História Criminal Minds - Capítulo 3


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Ino Yamanaka, Jiraiya, Kakashi Hatake, Karin, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Ação, Fbi, Gaara, Haruno, Ino, Kakashi, Karin, Mentes Criminosas, Mentescriminosas, Naruto, Policial, Sakura, Sasuke, Sasusaku, Uchiha
Visualizações 119
Palavras 2.181
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Esqueça ou Resolva


 

Faculdade de Bradshaw

TEMPE, Arizona

 

- Sem crachás. – Mandou Jiraya descendo do utilitário preto que vinha na frente. – Não satisfazer a necessidade do descon por atenção anunciando que o FBI está aqui.

Ele estava nervoso com esse novo caso. Todos estavam um pouco mexidos depois de terem visto o vídeo que Ino recebeu da universidade, um aluno havia sido queimado vivo enquanto seu colega de alojamento tentava a todo custo apagar o fogo. Haviam discutido alguns fatos e estatísticas sobre o caso no avião a caminho dali, mas, nem a policia do Arizona e nem a segurança da universidade haviam chegado a lugar algum.

- Tentem não parecer formais. – Pediu quando Sakura, Naruto, Sasuke e Kakashi começaram a segui-lo. – Tentem parecer menos formal que isso. – Completou olhando para eles.

Sasuke e Kakashi usavam ternos de corte reto, Sakura vestia um conjunto de roupa social feminina que fora bastante caro e Naruto que era o mais novo e poderia estar estudando ali usava camisa xadrez com suspensórios. Além disso, todos os quatro usavam óculos escuros que gritavam agentes federais.

- Tudo bem. – Sakura suspirou olhando entre eles. – Mãos a obra.

Em minutos ela tinha deixado os três menos formais, quase juvenis o suficiente para serem confundidos com alunos do campus, todos os três contando com ela mesma, Kakashi não deixou que ela sequer tocasse em seu cabelo.

Sasuke vestia apenas a camisa branca para fora da calça de seu terno, Naruto estava sem suspensório e com a camisa xadrez totalmente aberta mostrando sua regata branca por baixo. Sakura havia trocado seu terno e camisa por um casaquinho de tricô que trazia no banco de trás do carro, era suave e rosa claro com botões de madrepérola, deixava seus ombros e colo amostra. 

- Boa tarde! – Cumprimentou uma senhora negra aproximando-se deles. – Eu sou a reitora da universidade, Barbara. Queria tê-los conhecido em outras circunstancias. – Apresentou-se fazendo sinal para que a seguissem pelos corredores, junto com um homem magro. – Esse é o inspetor de incêndios, Wang.

- Essa manhã o departamento de química relatou o desaparecimento de garrafas com reagentes inflamáveis. – Ele falou sem parar de correr para abrir as portas para eles passarem.

- Eu vou evacuar o campus. – Barbara falou com seriedade enquanto entrava no prédio principal da universidade. – Obrigada. – Acrescentou com um sorriso para Wang que segurava a porta.

- Isso tem alguns problemas. – Kakashi comentou ao lado dela.

- Você pode retirar o incendiário também. – Garantiu Jiraya do outro lado dela.

- E aí, o caso fica sem solução o campus é reaberto e os incêndios recomeçam. – Sakura completou.

- Jiraya. Kakashi. Espera aí. – Sasuke pediu fazendo todos pararem no meio do saguão. – Você disse que os reagentes sumiram hoje...

- Aham. – Wang concordou.

- Um dos incêndios anteriores foi causado por combustível que desapareceu do prédio de manutenção. – Ele continuou falando sem dar atenção ao Wang, virou-se para Barbara e perguntou: - Quanto tempo depois o fogo começou?

- Um dia. – Ela respondeu com o rosto em choque.

Jiraya e Kakashi trocaram um olhar cheio de significados e saíram dali conversando baixinho.

Naruto os seguiu de perto até onde acontecera o ultimo incêndio, puxou a fita amarela onde estava escrito “barreira policial, não ultrapasse.” e empurrou a porta com a palma da mão, o local não havia pegado fogo por inteiro, mas, havia um canto na parede e no carpete que estava preto e chamuscado. Naruto entrou no quarto olhando tudo em volta, Kakashi encostou-se a porta e falou:

 - A porta estava trancada.

- Matthew Roland e o colega dele viram a maçaneta girar ao contrário. – Naruto respondeu.

- Mas, ele não conseguiu entrar. – Kakashi afirmou com o semblante pesaroso.

- Daí ele derramou reagente no quarto lá do corredor... – Explicou o loiro.

- Mas, ele não pode ver o fogo. – Lembro Kakashi.

- É, mas, pôde ouvir Matthew gritando.

- Por pouco tempo. – Kakashi cortou rapidamente. – Ele teve que fugir logo.

- É. – Concordou. – Para evitar ser visto.

- Não faz sentido.

