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História Criminal Love - Capítulo 37


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Notas do Autor


Aiii! Curiosas para o encontro? Sem mais delongas... TENHAM UMA BOA LEITURAAA! 😘😘

Capítulo 37 - Rental meeting...


Fanfic / Fanfiction Criminal Love - Capítulo 37 - Rental meeting...

Laila P.O.V.

 

Pisquei meus olhos algumas vezes, na tentativa de discernir se eu tinha mesmo escutado bem. Jason havia praticamente gritado na frente de todo mundo que queria sair comigo? Não, acho que eu tinha ouvido errado. Dei um curto passo a frente e ele me olhou assustado quando franzi a testa. Acho que nem mesmo ele acreditava em suas palavras. Mas agora todo mundo em volta nos observava com uma expressão de espanto e incredulidade nos rostos.

– O que... o que disse? – perguntei ainda confusa, e o vi ranger os dentes enquanto se aproximava.

– Disse que quero sair com você! Mas não me faz repetir, Laila, porque eu não vou! – ele disse mais baixo dessa vez, e agarrou o meu braço, me arrastando em direção ao seu carro.

A informação demorou alguns segundos para ser processada e digerida, e isso foi tempo o suficiente para Jason quase me enfiar dentro do seu carro, só que no momento em que ele o destravou, eu retomei meus movimentos. O vi fechar a cara quando me soltei de seu toque, mas deixei que abrisse a porta para mim e entrei, sei que isso podia ser um erro, mas não queria ter de encarar todo mundo olhando para gente por mais tempo, aquilo era ridículo. Ele bateu a porta assim que me acomodei, colocando a minha mochila em meu colo e deu a volta rápido, adentrando e se sentando no banco do motorista. Coloquei o cinto e esperei que Jason fizesse o mesmo, mas ele apenas ligou o carro e deu partida.

– Não vai... colocar o cinto? – perguntei, enquanto ele manobrava para fora do colégio.

– Isso te incomoda, não é? – seu olhar veio a mim e eu assenti – Então não. – ele riu forçado e seguiu caminho pela rua.

– Jason, você não disse aquilo só para eu aceitar o seu lance, disse? – perguntei diretamente e ele rolou os olhos, antes de ligar o rádio.

A música já tocava alto e ele aumentou o volume ainda mais. Sei que estava irritado por ter falado aquilo na frente de todo mundo, mas eu não o obriguei. Se ele não queria era só ter me deixado ir embora. Provavelmente eu pegaria carona com a Emily ou o Dylan, ou sei lá... até mesmo a Christine. Mas já que me fez entrar em seu carro, Jason teria que falar comigo, por isso eu desliguei o som quase no mesmo instante. Senti o seu olhar de reprovação e ignorei isso.

– Ou você abre essa boca e fala comigo ou vou aceitar a merda do encontro com o Scott agora! – alteei minha voz e ele ficou um tanto... perplexo, posso dizer.

– Você quer que eu mande fazer uma faixa e pendurar em um avião ou expor um outdoor na estrada está de bom tamanho, caralho? – seu sarcasmo junto do mau humor intragável estavam presentes.

– Você disse que podia ser legal, essa é a sua versão de uma pessoa legal? Porque se for, pode parar o carro e me deixar aqui mesmo! – falei firme e ele bufou o ar pelo nariz, voltando sua atenção ao trânsito.

– Não vou fazer isso, Laila! – ele apertou o volante e pareceu tentar se concentrar.

– Ok. Então me responda: por que devo acreditar que se eu aceitar o seu lance você não vai me deixar plantada que nem uma idiota no Doc's? – fui o mais direta possível e ele cerrou os olhos.

– Sua preocupação é essa? Eu fiz a porra de um lance de cem dólares para sair com você, e acha que eu te daria um cano? – Jason passou o seu olhar a mim outra vez e realmente não sei se ele estava sendo irônico ou não, mas provavelmente sim.

– É exatamente o que eu acho! – respondi e ele ficou quieto por alguns segundos, então deu uma curta risadinha.

– Conta pra mim, Laila, você também quer sair comigo, não quer? – Jason não estava mais olhando para mim quando perguntou isso, mas senti minhas bochechas arderem.

– Só não quero fazer papel de boba e ser a única sem par... – fui sincera, sei que também queria sair com ele, mas não responderia isso ou ele entenderia errado.

Eu gostaria de ser sua amiga, conversar com ele, dar risadas, como fizemos no outro dia em sua casa. Mas admitir isso poderia fazê-lo achar que eu era como as outras garotas que “saíam” com o Justin e com ele simultaneamente, e bem... não era mesmo isso o que eu tinha em mente.

– Não vai ser. Estarei lá. – ele disse tornando a me encarar e eu ainda estava desconfiada – Eu prometo, Laila.

