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História Cristalino - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


HELLO! Bom dia, boa tarde e boa noite para quem está lendo ;3
Ceeerto, sei que demorei, contudo está aqui o cap, logo mais postarei os das outras fanfics ><

O capítulo de hoje provavelmente ou com certeza os deixarão um pouco sentidos, quem sabe.

Espero que gostem. Boa leitura :)

Capítulo 5 - Em Meio a Estranhos


Morrendo de sono, Neil chegou a faculdade tentando não desmaiar na primeira cadeira em algum corredor enquanto ia ao encontro de Dan, a aula da amiga começava às sete de meia e ele ali chegando bons minutos antes para tomar café com sua morena. Ele respirou fundo, seguindo em passos firmes, seu estômago roncou, Neil estava zonzo de sono e de fome, acordava sempre com fome desde que se recordava.

Quase tropeçou ao ver que Dan não estava sozinha, ao seu lado, fazendo companhia, estava Aaron...ou o que ele acreditava ser ele. Neil tinha cometido a gafe de confundir os gêmeos, não conseguindo dormir de primeira mesmo com o cansaço o consumindo. Despertara com o toque do seu celular. Ele queria realmente ter tido a Dan que precisava dormir, ela entenderia.

Voltando ao seu erro de observação ou a falta dela: Aaron não tinha piercings, mas tinha uma tatuagem no pulso direito, pensou ter imaginado coisas ao não avistá-la quando o loiro pegou sua pasta. Neil podia ser tudo, menos paranóico e assim que beijou Dan por trás, surpreendendo-a, desviou o olhar discretamente pelo loiro que faria companhia para eles.

_ Você caiu da cama.

Dan gostava de falar observações óbvias e Neil se sustentou para não escorregar pela cadeira estofada na cantina da universidade, pegou o café oferecido e tratou de devorar os croissants também quentinhos. A morena conhecia tanto o moreno que sempre comprava as coisas em dobro quando comiam pela manhã.

_ Bom dia para você também. _ Aaron pronunciou-se e Neil recostou-se mais no estofado, com Dan mexendo em seus cabelos bagunçados.

_ Dia. Sem fome? _ não que Neil gostasse de partilhar, mas a educação fala mais alto. Aaron dispensou com um gesto. _ Imagino que tenha vindo para falar sobre o que escrevi.

_ Vou te poupar da dor de cabeça cedo do dia. Vim discutir outro assunto com Danielle, só não esperava sua companhia.

Neil mastigou seu croissant com a energia quase no zero, ele definitivamente precisava dormir e já que sua companhia não era esperada pela parte de um dos dois ali, ao menos deveria ter mesmo ligado para Dan, essa que acariciou sua coxa, agora sentida em ver como o amigo estava: as olheiras começavam a despontar em seu rosto, afligido pela falta de descanso de dias, os ombros caídos e os bocejos continuos. Neil se levantou, tentando espantar o sono.

_ Aonde você vai? _ quis saber Dan. Aaron observava a tempos a interação dos dois amigos e sentia uma pitada de incômodo ao ver a preocupação exacerbada de um para com o outro. Neil abraçou Dan por trás e a beijou no rosto.

_ Tão quentinha..._ Aaron franziu ao ouvir a fala do outro e Dan riu. _  Indo aproveitar minhas poucas horas antes da aula. Te ligo depois está bem?

Dan fez bico, mas deixou Neil ir embora, voltando-se para Aaron que nunca desviava seus olhos frios dela. Dan sentiu um arrepio, ignorando ao pegar sua mochila e tirar de dentro dela as suas pesquisas. Tanto ela quanto Neil interagia com o loiro doce azedo. Começou a falar, nem ela e nem o outro podiam se dar ao luxo de perder tempo.


 

~


 

Os corredores vazios permitiram Neil chegar a enfermaria da faculdade tranquilamente e encontrá-la quase vazia. Pensou em ir dormir na biblioteca, mas a enfermaria se encontrava no trajeto mais curto quando fosse ir para a sala. Encontrou uma enfermeira assistindo televisão e assim que o viu entrar, sorriu.

_ Você não perde a mania, né Josten? _ o rapaz sorriu tímido.

_ Oi para você também, Lola. Posso? _ indicou uma das macas e moça abaixou o volume da tevê.

_ Claro, te acordo antes de bater o horário. _ o sorriso sugestivo fez Neil revirar os olhos. _ Posso ir jantar na sua casa hoje?

_ Os rapazes te expulsaram de casa de novo? _ Neil deixou a mochila ao lado de uma das macas e retirou os sapatos. Lola partilhava o apartamento os caras mais grotescos que Neil já conhecera na vida.

