História Crônicas da Nova Geração - Capítulo 5


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Categorias As Provações de Apolo (The Trials of Apollo), Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Calipso, Frank Zhang, Hazel Levesque, Jason Grace, Leo Valdez, Nico di Angelo, Percy Jackson, Personagens Originais, Piper McLean, Will Solace
Tags Caleo, Frazel, Jasiper, Percabeth, Solangelo, Wico
Visualizações 84
Palavras 2.369
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Famí­lia, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei pessoal.
Este cap vai ser o ultimo das "apresentações", e é sobre a Eliza, quem leu New Family já a conhece. E o Todd também tem uma participação nesse cap.
Espero que gostem.

Capítulo 5 - Eliza Zhang


Fanfic / Fanfiction Crônicas da Nova Geração - Capítulo 5 - Eliza Zhang

Meus pais não gostavam da ideia de me deixar começar o meu treinamento, mas eu insisti tanto que eles foram obrigados a ceder, e Reyna disse que apesar de eu ser nova poderia começar já que Jason entrou no acampamento com apenas três anos.

Eu só consegui entrar na quinta corte com seis anos e como tanto Platão quanto Marte me reconheceram como legado eu acabei ganhando os dois símbolos, o elmo negro sobrepondo às duas lanças cruzadas atrás dele.

Ainda assim a maioria dos semideuses e legados não me pareciam muito dispostos a reconhecer que eu era tão boa quanto eles. Reyna e meu pai com frequência repreendiam os outros por me subestimar, mas ambos estavam prestes a se aposentar da sua vida militar em Nova Roma e escolher novos pretores, o que significa que ninguém mais vai lembrar os outros de que mesmo sendo pequena eu posso ser habilidosa.

Meu pai, pouco depois de assumir como pretor sugeriu uma pequena mudança no acampamento com base no funcionamento do Acampamento Meio-Sangue. Ele sugeriu que os semideuses, militarmente ativos, tivessem o direito a “férias”, por duas semanas, no verão e mais duas semanas no inverno, os meio-sangues poderiam sair do Acampamento Júpiter e visitar suas famílias, seja no mundo mortal ou em Nova Roma, durante o resto do ano saídas só são permitidas em pequenos grupos e para fazer um intercâmbio no acampamento grego.

Outros semideuses, ou mortais, no caso do meu melhor amigo (e primo) Todd, poderiam entrar quando quisessem e participar das atividades militares ou não. Meu primo nunca participava simplesmente por que os pais dele não deixavam, eles achavam perigoso demais e Todd nunca desobedecia eles.

Eu gostava dessas férias porque assim eu podia voltar pra minha casa, pro meu quarto e passar mais tempo com meus pais. Ah, claro, nos feriados todos também tinham permissão de ficar com suas famílias.

Estávamos bem no meio dessas férias quando meus tios Nico e Will vieram passar um tempo com a gente, claro que eles trouxeram meu priminho Todd.

Ninguém me avisou que eles vinham, eu estava no pátio brincando com o cachorro de um vizinho, era um labrador de cor caramelo, ele corria atrás de mim e pulava atrás do brinquedo que eu segurava, mesmo eu não sendo alta, conseguia permanecer de pé quando o cachorro apoiava suas patas nos meus ombros e ficava lambendo a bolinha na minha mão, com medo de morder e me machucar. Eu joguei a bola para ele e então eu vi eles chegando.

O tio Nico andava na frente e parecia um pouco irritado com algo, ele estava coberto de poeira de monstro, desde o cabelo até as roupas. Ele usava uma jaqueta de aviador que parecia muito velha, uma camiseta cinza sem estampa, calças pretas e rasgadas, apesar de visivelmente não ter sido comprada rasgada, e sua pele avermelhada ou arranhada nos joelhos e panturrilhas era prova disso. Ele estava com sua espada negra de ferro estige presa à cintura.

Eu corri para ele assim que o vi. Ele olhou para mim e sorriu, eu me joguei em seus braços e ele me ergueu no colo enquanto eu o abraçava. Tio Nico riu com minha atitude e logo me colocou de volta no chão. Então eu vi eles. Tio Will estava logo atrás, sorridente como sempre, ele vestia uma camisa azul-celeste e um blazer preto, além de calças jeans escuras. Segurando a mão dele e também sorrindo estava Todd, a pele morena e os cabelos castanhos bagunçados, uma camiseta do Homem de Ferro, calças de abrigo pretas e tênis azuis com branco.

Eu corri até Todd e o abracei, ele se desequilibrou e talvez se eu não tivesse os pés firmes no chão nós dois teríamos caído.

— Liza! — Todd me chamou.

— Oi Todd, oi tio Will. — eu disse agitada — Vocês vieram visitar a gente?

— Viemos passar um tempo aqui. — disse Nico e só então eu notei que todos eles usavam mochilas.

Minha mãe veio cumprimenta-los logo em seguida e tio Nico reclamou que tinham encontrado Lestrigões no caminho, parece que Todd também ajudou a lutar, ele me contou que jogou uma adaga que o tio Will deu pra ele e que matou um dos monstros com ela por que Nico e Will já tinham enfraquecido ele um pouco e Todd deu o golpe final. Ele estava muito feliz com isso.