– Tá. Mas se vamos fazer isso, tenho algumas condições. – eu disse e ele rolou os olhos.

– Ah, lá vem você... não vou arrumar confusão. Aceita logo essa merda? – ele parecia inquieto, como se dependesse da minha confirmação.

– Não, Jason. Estou falando sério, não quero confusões, grosserias, nem piadinhas constrangedoras, entendeu? – eu disse em tom bem sério e ele umedeceu os lábios em sorrisinho sarcástico.

– Como assim? Vou pagar uma grana e não posso nem tirar uma casquinha, Laila? – sua ironia me fez bufar o ar pelo nariz – Relaxa, vou me comportar.

– Bem, é bom mesmo. – desbloqueei o meu celular, sentindo uma leve pontada no peito por ainda não ter nenhuma mensagem de Justin, mas ignorei isso e abri o aplicativo – Vamos estar cercados de pessoas do colégio, então tente de verdade.

– Tá! – ele resmungou ao lado e eu passei os lances, até encontrar o seu, no qual hesitei por um segundo, mas aceitei.

– Está feito. Espero não me decepcionar essa noite, Jason... – falei em tom baixo e bloqueei meu celular.

– Se você fosse cair na minha cama eu te garantia que não ia se decepcionar, mas... – ele deu um sorrisinho vitorioso quando a notificação chegou em seu celular – Eu vou tentar, Laila.

Assenti e me acomodei melhor no banco, tentando me convencer de que aquilo, de alguma forma, daria certo. Eu queria mesmo que desse. Jason se calou e o silêncio se estabeleceu no carro, ele pareceu bem mais confortável quando percebeu que eu não tinha mais nada a falar. Na verdade eu até tinha, mas estava insegura com a minha escolha e preocupada com a falta de respostas até então. Só que poucos minutos depois meu celular começou a tocar, e um sorriso se acendeu em meus lábios ao ler “Justin” no identificador. Olhei de lado antes de atender e Jason apenas passou o seu olhar ao trânsito. Então me apressei:

– Laila, meu celular descarregou e eu esqueci o meu carregador no carro, então só vi sua mensagem agora que peguei o carregador do Chaz emprestado. Que história é essa de Scott? – Justin falou apressado e parecia nervoso.

– Não... eu ia aceitar por ter derramado refrigerante nele, mas...

– Mas uma porra, não quero você com esse cara, sabe disso! Por que não aceitou outro? – ele me interrompeu e estava bem zangado, acho que Jason escutou porque deu uma risadinha.

– Olha aqui, não grita comigo! – tomei uma postura mais firme.

– Desculpa? Não tô gritando, mas aquele babaca não é uma opção, ele dá em cima de você. – Justin pareceu reduzir um pouco, mas ainda estava bravo.

– Se você me deixasse falar, eu já teria dito que não aceitei o Scott. – falei chateada, não gostava nada quando Justin se alterava comigo.

– Não? – ele perguntou aliviado e pelo tom de voz sei que estava sorrindo – Então quem foi, amor?

Me encolhi um pouco no banco, não ia mentir para ele, mas talvez sua reação também não lá fosse lá das melhores ao saber que eu teria um encontro com o seu irmão gêmeo, era uma situação meio embaraçosa para mim. Principalmente sabendo como as coisas funcionavam para os dois e as garotas antes, e que o Jason já havia tentado me agarrar bêbado. Se Justin soubesse disso, encararia como uma opção ainda pior que Scott, mas ele não sabia, porque eu não era louca e conseguia imaginar as proporções de uma confusão das grandes. Fora que, tirando aquela vez no banheiro a mais de dois meses atrás, sóbrio Jason nunca tentou nada realmente comigo, só algumas piadinhas idiotas e seu total desprezo por respeito, mas nada além disso.

– Aceitei o seu irmão. – falei de uma vez, sentindo o olhar do Jason em minha direção, e houve alguns segundos de silêncio do outro lado da linha.

– O Jason... ele fez um lance em você? – sua voz indicava que ele estava tão surpreso quanto eu.

– É, aparentemente fez. – respondi e notei adentrarmos pela rua da minha casa.

– Bem, não sei o que dizer. Você... conhece o Jason, sabe que ele pode nem aparecer ou ser um idiota, não sabe? – Justin questionou preocupado do outro lado da linha e eu assenti para mim mesma.

– Sei. Mas decidi arriscar mesmo assim. Considerando que ele cuidou de mim na festa do Chris, aparecer no Doc's vai ser moleza. – falei isso mais para o Jason do que para o Justin, e estacionamos em frente a minha casa.

– É, isso é, mas... não passe do Doc's com ele. Quero você bem longe daquela boate ou de lugares semelhantes. – Justin já não estava mais zangado, mas também não estava nada feliz.

