História Criminal - Capítulo 4


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Categorias (G)I-DLE, Bangtan Boys (BTS), Blackpink, CL (Chaelin Lee), Everglow, EXO, Got7, HyunA, IKON, Lee Seung Gi, Lee Sunmi, Mamamoo, Pentagon (PTG), Red Velvet, Stray Kids, TWICE
Personagens Aisha (Heo Yoorim), B.I, BamBam, Bang Chan, Bobby, Byun Baek-hyun (Baekhyun), Chaeyoung, Chanwoo, Dahyun, Do Kyung-soo (D.O), Donghyuk, E:U (Park Jiwon), E'Dawn, Han Ji-sung, Hong-seok, Hui, Hwang Hyun-jin, Hwasa, HyunA, Irene, Jackson, JB, Jennie, Jeon Jungkook (Jungkook), Jeongyeon, Jihyo, Jin-ho, Jinhwan, Jinyoung, Jisoo, Joy, Jung Hoseok (J-Hope), Junhoe, Kim Jong-dae (Chen), Kim Jong-in (Kai), Kim Jun-myeon (Suho), Kim Min-seok (Xiumin), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Seung-min, Kim Taehyung (V), Kim Woo-jin, Kino, Lee Chaelin "CL", Lee Felix, Lee Min-ho, Lee Seung Gi, Lee Sunmi, Lisa, Mark, Mia (Han Eunji), Min Yoongi (Suga), Mina, Minnie, Miyeon, Momo, Moonbyul, Nayeon, Oh Se-hun (Sehun), Onda (Jo Serim), Park Chan-yeol (Chanyeol), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Rosé, Sana, Seo Chang-bin, Seulgi, Shin-won, Shuhua, Sihyeon (Kim Sihyeon), Solar, Soojin, Soyeon, Tzuyu, Wendy, Wheein, Woo-seok, Yan An, Yang Jeong-in, Yeo One, Yeri, Yiren (Wang Yiren), Youngjae, Yugyeom, Yunhyeong, Yuqi, Yuto, Zhang Yixing (Lay)
Tags Criminal, Sobrenatural, Taehyung, Yuk1iie
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Palavras 4.244
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


postado especialmente para a @kimkyungsoon my moon❤

boa leitura.

Capítulo 4 - Maybe...


Fanfic / Fanfiction Criminal - Capítulo 4 - Maybe...

Aconteceu a dez anos atrás. Eu não tive uma infância tão boa como todos pensam.

Antes de Minhyuk nascer, já era complicado. Minha mãe e Seonmin saíam para trabalhar, e eu ficava com o vagabundo do meu pai, que ficava o dia inteiro sentado no sofá em frente a televisão, sem fazer absolutamente nada para ajudar. Minha mãe, chegava do trabalho às 8:00 pm, e quando estava perto desse horário, ele corria para fazer algumas coisas. E quando ela chegava, ainda mentia dizendo que havia saído para resolver algumas coisas e que não havia conseguido terminar tudo. Foi desse jeito, todos os dias, até descobrimos que eu teria um irmão.

Após minha mãe ficar grávida de Minhyuk, ela parou de trabalhar. E assim, meu pai foi obrigado a correr atrás de um trabalho.

Todas as noites, quando ele não conseguia, ou era demitido depois de um tempo, ele chegava em casa estressado. E assim, para acabar com sua raiva de algum modo, ele discutia com a minha mãe, enquanto ela, só tentava acalmá-lo.

Depois que Minhyuk nasceu, minha mãe continuou sem trabalhar, para poder cuidar de seus dois filhos. E meu pai, finalmente havia conseguido um trabalho, e estava permanecendo neste. Mas isso não durou por muito tempo. Logo ele foi demitido. Mas, por obrigação, teve que procurar mais empregos, até conseguir um novamente.

E sim, coloco a culpa totalmente nele, pois ele sempre havia sido um cara complicado demais. Mesmo com sua família e amigos, então, imagine em achar um emprego. Mas, felizmente, as coisas melhoraram, e meu pai ficou no mesmo trabalho a mais tempo do que imaginávamos.

Mas, nem tudo é perfeito, e muito menos, dura pra sempre. E assim, meu pai acabou perdendo o emprego.