Enquanto meus tios e meus pais arrumavam melhor o quarto de hóspedes eu convidei o Todd pra passear por Nova Roma. Era a primeira vez que ele vinha e por isso eu queria mostrar tudo.

Ele era um pouco mais alto do que eu, mas era alguns meses mais novo também o que me incomodava um pouquinho.

No meio do caminho de volta pra minha casa apareceu um garoto da primeira corte, ele tinha lá pelos seus doze anos e era um filho de Belona, como Reyna.

— Aí, Zhang arranjou um namoradinho é? — disse ele.

— Cala a boca Parker. — retruquei.

Vi Todd fazer uma careta. “Cala a boca” era uma expressão que ele não usava e que quase considerava um palavrão, minha mãe também teria um ataque se me ouvisse falando isso, mas eu aprendi isso junto da quinta corte, nós estávamos em constante conflito com a primeira e segunda cortes, inclusive quando passei a ser militarmente ativa elas me convidaram a entrar, mas eu recusei e escolhi a quinta.

— Olha só. A menininha tá brabinha. — ironizou ele — Quem é esse aí, hein?

— Todd. — ele respondeu e eu contive um xingamento por ele ser tão inocente — Sou primo da Liza...

— Ah, claro, filho daquele grego estranho.

— Meu pai não é estranho. — disse Todd ofendido — Nenhum deles é.

Tenho a impressão de que ele achou que Parker estivesse falando sobre o fato de que o tio Nico é casado com outro homem, quando na verdade falou sobre o jeito dele, mas eu não perderia tempo corrigindo e explicando.

— Deixa a gente em paz, Parker. A primeira corte não vai ganhar nada por você ficar de implicância com os outros assim.

— Quem disse que eu ligo pra primeira corte? Só tô lá porque todos sabem que eles são a elite que só aceitam os melhores. E você pirralha não deveria estar em corte nenhuma. É muito nova pra isso e pra melhorar é toda metidinha só porque seu pai é pretor e sua mãe foi centurião. Eu não do à mínima pra quem são seus pais ou o que eles fizeram, você não deveria estar participando e só entrou por que eles são importantes.

— Jason Grace começou o acampamento com três anos. — disse Todd inocente.

— Ela não é Jason Grace. — disse Parker — E é só uma menininha.

— Eu te mostro o que a menininha sabe fazer — retruquei.

— Liza... — chamou Todd receoso — Não deveríamos brigar...

— Tá com medo Parker? — provoquei ignorando Todd.

— Estou te esperando Zhang. — disse ele — Me encontre hoje à noite no campo de treinamento se têm coragem para isso. E sem armas.

— Nos vemos lá.

Ele saiu. Eu agradeci mentalmente que ele pelo menos se deu conta de que seríamos castigados caso fossemos pegos brigando na cidade.

— Não pode ir! — disse Todd me encarando assustado, os olhos castanhos arregalados — Tia Hazel e tio Frank vão brigar contigo se for. E não é certo...

— Todd. — eu chamei — É só ficar quieto.

Nós dois tínhamos sete anos, mas em momentos como esse eu quase achava que era muito mais velha do que ele.

— Você vai desobedecer e eu tenho que ficar quieto? Isso vai me fazer cumprisse.

— É cúmplice, não cumprisse. — corrigi eu já tinha ouvido esse termo algumas vezes, nos sermões de Reyna ou julgamentos — E não vai ser nada demais. Eu vou e você fica dormindo.

Ele me encarou perplexo como se eu tivesse acabado de lhe dizer que ia roubar um banco.

— Olha, eu sou um legado, sou uma menina, e sou nova. — eu listei os motivos pelos quais alguns me menosprezavam — Eu preciso provar pra eles que sou boa de verdade, pra eles não me chamarem mais de “a filha do Frank e da Hazel” se não eles nunca vão nem saber o meu nome... sabe disso, não é Todd?

— Sei, mas... precisa mesmo quebrar as regras?

Eu o encarei por um instante. Todd seguia as regras do mesmo jeito que a maioria dos romanos fazia, mas era sincero e gentil demais pra se sair bem no Acampamento Júpiter.

— Preciso. — eu disse — Não fala nada pra minha mãe e pro meu pai tá? Nem pro tio Nico e o tio Will.

Ele concordou com a cabeça, apesar de ainda não parecer gostar da ideia.

 

 

Como sempre todos foram dormir cedo e eu fiquei acordada no meu quarto.

Precisava admitir pra mim mesma que aquela era uma péssima ideia. Péssima de verdade. Obviamente na hora eu pensei apenas na minha reputação, mas eu estaria lutando com alguém que têm quase o dobro da minha idade e dois anos de treino a mais que eu. Não foi a minha ideia mais inteligente. Mas eu não voltaria atrás.

Pulei a janela e corri até o acampamento. Quando cheguei no campo, lá estava Christopher Parker, o garoto que implicava comigo desde o dia em que entrei na quinta legião.