– Não vou, e ele já sabe. É só um milkshake e depois casa. – eu disse e Jason desligou o carro, passando o seu olhar para mim – Preciso desligar agora, acabei de chegar em casa e quero tomar um bom banho.

– Amor, desculpa pelo tom grosseiro? Eu te amo e estou preocupado com isso, com você, não quis te magoar. – Justin falou entristecido do outro lado da linha e senti meu coração amolecer, mas eu precisa ser firme com ele.

– Você nunca quer, não é, Justin? Já disse que não gosto nada quando fala assim comigo, mas eu também te amo, sabe disso. – desviei o olhar de Jason, que continuava me encarando como se estivesse assistindo um jogo – Preciso mesmo desligar.

– Tá, tudo bem. Só promete que liga assim que puder? Queria estar aí. – ele continuava triste e isso me quebrava de um jeito...

– Claro, amor. Eu ligo sim. Também queria muito que estivesse. Fica bem tá? Um beijo. – fui mais doce dessa vez, não estava mais zangada.

– Você também, se cuida. Um beijo enorme nessa boquinha deliciosa! – pude sentir um resquício de um sorrisinho no final pela sua voz e também sorri antes de desligar.

Jason continuava quieto, me observando e isso me incomodava um pouco, mas sei que era o que ele queria, provavelmente estava pensando em como me atingir com uma de suas piadas idiotas, então resolvi não demonstrar minha ligeira irritação e forcei um sorriso tirando o cinto de segurança.

– Que horas venho te buscar? – ele perguntou quebrando o silêncio assim que passei a minha mochila pelo ombro.

– Não vem. A gente se encontra no Doc's, são as regras. – respondi, abrindo a porta.

– Não gosto delas. São 4pm agora, então passo aqui às 6pm. – ele disse e eu franzi a testa.

– Não pode...

– Você tem duas horas, Laila. É bom não se atrasar. – ele voltou a ligar o carro e eu saí batendo a porta...

 

Uma hora e meia depois...

Jason P.O.V.

 

A droga da missão com Anelise Turner foi interrompida ontem, quando a Allana me ligou dando ordens para que eu voltasse. Eu estava com a garota numa biblioteca, fingindo me interessar por vida marinha, quando tive que sair e deixá-la sozinha. Aparentemente, o Gobain tinha dado as caras e estava na cidade. Allana disse que um dos informantes o avistou algumas ruas próximo da minha casa, mas confirmou que Justin e Pattie estavam bem, e claro que na perseguição aquele filho da puta tomou a melhor. Depois de quase um ano fugindo o desgraçado virou praticamente um especialista nisso. Não vou mentir, estava aliviado por voltar, Anelise era uma garota legal e me lembrava a Laila em alguns pontos, as duas eram tímidas, tontas e não tinham culpa de estarem sento usadas.

Mas fora isso, elas não tinham nada a ver. Nem em aparência, nem em personalidade. Anelise era do tipo fácil de garota, em dois dias já estava quase no papo, mais um ou dois e eu teria faturado, sem dúvidas. Mas a verdade é que eu não consegui tirar meu pensamento daqui de Stratford nem por um segundo. Praticamente olhava meu celular de hora em hora para confirmar se estava tudo bem, a Laila me ligaria se houvesse algum problema, eu estava longe, mas tinha pessoal meu na cidade. Então voltar foi exatamente o que eu queria. Decidi ir ao colégio só para conferir se estava mesmo tudo em ordem, e fiquei sabendo do leilão idiota, claro que eu não queria encontro nenhum com a Laila, ou achava que não até aquela garota me pressionar e cá estou eu, terminando de me arrumar para ir buscá-la.

– Jason, querido, está em casa? – ouvi a voz da Pattie subindo as escadas.

– Sim! – respondi e em menos de cinco segundos a porta do meu quarto foi escancarada – Porra, eu podia estar me masturbando, sabia?

Ri da ironia naquela frase, não precisava me aliviar assim desde os quinze? Acho que sim. Me virei em sua direção e ela negou com a cabeça e se precipitou em se aproximar, me abraçando fortemente, precisei impulsionar o meu peso para frente para que não caíssemos os dois ao chão.

– Se me apertar mais vai ficar difícil respirar, Pattie! – falei com um pouco de dificuldade e ela afrouxou mais seus braços a minha volta.

– Como sai do estado sem ao menos falar comigo, Jason? Como faz isso? – ela choramingou e eu toquei seus ombros.

– Eu estou bem. Não precisa exagerar. – a empurrei um pouco para trás, rompendo o abraço – Mas tenho que sair.

– Ah não, Jason... acabou de voltar, meu filho. – ela secou as lágrimas nos cantos dos olhos – Pelo menos jante comigo?

– Não posso. – fui sincero e me virei seguindo até a escrivaninha, onde estavam minha arma e carteira.