- Piromaníaco como uma doença mental pode não passar de um mito, mas, sabemos pelos precedentes que incendiários sentem um prazer patológico em botar fogo. – Naruto comentou.

- É. – Concordou Kakashi. – Sexo e poder.

- Mas, um incendiário compulsivo não botaria fogo e sairia correndo.

- Não. Ele precisaria ver as chamas.

- Então, porque ele botaria fogo se não poderia ver? – Naruto fez a pergunta de ouro.

 

Sakura e Sasuke estavam na sala da segurança esperando Wang mostrar algo que trazia em uma caixa.

- Cortaram a agua pouco antes dos incêndios. – Ele revelou algumas peças derretidas e carbonizadas que trazia na caixa. – Ele usou esses nos últimos três incêndios. Dois dispositivos, ignição simultânea.

- Não houve uso de dispositivos com Matthew Roland? – Perguntou Jiraya entrando na sala. – Ele botou fogo manualmente?

- Ele queria estar lá para ver a morte do rapaz. – Garantiu Sasuke.

- Não necessariamente... – Kakashi respondeu entrando na sala com Naruto.

- Bom, se o alvo era Matthew Roland... – Sakura comentou pensativa. – Então, porque causar dois outros incêndios?

- Os motivos para incêndio são relativamente simples... – Naruto começou do outro lado da sala e todos olharam para ele. – Vandalismo, queima de arquivo, atentado politico, lucro...

- E vingança. – Completou Kakashi.

- Nós entrevistamos o colega de Matthew Roland. – Wang respondeu. – Ele disse que Matthew era bem popular, sem razões para vingança.

- E o vandalismo? – Barbara quis saber.

- Não... – Sakura respondeu. – Os incêndios são sofisticados demais. – Então acrescentou antes que Naruto dissesse. – E se ele quis dar um cunho politico não foi nem um pouco claro a respeito.

Jiraya olhou para todos os rostos naquela sala, suspirou então disse:

- Há uma estratégia subliminar nesse caso. Matthew, os bombeiros, gente ferida. – Ele listou. – Pro descon eles não são gente.

- São objetos? – Kakashi perguntou sério.

- Não. – Jiraya respondeu pensativo. – Estão mais para...

- Peças de xadrez. – Naruto completou.

 

Sasuke estava na varanda dos dormitórios. Ele andava de um lado para o outro e falava sozinho, tentando se concentrar no caso.

- Vamos lá... – Sussurrou apertando a ponte do nariz. – Eu quero botar fogo no meu dormitório... Por onde eu começo?

Ele abriu os olhos e olhou em volta.

Era um bloco de prédios que era ligado por um pátio a céu aberto, onde todas as varandas ficavam viradas para esse pátio havia muitas plantas também. Ele se segurou na grade de ferro fundido e olhou para baixo, então uma ideia passou pela sua mente.

- Pelo porão, tudo acima vira combustível. – Ele resmungou. – Então, porque eu comecei pelo segundo andar? – Os gritos de Matthew Roland invadiram sua mente e ele mesmo respondeu: - Porque não era no prédio que eu queria botar fogo.

 

Sakura e Naruto estudavam os dispositivos na sala de segurança.

- O cronometro ativa o estopim, e o estopim ativa o reagente que tá dentro do tambor. – Ela explicou para Naruto. – É simples.

- Não sei. – Ele comentou inseguro. – Me parece sofisticado até na simplicidade. Isso é uma construção bem meticulosa.

Sakura levantou-se caminhando pela sala com sua caneca de café em mãos, estava realmente cansada de tentar juntar peças daquele caso, estranho e sem graça. Ela estava querendo entrar para a equipe da UAC pelos grandes casos de serial killer e não por causa de um perturbado com tendências incendiárias em uma universidade.

- O reagente químico pode indicar aluno de química. – Ele respondeu sem animo.

- Ou professor. – Naruto lembrou-a.

- Não. – Ela desdenhou. – É preciso autoconfiança para lecionar em uma sala com trinta alunos na faculdade. – Explicou reenchendo sua caneca na cafeteira. – Incendiários não tem charme social. Esse cara não namora. Não vai a festas. Ele não se sente a vontade em frente de grupos. – Naruto ergueu as sobrancelhas para ela, Sakura havia acabado de descrevê-lo e percebendo sua mancada disse: - E tá na cara que ele é o maior psicopata.

Naruto riu e ela relaxou.

- Isso é obvio.

 O alarme de incêndio começou a tocar e o lugar entrou em pânico. Todo mundo corria para alguma porta em busca de uma saída rápida do local, Sasuke corria em direção oposta.

Ele parecia um verdadeiro maratonista manobrando entre os estudantes desesperados com seus sapatos sociais deslizando no piso liso quando ele fazia a curva nos corredores em alta velocidade. Sakura estava no final do corredor quebrando o vidro de proteção do extintor de incêndios com o cotovelo, tentando a todo custo entrar com ele na sala que pegava fogo.

