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História Criminal - Capítulo 13


Escrita por: e bia-Himym


Capítulo 13 - Remember (1.2)


Fanfic / Fanfiction Criminal - Capítulo 13 - Remember (1.2)


22 de abril de 2019- 20:30- Casa de Son Chaeyoung

O dia havia sido longo e torturante para às sete mulheres. As que tinham ido trabalhar contavam os segundos para o fim de seus expedientes, e as detetives, que tiveram as próximas semanas de "folga" , quase arrancaram os cabelos de tanto nervosismo e anciedade. 


E como haviam combinado um pouco antes de irem embora na noite passada, reuniram-se novamente na residência da Son, para enfim começarem a investigar o assassinato de Yungsun. 


  - Por onde iremos começar? - Jeongyeon questionou se sentando ao lado de Minatozaki. 


  - Não sei, não é você a Detetive? 


Momo usou do tom mais ácido e debochado que tinha, dando um sorrisinho de canto ao visualizar a carranca descontente da Yoo. Não era só porque havia reatado a amizade com as pessoas ali presentes que mudaria velhos hábitos que há anos estavam marcados em sua personalidade. 


 Jeongyeon optou por não dar muito ouvidos para o comentário da mais novo, não valeria apena perder tempo retrucando. A morena poderia até não admitir, mas essa personalidade forte e até mesmo bem irritante da Hirai ,era um dos diversos motivos de terem feito amizada anos atrás. 


  - Vocês duas, sem discussão! - Jihyo interveio antes que a Hirai pudesse dar outra alfinetada - Por onde podemos começar, Sana? 


  - Podemos fazer uma recapitulação da noite em que ela foi morta, ou seja, da noite da festa dos ex-alunos. Isso pode apontar um suspeito ou um comportamento estranho que possa nos indicar alguma coisa. 


  - Eu achei ótimo! Depois da Yungsun, quem de nós foi embora?- A Park questionou com animação. Ela estava sedenta para achar logo quem foi que matou uma de suas melhores amigas. 


  - Foi eu- Momo se ajeitou melhor no estofado para poder começar a falar do que se lembrava da fatídica noite. 


Flash Back - 14 de abril de 2019- Busan- Colégio Sokcho


Não muito tempo depois da saida um tanto desesperada de Yungsun da festa de ex-alunos, Momo também teve que se retirar. 


Havia recebido algumas mensagens de texto de Cristopher, um de seus funcionários de mais confiança. O Bang afirmou ter achado algumas pequenas irregularidades na conta de fechamento do dia, e como a Hirai era a dona do estabelecimento não muito bem falado pela vizinhança, era a única que poderia resolver, e como a japonesa odiava perder dinheiro, não pestanejou em voltar para Seul. 




Depois de um certo tempo, dirigindo em uma velocidade não muito recomendada, Momo finalmente chegou ao seu local de trabalho, sendo recebia por Cristopher na entrada do estabelecimento, esse já não trajava mais suas roupas de trabalho. 


  - Oi Chan, me explique direito o que aconteceu - Ditou entrando junto ao australiano na boate. 


  - Estava fazendo as contas do dia, e alguns números não estão batendo, a conta não fecha. 


  - Obrigada por avisar. Pode ir embora, eu sei que tem que falar com o seu noivo. Eu dou uma olhadinha nas contas. Pode ir. 


 O platinado agradeceu sua chefe fazendo uma breve reverência, não demorando em sair de lá.


O Bang queria chegar logo em sua pequena casa, para conversar com o seu noivo via internet ,e matar a enorme saudade que sentia de escutar a voz do mais velho - já que não se falavam há alguns dias-. O homem com quem iria se casar era perfeito. Um cirurgião que trabalhava em um dos melhores hospitais dos Estados Unidos, inteligente, carinhoso e bonito, Cristopher sentia seu coração palpitar só de lembrar do moreno. Todas essas qualidades do homem, deixavam Chan inseguro, e por isso escondia no que realmente trabalhava. Para o homem o australiano trabalhava em um simples café, mas todos sabemos de onde realmente o Bang tirava o seu sustento. O amava tanto que tinha medo de lhe contar a verdade e acabar sendo rejeitado. E por isso que jamais contaria nada para o mais velho, esse segredo iria junto consigo para o túmulo. 