Não gostava nada de andar armado, mas com o risco do Gobain ainda estar na cidade, não podia dar mole. Guardei minha glock entre o cós da calça e peguei minha carteira, sentindo o olhar de reprovação da minha mãe sobre mim.

– Por que insiste em se perder e se afundar naquele buraco? – Pattie alteou a voz e eu rolei os olhos, me virando de frente para ela outra vez.

– Não vou trabalhar, tenho... um encontro hoje. – falei um pouco nervoso, não queria estragar as coisas para a Laila, aquela idiotice parecia ser importante para ela, mas geralmente eu ferrava com tudo, digamos que... era o que eu fazia de melhor com todo mundo.

– Um... encontro? Vai sair com uma garota, querido? – os olhos da Pattie brilharam e eu rolei os meus pela centésima vez – Espero que não seja nenhuma das prostitutas da sua boate.

– Não é, tá legal? Mas também não é isso que está pensando... – não queria dizer que era a Laila, ou ela pegaria no meu pé por conta do meu irmãozinho idiota.

– Ah querido, isso já me deixa muito feliz. Quando as coisas engatarem você... pode trazer ela aqui. – ela sugeriu e eu franzi a testa, mas dei uma risadinha logo em seguida.

– Não vou trepar com ela, só se ela quiser, mas não vou. – falei tentando conter o riso e a Pattie ficou horrorizada.

– Estou falando de trazer para me apresentar, Jason, não para isso, tenha mais respeito, querido. – ela detalhou suas intenções e eu ri mais um pouquinho, era uma bobagem sem tamanho apresentar garotas para a mamãe, o Justin fazia esse tipo, eu não.

– Convenhamos que trazer uma garota para casa remete a sexo em primeiro lugar, dona Pattie. – falei só para provocar.

– Tá, tá. Vocês jovens só pensam nisso... – ela cruzou os braços e eu arqueei as sobrancelhas.

– Ah, nós jovens? E a senhora vai dizer que ainda não deu para o tal namoradinho? – perguntei sarcástico e ela corou as bochechas, ficando sem palavras instantaneamente, o que me arrancou mais uma risada.

– Jason! – ela me repreendeu e neguei com a cabeça, pegando as chaves sobre o criado-mudo.

– Relaxa, não quero mesmo saber com quem anda trepando, Pattie. Estou de saída. – passei por ela, me dirigindo a porta e senti que vinha logo atrás de mim.

– Está um gatinho, filho. Essa moça... vai ficar caidinha. – Pattie falou assim que saímos do quarto e a encarei.

– Acha... que tô bem mesmo, mãe? – perguntei num impulso idiota e ela sorriu largo.

Não sei o que me deu, nunca me importava com roupa nem nada do tipo, pra mim era tudo a mesma coisa, sempre. Não estava usando nada especial, era o mesmo de sempre: uma calça jeans de lavagem escura, uma camisa cinza-chumbo com uma jaqueta de couro preta por cima. Duas correntes de diamante e uma de ouro, como de costume.

– Claro, meu querido, você... – ela me segurou pelos ombros, me analisando de cima abaixo – Está lindo e muito cheiroso a propósito.

– Ah, tá. Valeu. – falei um pouco sem graça e me soltei dela apressado – Tenho que ir, até mais.

– Tenha um bom encontro, meu querido. – ela desejou assim que alcancei as escadas – Ah e... vou aproveitar para limpar esse seu quarto.

– Tudo bem. Mas... não troque nada de lugar. – eu disse me apressando a descer, não queria que aquela conversa ficasse ainda mais esquisita do que já estava.

Ouvi ela confirmar e saí logo em seguida. Conferi as horas enquanto seguia para o meu carro e estava tudo certo, foi o que pensei, mas senti uma presença a mais, então olhei para frente e avistei Allana, sentada no banco do passageiro em meu carro. Guardei meu celular no bolso, sentindo minha pulsação dobrar o ritmo, enquanto a raiva me consumia. Ela já sabia, sei que sim. Isso estava escrito em sua cara, naquele sorriso infernal. Balancei a cabeça levemente para os lados e entrei no carro, no mesmo instante em que ela estourou a bola de chiclete. Bati a porta e ficamos em silêncio por alguns segundos, enquanto ela apenas mascava o chiclete, encarando o nada lá fora.

– Vou arrancar dela o que você quer. – falei um tanto contrariado e o seu olhar veio a mim.

– Eu mandei você ficar longe da vadia. Qual parte não entendeu, McCann? – ela perguntou calmamente e eu fechei mais ainda a cara, não gostava de receber ordens, as coisas sempre eram do meu jeito, sempre.

– Já disse que ela confia em mim... e está envolvida com a minha família, então é problema meu. – apertei as chaves em minha mão, tentando me conter.

