História Croack! - Capítulo 11


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys (BTS), Híbrido, Ikus, Jikook, Kookmin, Lgbt, Sapo
Visualizações 161
Palavras 3.129
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OOOOOOOOOOOOOOOOOOI, GIRININHOS!!!!! TURUBOM??? AFF, EU FICO TÃO FELIZ QUANDO O SÁBADO CHEGA!!!!

Então, eu tô postando isso no meio de uma festa, eu tentei ficar mais sóbria, mas ainda tô meio doida, então não sei se o capítulo está bem revisado, me desculpem qualquer erro, ok??? <3333

Como sempre, queria agradecer a quem vota, comenta e é um amorzinho comigo no Twitter, eu fico muito felizzzzzzzzzzzzz, obrigada, sério mesmo mesmooooo!! Não se esqueçam de usar nossa hashtag #OsGirininhos se for falar da fanfic pra eu encontrat com mais facilidade porque sou uma porta no Twitteeeeer.
Amo vocês e boa leitura!!!

Capítulo 11 - Doctors Go Strange


Fanfic / Fanfiction Croack! - Capítulo 11 - Doctors Go Strange

Jimin conversava altivamente com Yoongi. Ele realmente era bem mais expressivo e menos tímido com outros híbridos. Talvez todos os híbridos sejam mais confortáveis entre si, apesar de Yoongi não estar parecendo tão animado assim. Não que ele normalmente fosse empolgado, mas enfim.

Meus olhos voltaram ao meu tablet, onde eu trabalhava uma campanha. Com a canetinha, risquei algumas ideias que não gostei tanto, excluindo-as e tentando desenhar outra coisa por cima. A disposição estava ok, naquele Z basicão, mas eu ainda me sentia meio incomodado…

Caso vocês estejam se perguntando, deu tudo certo em Busan, sim. Eu só não queria ter que narrar tudo que aconteceu e aproveitei para pular alguns momentos. Sei lá, meus sentimentos eram confusos demais para se descrever.

No dia seguinte meus pais comemoraram de manhã comigo, com direito à parabéns e tudo. Comemos o bolo que meu irmão havia feito a gente ir comprar os ingredientes e estava gostoso. Era o mínimo, né. Mas enfim, era de laranja com um pouco de geleia de pimenta e maracujá. Não parecia o tipo de coisa que daria certo, mas até que deu e longe de mim reclamar.

Depois trabalhamos, porque não é como se a cafeteria fosse ter sido fechada por minha causa. Por último, saímos pra jantar fora e, depois de voltar pra casa, assistimos os filmes do Homem de Ferro até todo mundo cair no sono. Homem de ferro porque, afinal, o dia era meu.

Mas enfim, nada demais. Voltamos pra cá. Eu fiquei com o coração pesado por sair de casa de novo, mas era sempre assim e não me acostumaria. Eu e Jimin fizemos minha família prometer visitar a gente em Seul um dia, com lágrimas nos olhos, e voltamos. Simplesmente voltamos.

Ergui meus olhos de novo quando percebi pela visão periférica que Yoongi tinha entrado no consultório de Namjoon assim que uma híbrido de coelho saiu. Encontrei um Jimin com um bico no rosto, afundado na cadeira. Fazendo força pra não rir, apaguei a tela do meu tablet, prendi nele a minha caneta e sentei ao lado do híbrido.

— O que tem de errado, hein? — Perguntei bem quando o híbrido dava mais um suspiro dramático.

— Tira esse sorrisinho idiota do seu rosto, Jungkook. — Reclamou ao me olhar e, confesso, realmente tava rindo um pouco de todo o mau humor que o híbrido exalava, até porque Jimin era muito tranquilo. Talvez vê-lo tão irritadinho tenha sido… fofo?

— Que agressividade, Park Jimin ssi.

— Desculpa… — Finalmente soltou com um sorrisinho envergonhado. — Tipo…

Começou, mas não terminou. Ficou quieto por um tempo, refletindo se falava ou não, mordiscando os lábios carnudos. Se encolheu um pouquinho antes de suspirar e parecer ter decidido algo. Olhou para os lados e se aproximou da minha orelha. Cooperei, me curvando um pouco em sua direção para que a ação ficasse mais fácil.

