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História Criminal Love Sick - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Capítulo 3


Ponto de vista de Todoroki

— Está acordado? — escutei a voz de Midoriya me chamar da porta aberta. Me encolhi no chão, esperando que ele não notasse que estava acordado. — Está tentando mentir para mim, Todoroki?

— Não. — falei rápido, vendo-o se aproximar.

Midoriya chegou perto de mim e me puxou para perto de si. Eu finalmente o encarei. Ele não usava mais aquelas roupas de antes, na verdade agora ele usava apenas uma calça de moletom, isso me fez ficar com as bochechas um pouco avermelhadas e ele percebeu muito bem já que estava estampado em seu sorriso psicotico. Ele me ajeitou em seu corpo musculoso e levantou minha cabeça. 

— Você não é do tipo que resmunga mesmo não é? Está quieto desde ontem! — falou suspirando, eu apenas olhei para outro lado para não ter que encará-lo.

Respirei fundo, fechando meus olhos. Estava tão cansado, mas eu não conseguia dormir. O medo de estar tão perto de Midoriya me dominava. Perto o suficiente para ser morto por suas mãos fortes, perto demais do que já estive de qualquer um. Esse lugar é escuro e frio e eu estou acorrentado como um animal selvagem enjaulado e esperando a hora do sacrifício para finalmente morrer.

E eu gosto disso. 

A mão de Midoriya passou por meu corpo de uma maneira estranha. Abri meus olhos novamente e encarei os seus olhos esmeraldas me encarando intensamente. Olhar diretamente nos seus olhos me transmitia insanidade. Parecia que olhar em seus olhos poderia corroer até mesmo a alma mais pura que existia, como se seus olhos fossem a perdição da sanidade. 

Não sei quando isso aconteceu, mas quando me dei por mim, meus braços já estavam ao redor de Midoriya e minha boca estava colada na sua em um beijo intenso. Eu estava sentando em seu colo e as correntes começavam a pesar em meu corpo, por estar tão longe de onde deveria estar. Midoriya continuava a percorrer minha roupa rasgada com suas mãos fortes. Seus dentes passaram pelo meu beiço e mordeu-o com força. 

Midoriya gostava do gosto de sangue. E eu me sentia tão horrível por deixar ele provar do meu.

— Você vai tomar um banho! — ele disse assim que afastou os lábios de mim. — Vou te libertar dessas correntes, mas assim que você tentar fugir, eu te mato! — ele sussurrou em minha orelha, me arrepiando.

— Não vou fugir! — respondi sem encará-lo.

— Você é um bom garoto, Todoroki!

Vi ele pegar uma chave pequena e me soltar das correntes. Ele me encarou de cima e me deu a mão para me ajudar a se levantar. Segurei em sua mão com força, estava fraco então não conseguiria ficar em pé sem sua ajuda. Assim que fiquei em pé minhas pernas falharam e Midoriya teve que me pegar no colo para que eu não caísse.

Ele passou pela porta e eu finalmente pude notar o lugar que eu estava. Era uma casa. Deveria ser a casa dele, mas por que me trazer para a sua casa e me trancar em um quarto escuro e frio? Não conseguia entender o que ele ganhava me mantendo de prisioneiro nesse lugar. Midoriya poderia ter me libertado assim que conseguiu fugir da U.A. Por que ele não me deixava voltar para casa?

A casa era grande, parecia ser um pouco velha, mas era grande. Ele me levou até o banheiro que não ficava muito longe de meu cativeiro. Ao chegar lá, ele me colocou sentado no chão encostado na banheira. O observei enquanto ele esperava a água encher a banheira, cruzando os braços fortes e parecendo impaciente.

— Tira a roupa! — ele não pediu, aquilo era claramente uma ordem.

— Mas você ainda está aqui — sussurrei, baixo demais para que ele não pudesse escutar.

— Porra, isso é sério? — ele disse me pegando pelo braço.