– O que tá pensando? Nunca vi você assim antes... disposto a pôr tudo a perder... É isso? – ela arqueou as sobrancelhas e eu respirei fundo, se Allana estivesse certa, eu estava mesmo pondo minha cabeça a prêmio, mas sei que estava errada.

– A Laila é... ela é uma garota ingênua, eu sei lidar melhor com ela do que o seu cãozinho, só isso. – não era mentira, mas ela negou com a cabeça e sorriu, pegando um envelope enganchado na parte de trás da calça.

– Sua garota ingênua, não passa de uma vadia qualquer... está usando o idiota do seu irmão e pelo visto controlando até você. – ela o passou para mim e eu travei o maxilar contendo a vontade de machucar física e dolorosamente uma mulher a primeira vez na vida.

– O que porra tem aqui, Allana? – perguntei entredentes e ela colocou seu boné, tratando de cobrir um pouco o rosto com a viseira mais baixa.

– Olhe você mesmo. Ah e... daremos uma festinha hoje. Espero que apareça nas docas. – ela anunciou e saiu do carro, batendo a porta com força.

Fiquei alguns segundos observando-a se afastar. Até que entrou em seu carro e deu partida, sumindo rua a fora. Respirei fundo e olhei para o envelope em minhas mãos outra vez, talvez eu não quisesse abrir, mas fiz mesmo assim. Eram fotos. Fotos da Laila saindo do carro do Justin no meio do nada, e só pelas roupas dela eu sabia que eram dessa manhã, não sei onde a Allana queria chegar com isso, mas comecei a passar foto por foto...

 

Uma hora depois...

Laila P.O.V.

 

Jason estava atrasado, e não pouco. Já estava pronta a mais de trinta minutos e nada dele chegar. Liguei em seu número duas vezes, mas ele não atendeu, a princípio achei que ele estivesse a caminho, mas agora já acreditava que não viria mais. A Emily me ligou a uns dez minutos, avisando que já haviam algumas meninas no Doc's, e eu disse que já estava chegando, mas a verdade é que ainda estava jogada na cama, de barriga para cima e cabeça para baixo, com as pontas dos cabelos arrastando no chão. Não queria acreditar que Jason realmente não apareceria, mas estava começando a sentir raiva de mim mesma por ter aceitado justo ele. Nesse momento eu ouvi um barulho de carro estacionando na rua lá embaixo e praticamente saltei da cama, correndo até a janela, a qual abri somente para me decepcionar, não era ele, apenas o filho da vizinha chegando do trabalho.

Suspirei pesado e neguei com a cabeça, conferindo meu celular outra vez, havia mandando seis mensagens para ele nos últimos cinco minutos, as quais nem foram visualizadas. Respirei fundo e peguei um casaquinho, com ou sem Jason eu precisava aparecer naquela lanchonete, então voltaria ao plano “A”, pegar carona com o meu pai. Talvez o irmão gêmeo estúpido do meu namorado, aparecesse por lá, ele prometeu que não me deixaria na mão, e não sei porque eu acreditava nisso, mas é... eu acreditava sim. Vesti meu casaco e peguei minha bolsa, colocando um gloss e uma parte da minha mesada dentro. Olhei meu celular uma última vez e senti raiva de mim mesma, mas resolvi escrever só mais uma mensagem para ele, avisando para que me encontrasse no Doc's. Mesmo com o sentimento de que ele não iria, era o certo a fazer.

 

“Jason, estarei no Doc's. Você me prometeu... espero que esteja bem e que apareça. Beijos!”

 

Enviei e guardei meu celular na bolsa, saindo do quarto logo em seguida, e me apressando pelo corredor. Desci as escadas e o meu pai estava na sala. Inventei uma desculpa sobre o Jason, já que tinha dito que ele viria me buscar, e pedi uma carona. Meu pai acreditou e disse que não via problemas, então seguimos para a garagem. Minha mãe veio junto para se despedir, me cobrindo de elogios, já que ela me ajudou a escolher o vestido para essa noite. Era vinho, com alguns detalhes na parte superior, e tinha a saia rodadinha, até quase metade das coxas, meu estilo favorito. Eu agradeci e lhe dei um abraço, então entrei no carro com o papai, e avisei que gostaria que ele me buscasse também, afinal, mesmo que Jason aparecesse, eu ainda estaria irritada pelo seu atraso. O caminho não era tão longo, em menos de vinte minutos, meu pai já estava estacionando em frente a lanchonete.

– Obrigada, papai. – forcei um sorriso doce e tirei o cinto de segurança.

– Ah, não foi nada, querida. – ele sorriu largo – Que horas devo passar para lhe buscar?

– Hã... eu ligo, não se incomode. – dei um beijinho em sua bochecha e abri a porta, descendo do carro.