Depois de perder o emprego, ele começou a sair, e chegar embriagado todas as noites, e por conta disso, ele acabava descontando tudo na minha mãe. E a mandato dela, tínhamos sempre que subir para o quarto e ficar lá, até que os gritos parassem, e tudo acabasse.

Na época, meu irmão tinha quatro anos, e eu tinha nove. Eu estava assistindo desenho animado com ele na sala, minha mãe estava fazendo o jantar, e estava perto do horário que ele sempre chegava, e eu apenas pedia para qualquer um que não fosse igual aos outros dias. E não foi.

Nesse dia, ele chegou embriagado, do mesmo jeito que nos outros dias, e eu apenas fui para o meu quarto no andar de cima com Minhyuk, como sempre fazia a mandato de minha mãe. Ouvi eles discutindo, como de costume. Mas, o que estava mudado desta vez, é que minha mãe resolveu agir contra ele. Antes, ela apenas ouvia ele gritar com ela, mas agora, quem estava gritando com alguém, era ela, e com ele.

Mas essa liderança toda de minha mãe, infelizmente não durou muito, pois os mesmos gritos dos dias anteriores começaram a surgir, e assim, eu já poderia imaginar o que estava acontecendo no andar de baixo. O mesmo que aconteceu nos dias anteriores.

Não foi a primeira vez que pensei em ir até lá e impedi-lo de fazer mais alguma coisa contra a minha mãe. Eu já tinha perdido as contas de quantas vezes fiz isso e parei no meio do caminho por medo. Mas dessa vez, foi diferente.

Pedi a Minhyuk ficasse no quarto, e desci para tentar impedir aquele homem de fazer mais alguma coisa contra a minha mãe, mas, ele acabou me desobedecendo, e vindo junto comigo. E ao terminarmos de descer as escadas, pudemos ver o momento exato em que o desgraçado havia cravado uma faca, bem fundo ao peito de minha mãe, e logo ela caiu no chão, com uma poça de sangue se formando em volta dela.

Corri até a mesma desesperada. Eu gritava por ela e sacudia o corpo da mulher, pedindo para que ela continuasse comigo. Vi quando meu pai pegou Minhyuk no colo e correu com o pequeno para o carro, logo acelerando e fugindo com o garoto. Tentei correr atrás dele e impedir que fugisse com meu irmão, mas não adiantou muito. Voltei para onde minha mãe estava, e me deparei com Seonmin, Carol e Felipe. Seonmin me abraçou querendo me acalmar, enquanto eu apenas chorava. E um pouco tempo depois, a ambulância que ela disse ter chamado chegou, levaram minha mãe para o hospital, mas, os médicos disseram que ela havia morrido antes mesmo de ter chegado lá.

Eu não tinha mais nada, nada mesmo. Depois que minha mãe morreu, e meu pai estava desaparecido junto com Minhyuk, eu acabei indo para um orfanato, mas fiquei pouco tempo, pois Seonmin havia conseguido a minha guarda. E então, eu acabei virando a meia-irmã mais velha dos gêmeos, que só tinham oito anos. Seonmin virou minha mãe, e Vitor, o marido de Seonmin, acabou virando o meu pai.

Fui muito grata a Seonmin, desde atualmente. Se não fosse por ela, eu não teria tido uma casa e uma família, eu teria vivido no orfanato ao resto da minha infância. E, apesar de ter virado minha mãe, ela nunca me obrigou a chamá-la desse jeito. A mesma situação de Vitor e os gêmeos, Vitor nunca me obrigou a chamá-lo de “Pai”, e os gêmeos, nunca me obrigaram a chamá-los de “Irmã”, “Irmão” ou “Irmãos”. E nenhum deles, nunca me obrigaram a dizer que eles eram minha família verdadeira. E eu nunca tive vergonha alguma de dizer que eu era adotada por eles.

Aos meus quinze anos, eu consegui um emprego, e assim que ganhei meu salário, consegui comprar a minha casa. Apesar de Seonmin sempre dizer que eu nunca incomodei ela e que eu poderia ficar morando em sua casa o tempo que eu quisesse, eu insisti no assunto, e consegui minha casa.