— Eu meio que estou gostando do Yoongi hyung… — Confessou baixinho. — Mas ele anda meio estranho esses dias…

Jimin baixou o rosto logo após falar, e me virei para observá-lo, completamente corado. Eu estava surpreso, sim, eu realmente não esperava que o híbrido gostasse de alguém. Talvez, na verdade, o problema fosse eu. Eu simplesmente não esperava que as pessoas gostassem uma das outras, talvez porque sempre fui um pouco na minha demais. Talvez porque eu fosse vazio demais.

Mas ao mesmo tempo meu coração acelerava levemente com um sentimento estranho, um sentimento novo. Talvez de descoberta, talvez até um pouco de felicidade. Acho que ninguém tinha me confiado algum segredo antes e Jimin fazê-lo me deixou tão feliz que eu não sabia como colocar em palavras.

— Estranho de que jeito? — Perguntei, sentindo minhas bochechas corarem como as do mais velho. Merda, eu estava feliz, muito feliz, por Jimin conseguir cultivar sentimentos bonitos dentro dele. Isso era tão incrível.

— Ele anda meio sério. Tipo, sério de verdade, porque normalmente ele só se finge de sério sabe-se lá por quê. Distante, como se sempre estivesse distraído e pensando em algo também. Não sei explicar muito bem, só sei que ele não é o Yoongi hyung que a gente está acostumado.

— Eu não notei, sendo sincero… — Confessei. — Mas eu sou um bobão que não consegue interpretar as coisas ao redor, então não é como se eu não notar algo signifique alguma coisa.

— Você não é um bobão — Jimin riu. — Talvez só um pouquinho… Brincadeira. Você só não é próximo do hyung, então não tinha muito como você notar também.

— Eu te ajudo. — Falei, recebendo um olhar confuso do híbrido porque eu simplesmente joguei aquela frase sem contexto nenhum, mudando o assunto do nada.

— Me ajuda em…? — O loiro teve que perguntar para eu notar que aquela frase só funcionava na minha cabeça e confesso que senti minhas orelhas arderem um pouquinho de vergonha.

— Com o Yoongi… — Sussurrei baixinho. — Sei que eu não sou muito próximo dele, nem bom em lidar com pessoas… E com sentimentos, relacionamentos humanos, muito menos amor e…

— Jungkook — O híbrido riu, colocando a mão no meu braço, como se tentasse me acalmar. — Aceito a ajuda, sim, obrigado.

E, merda, eu não sabia descrever meus sentimentos, de verdade. O jeito que Jimin aceitou minha ajuda, apesar de ter todos os motivos do mundo pra recusar me tocou de um jeito inexplicável. Fez com que eu me sentisse de um jeito inexplicável. Parecia que meu coração flutuava dentro de meu peito, batendo asinhas.

— Obrigado… — Senti um sorrisinho contente se esboçar nos meus lábios com a reação positiva do híbrido.

— Mas quem tá me ajudando é você, idiota! — Jimin debochou, rindo daquele jeitinho puro dele, mas sem ser alto demais pra não me envergonhar. Apesar da acidez das palavras, ele passou o braço pelos meus ombros, me trazendo um pouquinho mais pra perto dele. Como fazia com Taehyung. Como fazia com seus amigos.

Nós dois tomamos um puta susto quando Yoongi saiu da consultório, chamando Jimin para ir em seguida. Era como se fossemos duas criancinhas tentando esconder dos pais que foram levadas. Com um sorriso amarelo, Jimin entrou pela porta que Yoongi havia saída e, igualmente de sorriso amarelo, tentei puxar um papo com Yoongi.

— Ei, hyung! Que músicas você tem ouvido? — Perguntei, usando o único trunfo que eu tinha: saber que ele amava músicas.

— Não tenho ouvido muitas músicas… — Respondeu de forma curta, muito curta. Também não sentou na cadeira ao meu lado, o que normalmente fazia quando ia conversar com alguém.

— Por quê? — Acabei perguntando espantado e, sinceramente, perdido. Aquilo não fazia sentido.

— Porque eu não quis… — Respondeu simplesmente e meio desconfortável, se despedindo rapidinho e indo embora.

Uau, que sucesso, Jungkook.

Ajudando Jimin daquele jeito, eu iria longe. Mas, de fato, Yoongi estava muito estranho. Como assim ele não estava ouvindo música? Música. Música era tudo pra Yoongi. Foi o primeiro passo pra sua reabilitação, foi seu primeiro laço com um amigo, foi sua conexão com sua guardiã. Era uma das poucas coisas das quais falava, com um sorrisinho gengival no rosto, antes de ficar em silêncio, mas ainda sentado quase que religiosamente do meu lado até eu ter algo pra fazer.

