História Crime das Flores - Capítulo 19


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Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Kakashi Hatake, Sai, Sakura Haruno, Shikamaru Nara
Tags Choji, Ino, Kakashi, Sai, Saiino, Sakura, Shikamaru, Shikatema, Temari
Visualizações 12
Palavras 1.269
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 19 - Lótus Azul


Fanfic / Fanfiction Crime das Flores - Capítulo 19 - Lótus Azul

No capítulo anterior de Crime das Flores:

 

— Está tudo bem? — Gaara foi o primeiro a sair e tentar ajudar a morena a se levantar.

— Eu acho que não, jaan... — Kankuro se abaixou, pegando os restos do vaso onde a lótus havia sido plantada mais cedo, com a pobre flor pendurada pelas raízes.

— Minhas... Flores... — Ino sussurrou encarando todo o estrago: dois vasos grandes caídos e quebrados, Tenten caída em cima de algumas flores pequenas que a Yamanaka estava arrumando antes e, como cereja do bolo, uma das floreiras foi arrancada da janela provavelmente porque a garota tentou se segurar ali para não cair. — Tenten! — ela bradou irritada, se abaixando ao lado da morena — ... Tenten? — a irritação foi embora e um ar de preocupação tomou conta de Ino.

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Tanto Gaara quanto Kankuro ficaram observando Tenten e procurando algum ferimento ou coisa do tipo enquanto Ino utilizava a Técnica da Palma Mística. A loira parecia concentrada o suficiente para não notar mais nada a sua volta, principalmente algumas pessoas curiosas começando a se aproximar, mas que logo foram dispersas com um olhar sério do Kazekage.

— Não está adiantando tanto... — a Yamanaka falou baixo, mais para si mesma do que para qualquer outro, enquanto procurava alguma outra maneira de ajudar a amiga.

— O que não está adiantando? — Gaara se aproximou um pouco mais delas.

— E-Eu... — Ino tentou pensar em alguma coisa, mas nem mesmo ela sabia o que fazer — Precisamos levar ela para o hospital de Konoha, ela não está respirando direito — falou baixo.

— Certo. Kankuro, você fica aqui e tenta arrumar as coisas, eu levo a Tenten, Ino vai para garantir que ela vai chegar bem até o hospital. — ele apenas recebeu um aceno do irmão mais velho em concordância.

Dito e feito, enquanto Gaara levava as duas usando a areia, Kankuro ficou e tentou arrumar toda aquela bagunça da melhor maneira possível.

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Algumas pessoas passavam pela floricultura, mas não se arriscavam a entrar por não ver Ino lá dentro. Digamos que um cara vestido de preto com uma pintura facial roxa andando de um lado para outro com vasos de flores e uma marionete o ajudando a recolher a terra caída no chão não era muito convidativo por si só.

— Com licença... — a senhora Inoichi entrou na floricultura desviando o máximo possível da marionete na calçada.

— Er... — Kankuro nem ao menos sabia o que fazer caso um cliente chegasse — Pode vir mais tarde, jaan?

— Se acha que consegue tomar conta de tudo sozinho, por mim tudo bem... Achei que precisaria de ajuda — ela sorriu, se virando para a saída.

— Não! — na mesma hora o rapaz foi até ela — Quer dizer... Como assim veio me ajudar? Quem é a senhora?

— Sou a mãe da Ino, fui avisada de que ela teve que sair. — a mulher respondeu calmamente.

— Avisada por quem? — ele estranhou, mas tinha que admitir que de alguma maneira ela lembrava um pouco a filha.

— Comece tirando aquela marionete lá de fora, ela é um tanto medonha, depois coloque essa terra solta nos fundos, as flores com os vasos quebrados também.  De onde é essa aqui? — ela olhou para a o vaso com a flor de lótus pendurada.

— Eu fiz uma pergunta primeiro e quero ser respondido, jaan.

— E eu ignorei a sua pergunta e estou fazendo outra, mocinho! Isso são modos de falar? — ela colocou as mãos na cintura — Vá logo acabar de arrumar a bagunça!