Passei a estudar e trabalhar até meus dezessete anos, e consegui uma grande quantia de dinheiro. Mas, ainda com os meus dezessete anos, no final do ano, o local onde eu trabalhava acabou fechando por conta de uma denúncia. E assim, passei a apenas estudar. Seonmin passou a me ajudar, me dando uma pequena quantia de dinheiro. O mínimo que eu precisava.

Depois, eu comecei a trabalhar novamente, mas não deu muito certo, vieram provas e trabalhos, e então, resolvi desistir.

E aqui estou eu, a garota com dezenove anos que estuda para conseguir o ótimo emprego que sempre quis. Ao mesmo tempo, à procura do irmão mais novo, e do desgraçado que o tirou de mim.

Fui tirada de meus pensamentos com o vibrar do meu celular. Peguei o mesmo o ligando em seguida, e vi mensagens que Carol havia me enviado.

“Safira, você quer sair comigo hoje à tarde?”

Pensei um pouco antes de responder. Já decidida, eu desbloqueei meu celular, entrei no chat de conversas entre eu e ela e respondi:

“Eu aceito sair com você.”

Segundo depois, ela visualizou e me respondeu:

“Está bem! Eu vou até aí buscar você… Ou você vem?”

“Deixe que eu vou. Não se preocupe, eu irei mesmo.” eu respondi a mensagem dela.

“Okay. Até depois.”

“Até.”

Depois de ela visualizar minha resposta, me levantei do sofá e fui me arrumar, nem que fosse só um pouco. Continuei com a mesma roupa que eu estava da escola, ajeitei meus cabelos, peguei meu fone de ouvido e coloquei eles no bolso da calça junto com o meu celular, caso eu precisasse.

Fechei a casa, peguei as chaves de casa e saí. Tranquei a porta e guardei as chaves no bolso também. Logo em seguida, fui para a casa de Carol.

Alguns minutos depois, quando eu já estava próxima da casa dela, vi a mesma sentada no único degrau que havia na frente da porta. Quando me viu, se levantou enquanto sorria, falou algo para quem estava na sala e fechou a porta, logo vindo até mim.

– Cá estou eu. – Perguntei a ela sorrindo. – E então, onde vamos?

– Ah, eu tinha pensado em você escolher o lugar. – Disse andando ao meu lado.

– Nós arranjamos algo para fazer enquanto estivermos andando. É muito melhor sem um roteiro.

– Por um lado, você tem razão. – Ela disse. – Nós duas precisávamos nos divertir, por isso eu te chamei. – Ela disse de repente.

– Você tem razão. – Eu concordei com ela.

Sorrimos levemente uma para outra e continuamos andando.

Era ótimo sair com Carol, parecia que todos os meus problemas e maus pensamentos iam embora quando eu saía com ela, era totalmente ótimo. Não havia passeios melhores do que os meus com ela.

Carolina sempre foi alguém totalmente disposta a ajudar todos que precisassem. Uma garota muito boa em absolutamente tudo que faz. Com um caráter incrível. E a melhor pessoa para distrair você se estiver tendo um dia ruim. Ela pode ter perdido um pouco de tudo isso e outras coisas que a fazem uma pessoa incrível, pois várias pessoas já a usaram e a magoaram por ela ter esse jeitinho dela. Apesar de ela ser assim, também tem o seu lado sensível que todos nós temos. Mas ela nunca deixa que esse lado a afete de alguma forma. Ela quer sempre mostrar que é forte o bastante para aguentar várias situações, mesmo despencando algumas vezes.

– Hey! – Exclamou me fazendo olhar para ela.

– Sim? – Perguntei.

– O que acha de irmos para a praça? Lá tem quadra de basquete, quadra de volêi. – Ela ficou pensativa por alguns segundos. – Ah! E podemos andar de skate também, ou até mesmo de bicicleta se você não quiser se arriscar tanto. Ou até mesmo, podemos ir na pracinha, e fingir que somos duas crianças, você de cinco anos e eu de quatro, já que sou um ano mais nova que você! – Disse toda animada. Se ela falasse um pouco mais rápido, seria impossível de entender.

