História Crimson - Capítulo 41


Escrita por: e HimeTsuki

Postado
Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alya, André Bourgeois, Chloé Bourgeois, Gabriel Agreste, Hawk Moth, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nathalie Sancoeur, Nathanaël, Nino, Personagens Originais, Plagg, Sabrina, Tikki
Tags Adrienette, Angst, Crimson, Drama, Ladybug Akumatized, Marinette Akumatized, Miraculous, Nathloé, Revelaçoes
Visualizações 41
Palavras 1.887
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Mutilação, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


TCHAM TCHAM RAM RAM
EU NÃO ATRASEI!

Sobre o título, é a melhor definição para esse capítulo.

Capítulo 41 - Epílogo - Adeus


Fanfic / Fanfiction Crimson - Capítulo 41 - Epílogo - Adeus

Seus braços cruzados sobre a grade da ponte de Paris, as coisas tinham mudado desde a morte de seu avô, não tinha mais o que a prendesse naquela cidade ou até país. Os amigos que conheceu e tudo mais… Bem, nunca gostou de despedidas.

 

Manteria contato com Chloé, claro, é Alya não lhe deixaria em paz. Isso a fez sorrir por segundos, até lembrar de Mari.

 

Lembra de quando a conheceu, a barra que a mestiça estava passando após a morte dos pais, afastou-se dos amigos e colegas, nem os mais próximos dela conseguiram fazer contato.

Tinha que admitir, não estava melhor que ela e chegou a ir além.

 

Inconscientemente tocou as cicatrizes em seus pulsos. Não, não havia mais nada ali para ela.

 

O toque do celular anunciou uma mensagem, até imaginou quem era.

 

Flor de Laranjeira: ACHO BOM VOCÊ NÃO ESTAR PENSANDO QUE EU VOU DEIXAR VOCÊ IR ASSIM, EU TE PEGO DENTRO DO AVIÃO E AMARRO NO AEROPORTO!

 

Riu do claro surto emocional da amiga.

Como se fosse muito um celular de presente…

 

Olhos Puxados: Melhor se apressar.

Flor de Laranjeira: NADA DE CASACOS LARANJAS PRA VOCÊ!!!!

 

Abaixou o olhar no suéter laranja que tinha roubado do Kurtzberg.

 

Flor de Laranjeira: … vou contar pro Nathanael.

Olhos Puxados: Ele nem vai sentir falta.

 

Sorriu, olhando as horas no canto superior da tela.

 

Olhos Puxados: Quê a força esteja com você, Chloé.

Flor de Laranjeira: Naomi eu não te autorizei isso.

Essa fuga é contra minha permissão.

Eu FECHO o AEROPORTO!

 

Entre o monte de mensagens sendo bombardeadas naquele instante, deixou no silencioso, mesmo sabendo o quão séria a loira podia ser com aquelas ameaças.

 

Adrien fez o mesmo dias atrás, sem despedidas ou desculpas, ele apenas sumiu junto com o pai.

 

Aspirou fundo, pegando suas mala e chamando um táxi pelo celular.

 

Como o Agreste, ela sumiria no nada.

 

(…)

 

Seus passos estagnaram ao avistar a figura morena, sentada nos degraus de sua antiga escola. Chegou a repensar suas ações, mas a consciência gritava para ela não dar pra trás, já tinha evitado o passado demais para uma única vida.

 

Sorriu caminhando até a garota que um dia fora sua rival.

 

— Olá… — Saudou, tendo a atenção da mais alta. — … Lila.

— Pensei que não vinhesse. — Riu nasalmente, estava nervosa e suas mãos suavam frio. — Olá Marinette.

 

O sorriso dirigido a francesa estava ali, disfarçado, escondendo uma tristeza já conhecida por ambas.

Elas podiam ter sido boas amigas, afinal, mas não nessa vida.

 

— Vem, vamos conversar em outro lugar, tem uma sorveteria aqui perto.

 

Lila deu os ombros, levantando, passou as mãos no jeans escuro, na tentativa de seca-las.

 

— Por que não?

 

Assentiu, caminhando ao lado da italiana.

 

Nenhuma delas conseguiu iniciar um diálogo durante a curta caminhada, em consequência um clima constrangedor se formou. Coisa que a Dupain-Cheng evitava se importar.

 

— Então… — Começou, qualquer coisa para quebrar o gelo. — Fiquei sabendo que ia se mudar para a casa do seu tio.

— É. — O som do sino denunciou a chegada de ambas a sorveteria. — Nath, um milk-shake de pêssego e… O que vai querer? — Questionou baixo à morena.

— Ah, sorvete de creme e amendoim.

— Cinco minutos. — Pediu o ruivo que parecia bem atarefado.

 

Nathanael apontou uma mesa vazia, deixando os pedidos no balcão.

