História Crime das Flores - Capítulo 28


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Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Kakashi Hatake, Sai, Sakura Haruno, Shikamaru Nara
Tags Choji, Ino, Kakashi, Sai, Saiino, Sakura, Shikamaru, Shikatema, Temari
Visualizações 43
Palavras 904
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 28 - Cravo Roxo


Fanfic / Fanfiction Crime das Flores - Capítulo 28 - Cravo Roxo

Mozuku precisava ser rápido, precisava pensar em alguma desculpa e precisava se livrar daquele lugar. Tudo o que passava por sua cabeça eram cenas em que Ino ria de sua desgraça... Não! Ele não poderia deixar algo assim acontecer! Ele quem iria da desgraçada dela!

E como faria isso?

Os amigos estavam empenhados em ajuda-la, Ibiki parecia estar sendo convencido pela verdade, Kakashi estava alheio o suficiente para declarar que até mesmo as flores eram inocentes.

E o que restava?

Sim... Oh, sim! O telão e o equipamento Yamanaka! Ino iria ser condenada pelo próprio clã!

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Sai tinha deixado a Srª Inoichi aos cuidados de Sakura em uma das salas. Certificou-se de que não era nenhum lugar assustador ou algo do tipo, não queria causar ainda mais mal-estar em ninguém. Agora, apressado, ele iria cuidar de uma outra Yamanaka...

Passos, corredores vazios, uma pequena corrida e mais passos, mais corredores... O percurso parecia ter dobrado de tamanho até que, finalmente, ele conseguiu avistar a grande porta da sala de julgamento. Perto dela, havia um grupo de jovens ninjas conversando, mas nenhum sinal de Ino.

— Está procurando pela Ino? — Choji notou o rapaz apressado e, ao receber um aceno positivo, continuou — Ela se escondeu em algum lugar, estava triste...

— Triste?

— Acho que ela não deve ter notado que somos proibidos de falar com ela... — Tenten parecia pensativa e um tanto culpada.

— Ela só deve ter ficado preocupada com a mãe — Hinata falou tão baixo que, caso não estivesse tudo tão silencioso agora, ninguém teria ouvido.

— A Ino só precisa de um tempo... — a voz de Shikamaru era tranquila — Quando recomeçar você chama ela.

Controlando todas as suas vontades de ir até a namorada e tentar a ajudar de alguma maneira a se sentir melhor, Sai apenas acenou positivamente e esperou junto com os outros.

Uma das regras era de que os envolvidos não poderiam falar absolutamente nada com a “plateia”, nem mesmo durante o interrogatório, podendo ter até mesmo uma sentença caso isso acontecesse.

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Mais do que nunca, a jovem Yamanaka sentia-se uma florzinha roxa: a representação da solidão.

Seus amigos nem mesmo acenaram para ela, preferiram a ignorar. Talvez se não estivessem escondendo tudo dela desde antes, a chateação por conta disso não fosse tão grande agora. Ino imaginava que eles estavam diferentes e que se manteriam assim até mesmo depois de ela ser inocentada... Se fosse inocentada.

Sua mãe estava mal e foi amparada por uma das testemunhas mais importantes. Sem Sakura lá, falando que não era culpa dela, quem iria ajudar? Choji e Shikamaru eram bons amigos, mas não eram tão fundamentais quanto ela...

Kiba, um dos poucos que também poderiam ajuda-la, simplesmente sumiu! Foi junto com Ibiki para sabe-se lá onde fazer o interrogatório daqueles dois traidores. Tão traidores quanto Mozuku.

Tenten, Hinata, Lee e Shino, amigos que a ignoraram. Se não iriam ajudar, não iriam dar forças a ela, não iriam fazer nada, pra que foram lá!? Rir dela? Iriam ser como Mozuku, no fim das contas!?

... E se... E se todos fossem como Mozuku? E se todos estivessem prontos para a apunhalar pelas costas e esquecer lá?

DROGA!

Eram tantos pensamentos, tantos sentimentos, tantas coisas que estavam deixando Ino desnorteada e embaralhada. Tudo o que ela queria era chorar, coisa que ela tentou privar-se até o último momento. Havia prometido para si mesma que seria forte e teria que ser! Seus amigos a ajudando ou não, ela seria forte. Mozuku sendo pego ou não, ela seria forte. Sua mãe precisava que ela fosse forte. Sai... Foi por causa dele que ela aprendeu a ser forte.

Um pequeno sorriso brotou no meio de tantas e tantas lagrimas que escorriam junto com as dúvidas que eram geradas. Sai estava lá e iria ajudar ela! Mesmo tendo-a traído antes, ele iria ajuda-la, certo?

... Onde ele estava agora se não estava ali, ao lado dela?

O sorriso se desfez e mais lagrimas brotaram. Ino sentia-se como uma de suas flores quando tem suas pétalas arrancadas. Fica murcha, triste, curvada para o chão.

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Mozuku permaneceu sozinho naquela sala. Estava cheio de forças novamente e pronto para prender Ino em suas armadilhas, afinal, ele trabalhou anos e anos com Inoichi e sabia perfeitamente o que aquela aparelhagem era capaz de fazer, sabia como a mente funciona, sabia como enganar alguém.

Ibiki entrou quase derrubando as portas. Junto a ele entraram todos os outros que estavam do lado de fora, deixando apenas três lugares vazios: o de Ino, o de sua mãe e o de Kakashi.

Despreocupado, o rapaz preferiu ignorar a falta deles e continuar tramando detalhadamente seus passos. Ele sairia impune de lá, ele seria o inocente por mais que falassem o contrário!

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— Ino...

Aquela voz tão amável fez com que a garota olhasse ao seu redor. Quem iria ir atrás dela ali? Estava tão bem escondida em um canto da saleta que mais parecia uma cela em que havia estado antes.

— Mãe? — Os olhos azuis finalmente pararam de lacrimejar — Está melhor?

— Claro, não sou tão fraca assim, sabia? — A mais velha sorriu — Vamos? — Por fim, estendeu a mão para ela.

— Precisamos ir, a parte final vai começar...

Era a voz de Kakashi e vinha do corredor, ele sabia que ela estava lá o tempo todo? De qualquer jeito, ela precisava retomar a postura e seguir para a sua liberdade.


Notas Finais




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