– Acalme-se, quase não entendo você falar! – Comentei com ela. – Vamos para a praça, assim eu mostrarei a você que sou mais radical do que imagina. – Peguei em uma parte de minha camiseta que ficava perto de meu pescoço e puxei, a ajeitando e como se eu fosse um personagem de drama.

– A é? Está bem, veremos Srta. Miller. – Ela correu ao terminar de dizer.

– Hey, o que é isso? – Perguntei quando comecei a correr atrás dela.

– Corrida. – Ela gritou.

“Ah não!” Pensei com um tom de indignação e corri mais rápido, logo conseguindo alcançá-la. E não muitos minutos depois, nós chegamos na praça.

Carol procurou o banco mais próximo para descansar. Ela se sentou no mais próximo e me sentei ao lado dela, enquanto tentávamos recuperar o ar perdido naquela corrida que ela havia criado.


Safira

Hoseok


Eu estava na casa de minha mãe. No maior tédio possível.

Cyrus estava desenhando em uma folha de oficio em cima da mesa de jantar, enquanto eu estava sentado no sofá, enquanto a televisão estava ligada, e eu estava mexendo no celular.

Cyrus era O Talento, ele dançava e desenhava, aquilo me deixava super orgulhoso dele. Cyrus de alguma forma, sempre foi especial para mim e a criança mais encantadora que eu conheço. Eu gostava demais dele e o meu afeto por ele era enorme, assim como ele demonstrava ter um afeto imenso por mim também. Aquilo me alegrava.

Eu ouvi o barulho do lápis sendo largado na mesa, e logo depois vi ele vindo ao meu lado com a folha onde tinha desenhado em suas mãos. Me entregou para que eu pudesse ver.

– Woah! Você me desenhou? – Sentei-me no sofá após ver o desenho dele e olhei para o mesmo, colocando a folha ao lado do meu rosto. – Está idêntico, huh?

– Você gostou mesmo? – Ele perguntou e parecia meio inseguro.

– O que disse? Isso está incrível, maninho. Eu sinto que fiquei até mais bonito neste desenho. – Eu ri fraco de meu comentário para poder animá-lo. E felizmente, eu consegui tirar um sorriso de seu rosto.

– Eu fiz especialmente para você.

– Fico grato pelo seu gesto. – Eu sorri para ele.

–– Cyrus, querido, quer ir ao mercado comigo? – Minha mãe apareceu de repente perguntando a ele.

– Quero sim, mãe. – Disse animado olhando para a mulher.

– Tudo bem, irei lá em cima pegar uma coisa, e já já nós vamos. – Disse se dirigindo a escada, mas parou parecendo lembrar de algo e olhou para mim. – Ah, Hoseok, pode guardar a louça para mim, por favor? – Pediu.

– Hm… Posso sim.

– Obrigada. – Disse com um leve sorriso e subiu as escadas.

Cyrus e eu voltamos a nos olhar, até que ele me perguntou:

– Vai querer algo do mercado?

– Vou sim. – Eu respondi.

– O que?

– Eu quero que traga para nós um grande pacote de salgadinhos de queijo, barras de chocolate, refrigerante, balas, tudo que for besteiras.

"Para nós"? – Ele perguntou e pareceu confuso.

– É claro. Nós vamos ficar até de madrugada assistindo filmes, desenhos animados, jogando. Faremos uma festa do pijama, começa hoje a noite.

– Mas, parece errado ficar acordado assistindo filmes e comendo doces até tarde. – Ele comentou meio pensativo.

– Aahh, deixe disso. – Eu disse e o puxei, fazendo ele deitar no meu colo e fiz um pouco de cócegas em sua barriga. – Não deixe-me só nessa aventura.

– Está bem, está bem. Eu irei comparecer na sua festa do pijama, senhor Jung. – Ele me respondeu e eu dei um largo sorriso.

– Eu acho isso ótimo, senhor Jung baixinho. – Baguncei os seus cabelos após ele se levantar.

Ele fechou a cara após eu chamá-lo de baixinho e eu ri daquilo. Nossa mãe apareceu o chamando para irem, e logo saíram de casa, entraram no carro e foram para o mercado. Eu me levantei, fui até a cozinha e guardei o que minha mãe tinha me pedido. Voltei para o sofá e mesmo antes de eu sentar-me no móvel, eu fui chamado por várias vozes que eram bem reconhecíveis para mim. Andei em direção a porta e abri a mesma, me deparando com os seus garotos que me chamaram antes.