 

— Ele parou de estudar? — Lila indagou, não curiosa, queria apenas puxar assunto.

— Não, ele passou na universidade, mas como esta com tempo livre resolveu arrumar outro emprego. — Riu, já era o quarto trabalho que Nathanael exercia aquele ano. — Você vai voltar para a Itália, não é?

 

Lila sorriu torto, não estava esperando o interesse da mestiça.

Mari… Parecia preocupada consigo, isso devia deixa-la feliz, certo?

 

— Sim, depois de toda confusão e o que veio depois… Conversei com meus pais, me abri como pude e eles decidiram que seria o melhor, sabe, voltar pra Itália. — Confessou, mexendo em um fio solto da manga de seu casaco. — Eles querem evitar traumas e bem… Meu estado de espírito ajudou muito a convencer eles.

— Entendo.

 

Certo, não esperava tamanha compreensão, muito menos identificação por parte da Dupain.

Estava, na melhor das palavras, surpresa.

 

— Meus pais morreram e, apesar de já ter idade para morar sozinha, achei melhor me mudar. — Explicou, indiferente. — Depois de tudo que causei é natural querer um tempo disso tudo, mesmo ninguém lembro o que aconteceu… Não vejo como poderia ser diferente.

— Isso é injusto. — Ela mordeu o lábio inferior, incerta se deveria dizer aquilo. — O que eles fizeram, você salvou essa cidade mais vezes do que sou capaz de contar e todos esses anos de heroísmo foram para o lixo, sério!?

— Yin Yang tinham bons motivos para tal. — Afirmou, contrariando a Rossi. — E eu não fiz nada por Paris, Ladybug fez… Para todos os efeitos, eu sou a memória de um passado que precisou ser esquecido, eu sou Crimson.

 

A italiana balançou a cabeça, era injusto a seu ver, não por ter amizade com Marinette que nem essa relação elas possuíam.

Só, não era justo.

 

— Não estou reclamando…

— Você não é Crimson. — Irrompeu com voz firme.

— Shake de pêssego, que eu não sei como você pode gostar disso e sorvete de creme e amendoim. — O ruivo deixou os pedidos na mesa. — Mais alguma coisa?

— Não, valeu Nath. — Sorriu a mestiça, dispensando o ruivo. — Você gostava muito dela.

 

Lila arregalou os olhos diante da frase.

 

— Ãhn?

— Crimson, você gostava dela. — Foi direta, deixando a morena corada.

— Isso é tão visível? — Indagou um pouco decepcionada consigo.

— Não, mas depois de tanto tempo dividindo corpo com uma quase clarividente, a gente passa a notar certos comportamentos. — Explicou, bebendo um pouco do seu milk-shake. — A Lila que conheci jamais me chamaria pra sair.

 

Aquilo foi suficiente para deixar a italiana completamente vermelha.

 

— Não te chamei pra sair. — Afirmou envergonhada, desviando dos olhos azuis da francesa.

 

Mari tinha mudado.

 

— Só quis me despedir. — Explicou com uma ponta de verdade e tristeza na voz.

— Sinto muito.

 

Voltou a olhar para a mestiça, um pouco surpresa com suas atitudes até um momento.

 

— Não era de mim que você queria se despedir, realmente. — Explicou enquanto girava o copo que lhe fora dado. — Seu sorvete vai derreter.

— Ah.

 

Viu a casquinha em forma de tigela e três bolas generosas de creme cobertas com amendoim e calda de chocolate… Por algum motivo, aquilo não a animou como deveria.

Tirou uma colherada levando-a a boca, esperando a Cheng continuar.

 

— Eu não lembro do que me aconteceu como Crimson e minhas memórias são vagas mesmo de quando eu dividia a mente com Naomi. — Confessou firmando o olhar em um ponto imaginário. — Mais da metade desse ano é um completo branco para mim.

— Não precisa se justificar, era sua vida não a dela. — Suspirou desolada. — Eu sabia que ia acontecer em algum momento, mas a medida que o tempo passava deixei essa possibilidade de lado.

— Não quero me justificar. — Afirmou, tomando outro gole da bebida gelada. — Quero que pare de se culpar e, eventualmente, conviva com isso sem se martiriza.

 

Lila passou um tempo encarando os olhos azuis da garota, sem poder formular uma frase para negar ou contornar aquela situação.

 

— Sério, quem é você e o que fez com a Marinette?

 

Elas riram, com uma naturalidade incomum, como se tivessem feito isso mais vezes, como se fossem amigas a mais tempo…

 

— Eu faço um discurso digno de Shakespeare e você me vem com essa? — Indagou sem ar.

— O que você queria? Lágrimas e comoção?

— Na realidade, sim!

 

Com o ar mais descontraído tomaram suas devidas sobremesas, com algumas piadas e risos, mas foi só aquela vez.