Não tive nem tempo de ver as notícias do dia pelo meu SmartPods antes de Hoseok irromper com uma expressão reflexiva na sala de recepção do consultório. Aquilo parecia até um teatro, sempre tendo algo acontecendo, alguém falando, alguém entrando se alguém saía.

— Ei, Kook! Estava procurando você! — Cumprimentou, animando-se ao me ver. — Você não trabalha, não? — Debochou.

— Só quando eu quero. — Dei de ombros, indicando que o mais velho se sentasse ao meu lado. Como eu já imaginava que ele falaria de algo sobre alguma campanha, eu já fui puxando o tablet que eu usava para fazer esboços de desenho pro meu colo.

— Eu estava precisando saber mais da identidade visual daquela campanha de arrecadação de materiais de higiene para os híbridos que estão em quarentena. — Jogou diretamente. Bem, eu não vou mentir, gostava muito da objetividade de Hoseok.

— Você tá meio estranho, tudo bem? — Perguntei, tão objetivo quanto. Hoseok me olhou meio espantado antes de corar um pouquinho e coçar a nuca.

— Desde quando você percebe essas coisas? — Brincou e apenas dei de ombros. — Só passei pelo Yoongi e ele me evitou.

— Isso é estranho?

— Sim, porque quem evita ele sou eu. — Confessou sussurrado.

— Você evita o Yoongi? O que ele te fez?

— Nada… — Respondeu num muxoxo sofrido, todo coitadinho se fazendo de vítima e, apesar dessa não ter sido a intenção, acabei rindo da cara do mais velho. — É que eu tenho um pouquinho de medo de híbridos peçonhentos… Fui picado por uma menina híbrido de aranha chinesa quando eu era criança. Fiquei em coma por uma semana. Aí, como eu sou ridículo, eu ainda tenho um pouco de medo e trato o Yoongi desse jeito.

— Você não é ridículo, hyung, merdas acontecem, simplesmente.

— Que consolador… — Brincou. — O Yoongi percebe que eu evito ele, e fica claramente tristinho… Então eu tento superar isso, não dá pra eu ter medo a vida inteira.

E aí foi como se eu tivesse uma epifania, revivendo flashbacks do Yoongi mal humorado depois de ver Hoseok (na verdade, por ter sido evitado por este). De Hoseok sumindo nervosamente de todo ambiente que Yoongi estava… Eu realmente era burro, não havia outra explicação pra eu ter me feito de cego todo esse tempo. Acontecia literalmente toda hora na HP.

— Então dessa vez ele que te evitou? — Tentei coletar mais alguma evidência do que o Jimin havia falado de Yoongi.

— Sim… Ele só saiu vazado quando eu apareci. Nem olhou pra minha cara. Em geral ele me encara durante todo meu trajeto de fuga querendo chamar minha atenção, talvez, mas foi o oposto dessa vez. — Comentou, enquanto tocava seus SmartPods distraidamente. — O horário, Jungkook! E a arte?

— Eu ia te enviar hoje, só não gostei muito das fontes que eu usei. — Abri o arquivo, mostrando para o mais velho que perscrutava atentamente a tela do meu tablet enquanto finalmente se sentava ao meu lado.

— Não gostou por quê?

— Achei que não passou urgência o suficiente, tá muito delicado… — Mordi de leve a pontinha da minha caneta, pensando no que poderia fazer para melhorar esse ponto.

Antes que Hoseok falasse qualquer coisa, aumentei o peso de algumas palavras chaves da campanha. Tentei também usar itálico em textos mais compridos e simples. O peso até que ficou bom, mas o itálico ficou um nojo e tirei, adicionando um sombreado por trás.

— Bem, parece que você se resolveu sozinho. — Hoseok deu de ombros. — Gostei das cores. As últimas artes todas tiveram esse padrão arredondado, é de propósito?

— Sim. A gente do Departamento Visual da Comunicação decidiu convergir um pouco a nossa parte visual pra dar mais coesão entre as artes de pessoas diferentes. Aí a gente fez uma reunião pra decidir como ia ser e adotamos esse estilo mais arredondado.

— Eu gostei. — Hoseok aprovou, mas logo apontou o dedo em um cantinho da arte. — Você poderia colocar um QR code aqui, que tal? Porque aí você pode trocar a informação escrita dos pontos de coleta por ele e abre mais espaço.

— Boa, hyung! — Exclamei animado o suficiente pra não ficar me perguntando por que eu não havia pensado naquilo também. Era básico. Coloquei um modelo de QR code na arte e redistribuí os outros elementos, satisfeito com o resultado final.