– Tudo bem. Tenha um bom encontro. – ele desejou assim que bati a porta e forcei outro sorriso, acenando em despedida.

Me afastei um pouco, ajeitando a alça de minha bolsa no ombro e o vi seguir pela rua. Então respirei bem fundo antes de me virar e caminhar para dentro do Doc's. Aquilo estava lotado, quase todas as mesas estavam ocupadas, mas haviam duas ao fundo desocupadas. Algumas meninas me cumprimentaram enquanto eu me direcionava ao balcão. Fiz o meu pedido, o mesmo milkshake de sempre, e corri meus olhos pelo local, confirmando mais uma vez o óbvio: Jason não estava ali. Christine acenou para mim, com um sorrisão estampado nos lábios e eu acenei de volta muito menos animada que ela, me dirigindo aos fundos. Sentei em uma das mesas e suspirei pela milésima vez aquela noite, olhando para o estacionamento lá fora, pelo enorme janelão. Ele... não viria. Baixei meu olhar, desistindo de qualquer expectativa que ainda tivesse e peguei meu celular na bolsa, abrindo minhas redes sociais afim de me entreter, enquanto aguardava o meu pedido.

Passaram uns dez minutos de conversas e risadas a minha volta, e nada nem do milkshake, mas considerando o tanto de mesas, aquilo seria mais demorado que o comum mesmo. Eu estava triste e entediada, mas continuei passando fotos e mais fotos pelo instagram, não tinha mais nada para fazer além disso. Escutei então a sineta da porta soar e me forcei a não olhar para cima, provavelmente seria qualquer outra pessoa atrás de um bom milkshake, foi o que pensei, mas os passos vieram se aproximando da minha mesa e eu engoli em seco. “Não é ele, não é ele...” repetia mentalmente, apertando o celular em mãos á medida que meus batimentos aceleravam, a essa altura eu acho que não queria mais nem olhar na cara do Jason, mas sentaram no banco a frente do meu e lentamente eu subi o meu olhar, avistando-o todo esparramado, com um sorriso debochado nos lábios, seus olhos estavam vermelhos e ele fedia a álcool, estava bêbado e provavelmente havia se drogado, ótimo! Isso conseguiu aumentar ainda mais a minha raiva.

– O que veio fazer aqui desse jeito? – perguntei baixo, para que ninguém mais além dele ouvisse, não queria chamar mais atenção.

– Você não me deixava em paz com a porra das mensagens... O que queria? – ele deu de ombros e eu franzi a testa.

– Mandei mensagens porque você me disse que viria. – falei chateada e cruzei os braços.

– Eu vim, não vim? – ele rolou os olhos – Agora para de dar uma de ofendida que eu conheço bem o seu tipo.

– O quê? – cerrei os olhos e ele umedeceu os lábios em um sorriso malicioso.

– Uma vadia fácil de traçar. Do tipo que abre as pernas em qualquer lugar. E aposto que o motivo de encher o meu saco com as mensagens é porque também quer dar pra mim agora que o Justin já te comeu. – ele falou com desdém e eu apertei meus braços, completamente incrédula e irritada pelo que ouvi.

– Você não tem o direito de aparecer aqui nesse estado só para ser maldoso comigo. – senti as lágrimas chegarem e me esforcei o máximo que pude para contê-las.

– Eu paguei por você. Posso falar o que eu bem quiser! – ele soltou o ar pelo nariz em uma risadinha abafada.

– Não. Você implorou para sair comi...

– Lailazinha, esse milkshake aqui é seu? – Ashley me interrompeu e limpei minhas lágrimas rapidamente.

– Ah, sim... obrigada. – forcei um sorriso que saiu muito superficial e ela colocou a taça sobre a mesa, me lançando um olhar de preocupação.

– Virou garçonete agora, cadelinha? – Jason deu um tapa estalado em sua bunda e ela se assustou.

– Eu só... me pediram para trazer. – ela gaguejou e ele travou o maxilar, negando com a cabeça.

Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, Jason alcançou a minha taça, e puxou a Ashley pelo pulso para mais perto. Ela soltou um gritinho pelo susto e todo mundo olhou em nossa direção, fazendo meu rosto esquentar pela vergonha. Ele estava fazendo exatamente tudo o que me prometeu que não faria, e eu como uma grande idiota acreditei.

– Bebe, vadia! – ele falou entredentes para Ashley, e vi o desespero nos olhos dela, ao buscar apoio nos meus.

– Jason, solta ela. Agora! – alteei minha voz e ele me olhou furioso.

– Cala a porra da boca, caralho! – ele se levantou com a taça em mãos e segurou a Ashley pelos cabelos – Eu mandei você beber essa merda, cadela! Está surda? Bebe logo ou vou enfiar garganta abaixo em você, sua vagabunda!

