História Crime das Flores - Capítulo 24


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Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Kakashi Hatake, Sai, Sakura Haruno, Shikamaru Nara
Tags Choji, Ino, Kakashi, Sai, Saiino, Sakura, Shikamaru, Shikatema, Temari
Visualizações 18
Palavras 1.112
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Uma breve explicação sobre o Narciso, segundo a mitologia grega: Narciso era jovem e belo, despertando a paixão de uma ninfa. Ao recusar os sentimentos da mesma devido a sua vaidade exagerada e pensar que ninguém além de si mesmo o mereceria, ele foi condenado a apaixonar-se pela própria imagem refletida, assim como ela se apaixonou por ele. Vendo seu reflexo na água, ele se afogou tentando alcançar-se. Na beira daquele lago, brotou uma flor que, sendo tão bela bela como ele, foi dado o seu nome (por isso elas são inclinadas, para verem o próprio reflexo).
Não faço ideia de esta definição está correta, fiz uma pesquisa corrida e achei algumas divergências entre os sites que olhei.
Fanfic ainda não editada, pode conter erros.

Capítulo 24 - Narciso e a pura vaidade


Fanfic / Fanfiction Crime das Flores - Capítulo 24 - Narciso e a pura vaidade

— Por mim, ela morreria! — Mozuko sentou-se a mesa praticamente se jogando, chamando a atenção das outras três pessoas presentes naquele pequeno estabelecimento fechado.

— Seria fácil forçar ela a se matar com a pressão do julgamento sobre as costas... — um homem loiro comentou um tanto risonho, parecia ser o mais velho entre todos ali.

— Não seja precipitado, um suicídio seria melhor quando ela já estivesse condenada pelo julgamento de todos — dessa vez, um AMBU vestido totalmente de preto e com uma máscara cobrindo o rosto quem falou.

— Parem de falar, vem vindo alguém! — o aviso veio de uma garota, facilmente a mais nova do grupo, também loira.

O silencio se instalou até que alguns passos na rua foram ouvidos, passando direto até que estivesse longe novamente, deixando a conversa continuar:

— Do jeito que ela está, vai se matar sem nem mesmo precisar de interferência! Acredita que ela já até começou a culpar os amigos? Mal posso esperar para que todos vejam como ela os odeia! — o rapaz, antes sempre tão atencioso com Ino, agora batia as mãos na mesa em euforia para derruba-la no chão — Sabe... Eu só acho uma pena eu não ter conseguido me aproximar um pouco mais da mãe dela, imaginem: depois da morta de Yamanaka Ino, a senhora Inoichi adota como filho um pobre rapaz chamado Mozuko, que só não consegue subir de camada porque nunca antes foi membro do clã Yamanaka!

— Ei, ei... Não temos culpa de fazer parte do clã! — a garota falou irritada, colocando as mãos na cintura e encarando o “líder” daquele grupo.

— Mesmo sendo “adotado”, você não conseguiria subir de cargo, cara... — o mais velho riu — Eu sei que lutamos para que não existam mais segredos e coisas do tipo, mas convenhamos que dominar nossas técnicas de alto nível não é da noite para o dia.

— Sempre achei curioso o fato de vocês estarem juntos a tanto tempo, mas não terem ensinado nada ao Mozuko, ele consegue aprender, certo? — a voz fria e desinteressante do AMBU soou como uma ofensa aos dois Yamanakas presentes.

— Não é como se não quiséssemos ensinar, nós só não sabemos! — novamente, a garota pareceu irritada — Está achando que entramos nisso tudo por que? Os clãs não guardam segredinhos idiotas só dos outros não, entre os membros também!

— E é exatamente isso o que mais me irrita. Ver aquela garotinha mimada dominando técnicas que eu nem sequer imagino o nível enquanto não sei mais do que o básico! Sobrevivi na guerra sabe-se lá como, enquanto poderíamos ter tido uma vitória mais simples se os segredos não existissem! — as risadas deste cessaram e ele ficou sério, encarando a figura de preto — E você?

— Imagino que para um Aburame, os segredos do Clã virem à público seria a ruina... — Mozuko comentou, deixando a curiosidade transparecer.

