História Criminal - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Big Bang, Blackpink, BoA, EXO, Seventeen, Son Tùng MTP, Son Tung M-TP (Nguyen Thanh Tung)
Personagens Son Tùng MTP, Xu Ming Hao "THE8"
Tags Assassino De Aluguel, Criminal, hacker, Minghao, Son Tung, Yaoi
Visualizações 2
Palavras 2.385
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom dia, boa tarde, boa noite e boa madrugada meus consagrados e consagradas. Primeiro capítulo aqui, eu nervosa para caramba. Vamos ver como vocês recebem essa belezinha.

Boa leitura, mandem para os amigos e comentem o que acharam!!

Capítulo 2 - I - Identidade


Fanfic / Fanfiction Criminal - Capítulo 2 - I - Identidade

Seul, 3:56am.

Qual o silêncio mais ensurdecedor que já ouviu? Era o que a mente conturbada da figura nua esparramada na cama de casal martelava todos os dias, sem falhas, logo de manhã quando seus olhos se abriam. Particularmente, ele preferia ouvir o nada, dizia que sua mente já fazia barulho o suficiente para preferir a companhia de ruidos do que a solidão do silêncio. As vezes, a solidão não era assim tão ruim. Passadas 4 horas de sono, contadas no relógio, o corpo grande já estava de pé, vestido, e a caminho do serviço do dia. O clima estava úmido, o céu estava escuro e no relógio o início da madrugada se mostrava lento. No corpo, os coturnos impecavelmente limpos e com graxa faziam par com a calça de sarja negra e a blusa de gola rolê com mangas cumpridas colada ao corpo. Os suportes para armas faziam conjunto nas coxas, tornozelo e tronco, nos cabelos platinados uma touca igualmente preta protegia os fios macios pronta para ser abaixada com o objetivo de cobrir o resto do rosto harmonioso. O corpo se moveu pelo cubículo ajeitando as mochilas grandes e pesadas, cheias de notebooks, adagas, agulhas, armas e munições. Sem contas de quantas coisas haviam ali, o jovem rapaz fez uma varredura no local e saiu para o cumprimento dos afazeres do dia.

Um suspiro calmo, sem muito ânimo escapou dos lábios bem desenhados, avermelhados e cobertos pela máscara negra da figura alta. Seus dedos digitavam tão rapidamente programando o sistema de segurança para contabilizar um erro em que ficava suspenso por algumas horas e ainda as colocando para funcionar depois de dez minutos, tempo suficiente para que se retirasse do local. Finalizou a invasão no sistema ajeitando a bolsa no ombro e girando o pendrive, agora tão precioso entre os dedos. Com um sorriso contido por debaixo da máscara foi saindo enquanto passava pelo corpo adormecido com sonífero do chefe de segurança. Tudo que precisava fazer era entregar o dispositivo e receber a recompensa, pensando nisso o ser de identidade desconhecida se retirou cantarolando baixinho em direção a sua última parada antes de começar a procurar um lugar novo para ficar.

[...]

O rapaz deixou que a brisa calma da manhã alisasse seu rosto que embora se mostrasse sereno, era de uma tempestade incoerente e inigualável por dentro. Os olhos estavam fechados e os braços cruzados, ao lado uma das mochilas as quais havia arrumado mais cedo fazia companhia ao homem de feições marcantes, intensas e atraentes. Não parecia que um crime havia sido cometido horas atrás, os olhos penetrantes se abriram enquanto a cena se repetia a mente. Após o guarda ser colocado para ter lindos sonhos, a invasão no apartamento de um certo empresário do crime não fora difícil. Se lembrava perfeitamente de um rosto banhado em medo, cheio pavor misturado a gritos e pedidos de misericórdia enquanto era imerso em uma banheira com apenas água aparente, embora o real conteúdo fosse de ácido corrosivo. Ele era culpado, e pagava por seus pecados, o hacker não era um justiceiro, mas se sentia um quando pago para fazê-lo. As muitas informações das quais roubou continham provas que colocariam uma gangue inteira atrás das grades pelo resto das vidas imundas de que se vangloriavam. O cheiro do medo ao convidar sua presa a tomar um banho, com tanta calma e delicadeza que nem mesmo a força fora necessária. A escolha era simples, um banho de ácido ou chumbo via oral. Ambas as escolhas pareciam ser dolorosas e com muito sofrimento, por fim, o alvo que por duas vezes tentara escapar e sem obter sucesso se conformou a um banho agoniante. O assistiu até o fim, cada parte dos músculos sendo consumidos e corroídos pelo ácido enquanto este gritava contra a fita silver tape. Os olhos esbugalhados e os tremores, e ainda quando estes pararam, o corpo continuou a se decompor rapidamente deixando um cheiro insuportável pelo apartamento. De fato, era um de seus melhores trabalhos. Ao se lembrar do feito seus lábios curvaram discretamente em um sorriso psicótico demonstrando a satisfação que tinha no que fazia. Aliás, era tudo o que sabia fazer.

Você serve apenas para isso.