— Achei que tinha desistido Zhang... — disse ele.

— Eu não desisto. — retruquei — Sou um legado de Marte, esqueceu?

Ele sorriu, mas nem de longe foi um sorriso simpático, estava muito mais pra algo irônico.

— Quando quiser, legado de Marte.

Eu corri pra cima dele, Parker fechou a mão em punho e ela vinha na minha direção. Eu era pequena, então só precisei me abaixar um pouco para passar por baixo do seu braço.

Apoiando as mãos no chão joguei a perna esquerda em sua direção, o chute atingiu seu pulso. Antes de o meu pé esquerdo atingir o chão, o direito já estava no ar, o segundo chute atingiu seu abdômen.

Eu parei com os pés bem afastados um do outro, ele estava uns dois metros a minha frente, uma das mãos envolvia o local que eu atingi. Ele parecia bem irritado.

Ele veio pra cima de mim. A mão direita em punho. Me abaixei esperando um soco que não veio, ao invés disso seu joelho me atingiu com força na altura do estômago. Eu praguejei, mas antes que pudesse me recuperar ele me deu uma rasteira, eu caí de costas no chão.

Imediatamente ergui os braços até o rosto e encolhi o meu corpo o máximo possível.

Ele me chutou nas costelas várias vezes seguidas. Cada chute era uma pontada aguda de dor e eu cheguei a sentir minha respiração falhar. No quarto chute eu segurei seu calcanhar e puxei com toda força. Ele deve ter sido pego de surpresa porque caiu de costas e quase bateu a cabeça.

Eu me levantei depressa e segui para cima dele, me sentei em sua barriga e desferi dois socos no seu rosto antes que ele se desse conta de protegê-lo com as mãos. Continuei a desferir os golpes mesmo depois disso. Meus punhos doíam e estavam completamente vermelhos, mas eu não parei.

Deixei de mirar seu rosto e soquei suas costelas. Ele girou, me derrubando e ficando por cima de mim. Antes que ele conseguisse me atingir eu chutei seu abdômen. Ele se afastou cambaleante com a força do chute, eu me levantei com alguma dificuldade.

Ele desferiu um chute lateral que eu não consegui desviar a tempo, atingiu meu rosto.

Parker tentou outro golpe idêntico, me abaixei e desviei desse, mas não previ um novo chute em sequência. Ele me atingiu no quadril e eu quase caí no chão outra vez.

Eu estava prestes a me transformar em um animal, como meu pai, quando eu ouvi uma voz gritar:

— Parem! — era a voz da minha mãe.

Eu congelei e Parker olhou na direção da voz enquanto endireitava a sua postura e dava alguns passos pra trás, se afastando de mim.

Eu me contorci quando senti uma onda intensa de dor pelo meu corpo em todos os locais atingidos, meu rosto, minhas costelas, minha barriga, minha cintura... tudo doía, mas a dor nas costelas agora era o pior. Enquanto eu tinha alguma coisa para me focar eu não sentia a dor nessa intensidade. Talvez fosse a adrenalina que tivesse entorpecido meus sentidos, já ouvi sobre isso antes, explosões de adrenalina que fazem as pessoas serem capazes de erguer um carro no momento, mas que cobram o seu preço depois.

Senti uma mão, grande e quente em meu ombro e de repente eu estava sendo envolvida e segurada pelo meu pai. Minha mãe estava logo ao lado segurando minhas mãos.

Quando meu pai deixou de me abraçar e ajudou a sentar no chão, eu vi o rosto mais pálido que o normal do meu tio Nico, Todd estava agarrado na mão dele, com os olhos arregalados e apavorados.

Tio Will se aproximou de mim com uma mochila aberta pendurada no ombro esquerdo.

— O que você tava pensando? — perguntou minha mãe assustada.

Eu não respondi. Will afastou delicadamente as minhas mãos que envolviam meu corpo e apalpou minhas costelas da forma mais gentil que pode. Mesmo assim eu soltei um resmungo de dor.

— Nada quebrado. — ele disse enquanto pegava uma garrafinha de néctar da mochila — Mas foi por pouco.

— Eliza... — meu pai começou.

— Agora não é a hora Frank. — disse Nico.

Will me deu o néctar e se levantou, provavelmente para ver como Parker estava.

Todd se aproximou de mim.

— Eu contei... — ele falou — Me desculpa... você pediu pra não contar e eu contei.

— Tá... — fui tudo o que consegui dizer entre um gole e outro de néctar — Tudo bem...

Eu melhorei rápido graças ao néctar, mas por isso tive que ouvir sermões de todos mais rápido também.

Apesar disso Parker não voltou a me incomodar, me contaram que ele disse que eu era boa lutadora, apesar da idade.

Meus pais ficaram o tempo todo em cima de mim durante o resto das férias, mas não reclamei porque Todd parecia bastante culpado mesmo sem isso e eu não queria que ele se sentisse mal. Apesar disso também não consegui engolir o orgulho e agradecer a ele pelo que fez, já que a coisa estava ficando feia lá.


Notas Finais


E então o que acharam?


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