— Tá lindão, né? — Hoseok sorriu, empolgado, com aquela energia radiante e a voz potente. Ele aumentava muito o volume da voz quando empolgado. Deu uns cutucões em mim, fazendo cócegas, antes de se levantar. — Consegue me enviar isso até quando?

— Só vou gerar uma landing page com um QR code de verdade e terminar de vetorizar tudo e te envio. Conta quarenta minutos aí.

Hoseok fingiu setar as horas em um relógio de pulso imaginário e saiu de lá, sorridente. Eu, por outro lado, fui trabalhar porque adorava essa adrenalina gostosa de correr contra o tempo.

E, putz, tive que correr mesmo. As páginas do nosso site fáceis de serem configuradas, em blocos, que a galera da TI deixava pra gente mexer mais confortavelmente não estavam funcionando direito. Tive que ligar pra Chaerin, da TI e ela, coitada, ficou desesperada.

Como a manutenção demoraria um pouco, a Chaerin, anjo dos anjos — acho que é a primeira vez que falo dela, mas como eu sempre tô chorando alguma coisa com a TI, ela sempre tem que me ajudar e faz isso de muito bom grado — pediu como eu gostaria que fosse o modelo da página e programou tudo do zero pra mim. Um puta mulherão da porra, ficou igualzinho o modelo que eu enviei pra ela pelos SmartPods!

Gerei o QR code pro domínio da página, exportei a imagem e… voilà! 41 minutos, merda. Por mais que eu tivesse enviado a arte imediatamente pro Hoseok, ele obviamente não perdeu a chance de mandar um sticker holográfico me zoando pelo um minuto de atraso. Mas segurei meus nervos pelo sacrifício da Chaerin. “Segurei”, não é como se eu estivesse bravo de verdade. No máximo frustrado com quão próximo foi de conseguir.

— Acabou…? — A voz de Jimin soou baixinha ao meu lado e levei a mão ao peito por causa do susto que levei.

— Meu Deus, hyung! Meu coração é fraco… — Respirei fundo, tentando me acalmar enquanto o híbrido sentava ao meu lado.

— Desculpa, você parecia tão concentrado, não queria atrapalhar…

— Tudo bem, mas não atrapalharia. — Acrescentei enquanto o híbrido se aproximava para ver melhor o que havia no meu tablet. Virei a tela de uma forma que ele conseguisse ver melhor.

— Foi você que fez? — Apontou, curioso, os olhinhos brilhando.

— Sim, meio que é meu trabalho, né. — Gargalhei meio alto com a pergunta. Afinal, eu só conseguia me alimentar e tudo mais por causa daquilo. — Essa é a versão final já. Enquanto você estava na consulta Hoseok passou aqui e fizemos uma modificação pra fechar a arte da campanha.

Por mais que Jimin parecesse, de fato, interessado no que eu estava falando, ele estava meio estranho. Lambia os lábios nervosamente, além de puxar o cabelo pra trás. E como eu sou burro, mas não completamente, percebi que aquele era um dos sinais de desconforto de Jimin que meu irmão falou.

— Está tudo bem, hyung? — Passei meu braço pelos seus ombros, inclinando a cabeça um pouquinho pra encará-lo.

— Desculpa… — Respondeu baixinho, com um pequeno bico em seus lábios e encolhendo o corpo. Fofo.

— Desculpar pelo quê? — Perguntei, genuinamente confuso. Levei a mão que apoiei em seu ombro em seu cabelo, acariciando os fios loiros.

— Por nunca ter sido curioso pelo seu trabalho… Você faz coisas tão legais… Essa arte tá tão bonita, tão legal, e eu nunca notei.

— Mas não é sua obrigação ser curioso pelo meu trabalho, não tem problema. — Tentei tranquilizar o híbrido, mas ele pareceu ficar meio revoltado com a minha resposta.

— Tem, sim! A gente mora juntos há 9 meses já, conhecer o seu trabalho era minimamente básico!

— Relaxa, hyung. Essas coisas acontecem, de verdade. O maior ponto é que eu não só tenho dificuldade de me aproximar como dificulto que as pessoas se aproximem também. É normal alguém não saber o que eu faço e vice-versa. A culpa não é sua.