Após a saída do australiano, Momo seguiu direito para o seu escritório, onde passou as próximas horas ocupada analisando as finanças do dia, para tentar achar o que estava dando errado. Dando uma pequena pausa para ligar para Jisung e saber como o mais novo estava, e só saindo de sua sala quando um de seus homens seguranças lhe chamou para os fundos do estabelecimento, onde presenciou uma das piores cenas de toda sua vida. 


                      ............. 


Após a saída de Momo , não muito tempo depois, Sana e Jihyo resolveram que já estava mais do que na hora de Jeongyeon também ir embora. A mais velha havia bebido tanto, que sequer conseguia formular uma frase sem se embolar nas palavras. 


Com muita insistência, dificuldade e escutando uma serie de reclamações - todas vindas por parte da morena - Chaeyoung e Sana, conseguiram leva-la para fora do colégio e coloca-la em um carro de aplicativo - que há pouco tempo havia sido chamado por Jisoo.


Assim que a Minatozaki conseguiu colocar Jeongyeon dentro do veículo, fechou a porta rapidamente - evitando que a coreana tentasse fugir -,dando uma batidinha no teto do carro, para indicar que o motorista já poderia seguir caminho. 




Depois de alguns longos kilómetros percorridos,e um motorista de aplicativo escutando lamentações e reclamações de uma jovem mulher com seus vinte e três anos bebada. O veículo finalmente estacionou na frente de um pequeno edifício de um tom claro de amarelo


O homem ficou alguns minutos parado sentado em seu banco, observando a morena tentar tirar o sinto de segurança, e ao constatar que a Yoo estava tão alcoolizada que sequer conseguia tirar-lo , resolveu ajuda-la. Saiu de dentro do carro indo ao lado do automóvel em que a coreana estava, abrindo a porta e logo em seguida libertando-a da faixa preta que atravessava seu peito, recebendo um obrigada mole em troca.


 Já do lado de fora do carro, jogou um dos braços finos da mulher em volta de seu ombro, dando auxílio para que a mesma pudesse caminhar até a entrada do edifício 


Ao ter a garantia de que a morena já estava dentro do edifício em segurança, retornou para o seu carro, partindo dali para sua próxima paradab- não cobrando nada da mulher, já que a viajem havia sido paga por Chaeyoung, um pouco antes de deixar Busan e seguir para Seul. 


Quando Jeongyeon notou que o carro do homem havia deixado à frente de seu prédio, a detetive saiu de dentro do mesmo, sentando-se nas poucas escadas que davam acesso a entrada do edifício, onde ficou longos minutos no mais puro e agoniante silêncio, relembrando os acontecimentos daquela noite. A Yoo estava frustada, não queria ter sido tão fria e sem educação com Yungsun, mas não pode evitar, toda vez que lembrava que a Kim lhe "abandonou" para ficar com Minho, o seu coração se enchia de raiva e amargura. 


Carregada por um falso ódio, a Yoo pegou o seu aparelho celular do bolso de seu sobretudo ,não demorando para desbloquear a tela, começando uma casada pelo aplicativo de mensagens. Ao achar o bendito aplicativo, pegou um pequeno pedaço de papel do bolso de seu casaco, nele continha o número de celular de Yungsun - A morena havia lhe dado , para que futuramente pudessem conversar e resolverem todas suas pendências pessoais. Não passou mais de três segundos para que Jeongyeon começasse a bombardear o chat de conversa com mensagens cheias de ódio e recentimento. 


Se ela não tivesse tão alcoolizada, concerteza, sem sombras de dúvidas, nunca teria mandado nenhuma daquelas mensagens raivosas. Não deixaria que o seu último contato com sua melhor amiga de infância fosse aquele. 


                     ........... 


Não passava muito das onze e quarenta da noite, quando Sana resolveu ir embora para sua casa. A japonesa se sentia quebrada, como se um caminhão tivesse lhe atropelado. Sua semana havia sido exaustiva, só comparecerá naquela reunião de ex-alunos, pois Dahyun insistirá muito. 


Com um longo suspiro de cansaço Minatozaki anunciou que iria para casa, escutando Mina insistir um pouco para que ficasse, usando como argumento o fato de não se verem há anos . 


  - Eu gostaria de ficar, mas estou muito cansada, a semana foi dura . 