Sasuke sabia no momento em que o alarme tocou que ela não desistiria se houvesse a menor chance de salvar uma vida.

Quando se aproximou ela já havia quebrado o vidro da porta e tentava a todo custo apagar o incêndio com os jatos de espuma, mas, o fogo era alto demais para isso.

- Sakura solta! – Mandou puxando-a pela cintura. – Solta agora!

- Espera Sasuke. – Ela tentava se desvencilhar dele. – Tem gente lá dentro!

- Esquece! Sai logo daqui! – Ele gritava puxando e arrastando ela a esmo pelo corredor.

A fumaça tinha tomado conta de todo o local e eles mal podiam respirar, mesmo assim, ela continuava esperneando e gritando como se pudesse apagar todo o incêndio com aquele simples instrumento em suas mãos.

Sasuke tateou a esmo até achar a maçaneta da saída de incêndio e empurrou-a pela passagem como se fosse um saco de batatas. Ela tossia e se engasgava apoiando as mãos nos joelhos.

- Vamos embora, Sakura. – Tossiu ele, puxando-a pelo cotovelo para a saída. – Vamos embora daqui.

Quando eles saíram do prédio ela o empurrou para longe gritando:

- Me larga! – Estava desesperada e fora de si. – Era um professor!

- Esquece isso! – Rosnou em resposta segurando-a pelos ombros e olhando em seus olhos. –Ele já estava morto! Esquece isso!

 - Eu não sou você, Sasuke. – Ela cuspiu os olhos furiosos brilhando para ele. – Não esqueço tão facilmente.

Sakura deu as costas e saiu pelo gramado no meio da multidão ainda tossindo e descabelada. Sasuke passou as mãos pelo rosto afundando os dedos nos cabelos negros, enquanto sua mente se enchia de pequenos flashes de lembranças que ele realmente queria esquecer facilmente como ela acusara.

Ainda lembrava-se do cheiro pungente do sangue dela que escorrera e se espalhara pelo cimento sujo e úmido daquele galpão, ainda lembrava-se da expressão exata nos olhos dela quando havia percebido o que aquele sangue significava, ele ainda podia ouvir o coração acelerado que batia dentro dela em seus tímpanos e a dor que rasgou o seu peito quando percebeu que aquele coração havia sido silenciado.

Bateu com o punho fechado no corrimão de ferro e sentiu a dor se alastrar por sua mão enquanto a força do impacto fazia ecoar pequenas vibrações pelo corrimão.  

Desceu as escadas correndo atrás dela. Ia esfregar algumas coisas em sua cara e deixar os antigos acontecimentos em pratos limpos.

Acabou por se juntar não somente a ela, mas, a equipe toda que estava no gramado, olhando para as janelas por onde a fumaça saia com expressões sérias em seus rostos. Sakura ladeada por Kakashi e Jiraya batia fotos de todos os telespectadores daquela tragédia.

Ela estava fugindo dele, como fizera da última vez.

Porém, agora ia usar os seus superiores e o caso como bloqueio entre aquela conversa e não uma porta fechada entre eles.

À noite o perfil ainda não estava fechado, eles ainda não tinham uma motivação para o incendiário que havia ligado para o numero de emergência e mandado uma mensagem codificada para eles. O campus havia começado a ser esvaziado, todos estavam uma pilha de nervos e Sakura parecia ser a sombra de Naruto ou Jiraya.

- Precisamos do mais próximo possível da voz real e qualquer barulho ao fundo. – Sasuke pediu mexendo-se desconfortável na cadeira em frente ao computador que usava para falar com Karin. – Consegue?

- Saca jornada nas estrelas quando o capitão Kirk pede uma coisa totalmente impossível ao McCoy e o McCoy diz... – Ela falou enquanto mascava seu chiclete e girava uma caneta nos dedos. – Sou médico não faço milagres...

- Pera aí... – Sasuke bufou. – O que você quer me dizer com isso? Que eu não devo esperar um milagre?

- Não. – Karin sorriu. – Tô dizendo que não sou médica.

Sasuke sorriu.

- É assim que eu gosto.

- Você tava precisando de uma descontraída, gato. – Ela piscou para ele antes de encerrar a vídeo chamada.

- Sasuke? – Kakashi chamou colocando a cabeça para dentro da sala de segurança.

Ele levantou-se e caminhou até o corredor onde o mais velho continuou caminhando até chegar aos bebedouros de inox. Kakashi encostou-se a parede descontraidamente e colocou as mãos nos bolsos.

- Eu não sei o que aconteceu entre você e a Haruno. – Falou sem rodeios.

- Senh... – Sasuke tentou interromper.

Kakashi ergueu um dedo para silencia-lo.

- Eu estou falando, Uchiha. – Informou com a voz dura e o mais novo franziu os lábios frustrado. – Eu não sei o que aconteceu entre vocês dois, mas, seja o que for resolva. – Enfatizou a ultima palavra e continuou: - A falta de parceria de vocês atrapalhando esse caso.



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