— Transferir a culpa pra você não ajuda, Jungkook. — Retrucou sério, me encarando diretamente com as pupilas horizontais. — Você pode ter dificuldade, sim, mas se esforça muito e tá cada dia melhor. Eu consigo notar, sabe? Então eu não saber disso é um problema meu, ok? Me mostra mais seu trabalho, por favor.

Apesar de ter sido um pedido, pareceu até uma ordem. Um sorriso pequenininho se forçou entre meus lábios. Eu me sentia subitamente leve.

Abri uma pasta na minha galeria de fotos onde eu deixava as artes que já tinha feito, passando o tablet para que o híbrido pudesse olhar. Ele sorriu animado, fazendo vários comentários a cada arte. Parecia genuinamente feliz.

— Eu gosto muito de arte, sabe? — Contou. — Não tenho conhecimento técnico nem prática, mas gosto muito.

— Você é bom nessas coisas. Aquela árvore no seu quarto é muito bonita… O cartão que você fez pra mim também. — Comentei, sentindo minhas orelhas ardendo um pouquinho e um calor subir às bochechas quando falei do cartão.

— Obrigado. — Aceitou o elogio sinceramente, com um sorriso.

— Ah! — Acordei da minha distração por causa da conversa tranquila com o híbrido. — Sabe quem mais achou Yoongi estranho? Hoseok.

A expressão do híbrido mudou completamente, preocupada. Repeti tudo que Hoseok disse pra mim para o híbrido, que ficou com um semblante pensativo, como se tentasse ligar os pontinhos na sua cabeça.

Porém, não pareceu ser informação o suficiente para ele tirar alguma conclusão dela. Chegou a um ponto que finalmente deu de ombros, voltando a olhar as artes.

— Você vai olhar todas? — Ri. — Tem coisa demais aí, tipo uns 3 anos de trabalho, vai ser cansativo.

— Deixa eu curtir o meu momento, Jungkook. — O híbrido bufou, tomando o tablet só pra ele, meio que de birra.

Passou um tempo olhando, só levantando os olhos quando Namjoon saiu de seu consultório. Deu um sorrisinho para nós, mas parecia afobado. Também era estranho porque era seu horário de almoço, o único horário que tinha descanso aqueles dias, e preferia ficar tirando uma soneca dentro do consultório. Aparentemente todo mundo naquela maldita ONG estava estranho, que inferno!

— Alguém viu o Jin hyung? — Perguntou o de cabelos rosa. Eu neguei com a cabeça, raramente enxergava a pessoa de Jin, apesar de frequentemente ouvir sua voz me debochando pelos cantos.

— Eu vi ele perto da Sala de Reuniões 3. — Jimin respondeu e fiquei espantado com a capacidade de localização de Jin do híbrido. — Mas faz muito tempo mesmo, acho difícil ele estar lá.

— Imagino que não custe nada tentar… — Respondeu Namjoon, se encaminhando para fora. Senti Jimin se agitar ao meu lado, como se não quisesse que ele saísse.

— Ei, hyung! — Jimin chamou antes que o médico saísse, e este virou apenas a cabeça para encará-lo, deixando claro que queria meter o pé dali logo. — Você achou o Yoongi hyung meio estranho esses dias?

E, nossa, Namjoon travou. Travou tão claramente e tão desesperadamente que até eu notei. Um brilho de pânico passou por seus olhos, ainda que tivesse sido muito rápido.

— Hm? Estranho em que sentido? — Falou o médico calmo, aparentemente recuperado. Seu tom confuso era bem convincente. Jimin, ao meu lado, cruzou os braços, claramente irritado com o médico. — Bem, independente do sentido acho que ele está normal. Pelo menos está me tratando como sempre. Deve ser só impressão de vocês.

E com aquelas frases curtas e simples, indignas do nosso médico filosófico e profundo, Namjoon se apressou e foi embora. Deus, isso foi muito estranho.

Encarei Jimin, que fez o mesmo comigo, o olhar ferino no rosto ainda emburrado passando uma mensagem clara, que eu também recitava.

Deus, aquilo foi muito estranho.

 


Notas Finais


Eu de novoooo. O que acharam do capítulo, bebês?

Alguma teoria já??? Quero muito saberrrrr! Sério mesmo, amo demais ver os comentários de vocês, tanto aqui quanto no Twitter, muito obrigada por interagir comigo, fico tão felizinha!!!

Não se esqueçam da hashtag #OsGirininhos e muito obrigada novamente por ler!!! Se está gostando, plis não esqueça de favoritar <3333
Beijinhos de luz e até o spoilerzinho que eu solto no Twitter próximo sábado!!!


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