— Errados. Mesmo expostos, nosso tipo de “técnica” continuaria restrita ao clã. — ele endireitou a máscara — Diferente dos outros, não temos muitas barreiras que nos dividem, temos apenas a quantidade de chakra que determina a nossa força. Minha motivação é apenas um desejo de que não sejamos mais a figura ameaçadora com que todos nos imaginam.

— Bom pra vocês! — a mais nova estava claramente desinteressada agora.

— É um motivo um tanto idiota, mas ao menos motivou uma rebelião entre os Aburames também — Mozuko suspirou — Já que estamos aqui, andem logo com isso de esconderem as provas!

— É, anda logo com isso, nanica! — o homem loiro se levantou, olhando em volta — Eu não faço ideia de onde a princesa mimada guarda aquelas coisas...

— E você acha que eu sei!? — a garota quase gritou, irritada, caminhando pelo estabelecimento.

— Tanto faz, pelo menos temos tempo o bastante até notarem o sumiço da chave... — Mozuko comentou sem dar muita importância ao fato — Precisavam ter visto a cara dela de pânico quando falei sobre o Sai, ela saiu tão apressada que nem quis saber sobre a filha, pobrezinha — agora, ele fingia uma certa comoção.

— Vou voltar para o meu campo antes que desconfiem... — foi a única explicação que o AMBU deu enquanto saia daquele lugar, sem conseguir suportar mais a encenação.

Olhando para trás, ele viu a floricultura fechada como se não tivesse ninguém lá dentro. Como tudo conseguia parecer tão normal com toda aquela sujeira escoando por baixo dos panos!?

A pura vaidade de Mozuko estava fazendo-o ser um verdadeiro carrasco para Ino. Sem ele, nada daquilo teria tomado proporções tão amplas como as que se encontravam. Claro, em outras regiões a brutalidade estava sendo usada como ferramenta principal para dar continuidade aquele plano, em contrapartida, tudo era descoberto de forma mais simples e rápida.

Não era hora para se martirizar ou pensar nessas coisas, ele precisava ser ágil!

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Não conseguiu dormir nem um segundo, estava cansada de chorar, estava nervosa e ansiosa, tudo o que podia fazer era andar um pouco. Ino caminhava de um lado para outro no pequeno quarto que foi disponibilizado a ela, na verdade, apesar de denominado “quarto”, ela já o encarava como sua cela até o fim de seus dias...

A cela foi aberta com uma rapidez quase inumana e antes mesmo da Yamanaka conseguir fazer qualquer coisa, já havia sido puxada para um canto mais escuro do cômodo e teve a boca tampada por aquele ser misterioso. Ela tentou estapear, se soltar, remexer e até mesmo gritar, mas tudo levou poucos segundos até ela reconhecer aquele puxão como de um amigo.

Nenhuma palavra foi dita, ela já estava calma e sentada ao lado daquela figura totalmente de preto e com o rosto tampado por uma máscara. Os dois ficaram um longo tempo assim, um ao lado do outro e sem falar absolutamente nada... Entretanto, palavras não precisavam ser ditas quando os pensamentos estavam sendo compartilhados.

Foram tantas coisas, tantos pensamentos, mas Ino se manteve calma e controlando muito bem aquela ligação psíquica entre os dois, até que tudo já estava explicado. Por fim, quando o dia já estava começando a raiar, ela fez a única pergunta que não pode ser respondida: “Como o Sai está? ”.

O quarto já estava claro, graças a uma pequena abertura com grades em uma das paredes. Ino estava com olheiras, apesar de mais calma. O AMBU já se preparava para partir, quando segurou as mãos de Ino e entregou algo a ela.

— Mas pra que um... — dessa vez, ela quem foi interrompida.

— Tem um inseto meu escondido dentro do miolo, precisa colocar isso nele para evitar que consiga fugir.

A Yamanaka acenou positivamente, admirando a flor e nem se dando conta da partida do amigo. Dentre todas as que ele poderia ter pego em sua floricultura, um narciso combinava perfeitamente com Mozuko: dois escravos da vaidade.


Notas Finais


Sugestões, dicas, críticas e observações são muito bem-vindas.


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