— Não, Midoriya, por favor! — implorei.

— Preferia quando você ficava calado! — rosnou irritado.

— Desculpa! — pedi vendo-o retirar minha blusa.

Midoriya não disse nada. Ele retirou o restante das minhas roupas e ficou observando o meu corpo com sua face diabólica, que naquele momento não me transmitia perigo algum. Eu estava constrangido, ninguém nunca tinha me olhado daquela maneira, como ele estava fazendo agora. 

Em questão de segundos ele me pega no colo e me deita na banheira, colocando a mão na mesma para garantir a temperatura. Minhas bochechas ainda estavam vermelhas, o vilão parecia ter percebido. 

— Está com vergonha de mim, Todoroki? — sorriu encostando nos cabelos. — Eu preciso te lembrar que agora você me pertence? Ou você já esqueceu disso?

Meu corpo congelou. Senti sua mão passar pelos meus ferimentos de maneira suave, mas mesmo assim me causando uma leve agonia. 

— Não precisa, eu me lembro. — disse baixo, vendo-o sorrir ainda mais.

— Bom garoto! — disse jogando alguns sais de banho na água. — Como está se comportando bem, vou deixar que coma comigo! Não ficaria tão bonito se perdesse seus músculos! — passou a mão suavemente pela minha barriga, levantando os toques até o pescoço.

— Por que não posso voltar pra casa?

Minha pergunta parece chocar e irritar ele. 

— Por que eu me simpatizei com você, Todoroki! Além do mais, caso seu papai resolva se intrometer nos meus planos — se aproximou do meu ouvido — Eu posso usar você para tirá-lo do meu caminho.

Engoli em seco segurando a vontade de chorar que me dominava. As mudanças de personalidade de Midoriya eram frequentes e aconteciam sem nenhum motivo. Me perguntava o que o levou a chegar a tão ponto de insanidade, para que virasse um vilão tão malvado e um ser humano sem piedade alguma. 

Seus olhos intensos me encaravam, sem ao menos piscar. Seus dedos tocavam meu pescoço e aos poucos pareciam estar se fechando. O ar me faltou, mas por poucos segundos. Ele já estava afastado de mim enquanto eu tossia um pouco. 

— Não faça muitas perguntas, eu realmente prefiro você calado! — foi tudo o que disse antes de fechar a porta do banheiro.

Abracei minhas próprias pernas ignorando toda a água que me rondava. As lágrimas finalmente saiam e a dor no meu coração aumentava. Midoriya era um psicopata, ele era um repleto insano então porque eu permitia que ele me tocasse de maneiras como outros nunca me tocaram? De beijos suave até os mais intensos. As vezes até toques mais intensos. 

Eu estava aqui a pouco tempo, talvez alguns dias. Talvez três dias, preso naquele lugar, mas mesmo com apenas esses três dias, Midoriya já tinha me tocado de tantas formas e eu nunca tentei afastá-lo. Eu estava com medo? Sim, mas eu não sentia medo quando ele me tocava, eu apenas sentia medo quando ele parecia irritado e bravo comigo.

Midoriya parecia ser uma boa pessoa, mas quando não estava com uma faca nas mãos.

Ponto de vista do autor 

Ainda era bem cedo, mas mesmo assim aquele departamento estava bastante agitado. Haviam policiais correndo de um lado para outro, entrando e saindo de salas e aparentemente todos trabalhando no mesmo caso: Sequestro de Todoroki Shouto. 

Na sala do delegado Matsumoto se encontrava o mesmo e mais dois super heróis. Endeavor estava irritado, já era a terceira vez que socava a mesa do delegado demonstrando o quanto estava irritado com a demora para encontrarem seu filho, enquanto o professor Anazawa Ryota tentava acalmá-lo.

— Endeavor, ficar irritado e socando minha mesa não irá fazer com que meus homens encontrem os dois vilões que levaram o seu filho. — disse o delegado Matsumoto, cruzando os braços.