  - Tudo bem, entendemos. A minha também não foi nada fácil - Como de costume Chaeyoung falou compreensiva. A Son entendia a situação da mais velha, pois a sua rotina diária era quase parecida com a dela, movimentada e exaustiva. 


  - Você poderia me dar uma carona, Sana? - Dahyun questionou, soltando um suspiro tranquilo quando a mais velha confirmou com um movimento de cabeça. 


 As duas se despediram rapidamente, não se esquecendo de trocarem números de telefones, para que pudessem conversar e marcarem outros encontros futuramente. 


Dahyun chegou a achar que a qualquer momento explodiria de tenta felicidade. Finalmente havia se reunido com suas antigas amigas, por muito tempo acreditou que nunca mais ás veriam novamente. As unicas com quem manteve contato ao longo dos anos que se passaram desde a formatura no ensino médio, foram Jeongyeon e Sana - já que coincidentemente trabalhavam juntas. A Kim esperava que depois desse dia não voltassem a ficar tanto tempo sem se comunicarem como deixaram acontecer no passado, queria poder ter chances de se reaproximar das outras cinco mulheres. 


Sana não se encontrava muito diferente da coreana, passou todos esses anos focada em seus objetivos profissionais - que eram subir em sua carreira e se tornar uma delegada igual ou até melhor do que sua mãe foi um dia - que nem se deu conta do tanto que se afastou , só percebeu quando reencontrou Dahyun á alguns anos - Ainda era uma detetive - e descobriu que trabalhariam juntas. Compartilhava dos mesmos desejos de reaproximação da Kim, e queria que não demorasse muito para acontecer. 


Infelizmente não demorou para que se vissem outra vez, já que na madrugada do dia seguinte tiveram que lidar com a triste notícia da morte de uma grande amiga. 


.............. 


Não muito depois da saída das detetives mais novas , a próxima a ter se retirado do encontro de ex-alunos, foi Park Jisoo, que alegou estar muito cansada para continuar ,e que na manhã seguinte teria mais um turno de longas. 


O seu trabalho como médica lhe ocupava longas horas do dia, quase não achava tempo para fazer nada.Tomou a decisão de comparecer naquela festa, pois soube por um conhecido que suas amigas da adolescência apareceriam, e á alguns meses se tocou que afastou-se totalmente delas - por conta do intensos ritmo de estudos que tinha para entrar e continuar na faculdade de medicina. Agora que havia se dado conta, faria de tudo para se reaproximar. Não cometeria o mesmo erro do passado de afastar as únicas pessoas que realmente lhe entendiam. 


Depois de uma despedida rápida, mas com muito afeto, a Park se foi, não demorando tanto para chegar em casa e se jogar na cama caindo em um sono, só acordando na manhã seguinte com o despertador tocando para começar mais um longo turno no hospital central. 



Ainda na festa - está que já não estava tão movimentada como no começo- , Chaeyoung conversava animadamente com Mina, que escutava cada palavra dita pela mais nova com o máximo de atenção possível para não perder nenhum detalhe. Em um dado momento da conversa a japonesa simplesmente parou de focar no que era dito para si, pois uma lembrança - que naquele momento não faria muito sentido, mas futuramente seria de grande valia- daquela mesma noite invadiu seus pensamentos. Lembrava-se bem de quando Yungsun teve que ir embora,e principalmente de como a mais velha tinha ficando após checar algo em seu celular, que á deixou claramente pertubada. 


  - Mina? - Chamou mais uma vez pela legista, que á alguns minutos havia percebido ter ficado seria e com uma expressão perdida. 


  - Sim? Me chamou? - Chacoalhou sua cabeça de um lado para o outro levemente ,afastando os pensamentos repentinos e no mínimo estranhos que lhe acarretaram. 


  - Você está bem? Aconteceu algo? - Soltou um suspiro aliviado ao receber "não" vindo da mais velha, essa que deu um baixo riso com a expressão preocupada que esbanjava no rosto. 


  - Do que falava mesmo? 


  - Disse que teria que ir embora, e perguntei se queria uma carona. Me lembro que disse que seu carro estava no mecânico. 


  - Se não for incomodar, eu aceito. 


  - Jamais. 


Mina sorriu com a resposta dada, não demorando em se juntar a alaranjada que se afastava da mesa em que estavam. 


Logo que chegaram em Seul, Chaeyoung tratou de deixar Myoui em frente de seu apartamento.


