História Crônicas Amorosas do Santuário 2.0 - Capítulo 12


Escrita por: e Aryedan2018

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Abel, Afrodite de Peixes, Aiacos de Garuda, Aiolia de Leão, Aioros de Sagitário, Albafica de Peixes, Alberich de Megrez (Estrela Delta), Apolo, Ártemis, Asmita de Virgem, Camus de Aquário, Defteros de Gêmeos, Dégel de Aquário, Dohko de Libra, El Cid de Capricórnio, Freya, Hades, Hakurei de Altar, Hilda de Polaris, Hyoga de Cisne, Hypnos, Ikki de Fênix, Isaak de Kraken, Julian Solo, Kagaho de Benu, Kanon de Dragão Marinho, Kanon de Gêmeos, Lune de Balron, Manigold de Câncer, Marin de Águia, Mascára da Morte de Câncer, Minos de Grifon, Miro de Escorpião, Mu de Áries, Pandora, Poseidon, Radamanthys de Wyvern, Saga de Gêmeos, Sage de Câncer, Saori Kido (Athena), Seiya de Pégaso, Shaina de Ofiúco, Shaka de Virgem, Shion de Áries, Shiryu de Dragão (Shiryu de Libra), Shun de Andrômeda, Shunrei, Shura de Capricórnio, Siegfried de Doube, Sísifos de Sagitário, Sorento de Sirene, Tenma de Pégaso, Thanatos
Tags Hentai, Saint Seiya
Visualizações 106
Palavras 3.294
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Magia, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite, viciados em CDZ!
Trouxe para vocês mais um capítulo agora estreando nosso fanfarrão mais gato Manigold, nosso canceriano do Lost Canvas.
Espero que curtam bastante!
Boa leitura!

Capítulo 12 - Jamais desistirei de você


Fanfic / Fanfiction Crônicas Amorosas do Santuário 2.0 - Capítulo 12 - Jamais desistirei de você

No dia seguinte acordei com um mal humor terrível. Saber que estava nas mãos de Souma com aquela foto mega comprometora, era o fim do mundo. 

- Bom dia, querido Kouga! Como foi sua noite? Dormiu bem? - Souma falava sorrindo de forma irônica. - Ah, mas não precisa falar não. Eu sei que foi muito boa, afinal, deu pra dar uma aliviadinha, né? Kkkkkkk

- Cala a boca, Souma! Tô num tremendo mal humor e se não apagar aquela foto juro que vou lançar o Meteoro de Pégaso em você! 

- Ui, ui, ui... Tô tremendo de medo! Kkkkkkk. 

Nessa hora eu já tava por conta e por pouco não desferi o Meteoro de Pégaso, mas uma batida na porta fez com que eu desistisse.

Souma abriu a porta e deu de cara com Ryuho e Haruto à nossa espera.

- Bora, gente! Vamos tomar café. Já estamos atrasados pra aula. Que cara é essa, Kouga? - Perguntou Haruto.

Não respondi e passei por eles com cara de poucos amigos. Ouvi Souma rindo e Ryuho falando para não esquecermos o livro.

Durante o café da manhã, fiquei calado o tempo todo. Ryuho e Haruto já estavam especulando o porquê do meu mal humor, até que Haruto finalmente perguntou sobre o tal livro que Ryuho havia mencionado.

- É um livro que Souma e Kouga encontraram na biblioteca quando estavam à procura de revistas de sacanagem que Harbinger escondeu. Esse livro conta histórias amorosas dos cavaleiros do Santuário. Eles próprios escreveram suas experiências para os próximos leitores que os sucederem. Cada uma mais quente que a outra. - Disse Ryuho.

- Sério isso? Quero ler também! - Falou Haruto. - Mas agora explica, Kouga. Por que tá com essa cara de bunda? Afinal, com esse livro em mãos deveria estar é alegre e não assim.