– Mas, que porra é essa? – Perguntei e dei uma curta risada no final.

– Tá afim de ir jogar basquete com a gente? – Yoongi perguntou.

– Diga que pode, por favor. – Jimin disse.

Pensei um pouco. Olhei para dentro da casa, e tudo estava em ordem. Saí para o lado de fora, fechei a porta e olhei para eles.

– Bem, tudo está em ordem. Já fiz a única coisa que minha mãe pediu. A televisão está ligada, mas eles vão chegar logo, então, sim! Eu vou. – Respondi a eles.

– Beleza. Então, vamos logo antes que alguém pegue a quadra de basquete antes de nós. – Jungkook disse.

– Okay. Mas olhem, preciso estar em casa antes que anoiteça.

– Tem algum compromisso, Hoseok? – Taehyung perguntou quando começamos a andar.

– Sim, com o meu irmão. Nós vamos assistir filmes e comer doces a noite inteira hoje. Será um dia de irmãos. – Expliquei a eles antes que perguntassem.

– Entendemos. Agora, vamos logo gente. – Jungkook disse e correu não muito rápido em nossa frente.

Andamos mais rápido para podermos pegar a quadra a tempo só para nós jogarmos.


– O que é que está acontecendo aqui? – Namjoon perguntou olhando na mesma direção que nós.

– Não é óbvio? Estão jogando basquete. – Taehyung disse.

Em nossas visões - Ou, na minha, pelo menos. - estavam: Safira, Carolina, e uma menina ruiva que não conhecíamos, jogando basquete.

Elas pareciam estar se divertindo. Riam enquanto jogavam, e eram muito boas, principalmente a ruiva. E nem quando nos viram a diversão terminou. Elas provavelmente teriam percebido que queríamos jogar, mas nós decidimos esperar até que aquele “jogo” delas terminasse.


Hoseok

Yoongi


Aish! – Ouvi Taehyung reclamar quando se levantou. – Garotas, quando o jogo de vocês vai terminar? Nós queremos jogar! – Ele falou alto para que as garotas pudessem ouvir.

Entre Carolina e Safira, estava Olívia. E sendo sincero, eu estava adorando que elas jogassem para que ela não falasse comigo e os meninos não suspeitassem, já que eu queria contar em um momento certo sobre eu e ela, e também… Com nós esperando, eu conseguia ficar vê-la jogando mais uma vez.

“– CARTER, PASSE A BOLA PARA A WHEELER! – O treinador do time das garotas gritou nervoso.

Eu estava na primeira fileira da arquibancada, vendo com clareza todas as jogadas de ambos os times, mas eu sentia que ficaria surdo com cada grito que aquele treinador dava.

Como foi mandado, a tal Carter passou a bola para Olívia Wheeler que estava alguns passos em sua frente, Olívia se movimentou mais a frente para tentar fazer a cesta que daria o ponto da vitória para seu time, mas a bola passou a ser disputada por ela e uma integrante do time rival. Olívia lutou e lutou, mas acabou perdendo a bola. Após a jogadora que tirou a bola de Olívia chegar mais à frente de onde devia fazer o ponto que iria empatar o jogo, uma jogadora do time de Olívia tirou a bola da garota e correu em direção à cesta que deveriam fazer o ponto. A bola voltou para a jogadora Carter novamente que passou para outra jogadora loira e duas jogadoras do time oposto passaram a disputar a bola com ela.

– QUANTAS VEZES TEREI QUE REPETIR? PASSEM PARA A WHEELER! OLHEM ONDE ELA ESTÁ! – O treinador do time gritou e senti meu ouvido doer mais uma vez.

A jogadora loira fez o que o que o treinador mandou e passou a bola Olívia que estava ao lado da cesta, a ruiva recebeu a bola com firmeza e deu um salto para poder fazer a cesta, tornando seu time vitorioso.”

Percebi que as meninas nos olhavam como se questionassem alguma coisa, e Safira se pronunciou:

– Por que vocês não avisaram antes que queriam jogar? Apenas se sentaram aí e ficaram nos olhando. – Ela perguntou e disse em um jeito calmo, como se não tivesse pressa.