Engoliu a saliva com a voz ressoando nos ouvidos e voltou a enfurecer a expressão ouvindo o que suas próprias memórias traziam, imagens das quais queria esquecer mas sua memória perfeita e inútil insistia em lembrar. Puxou o ar para os pulmões, segurou, contou até dez e o soltou lentamente balançando a cabeça.

— Em dinheiro? — Os olhos negros e intensos, que nada expressavam mas que tudo diziam foram voando como faca ao motorista do táxi que o olhava curioso pelo retrovisor. Naturalmente, um sorriso simpático se formou aos lábios do homem, as mãos grandes se moveram até o bolso e retiraram as notas dizendo ao motorista para que ficasse com o troco. Abriu a porta e desceu do carro, caminhou até o fim do mesmo já com o porta malas aberto e retirou dali mais duas mochilas grandes de mão, além da que já carregava nas costas. Colocou uma delas no chão e fechou a traseira do carro, a pegou novamente e se virou de frente a grande mansão branca enquanto o táxi se perdia no caminho de volta para o centro da cidade. Deitando a cabeça de lado e estralando o pescoço, o jovem já havia capturado com os olhos afiados dois gatos, um pardo e um negro que passavam sorrateiramente pelo lixo da casa do outro lado da rua. Ainda do lado de fora, ajeitou a alça maior de uma das mochilas que segurava na mão, a passou pelo pescoço segurando no ombro, se colocou encostado no muro, buscando no bolso da calça jeans clara a carteira de cigarros, retirou um sentindo o gosto químico logo de imediato nos lábios, em seguida o isqueiro foi encontrado no mesmo bolso. A fumaça do produto cancerígeno passou a pintar o ar, mas com o cigarro na boca tragando a nicotina, que entrava em seu corpo o decompondo em uma velocidade absurda de lenta seguiu para a casa enorme e de gostos duvidosos ansioso para o novo passo que dava em sua vida.

[...]

Foi recebido por um mordomo, este possuía um porte retraído, andava curvado e tinha expressões cansadas. Rugas no canto dos olhos que pelos cálculos precisos do rapaz contabilizaram uma idade por volta dos 62 anos, uma pinta em tamanho pequeno fazia um charme no funcionário posicionada na lateral esquerda do maxilar alheio. Os olhos do homem sem identidade deslizaram pelo uniforme padrão bem passado, um fio se soltava no emblema da roupa, mas nada muito aparente, os sapatos estavam com falta de graxa e as calças precisavam ser aposentadas. Depois de medir o mordomo e soltar a fumaça de nicotina sorriu calmo para o mais velho que ao se identificar logo mostrou o caminho em direção ao que parecia ser uma sala de jantar, lugar esse que estavam alguns dos moradores reunidos. Pendeu a cabeça para o lado vendo a figura de Andy, a dona da casa, segundo ela mesma e de um garoto. Não disse nada ao chegar em silêncio no local, apenas encostou-se no batente da porta tirando o cigarro da boca após colocar uma das mochilas no chão baforando a fumaça fétida e química pelo ar os olhando sem qualquer interesse, aguardando algum movimento entre ambos.

Chamava-se Andy Blossom, tinha 25 anos, era hacker e solteira. Estatura mediana, de cabelos longos morenos, olhos puxados como de todos em Seul e um passado consideravelmente traumático, nada que o rapaz já não estivesse acostumado a investigar e encontrar. Existiam outras informações das quais ficara sabendo, mas no momento não eram tão importantes. Ela havia entrado em contato oferecendo um lugar para ficar, seguro, descaracterizado com a profissão que tinha e o mais curioso, com outros de sua "laia". O jovem misterioso não confiava muito no lugar, menos ainda em Andy. Mas um lugar gratuito para ficar era melhor do que nada.
O platinado desviou o olhar das duas figuras paradas ali voltando a encontrar os lábios com o cigarro, observando o ambiente. A sala de jantar era grande, os móveis eram todos um conjunto de estilo rústico. A cor das paredes eram claras e os móveis escuros para que um contraste fosse feito, os olhos atentos focaram os pratos na mesa, provavelmente do café da manhã e nas mãos do garoto um garfo era segurado firmemente. A risada que soava da garganta do loiro baixinho era histérica, quase sem sentido devido a situação tensa que o ambiente claramente sustentava. Epilepsia Gelástica. Um transtorno deveras incômodo. Os cabelos pareciam bem cuidados e o rosto era jovem, pela forma que tremia sabia que este não atacaria Andy, muito pelo contrário, parecia querer atacar a si mesmo. Apanhou da boca o cigarro soltando a fumaça cancerígena mais uma vez passando a língua pelos lábios secos logo em seguida, captou ainda no olhar pequenas marcas cicatrizadas de cortes pelo braço do jovem garoto demonstrando que estava habituado a sentir dor. Uma provável consequência das crises gelásticas. Acompanhou o loiro cair de joelhos no chão controlando a respiração e a própria risada enquanto Andy colocava as mãos na cintura e o olhava com desprezo. Não sabia o que estava acontecendo, e nem fazia questão de saber, gostava as vezes de apenas ser o espectador.