- Essa eu posso responder! Aliás, responder não, mostrar. - Proferiu Souma já estendendo o celular.

 - NÃO!!!! - Gritei e o refeitório em peso olhou para nós.

Ryuho e Haruto olharam o celular, depois um para o outro e desataram a rir de dobrar o corpo, segurando a barriga. Meu rosto queimava tamanha a minha vergonha e baixei a cabeça na mesa.

 - Ah, não fica assim, Kouga. É normal! Kkkkk. A história devia estar muito boa heim! Bora, vamos pra aula e depois vamos pra biblioteca ler um pouco mais do livro.

Nem me concentrei direito na aula. Era aula de controle de cosmo e praticamente não rendi. Depois seguimos para a biblioteca e abrimos no capítulo seguinte.

- Essa eu quero ler. Deixa comigo. E Kouga, vê se não fica assanhadinho não. Estamos em local público! - Disse rindo Haruto. - É do cavaleiro de ouro de Câncer, Manigold. Já ouvi falar desse cara. Foi um bravo guerreiro. Ajudou muito o Santuário em uma das guerras santas. Espero que seja boa a história. Vamos lá!

Só bufei e ele iniciou a história.

***

A minha infância foi um produto dos tempos em que vivi: devido à minha luta precoce para sobreviver usando de violência em furtos e vendo a miséria que governava o mundo, bem como ter sido o único sobrevivente do massacre do vilarejo ao qual vivia com os meus pais, me fariam obter uma visão niilista sobre a vida, acreditando que ela em si não tinha sentido e, portanto, não devia ser zelada perante ao desespero da inevitabilidade da morte. Por sobreviver dessa forma, eu detinha grande confiança e orgulho em minhas competências. Eu também falava sempre demonstrando um fascínio e ao mesmo tempo aversão pela morte como se falasse dela personificada. Contudo, ao me tornar aluno de Sage, aprendi com meu mestre que a vida em geral não era um lixo e que o universo inteiro estava interligado, bem como também ao conhecer o real significado do verdadeiro desespero no pós-morte, fariam com que o meu eu tivesse uma mudança em meu coração.

Não posso afirmar que me tornei a melhor pessoa do mundo, mas aprendi que nem tudo e todos eram voltados para o mal. Felizmente pude constatar que ainda existiam pessoas boas e que precisavam ser protegidas. Sem contar que algumas pessoas mereciam uma segunda chance assim como eu tive um dia.

Quando criança descobri um dom, digamos, peculiar. Quando meus pais foram mortos por espectros e me vi sozinho perambulando pelas ruas em busca de alimento, me vi obrigado a furtar. Porém, nem sempre conseguia e me via em apuros, como o dia em que dei de cara com uma gangue, que me bateu e maltratou, quase me deixando à beira da morte. Prometi a mim mesmo que nunca mais aconteceria isso e aprendi a me defender, até mesmo a matar para sobreviver. E numa delas descobri que podia manter contato com as almas das pessoas que havia matado. Eu conseguia manipulá-las e isso me deixava em êxtase. Foi nessa época que conheci meu mestre.

Ele me treinou e me ensinou que a vida não era feita somente de maldade. Aprendi que deveria valorizar a vida e as pessoas.

Ainda sim ganhei uma reputação de ser irônico e autoconfiante. Mas eu era mesmo, confesso. Talvez isso me fizesse ser mais forte para lutar e vencer qualquer oponente.

Entretanto, apesar de ser um homem fanfarrão, sempre me considerei responsável o suficiente para ser um cavaleiro de ouro de Câncer.

