava de forma interrogativa para as duas crianças que estava na sala até Luccas mudar a direção de seus passos para ir de braços estendidos em direção a sua namorada.

 

“Luccas? ” Felipe não sabia se ficava mais surpreso pelo fato de Thayane ter reconhecido seu irmão com tanta facilidade ou por ela ter realmente o pegado no colo. “Felipe, o que aconteceu com vocês? ”

 

“Eu é que pergunto! ” Decidiu ignorar parte da pergunta feita pela garota. “Luccas, o que diabos você comeu para ficar desse jeito? ” O, até então, adolescente falava aparentando estar ainda mais perturbado. “ E onde é que ‘tá o Bruno? Não me diga que ele diminuiu tanto quanto você?!”

  Nesse momento onde todos já estavam observando com expectativa a entrada da cozinha puderam ver duas pequenas mãos passarem vagarosamente pelo chão para então revelar uma bebê gorducho e moreno saindo do cômodo.

 

“Oh meu deus! ” Felipe fora correndo até onde estava o bebê – que ainda arrastava junto consigo o grande calção que antes usava – e o pegou no colo. “Bruno! O que foi que você fez seu idiota? ” Já não podia nem descrever o quão desesperado o adolescente estava ao ver aquilo. “ Você ainda consegue falar, certo? ” E em resposta o bebê apenas bateu a pequena mãozinha no nariz de Felipe o sujando com o resto do doce que provavelmente estava comendo. E fora nesse instante que Felipe pode entender o que poderia ter acontecido.

 

“Luccas, ” Se virou em direção ao irmão ainda com o bebê no colo – que ria do rosto sujo de chocolate de Felipe. “ No react que fizemos ontem, provando aqueles doces estranhos que o Bruno comprou, você sabe de onde eles são? ” Seria muito surreal que isso fosse verdade, mas a situação em que estavam também, então seria melhor não duvidar de nada.

 

“Você acha que foram esses doces que fizeram isso com a gente? ” O irmão mais novo indagou já assustado novamente, afastando-se do afago da namorada.

“Não... Foi porque você passou muito tempo no banho e acabou encolhendo por essa sua banha ter entrado em contato com a água. ” Respondeu com sarcasmo, mas notou que Luccas parecia considerar aquela resposta e continuou: “Mas é claro que deve ter sido por causa dos doces, idiota. Não parece óbvio agora? ”

 

“Isso quer dizer que eu não vou poder comer mais doce, Felipe? É isso? ” Perguntou desesperado enquanto já abraçava a namorada, com medo da probabilidade de ter de se livrar dos seus maravilhosos doces.

“Será que é só nisso que você consegue pensar? Não dá pra pensar em si próprio primeiro do que nessas porcarias de doces?! ” Respondera um pouco mais irritado o que acabara por assustar o bebê em seu colo. “Será que você prefere se entupir desses doces e acabar se transformando em um espermatozoide minutos depois?! ” Finalizara gritando, porém não esperava que diferente do Luccas adulto aquela criança não aguentasse a pressão das suas palavras, e acabasse por chorar – junto de Bruno que já estava assustado em seu colo.

   Acabou levando uma repreensão de Thayane por ter sido tão grosseiro e sentiu-se tão culpado que não pode revidar sobre isto.

(...)

“Okay, Luccas. ”  Falava já mais calmo afagando as costas do irmão que ainda chorava. “Me desculpa, tá legal? Eu não devia ter gritado. Eu só estou muito preocupado com vocês. Vamos esperar um pouco tudo bem? Quem sabe com o tempo não voltamos ao normal? ”

 

(...)

 

E o dia se passou assim mais calmo. Depois de alguns minutos Bruna e Luís já estavam em casa também. A namorada de Felipe não pareceu nem um pouco preocupada com a situação dos três, dizendo coisas como ‘tudo vai dar certo’ e ‘não se preocupa eu vou ajudar no que puder’ na verdade ela mais parecia se divertir bastante com a situação; tanto por ver a cara emburrada de Felipe por se recusar a carrega-lo no colo como Thayane fazia com Luccas e justificava-se com um ‘você já está muito grandinho para ser carregado no colo, seu irmão e o Bruno podem porque ainda são pequenininhos’, quanto por ver Bruno e Luccas brincando pela casa e vendo Felipe tendo de socorrer o pobre bebê porque vez ou outra Luccas parecia prestes a derruba-lo na piscina.

  Bruna e Thayane até mesmo ajudaram Bruno, trocando suas fraldas, coisa que de forma alguma seria algo que os irmãos Neto se prestariam a fazer. E obviamente o dia fora livre de gravações, então Luís e os outros que ajudavam nessa tarefa foram dispensados – mas não antes de Luccas acabar sendo flagrado chupando dedo pelo seu assistente o que acabou resultando em Luís sendo praticamente enxotado a pontapés pelo garoto ainda vermelho de vergonha.

   Quando a noite chegou, todos se instalaram em seus devidos quartos – sem antes improvisarem um berço seguro para o bebê Bruno. E assim dormiram esperando por alguma sorte universal para que no dia seguinte tudo voltasse ao seu normal.

 

(...)

 

E como se o universo tivesse bom humor e piedade o suficiente fora exatamente isto que acontecera. Era praticamente inexpressível a felicidade dos três por voltarem a ser adultos novamente, tanto por Felipe que já não estava na sua forma de lagartixa raquítica como antes, Bruno todo sorridente por finalmente poder andar naturalmente e poder fechar sua boca a tempo para não ter de se lambuzar com a própria saliva – mas bem que sentiria falta de ser carregado no colo e ter alguém tão bonito para trocar suas fraldas como no dia anterior. E Luccas que passou longos minutos gritando para toda vizinhança ouvir como seu pinto havia crescido novamente.

   No mesmo dia fora a vez de Bruno pesquisar sobre o que eles haviam suspeitado, sobre o que aqueles malditos doces – que foram comprados num preço tão acessível – podiam ter em relação ao incidente entre eles três. Todavia, qual foi a surpresa ao verem que o mesmo site que fizera a compra não estava mais disponível e todas as informações que coletara sobre a empresa dava como invalida em todos os sites de   busca. O mesmo se deu quando foram caçar alguma pista nas embalagens de doces que haviam comido a dois dias atrás, nem uma das informações nessas embalagens foram validas – quando achava algumas com informações legíveis.

   Então viram aquela pequena embalagem de bala de goma para enfim desistirem de encontrar alguma resposta. A embalagem de cor azul-celeste de letras coloridas e caligrafia infantil, que Luccas acabara lendo em voz alta, dizia:

 

“Para a sua doce imaginação, acredite e você se tornará a criança que existe em seu coração.”

 

 

    Pois as vezes não se questiona, quando se recebe o poder de voltar a ser criança.

 


Notas Finais


N/A: Caso tenham algum erro ortográfico, por favor me avisem.
Estarei ansiosa para ler a opinião de vocês sobre a história!

Até uma próxima vez /o/

~HeeBoom


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