– Vocês podem jogar com a gente, jogar sozinho é chato. – Carolina disse a nós.

Taehyung olhou para nós como se nos perguntasse se nós aceitávamos, vi que alguns balançaram as cabeças positivamente e Taehyung se virou novamente para as garotas.

– Está bem. A partir de agora, nós somos times rivais. Kim Taehyung, capitão do time “Black”. – Ele disse parecendo brincalhão e vi que sorriu após dizer aquilo.

– Quando nós concordamos com esse nome? – Jimin sussurrou em meu ouvido e pedi para que ele ficasse calado, com um “shh”.

– Prazer em conhecê-lo. Eu sou Olívia Wheeler, capitã do time “Power.” – Olívia se apresentou para Taehyung, e eu confesso que adorei aquilo.

Os meninos e eu entramos na quadra que as três garotas estavam e começamos a jogar logo depois.


Nós acabamos perdendo. Vimos as meninas comemorando após a vitória delas.

– Poxa, Yoongi! – Ouvi Namjoon exclamar quando se aproximou de mim.

– O que? – Perguntei sem entender ao olhar para ele. – Não ponha a culpa em mim não. Ela roubou a bola de você e não de mim.

Após dizer isso eu saí da quadra e fui até o banco mais próximo para poder descansar. Apesar de ter perdido, eu estava orgulhoso de Olívia e me deixei sorrir bobo por aquilo.

Antes que eu pudesse me sentar no banco que eu me direcionava, senti uma forte pancada em minha cabeça, resmunguei de dor colocando a mão na parte da cabeça onde fui acertado, olhei para trás preparando todos os xingamentos que eu sabia… Mas quando vi que era Olívia, meu olhar que era de indignação acompanhado com um pouco de raiva se tornou um olhar tranquilo e feliz por vê-la sorrindo para mim ali, e todos os xingamentos que eu iria usar sumiram de minha mente.

– Oppa! – Ela disse “imitando” o jeito coreano e sorriu para mim novamente, mesmo que ela fosse britânica.

– Oi… Amor… – Eu disse quando ela se aproximou de mim.

– Eu machuquei você? – Perguntou parecendo preocupada mas continuou sorrindo.

– Não, é… Está tudo bem. – Digo todo atrapalhado.

– Você parece nervoso, por quê?

– É que… Você sabe que eu quero contar sobre nós para os meninos em um momento certo.

– Que tal contarmos agora, huh? – Ela deu a ideia. – É o momento certo, vamos! – Ela disse me puxando levemente pelo braço, mas impedi que continuasse.

– Agora não dá, Oli. – Eu disse e me soltei dela. – Nós estamos cheios de problemas. A escola, estamos cheio de coisas para fazer. A namorada de Jimin terminou com ele e confessou que ele foi traído por ela. Nós viemos para cá para nos divertimos pois precisávamos disso.

– Ah… Eu não sabia de tudo isso. Eu entendo, irei fazer nada. – Ela disse e abaixou a cabeça.

Eu respirei fundo aliviado. Eu não deveria ter mentido sobre isso, mas eu senti que seria necessário para que ela não fizesse aquilo… Eu apenas não queria contar ali, eu queria que fosse mais especial como ela merece. Voltei a olhá-la e eu disse:

– Obrigado por entender, meu amor. E eu sinto muito por isso.

– Não irei contar nada já que você tem vergonha de mim. – Ela disse ao levantar a cabeça.

Meu olhar que era um tranquilo passou a ser um desentendido para ela ao dizer aquilo.

– Como é?!

– Eu sei que você tem vergonha de mim, Min Yoongi. – Ela disse alterando um pouco a voz e olhando para mim. – Então, se é isso, por que você mantém esse relacionamento comigo?

– Olívia, não é nada disso, amor. Eu amo você!

– Me ama tanto que não quer ao menos me apresentar para os seus amigos. Que patético! – Olívia, por favor… Eu quero apenas proteger você!

– Me proteger do que? Eu não estou em perigo! – Ela alterou a voz em dizer. – Do que você quer me proteger, Min Yoongi?

– Você não pode saber… – Senti um vazio após falar isso, pois ela com certeza não acreditaria em mim e diria que eu estou mentindo mais ainda.