Diariamente fazia minha ronda pelo Santuário e Rodório e numa dessas eu a conheci. Eu estava caminhando tranquilamente, quando me deparei com uma cena que eu conhecia bem quando criança. Uma gangue saía de um mercadinho fazendo arruaça e com alguns produtos do estabelecimento nas mãos. Era um grupo de mais ou menos cinco meninos e dentre eles uma menina. O dono do estabelecimento saiu logo atrás aos berros e com uma vassoura nas mãos, gritando "Ladrões!". O grupo ria e um deles socou o pobre senhor, fazendo-o cair ao chão. Não pude me conter. Caminhei até eles e, antes que o mesmo rapaz desferisse outro golpe no senhor ainda caído, segurei seu punho e o virei. Ele me olhou com os olhos arregalados e o fiz levantar.

Eu: Pare imediatamente o que está fazendo. Largue tudo e devolva agora mesmo ao senhor, antes que eu mesmo faça com você o que acabou de fazer com ele. - Eu o encarei nos olhos e tremendo fez o que mandei.

Todos os outros saíram correndo amendrontados, menos uma: a menina. Ela me encarava através do capuz que escondia uma parte do rosto, mas pudia sentir o peso do seu olhar sobre mim, o que devo confessar que me deixou um tanto perturbado. Depois de uns minutos, ela também devolveu o que tinha roubado e saiu andando tranquilamente como se nada houvesse acontecido.

Nos dias que se seguiram não vi mais o grupo agindo nas ruas de Rodório. Uma das pessoas que assistira ao ataque ao mercado disse que por vezes eles assaltaram o estabelecimento, mas naquela vez o senhor reagira. E por sorte eu estava passando na hora certa.

Após alguns dias, fazendo minha ronda diária, presenciei um novo ataque. Mas dessa vez só de um dos membros da gangue. Uma senhora passeava com sua netinha, quando um deles atacou a pobre velhinha, tentando arrancar sua bolsa. Com a minha velocidade da luz, me aproximei e quando a pessoa já ia fugir, foi de encontro à minha armadura e caiu no chão. Com a queda largou a bolsa e o capuz caiu, revelando um rosto feminino. Ela me encarava e na hora pude constatar que era a mesma menina da outra vez. Virei-me para a senhora, que estava completamente assustada agarrada com a netinha, e perguntei:

Eu: A senhora está bem? - Ela acenou com a cabeça afirmativamente. - Ótimo! Aqui está a sua bolsa. Tenho certeza que não irão mais te incomodar. - Nessa hora eu encarei a garota.

A garota me encarou de volta e quando se levantou, pronta pra fugir, eu agarrei seu pulso em só movimento.

Eu: Você vem comigo!

Eu a puxei, forçando-a a caminhar. Ela se debatia e tentava em vão puxar a mão. "Solte-me!" ela gritou. Andamos por um tempo até chegarmos à floresta. Fomos direto em direção ao rio e a empurrei, fazendo-a cair sentada no gramado. "Ei, isso doeu!" ela disse.

Sentei-me numa pedra e fiquei de frente para ela. Percebi que a garota era dona de uma beleza exótica, com traços orientais, cabelos bem compridos e negros e boca fina, porém delineada. Um convite tentador, sem dúvida.

Eu: Vamos conversar um pouco. Diga-me, qual é o seu nome e sua idade?

Lynn: Eu me chamo Lynn e completei dezoito anos no mês passado.

Eu: Certo. Bom, eu me chamo...

Lynn: Eu sei quem você é. Você é o cavaleiro de ouro de Câncer, Manigold.

Eu: Ah, então pelo visto já ouviu falar de mim.

Lynn: Sim. Quem nunca ouviu histórias de suas  arruaças, lutas e sua fama de ser autoconfiante?

Nessa hora eu tive que rir. Realmente a minha fama já tinha se estendido aos quatro cantos de Rodório.

Eu: Ok. Quer uma maçã? - Retirei uma de dentro de uma pequena bolsa que eu sempre carregava e dei uma boa mordida. - É a minha fruta preferida. - Falei sorrindo.

Lynn olhava para a fruta como se não comesse há dias.

Eu: Tome, pode comer. - Estendi a fruta.

Ela ainda demorou um pouco pra pegar, provavelmente desconfiada, mas a fome falou mais alto e a arrancou da minha mão, devorando-a em segundos.