 

Marinette deixará Paris na próxima semana e Lila voltaria para a Itália no dia seguinte.

Não trocarão números de celulares ou redes sociais, tinham que superar tudo que tinha acontecido.

 

Isso incluía à lembrança dos eventos e de Crimson que ambas carregavam.

 

“Podemos manter contato”

“Melhor não. Sabe, você precisa de um tempo sem Paris e tenho que superar um amor perdido que era ‘você’”

“Então, isso é um adeus?”

“Por hora… ”

 

Mari sorriu abraçando a italiana.

 

“Adeus, Lila”

“Adeus… Crimmy…”

 

(…)

 

Escutou sua chamada de voo.

Estava pronta para deixar aquele lugar, deixar para trás os problemas que causou, tudo que sofreu e viveu ali.

 

Pegou a mala de rodinhas, indo em direção ao embarque.

 

— Naomi…

 

Escutou atrás de si.

 

— Tem espaço pra mais uma?

 

A chinesa virou, sorrindo para a mais alta, três centímetros de diferença apenas.

 

— Então, você vai realmente deixar Paris.

— Não tenho muita escolha. — Comentou dando os ombros. — Vou morar com meu tio.

— O chefe?

— É. — Afirmou, sorrindo. — Vou recuperar o ano de estudos e começar alguns cursos.

 

Elas andavam juntas, pegariam o mesmo avião, por coincidência.

 

— Design de moda?

— Não, culinária. — Respondeu, a reação de Naomi lhe arrancou alguns risos. — Para, não é o fim do mundo.

— Não, no entanto eu posso escutar as trombetas.

— Naomi! — Repreendeu a amiga.

 

Riram baixo, deixaram suas bolsas e embarcaram no avião.

Tinham pego cadeiras juntas.

 

— Então. Por que culinária?

 

A curva nos lábios de Mari, entristeceu.

 

— Quero reabrir a padaria um dia. — Explicou, mexendo na manga do casaco, ela mesma o tinha feito. — Sabe, não pretendo vender a casa e com o tempo eu vou aprender a conviver com tudo isso.

— Antes, a realidade era um problema para você.

— Bom, não mais. — Confessou, olhando a chinesa.

 

Era estranho terem aquela conversa, quando apenas ela lembrava do que tinha acontecido em Paris, os factos encobertos por Yin Yang…

 

— Eu… Fiz muito mal, só quero aprender a viver com isso, sem me culpar. — Mesmo que Naomi não entendesse o real sentido daquela frase, ser sincera era o mínimo.

 

Recebeu um sorriso da amiga asiática, um de orelha a orelha, tão aliviado quanto orgulhoso.

Agora seu mundo já não era mais seu belo quarto cor-de-rosa, era uma realidade sem muitas cores e, apesar de tudo e todos os pesares, Cheng não parecia abalada como antes. Ela… voltou a ser capaz de sorrir e rir verdadeiramente, depois de meses, mas quem podia julgar?

 

Marinette desviou o olhar, em uma fuga daquele eye-smile perfeito e radiante.

 

— Se precisar de ajuda ou de uma sócia.

— Não conheço alguém com dotes culinários como os seus. — Admitiu, sem encara-la. — Seria burrice minha não te chamar.

— Não é bom massagear o ego de alguém assim, Mari. — Alertou rindo.

 

A mestiça deu os ombros, não era como se estivesse mentindo, apreciava os pratos preparados pela asiática.

 

— Você se resolveu com o Adrien, digo, antes dele ir? — Naomi questionou, sabia que a relação dos dois tinha quebrado.

 

Marinette balançou a cabeça, um pouco inconformada, talvez.

 

— Adrien precisa de um tempo e eu também, não tivemos coragem de intervir com nada. — Esclareceu cabisbaixa. — De toda forma, a barreira que criamos entre nós não vamos se dissolver em um dia.

— Entendo…

 

Ela suspirou, voltando o olhar para a chinesa.

 

— Como a Chloé…

— Péssima, a minha primeira tentativa de ir embora foi falha. — Suspirou e riu com a lembrança. — Ela, Nathanael, Sabrina e Noah apareceram e me enrolaram até eu desistir de embarcar, na verdade, eles cancelaram minha passagem antes.

 

Marinette gargalhou ao ver uma veia pulsar na testa da baixinha.

 

— Não ri! Foi tempo até convencer eles a me deixarem ir.

— Eles sabem que você tá aqui?

 

Assentiu, mas logo completou: "O Nath sabe".

 

— Ela vai te matar.

— Depois de umas horas dentro de um avião, obviamente.


Notas Finais


Não se preocupem, ainda tem capítulos para explicar tudo.

E não sei o que escrever de novo... Minha coluna dói ;u;


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