– ARON, CHEGA! – bati as mãos sobre a mesa, me levantando em um sobressalto e as outras meninas também se postaram de pé – VAI EMBORA! EU NÃO QUERO NUNCA MAIS TE VER, PORQUE EU ODEIO VOCÊ, SEU IDIOTA DE MERDA!

Gritei o mais alto que pude, na intensão de atingi-lo, sabia que ele detestava o nome “Aron”, assim como também tinha plena consciência que não deveria ter usado, mas pareceu funcionar, porque ele me olhou com espanto, e numa fração de segundos Ashley conseguiu se soltar dele, e se agarrou a mim, chorando em desespero. No mesmo instante o ódio voltou aos olhos de Jason, e ele apertou a taça em mãos, fazendo-a rachar.

– Vai se foder, Laila! – ele falou entredentes e arremessou a taça no chão com toda força, e os caquinhos de vidro se espalharam por baixo da mesa.

Ashley deu outro gritinho entre o choro, e algumas lágrimas me escaparam pelo susto, rolando pelo meu rosto, mas continuei com o olhar fixo ao dele, retribuindo todo o seu desprezo e raiva, mas além disso eu estava decepcionada e entristecida. Decepcionada comigo mesma por achar que Jason podia ser diferente daquilo, era isso que ele fazia, estragava tudo e magoava todo mundo sem motivo nenhum para isso. Era divertido para ele e só uma coisa lhe importava: ele mesmo. Jason deu as costas sem dizer mais nada, e saiu da lanchonete pisando forte. As outras meninas se aproximaram todas e caí sentada no banco, assim que Ashley me soltou. Não sentia mais forças em minhas pernas e as lágrimas começaram a rolar compulsivamente. Olhei para o estacionamento lá fora e o vi arrancar com o carro dali, desaparecendo rua a fora.

– Laila... você tá bem? – Emily se sentou ao meu lado, enquanto as outras meninas tentavam acalmar a Ashley.

– Não. – foi tudo o que eu consegui dizer, e ela passou o braço pelos meus ombros, me abraçando de lado.

Continuei chorando em silêncio por minutos seguidos, liberando toda a raiva, mas o sentimento de decepção parecia não querer ir embora. Jason havia me magoado mais que das outras vezes. Achei... por um momento, eu achei que ele gostava de mim, que se importava comigo, mesmo com aquele jeito todo esquisito e grosseiro de ser, mas a verdade é que eu mesma consegui me enganar. Ele continuava sendo o grande estúpido de sempre. Quando consegui me controlar, uma das garçonetes já havia limpado o estrago com a taça e a maioria das meninas havia regressado às suas mesas com seus respectivos pares. Emily continuou comigo e Dafne e Christine com Ashley.

– Eu... vou embora. – falei fungando com o nariz, enquanto secava as lágrimas.

– Tem certeza? Quer que eu vá junto? – Emily perguntou preocupada e eu neguei com a cabeça.

– Não precisa. Eu... vou ligar para o meu pai. Obrigada, Emy! – lhe abracei uma última vez, tomando fôlego antes de rompermos.

Nos levantamos e senti vários olhares vindo em minha direção, mas estava envergonhada demais para conferir ou fingir estar bem. Só queria voltar para a minha casa agora e cair na minha cama, dormir e esquecer essa noite idiota. Emily me deu espaço e passei por ela, então Ashley se virou em minha direção com os seus olhos ainda marejados.

– Ah Laila, eu tentei te contar... O Jason não é boa companhia. – ela deixou mais algumas lágrimas caírem, e eu engoli em seco, agora já não sei mais se dava para desconfiar do que ela me contou sobre ele.

– E-eu... me desculpe? – pedi completamente sem jeito, e ela negou com a cabeça.

– Não foi sua culpa, Laila. Eu... fiquei preocupada quando te vi com ele. Fique longe daquele monstro, Laila. – ela choramingou e senti meu coração apertar dentro do peito, eu estava chateada com ele, mas não o achava um monstro.

– Tá tudo bem com você, florzinha? – Christine perguntou preocupada e eu passei meu olhar para ela.

– Ah, sim, eu... tô indo pra casa. – menti em parte eu ainda estava abalada pelo ocorrido.

Ela veio em minha direção e me abraçou, mas não me demorei muito porque eu queria mesmo ir embora dali, então logo rompemos o abraço e me despedi de todas, me apressando em pagar o pequeno prejuízo. A moça que estava no caixa não queria receber, mas eu insisti, era o mínimo que podia fazer. Depois disso disquei o número do meu pai, me encaminhando para fora da lanchonete. Comecei a pensar em uma desculpa por estar ligando tão cedo, afinal, não fazia nem uma hora completa que ele tinha vindo me trazer.