Eu: Há quanto tempo você não come?

Lynn: Há dois dias.

Eu: Onde você mora junto com aqueles desordeiros não te dão de comer?

Lynn: Na verdade não faço mais parte da gangue.

Eu: Ah, não? E por quê?

Lynn: Prefiro não falar disso.

Eu: Tudo bem. E o que fez você entrar para aquela gangue? Onde está a sua família?

Lynn: Meus pais morreram quando eu era pequena. Fiquei perambulando pelas ruas atrás de alimento, até que eles me encontraram. Eles me ensinaram tudo o que sei sobre furtos e como me defender.

Eu: E você acha que viver assim, roubando pra sobreviver, é a melhor opção?

Lynn: Você não me conhece! Não sabe nada sobre mim! Não tem o direito de me julgar!

Eu: Você realmente acha que não lhe conheço? Acha que não sei nada sobre você? Está enganada, Lynn. Sei mais do que pensa. E sabe por quê? Porque simplesmente sei o que é viver perambulando passando fome e frio, roubando pra sobreviver e até matando para não ter que morrer. Também perdi meus pais quando era pequeno, me vendo sozinho e órfão.

Ela nada disse. Ficamos em silêncio por uns minutos, até que ela quebrou o silêncio.

Lynn: E como você saiu dessa vida?

Eu: Uma pessoa me encontrou e viu que ainda existia esperança. Com o tempo percebi que a vida e as pessoas valiam a pena e que não eram um lixo. Meu mestre cuidou de mim, me treinou e aos poucos fui me tornando uma pessoa mais centrada e dedicada a proteger a deusa Athena. Ele viu que eu merecia uma segunda chance.

Lynn: É, mas continua um arruaceiro.

Eu: Ah, eu também não sou perfeito! - Ri e ela também. - Escuta, não quer sair dessa vida? Não pretende seguir uma vida mais digna e honesta?

Lynn: E quem me daria um emprego sabendo que fiz parte de uma gangue? Ninguém vai confiar em mim.

Eu: E se eu lhe disser que quanto a isso eu posso lhe ajudar?

Lynn: Como assim?

Eu: Bom, posso lhe arrumar um emprego e um lugar pra ficar, desde que não volte mais a roubar. Estou confiando em você, Lynn. Porque assim como eu, você também merece uma segunda chance. Não me decepcione.

Voltamos para o vilarejo e seguimos direto para o mercado que havia sido assaltado dias atrás. Lynn no princípio não quis, mas acabei convencendo-a a seguir em frente. Conversei com o dono do estabelecimento, que acabou dando um voto de confiança à Lynn. Além do emprego, também pôde ficar num quarto nos fundos do mercado.

Durante os dias que se seguiram visitei o mercado todos os dias. O senhor parecia satisfeito com Lynn e ela parecia feliz tendo um novo emprego e uma vida honesta. Deixou de usar as velhas roupas pretas e surradas, começou a usar vestidos limpos e estava sempre limpa e com os cabelos penteados. Uma nova Lynn, certamente.

Mas algo em mim estava diferente. Todas as vezes que ia ao mercado e via a garota, sentia um certo desconforto, assim como o dia em que nos vimos pela primeira vez. Ainda mais quando ela sorria de forma espontânea. Aquilo me incomodava e passei a visitá-la com menos frequência. Até que passei a observá-la de longe. Eu me convenci que seria melhor assim, tanto para mim, quanto para ela.

Certo dia, quando estava observando-a, a tal gangue invadiu o estabelecimento. Objetos estavam sendo quebrados e ouvi gritos. Corri para ajudar. A raiva tomou conta de mim e avancei para cima dos rapazes, golpeando-lhes ao mesmo tempo. Quando dei por mim, parei e vi que estavam quase mortos. Esqueci que eram apenas meros humanos e, como tal, não suportariam por muito tempo meus golpes. No canto estavam o senhor muito machucado e Lynn o segurava no colo, encostada na parede, obviamente assustada. Só não sabia se estava assustada pelo ataque dos rapazes ou pelo meu acesso de fúria.