 Antes de saír de dentro do veículo  , a japonesa deixou um singelo beijo na bochecha da minha nova como despedida, para logo em seguida deixar o carro e passar pelo hall do prédio de estrutura mediana. A Son meio atónita com o repentino gesto da amiga,colocou sua mão na bochecha que tinha sido selada á pouco, logo voltando a segurar o volante com firmeza e deixando a frente do prédio com sorriso bobo nos lábios. 


A morena que já estava dentro de seu modesto apartamento sentiu o peso de seu ato cair sobre seus ombros assim que trancou a porta de sua casa. Não acreditava no que tinha feito, poderia parecer uma coisa boba para muitos, mas para si foi algo grandioso. Talvez toda aquela coragem que tinha tido para dar aquele simples beijinho na bochecha da promotora tenho sido por conta da quantidade um pouco elevada de álcool que corria por seu sangue. Com um sorriso divertido, Mina seguiu em direção ao banheiro. 



Eram por volta das três da manhã quando o celular da japonesa começou a tocar incessantemente, ela até tentou iguinorar, mas pelo o que parecia a outra pessoa do outro lado da linha estava determinada. Sem ter muito o que fazer, Mina esticou seu braço até alcançar seu celular que estava disposto em cima da cômoda, nem se dando o trabalho de tirar a cabeça do travesseiro. Atendeu a chamanda ainda sonolenta. 


  - Mina? Me desculpa estar ligando agora. Eu sei que hoje era para ser a sua folga, mas iremos precisar da sua ajuda num assassinato que ocorreu assassinato no beco da Boate Hirai. 



22 de abril de 2019- 22:35- Casa de Son Chaeyoung


  - Como assim a Solar ficou estranha antes de ir embora? - Questionou Momo. 


  - Eu não sei explicar, ela parecia ter ficado com medo, arrisco dizer que ela ficou bem assustada. Eu não tenho certeza, já estava um pouco alterada. 


- Uma pergunta. Tudo aconteceu no beco mesmo? O"aborto" e o asassinato?- Perguntou Jihyo com uma expressão pensativa. 


  - Não, tudo indica que a tentativa de aborto aconteceu em um outro lugar. Pensamos ter acontecido no apartamento dela, mas quando fomos lá não havia sequer vestígios de sangue ou de que algo além do comum tivesse acontecido. - Jeongyeon apressou-se em responder. 


  - Pode ter acontecido em um outro lugar, talvez na casa de quem matou ela ? - Chaeyoung sugeriu


  - Não creio que essa pessoa tenha tentado matar ela - Começou Mina recebendo olhares confusos em sua direção - Quando estava fazendo a autópsia no corpo dela, foi bem evidente que a causa da morte foi hemorragia. 


  - Então você está querendo dizer, que a nossa amiga morreu por causa de um completo idiota que achou que ainda dava para fazer um aborto mesmo ela estando com nove mêses ? - Momo perguntou com um tom de voz exaltado. 


  - Resumidamente, sim. 


Com a resposta da legista, Momo sussurrou um " Ótimo" , mantendo o mesmo tom raivoso. 


  - Vocês não conseguiram nenhuma filmagem de câmeras de segurança que mostrasse algo? - Indagou Chaeyoung. 


  - Não - Dahyun soltou um suspiro frustado - O único lugar que tem câmeras com ângulos exelentes para a rua e para o beco , é uma clínica médica que fica ao lado do beco , vizinha da boate. Mas não conseguimos as filmagens, o dono se recusou a dar. " Só darei com um mandado "- Imitou a voz do homem com raiva. 


  - Isso não vai ser problema, amanhã essas filmagens estaram aqui nesse mesmo horário. - Falou a Hirai com um sorriso brincalhão no rosto, já tendo uma ideia do que faria para conseguir as gravações.


  - Amanhã podemos ir falar com a Hyejin novamente- Sugeriu Dahyun á Sana. 


  - Boa, vamos pegar passado com ela. 


  - Desculpa, mas quem é Hyejin? - Chaeyoung questionou, pois nem ela, Jihyo e nem Mina sabiam quem era á tal Hwasa. Jeongyeon que estava sentada ao seu lado apenas disse um " Depois eu explico com mais calma ".


 E assim passaram por mais algumas horas, conversando apontado possíveis suspeitos. 



     To be continued..... 






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