_ Por assim dizer. _ suspirou e brincou com os próprios dedos.

_ Você pode, mas vá sozinha.

Lola olhou com uma pergunta no olhar e fez questão de soltá-la.

_ Tem algum namo-

_ Não. _ a resposta imediata fez a loira rir e voltar a sua atenção para a televisão.

Lola conseguia ser chata, contudo ainda devia muito respeito a ela. Quem olhasse para a loira sádica nunca desconfiaria que era madrinha de Neil. Como seu pai arranjou tal mulher para ser sua madrinha ele não sabia e parou de tentar descobrir.

Ele caiu em um sono com sonhos, os flashes desconexos circundam sua mente. Pensou já ter tido tais sonhos, eles pareciam premonitórios, mas Neil sabia que sua mente se encontra carregada pelos dias sem muito descanso. Acordou com alguém o balançando e pediria para Lola deixá-lo dormir mais um pouco, se não fosse as cores escuras que avistou da pessoa que o acordava. Lola nunca tirava o jaleco no expediente. Levantou o rosto e não viu muito coisa por conta da luz, e o estranho tratou de poupar sua visão dela, se inclinando para estalar os dedos na frente de Neil, que gemeu ao se levantar.

Já com a vista focada, se deparou com a pessoa que menos pensou em topar por ali. Andrew o olhava sem grandes interesses e Neil não soube o que fazer sem ser encarar agora o.olhar avaliativo que o loiro que lançava. Ele sabia que estava horrível mas não conseguiu deixar a língua quieta:

_ Apreciando a paisagem? _ Andrew logo voltou seus olhos para os de Neil, ainda um pouco distante e bufou, se virando para ir embora. Neil olho ao redor e não viu Lola. _ Ei, cadê a Lola?

O gêmeo respondeu em voz alta.

_ Sua namorada saiu e pediu para te acordar. Não sabia que se envolvia com velhas, Josten. _ saiu da enfermaria, deixando Neil embasbacado. Esse que pegou sua mochila e saiu correndo, alcançando Andrew.

_ Ela não é minha namorada. De onde tirou isso? _ o ruivo sabia que sua madrinha soltava sugestões para os outros, porém aquela era a primeira vez que ouvia alguém dizer que eles tinham um caso.

_ Você é lerdo assim mesmo ou se faz? _ quis saber e Neil rolou os olhos.

_ Ela é minha madrinha, então eu agradeceria se parasse de dar mais voz ao que falam por aí. _ não demorou a ligar os pontos e suspirou. Seu sono bateu longe e checou o horário em seu celular, faltando dez minutos para começar sua aula. _ Bom, de qualquer forma obrigado por me acordar. Você poderia não tê-lo feito. Te vejo por aí. _ bagunçou ainda mais seus cabelos e Andrew o observou seguir seu rumo para longe dele em silêncio.

Neil parecia mais um traste de gente daquele jeito do que uma pessoa normal. Entortou a boca, não querendo de importar com a aparência do rapaz que mexia consigo. Era um desperdício ele se vestir daquele jeito e nem se tocar do quão bonito era. Mesmo ele parecendo ter acabado de sair de rave, continuava deixando qualquer universitário de olho.

Andrew desejou não reparar tanto em Josten.


 

~


 

Ao ouvir campainha tocar, Neil se apressou em tirar as luvas assim que colocou sua janta sobre a mesa e ir atender a porta. Estranhou sua madrinha não ter entrado sem aviso prévio como de costume e sentiu seu coração saltar em ver Andrew diante de si. O que diabos...? Ficaria olhando para o loiro se não fosse sua madrinha o chamando.

_ Neil! Você pode vir me ajudar? Seu amiguinho não é nada cavalheiro. _ ela segurava três garrafas de vinho e mais duas sacolas. O rapaz se apressou em ajudá-la a levar as compras para dentro de casa, seu pés descalços indo de encontro a grama gelada.

Andrew esperou os dois entrarem para poder segui-los, tirando os sapatos logo no batente da entrada, perdeu uns segundos observando a casa alheia e quando chegou à cozinha, os outros dois ocupantes se encaravam. Neil se encontrava confortavelmente sexy na calça moletom cinza, com as mangas da camisa cinza com vinho arregaçadas até os cotovelos, ainda por cima descalço. Lola colocou a mão na cintura.

_ Ele não ia te acordar de graça, sabe. _ apontou para Andrew e Neil logo direcionou seus olhos azuis curiosamente beirando a um rio gélido em névoa para o loiro. Uma omissão revelada. Neil sentiu sua confiança traída. Por mais que fosse sua madrinha, Lola tinha o histórico de levar conhecidos dela para sua casa e quando essa aprontava, iam bater na porta dele. Ela tinha parado...até ver diante de si o convidado inesperado.