Não sei exatamente em qual momento foi, só lembro de algumas pessoas entrando e socorrendo a todos. Lynn foi  para o seu quarto.

Após um tempo, depois que todos foram levados ao pequeno hospital do vilarejo, fui ver como estava Lynn. Bati levemente na porta. Ela abriu meio receosa.

Lynn: Sim?

Eu: Lynn, vim saber como está. Eles te machuram?

Lynn: Não, Manigold. Estou bem. Eles queriam assustar, mais nada.

Eu: Eles praticamente destruíram o local, bateram naquele senhor.

Lynn: E como ele está?

Eu: Vai ficar bem. Foram levados para o hospital. Eu posso entrar?

***

- Opa! Tô achando que vai começar a melhor parte! - Falou Souma. - Kouga, vê se se controla aí, amigão! Kkkkk.

- Ah, cala a boca! Vai, Haruto, continua a leitura! Aff! 

Os três riram e Haruto foi em frente!

***

Ela abriu a porta e permitiu minha passagem. O quarto era pequeno, porém confortável. Haviam somente uma cama, uma cômoda e uma mesinha no canto.

Eu: Não queria assustá-la, me desculpe.

Lynn: Não estou, fique tranquilo.

Eu: Perdi a cabeça quando os vi entrando aqui quebrando tudo. Imaginei que eles fossem lhe fazer mal. Não quero nem imaginar isso. - Olhei para baixo, triste.

Lynn se aproximou, levantou a minha cabeça e me olhou no fundo dos olhos, como sempre fazia. Senti meu coração descompassado quando a vi sorrir do jeito mais doce que pôde.

Lynn: Eu sei que você estaria aqui para me proteger.

Eu: E como você sabe disso? Afinal, não venho aqui há algum tempo.

Lynn: Você realmente acha que não sabia que estava por perto? Pensa que não sabia que me observava de longe?

Eu: Como assim? Você sabia? - Realmente aquela garota me surpreendia cada vez mais.

Lynn: Podia senti-lo perto, Manigold. - Sorriu. - Você quer saber porquê fui expulsa da gangue?

Somente afirmei com a cabeça.

Lynn: Porque eu falava em você o tempo todo. Eles viram o quanto fiquei fascinada por sua imponência e força, apesar de tê-lo achado um tanto presunçoso. - Riu. - Eles viram que eu havia ficado fraca, porque simplesmente havia perdido o meu coração para um cavaleiro de ouro.

Ela se aproximou mais e me deu um leve beijo nos lábios, que fez com que uma eletricidade percorresse todo o meu corpo. Não pude me conter e a puxei mais de encontro a mim, aprofundando o beijo. Como havia sonhado com ele! Como eu a desejava! Talvez eu a desejasse desde a primeira vez que a vi. Mesmo com aquele capuz, eu sabia que estava condenado para sempre.

Lynn se afastou por um instante e sorrindo, começou a desabotoar o vestido. Eu não podia acreditar no que meus olhos estavam vendo. A visão que tive depois foi a mais surpreendente. Lynn era a perfeição personificada. Seu belo corpo esguio, seus seios que cabiam na palma da mão e sua feminilidade me chamando para o amor...

Lynn: Por toda a minha vida eu prometi a mim mesma que jamais me apaixonaria, porque o amor deixa a pessoa fraca. Mas assim que pus meus olhos em você soube na mesma hora que meu coração havia sido dominado. Tentei de todas as formas impedir que isso se tornasse algo mais forte, tentei me convencer que era somente uma atração, mas com o tempo descobri que era mais do que isso. - Ela se aproximou de mim. - Descobri que eu o amo, Manigold. Quero que você me ame de todas as formas...