Os olhos negros viram a mulher dar as costas e ir de encontro consigo mesmo o fazendo sorrir pequeno a ela como forma de cumprimento. O corpo grande se retirou do local no qual se encostava, abaixou-se e apanhou a mochila grande dizendo de forma muda que seguiria a morena. Antes de sair, olhou por cima do ombro vendo o loiro desconhecido abaixado olhando para o chão como se estivesse brigando internamente por ter caído. Piscou algumas vezes mas era inevitável, a imagem era idêntica a uma que suas odiosas memórias nunca apagava. O cheiro de terra molhada se impregnou imediatamente nas narinas da figura grande, mesmo que ali nenhuma terra fosse vista, o suor começava a se formar na testa e o ar se tornava mais senso, quando não aguentando mais, o platinado fechou os olhos ouvindo o som de uma floresta e imergindo nas lembranças sem forças para resistir.

 FLASHBACK
[N/A: ouça ouvindo Heartbeat do BTS]

"As árvores eram grandes, altas e densas. A mata era fechada e em alguns pontos a luz poderia invadir criando uma espécie de clareira ou focos de iluminação. Era quarta feira e o tempo já não poderia ser compreendido pelo pontinho cinza no meio do centro de luz solar.
O vietnamita estava exausto. Suas mãos sujas, nas quais as luvas já nem mesmo se faziam presentes seguravam firme as pistolas prateadas tão firme que poderiam se fundir a pele. Seu rosto estava com cortes longos na lateral, era o treinamento mais intenso que já havia tido. O braço esquerdo fazia um volume que indicava um deslocamento grave, o qual o de cabelos cinzas parecia não notar e nem mesmo sentir. Sua bermuda surrada, companheira de todo o processo que passava dentro daquele lugar, estava coberta de sangue. As costas se contraiam com o frio, mas o fato também não parecia tão incomodo para si. O céu indicava sinais de que choveria, o garoto, no auge de seus 18 anos olhava para cima esperando a próxima sessão dentro do treinamento.

Uma gota caiu. Exatamente no meio da testa do jovem. Ele sorriu. A chuva descia gradativamente molhando todo o corpo torneado demais para a idade. Um ruído, e o noviço virou-se com olhos assassinos, embora muito naturais para si mesmo e o braço não machucado na direção de um outro garoto, aparentemente mais novo mas em iguais vestimentas. Também portava uma arma, mas aparentemente não estava carregada. Pendeu a cabeça para o lado sem entender muito bem quem era e apenas puxou o gatilho. Vislumbrou o sorriso do garoto loiro e um sussurrado "obrigado" antes do corpo cair para trás já sem vida.

A água ainda caia do céu, o garoto estava perdido e molhado. Deu de ombros ignorando o gelo da garoa e voltou a caminhar pela floresta enorme do local. Em meio a chuva, a dificuldade era maior de ouvir sons, mas ainda era fácil para o rapaz se defender, se não fosse por um atirador da organização. Um. Três. Quatro. E um grito. Quatro tiros de festin na direção do acinzentado e em resposta um grito agudo. Não caiu, foi firme ao olhar para cima, carregado de ódio, trêmulo e com dor ergueu ainda o braço atirando duas vezes na direção que mal conseguia enxergar devido a perca de sangue e cansaço que sentia do festin penetrando o próprio corpo com a força da distância. Ouvindo um som de algo caindo se deixou relaxar novamente, era o atirador caindo das árvores. Havia acertado, e estava satisfeito por isso. Olhou para cima, sem jamais soltar a arma, a única coisa o qual ainda o mantinha vivo, são, e respirando. Lentamente subiu os olhos mais uma vez para o céu, sorriu sentindo as gotas de chuva no rosto agradecendo pelo pouco de vida que estava tendo contato, perdendo os sentidos com tosses e cuspindo sangue devido as lutas anteriores se deixou cair de joelhos ali mesmo. Ouviu a sirene tocar, o teste havia acabado, e tinha sido um sucesso. Agora poderia descansar. Com esse pensamento, caiu para frente de olhos fechados e inconsciente, rezando apenas para que alguém não o deixasse ali para morrer. Queria sobreviver. Precisava sobreviver. Morrer em vão, não estava em seus planos, como nunca estiveram e nunca estariam. "

---

— Levi? — Uma voz ao longe, feminina e confusa o chamava de forma suave. Os olhos se abriram, e o até então sem identidade se viu apoiado no batente. O garoto loiro, já não estava mais presente no local, e Andy o olhava de forma preocupada. Forçou um sorriso passando a mão livre pelos fios de cabelo, estralou o pescoço, mania a que tinha dentro de si desde sempre e com um suspiro apenas recolheu as coisas seguindo até o cinzeiro no ambiente apagando o cigarro e se colocando a seguir Andy a respondendo docilmente.

— Está tudo bem. Apenas me lembrei de algo, não é nada. Onde íamos mesmo? 



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