Ele não iria descontar em Andrew, mas desejou que ele tivesse lhe contado quando saíram da enfermaria. Derrotado, ele respirou fundo.

_ Vão lavar as mãos. Andrew, você pode deixar sua bolsa onde achar melhor. Chamo quando terminar de pôr a mesa. _ dito assim, continuou a fazer seu trabalho, sua madrinha não se incomodando com sua decepção, chamando Andrew para acompanhá-la. Mostraria a ele o banheiro já que a pia da cozinha se encontrava ocupada.

O telefone de Neil tocou a assim que viu o nome no ecrã, abriu um sorriso.

_ ¿Eh tío? ¿Todo bien? ¡Desapareciste! Tratando de no sentirse excluido de su horario. _ por mais que Jean fosse um cara ocupado, Neil nunca deixou de lado seu melodrama para com o amigo.

“Deixa de viadagem, Niel. Foram só duas semanas”. Jean logo entendeu que Neil não estava sozinho. Ele usava o espanhol para fazer com ele com mais privacidade. O ruivo pegou seu fone e plugou, permitindo assim ele zanzar pela cozinha sem se atrapalhar.

_ Amigo, ¿cómo puedes decir eso? Es mucho tiempo, pero dime, ¿cómo te va? _  sua madrinha retornou com Andrew no encalço, sentando-se mesa. Neil olhou para ela e indicou que saísse. Ela ignorou. Andrew se encostou no batente do cômodo.

“Vivo. As coisas por aqui vão surrealmente tranquilas”. Tal declaração fez Neil se empertigar.

_ Y ni siquiera enviaste un mensaje, ¿verdad? Entonces yo soy el que se pone fresco. _ Lola se atentou e sorriu maliciosa. Andrew se sentiu tenso e ao menos tempo arrepiado ao ouvir o outro conversando com quem quer que seja do outro lado da linha em outro idioma.

“As vezes esqueço o quão insuportável você é. Volto no final do mês”. Neil não pode evitar o sorriso rasgado e Lola logo assobiou. Ela sabia que Neil tinha as mesmas preferências que as suas, em outras palavras, ele era gay. Também sabia com quem ele conversava e nunca deixou de jogar palavras para os dois. Neil bateu nela com o guardanapo.

_ Uiaa, parece que alguém não quer que escutemos a conversa. Como vai seu namorado?

Jean ouviu a voz que nem em sonhos esqueceria. “Sua madrinha tá aí? Cara que merda”. Neil rolou os olhos.

_ Ele vai bem. E a propósito, pelo menos eu tenho um, não acha? _ soltou a provocação e Lola caiu na gargalhada. Andrew observava a cena e não soube concluir o que sentia: feliz por saber que Neil era gay (ou supostamente), ou patético por estar de olho em alguém que já tinha namorado. 

_ Mentiroso. E pensar que você sabia mentir melhor. _ disparou Lola, beliscando a carne assada sobre a mesa.

_ Sí. Vino a cenar. Te enviaré un mensaje de texto más tarde, ¿de acuerdo? Necesito servir a la doncella aquí. _ o amigo riu do outro lado. Sabia bem como era a madrinha de Neil.

“Sem problemas. Até depois”. Encerrou a ligação e Neil olhou para Andrew, ainda em pé.

_ O que você faz aí? Tenho certeza de que não veio para ficar de bobeira. _ tratou de colocar os pratos na mesa, junto das taças e talheres. O jantar se resumia em carne assada, purê de batata e macarrão com queijo. Neil não sabia preparar muita coisa, mas Lola nunca se importou com isso e até elogiava sua comida. Só esperava que seu novo convidado não reparasse muito na sua falta de habilidade.

Ouviu-se um miado e Delaila apareceu para fazer-lhes companhia também. Neil deu atenção a bichana, essa que encarou a visita, afastando-se de Neil para se familiarizar com esse. Andrew não se incomodou com a gata e enquanto jantava, percebeu o quão Neil era mais responsável do que imaginou, apreciando a comida e tentando não se sentir estranho com as conversas calorosas dos outros dois integrantes a mesa, sem particular delas.

Ao menos ele e seu irmão ainda tinham um pouco daquele toque juntos.


Notas Finais


Beleza! Neil consegue ser mais cativante do que qualquer outro! Isso porque ele é o nosso bebê ;3 KKKKKK
Well, eu já planejava fazer dele fluente em espanhol há tempos! O que acharam? Acredito que pega super legal, ainda mais com o Jean.

Espero que tenham gostado.
Até o próximo capítulo 😘


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