— Já fazem mais de três dias que eu não tenho notícias de Shouto! Vocês nem ao menos foram capazes de descobrir se meu filho ainda está vivo! — ele gritou a plenos pulmões. As chamas de sua barba pareciam aumentar e ficar mais intensas a casa grito que ele dava.

— Endeavor, o delegado está cerro! — Anazawa disse, encostando-se na parede. — Além disso Eraser head e All might estão avaliando o caso também! — cruzou os braços.

— Isso não é suficiente! — gritou. — Não vou cansar enquanto estes dois não estiverem presos e Shouto estiver em segurança!

Se virou e fechou a porta da delegacia com força, empurrando todos os policiais que estavam à sua frente. De certo modo eles entendiam a irritação de Endeavor, afinal, aquele era a sua maneira de se mostrar preocupado com o filho. Mas atrás de toda a irritação e preocupação, ele estava se sentindo terrivelmente culpado.

Ele e Shouto nunca tiveram uma boa relação, graças a tudo o que aconteceu com sua mãe e tudo o que ele havia feito para dificultar a presença da mãe na vida do bicolor. E exatamente por isso que Shouto se recusava a usar o seu poder. Se recusava a usar as chamas do seu lado vermelho. Ele sempre dizia que seria um grande herói usando apenas o poder de sua mãe. 

— Cacete! — gritou dando um soco forte na parede.

O líquido escarlate começou a descer de seu punho mas ele não se preocupava com isso, a dor que seu filho poderia estar sentindo poderia ser pior, se ele ainda estivesse vivo. Rosnou irritado e pegou seu celular discando um número que ele não ousaria ligar caso não fosse urgente. 

Não esperava receber uma ligação de você, Endeavor! — a voz masculina e grossa soou no ouvido do herói.

— Estou precisando dos seus serviços de novo, não importa o preço que cobre! — ele disse rápido.

Isso não acontecia já trazia um tempo, Enji, mas qual é o serviço de agora? Matar alguém? — perguntou a voz.

— Preciso que investigue dois vilões, uma loira e um de cabelos verdes! Eu os quero vivos, para ter o prazer de eu mesmo matá-los! — Endeavor disse com frieza.

Ok, vou ver o que consigo e te mantenho informado! — desligou.

As vezes para de manter num posto alto e para cuidar das pessoas que ama, Endeavor deixava de ser o herói para se tornar o assassino mais cruel daquela cidade. 

Ponto de vista de Todoroki

Midoriya me vestiu com uma calça presta e uma blusa listrada rosa e roxa. Também me deu uma toalha pata secar meus cabelos bicolores, perguntando se eu já tinha um pouco mais de força para me mover sozinho. Era óbvio que ele não iria me pegar no colo sem motivo, afinal, eu não era mais uma criança. 

— Você gosta de Yakisoba? — ele perguntou quando me viu surgir na sua cozinha.

— Sim. — falei sem lhe encarar diretamente. — Você que cozinhou?

— Claro. Não poderia deixá-lo sozinho para que fugisse! — ele falou, virando-se em minha direção. — Até por que se você fugir, eu te encontraria! — sorriu.

— Já disse, não vou fugir! — falei sentando na mesa.

— E por que não tentaria? — ele tocou em meu rosto e me forçou a encará-lo. — Ninguém aceita viver o que você está vivendo.

— Você mesmo já disse: se eu fugir você me acharia. — afastei sua mão de mim. — Isso resultaria na minha morte!

Ele deu uma risada alta e puxou meu rosto com força, encostando nossos narizes.

— Você aprende rápido, Todoroki-kun! — lambeu minha boca e me levantou na mesa invadindo minha boca novamente.

Por que cada vez que ele me beijava eu me sentia ainda mais submisso a ele? E aos poucos meu temor ia se esvaziando. Mas na verdade, para Midoriya eu não passava de um alívio de stress. 



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