A primeira reação de Kankuro foi de susto, a segunda foi irritação pelo jeito como ela falou e, a terceira, foi de conformismo. De qualquer jeito, ela era a autoridade ali e, pelo mesmo motivo desconhecido que a fazia parecer com Ino, ela também parecia brava o suficiente para brincar de tiro ao alvo com os vasos de flores na cabeça dele.

Agora tudo estava no devido lugar. A falta de movimento fez com que os dois acabassem por começar uma conversa casual que, depois de poucos minutos, se tornou uma conversa entre amigos de longa data...

— Então foi o Sai quem contou... Eu não sabia que ele estava espionando, jaan.

— Ele só se preocupa com a Ino, mas como os dois estão brigados, ele fica observando de longe. Ele me explicou as coisas de um jeito tão resumido que eu não faço ideia do que aconteceu, só entendi a parte do “Ino foi socorrer a amiga junto com o Kazekage, melhor ir para a floricultura”...

— Aconteceu que a Tenten caiu no chão e parecia ter algo de errado, já que a Ino achou melhor levar ela para o hospital, Gaara foi ajudar as duas e eu fiquei aqui com o trabalho sujo...

— Desculpe ter sido tão severa quando cheguei, mas quem vê você nem imagina que...

— Eu sou tão pacifico, jaan? — ele acabou rindo — Poucas pessoas conhecem meu verdadeiro eu.

— Desse jeito descontraído? Você deve puxar assunto com qualquer um! — a mais velha deixou algumas risadas escaparem — Mas... Você sabe o que a Tenten tinha?

— Algo sobre... — pensativo — não respirar bem, eu acho.

— Oh, isso é péssimo... — ela passou as mãos pelo rosto — Ela só caiu por cima das flores, certo?

— Na verdade ela caiu de cara no chão mesmo, as flores ela só derrubou... Mas tinha uma que ela estava levando, eu acho. — ele olhou em volta — Aquela flor estranha e azul que você pediu para pôr na água.

— Ela é uma lótus — a Yamanaka suspirou — Vai começar tudo de novo...

— Tudo de novo?

— Nada, nada demais — ela sorriu — Sabe, aquela flor combina com você... É raro uma daquela cor abrir, tanto que significa os mistérios da vida.

— Eu acho que as gostosas combinam mais, jaan — ele sorriu, até notar um certo esforço da senhora Inoichi para não rir — Gostosas não! Suculentas!

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Tudo parecia bem na floricultura, mas no Hospital de Konoha as coisas não iam tão bem assim. Ino estava nervosa no corredor de espera, enquanto Tenten era assistida por uma equipe liderada por Sakura.

— Imagino que tudo vá se resolver logo... — Gaara comentou, tentando tranquilizar a Yamanaka.

— Você não tem nem ideia do que vai vir agora... — ela suspirou, passando as mãos no rosto e tentando prender as lagrimas que já tinha nos olhos — Estava tudo tão bem...

— Coisas ruins acontecem para sabermos quais são as boas. — o Kazekage fez menção em se aproximar, pelo menos para conversarem um pouco, mas no primeiro passo que deu o barulho da porta do corredor abrindo o fez parar.

— A reunião começa em cinco minutos. — Sai disse da forma apática e calma de sempre — Posso leva-lo até lá, se quiser.

— Não é necessário, fique e me dê notícias sobre a Mitsachi depois, por favor.

Claro, aquilo foi uma desculpa esfarrapada para deixar Ino e Sai ali. Gaara se lembrava de ter visto os dois no casamento de Naruto, de mãos dadas e sorrindo, também se lembrava de Temari comentar algo sobre os dois estarem juntos. Quem melhor do que Sai para consolar a loira naquele momento? Assim que o Kazekage saiu, Ino se permitiu chorar. Mesmo que ainda não tivesse perdoado o antigo namorado, ela não recusou o abraço apertado que recebeu dele e muito menos afastou as mãos pálidas que tentavam secar as lagrimas dela.

Passou-se quase uma hora até que a Yamanaka já estivesse calma, mas ainda abraçada a Sai. A porta do Centro de Atendimento Intensivo finalmente foi aberta e Sakura saiu por ela, se recostando em uma parede qualquer logo depois.

— Como ela está? — o rapaz perguntou enquanto Ino voltava a se derramar em lagrimas.

— Ela... — Sakura começou, antes de suspirar pesadamente em busca de retomar o folego.



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