– Filha? – sua voz soou preocupada do outro lado da linha e um vento gélido me golpeou.

– O Jason ligou, ele não vai poder vir, aconteceu um problema com o carro dele. – menti o melhor que pude e senti minha garganta arder outra vez.

Sei que Jason tinha sido pior do que o de costume, mas não contaria aos meus pais, não queria que o julgassem e tinha total consciência de que estava sendo uma grande idiota por isso. Então senti um arrepio me percorrer e me virei com uma leve impressão de estar sendo observada, mas provavelmente deveria ser só alguém dentro da lanchonete rindo da minha cara. Respirei fundo e voltei a me afastar.

– Ah querida. Não fique nervosa, estou indo te buscar. – meu pai avisou e limpei as lágrimas dos meus olhos outra vez.

– Obrigada, pai. – me despedi e desliguei a chamada.

Fiquei de pé, ao lado de um banquinho, com a mesma sensação de estar sendo observada, mas decidi ignorar, não estava com cabeça para mais nada essa noite. Passaram-se alguns minutos e eu abri as mensagens de Justin, lendo nossa última conversa, na tentativa de acalmar o meu coração, e isso deu certo, até eu chegar na última mensagem que ele havia enviado, a qual dizia o seguinte:

 

“Espero que se divirta hoje, amor. Me ligue quando chegar.”

 

Soltei o ar pelo nariz e resolvi que só falaria com ele pela manhã, seria mais fácil, agora eu estava muito chateada e triste. Jason não mediu esforços para me ofender e magoar. Assim que bloqueei o celular, avistei o carro do meu pai no início da rua. Ele estacionou bem a minha frente e quando entrei, me encheu de perguntas para checar se estava tudo bem, foi meio difícil sorrir o tempo todo, mas eu consegui, e acho que ele se convenceu, o que agradeci internamente, porque o resto do caminho foi tranquilo. Só que quanto mais silêncio fazia, mais as grosserias de Jason ecoavam na minha cabeça, e eu juro que não sabia... não conseguia entender qual era o problema dele comigo. Num dia estava todo de bom humor e no outro...

Virei o rosto, secando discretamente a lágrima que escorreu. Ashley estava mesmo certa, eu tinha mais era que ficar longe dele. Mas se era isso mesmo, por que eu estava começando a me sentir mal por ter gritado que o odiava? Digo, ele mereceu ouvir aquilo, não é mesmo? Sim! Mas eu não devia ter dito, não pensei direito na hora, e agora ele podia estar bem pior que antes. “Só que isso não é da sua conta, Laila!”, minha consciência me alertou, e notei já estacionarmos em frente a minha casa. Tirei o cinto e desci do carro no instante em que meu pai o desligou. Bati a porta e segurei minha bolsa com umas das mãos, enquanto retirava o meu casaco e passava para dentro do cercadinho branco que separava a grama verde da calçada.

– Ah, vocês chegaram. – minha mãe abriu a porta para nos receber – Sinto muito que não tenha dado certo, querida.

– Ah, tudo bem, mãe. Essas coisas acontecem. – forcei um sorriso e ela assentiu, me abraçando de lado e caminhando comigo para dentro de casa.

– Numa próxima vez vai ser melhor. – ela disse com um sorriso doce e eu confirmei com a cabeça – Você está com fome, meu amor?

– Ah, não. Eu... comi lá na lanchonete. – e lá estava eu com mais uma mentira, mas era melhor que explicar o motivo de ter perdido a fome – Vou subir e ligar para o Jay.

– Certo, querida. Boa noite. – nos despedimos com um abraço e segui para as escadas.

Escutei quando o meu pai entrou em casa e minha mãe cochichou algo para ele, mas eu não entendi e nem queria, então apressei o passo, subindo dois degraus por vez. Assim que alcancei o andar de cima a voz de Jason ecoou em minha cabeça: “Uma vadia fácil de traçar. Do tipo que abre as pernas em qualquer lugar...”, “Eu paguei por você. Posso falar o que eu bem quiser!”, “Vai se foder, Laila!”. Por que ele era tão maldoso assim comigo? Suspirei pesado e abracei um de meus braços, encarando os meus pés, e seguindo devagar pelo corredor. Adentrei meu quarto, fechando a porta e joguei meu casaco junto com a bolsa sobre a poltrona. Subi o meu olhar e tomei um susto ao ver aquela silhueta se levantar da minha cama em um sobressalto...

 

[...]


Notas Finais


Gente, eu terminei e ia revisar para postar só amanhã, mas estou sofrendo por esse capítulo 💔 decidi dividir logo com vocês, desculpem caso tenham erros, prometo que vou revisar direitinho depois. Deixem seus comentários, e não esqueçam de favoritar a fic, isso é muito importante. Até o próximo capítulooo 😘😘


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