Não pensei duas vezes. Tomei-lhe a boca num beijo ardente, voraz. Segurei os cabelos de Lynn e pude sentir sua maciez e perfume exalando. Ela cheirava a jasmim, num perfume suave, porém marcante. Dei graças aos deuses que não estava com a minha armadura naquele momento. Lynn retirou minha camisa, me deixando somente de calça. Ela passava seus dedos delicadamente pelo meu abdômen, sentindo cada músculo meu. Seu toque suave me excitava cada vez mais e já podia sentir a minha ereção chegar no nível máximo, chegando a doer. Eu passeava minhas mãos pelo seu corpo e encaixei minha mão em seu seio esquerdo. Ele era pequeno, perfeito, um convite à minha boca. Eu suguei com vontade, porém devagar. Lynn gemeu baixinho e jogou a cabeça para trás, obviamente excitada. Eu a virei de costas, puxei seus cabelos para o lado e passei a ponta da língua em seu pescoço, fazendo-a se arrepiar ao toque. Com a outra mão, fui descendo vagarosamente, numa tortura proposital de pura excitação. Com a ponta dos dedos, toquei em um dos bicos dos seios já entumecidos, desci um pouco mais e fiz pequenos círculos ao redor do umbigo e por fim cheguei ao meu destino, sentindo sua umidade já escorrendo por entre as pernas. Lynn gemeu alto dessa vez, jogando sua cabeça no meu ombro e instintivamente apoiou uma das pernas na beirada da cama, permitindo maior acesso à sua flora. Ela segurou em meu pescoço e fechou os olhos, enquanto isso eu brincava de explorar todo o seu sexo. Meus dedos vagavam por toda a sua extensão, num movimento de vai e vem e pude sentir que ela ia havia chegado ao clímax pela primeira vez.

Eu já não estava mais aguentando. Eu a virei, a deitei na cama com cuidado e a beijei novamente. Ao mesmo tempo, retirei a calça e me encaixei entre suas pernas. Devagar, introduzi meu sexo no dela até que estivesse a vontade. Quando vi que ela relaxou, comecei um movimento de vai e vem, segurando suas mãos no alto da cabeça. Encostei minha testa na dela e seguimos num ritmo frenético até que finalmente chegamos juntos no auge do clímax. Posso dizer que foi um momento mágico entre nós.

Ficamos juntos aquela noite toda, trocando juras de amor, carinho e fazendo amor de todas as formas que podíamos.

Foi um dos muitos momentos felizes que vivemos juntos. E espero que os leitores desse livro possam aprender que todos nessa vida merecem uma segunda chance e que não devemos nunca desistir daqueles que não desistem de nós.

Amor é quando você tem todos os motivos para desistir de alguém, e não desiste jamais...

***

- Uau! Esse cara detalhou todos os momentos picantes! Deu até calor! - Disse Haruto.

- É que você não leu as anteriores! Kkkk. - Falou Ryuho.

- E você aí, Kouga? Tá tudo certo? - Perguntou Souma.

- Cara, vê se me erra! - Respondi.

Mas uma coisa me chamou atenção na hora. Souma estava tentando esconder algo debaixo da mesa. Quando percebi que Souma estava completamente excitado, soltei uma sonora gargalhada e num movimento bem rápido, peguei o celular e tirei uma foto de Souma.

- Um dia da caça, outro do caçador! Kkkkkkkkk. 

Ryuho e Haruto riram alto e por pouco não fomos expulsos da biblioteca.

Souma fechou a cara e pegou o livro para iniciar outro capítulo.


Notas Finais


Pelos deuses! Mas esse meninos não aprendem nunca? Kkkkkkkkk
Alguém por favor, jogue um balde d'água neles pra ver se apaga este fogo!
E quem diria que o Manigold fosse esse cara romântico. Me surpreendeu!
Bom, encontro vocês no próximo capítulo! Bjinhos!!!!


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