– Eu não sou mais uma criança de três anos, Yoongi. Eu sei me cuidar e não sou boba. Eu sou sua namorada, mas você não me trata como uma. Eu cansei disso tudo. – Ela disse se afastando.

Eu fui até ela e segurei seu braço para que não fosse embora, com a esperança de que pudéssemos conversar melhor.

– Por favor, Olívia, não faça isso.– Eu pedi olhando em seus olhos que estavam marejados naquela situação toda.

Ela se soltou de mim enquanto me encarava e se afastou alguns passos a mais de mim.

– Já fiz, Min Yoongi. – Ela disse sem esperar que eu dissesse alguma coisa e foi embora.

Respirei fundo totalmente desanimado com aquilo. Me sentei no primeiro banco que vi e pus minhas mãos na minha nuca enquanto tinha minha cabeça abaixada e os cotovelos apoiado em minhas pernas. Percebi que alguém vinha até mim, levantei a cabeça e vi Jin em minha frente, olhei em volta e os meninos me circulavam.

– Ela é sua namorada? – Jin perguntou.

– Sim.

– Nossa, e pensar que eu achei a namorada do meu melhor amigo linda para um caralho. – Hoseok comentou com nós. Olhei feio para ele e ele abaixou a cabeça sem jeito.

– Por que escondeu de nós? – Namjoon perguntou em seguida.

– Eu escondi de todos, com medo que algo acontecesse com ela.

– Nós entendemos sua preocupação. Sabemos que ela é muito especial para você, só pelo fato de ela ser sua namorada. – Taehyung comentou sentando-se ao meu lado.

– Eu não acho que ela vá querer mais alguma coisa comigo, eu menti para ela sobre muitas coisas apenas para ela estar protegida, sinto que ela descobriu algumas coisas, com certeza ela vai terminar comigo. – Eu disse desanimado para eles e abaixei a cabeça.

– Mas espera, ela não sabe, não é? – Jimin perguntou.

– Eu me recusei a contar a ela. – Me levantei após responder a pergunta de Jimin. – Eu vou para casa, podem curtir o momento, não se preocupem comigo.

– Tudo bem. Descanse. Nós conversamos depois.

Balanceia a cabeça em concordância e dei de costas para eles, caminhando para longe da praça, em direção ao caminho de casa.


Yoongi

Carolina


Após o meu passeio com Safira, nós duas resolvemos voltar para casa, já que estava quase anoitecendo.

Eu caminhava calmamente pelas calçadas enquanto mexia no meu celular e escutava uma música boa já que eu tinha um belo bom gosto musical. Eu estava assim, pois Safira havia pegado outro caminho para a sua casa, e então, o que me restava fazer ao invés de ficando observando tudo à minha volta, era isso.

Comecei a sentir como se eu estivesse sido perseguida no meio do caminho. Olhei para frente, para os lados, para trás, mas não havia ninguém me observando ou até mesmo me perseguindo, fiquei mais tranquila, mas essa sensação começou a ficar mais forte, como se essa coisa estivesse correndo atrás de mim. Olhei novamente para todos os cantos que podia, mas não havia nada. Comecei a andar mais rápido, para chegar mais rápido em casa e me livrar daquela sensação horrível e nem havia me dado conta que estava olhando muito para trás, ao invés de olhar para frente, até esbarrar em alguém.

– Ops! Me desculpe. – Eu disse meio sem jeito e ajudo a pegar suas poucas coisas que caíram.

– Não se preocupe, não tem problema. – A voz masculina disse calmamente enquanto pegava as outras coisas no chão.

Me levantei e estendia as mãos para ele, querendo entregar suas coisas. Olhei para o seu rosto, e ele tinha um leve sorriso nos lábios, o qual reconheci, junto a seus olhos que eram tão incomuns naquele lugar, e impossível de não conseguir diferenciá-los.

– Carolina? – Perguntou querendo confirmar.

– Steve? – Perguntei na mesma intenção que ele.

Talvez… Aquela sensação, não fosse de alguém me perseguindo. E sim, que eu fosse encontrar alguém muito especial para mim que a anos não via.


Notas Finais


até a próxima.


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