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História Crônicas de colegial - Capítulo 36


Escrita por: e S_M_Palmer13


Notas do Autor


Acharam que eu tinha morrido, né? Kkkkkkkkkk

Capítulo 36 - Ação de graças...


Alguns dias depois...

Pov Rayssa on

– Finalmente! Finalmente livreee! – Eu exclamo vitoriosa enquanto saio do colégio e tento não tremer com o vento frio que me acertou – Lili cantou!!!

– Calma, Nutty. Não sai correndo assim – Ouço a Camila atrás de mim, me segurando pelos ombros e desviando da multidão de alunos que saíam animados da escola – Vem – Ela segura minha mão e me conduz até o estacionamento, desviando de todos aqueles adolescentes malucos que gritavam e jogavam os materiais escolares para cima

Aproveitamos a pequena camada de neve que já estava nas ruas para caminhar até em casa, estou com frio, mas não posso negar que estou animada para fazer bonecos de neve ou fazer bolas gigantes com neve.

– Amor? – Ela me chama, se aproximando e passando seu braço ao redor do meu pescoço

– Hm? – Faço um barulho nasal e olho para ela, que está me olhando fixamente, mas não diz nada – Oque foi?

– Ah, não é nada – Ela sorri para mim e continuamos andando

– Ok, né – Eu dou de ombros

[...]

Andamos em silêncio pelo resto do caminho até a casa da Camila, as ruas estão praticamente desertas, exceto por algumas crianças que brincavam na neve. A Camila insistiu em carregar a minha mochila, que nem estava tão pesada, só havia alguns materiais que estavam no meu armário.

Ela abre a porta calmamente e nós duas entramos, eu fecho a porta, tirando o casaco e me jogando no sofá enquanto ela guarda minha mochila junto com a dela.

– Nossa, que alívio – Suspiro pesadamente e fecho os olhos – AI, CAMILA!! – Grito quando a Camila pula em cima de mim, agarrando meu pescoço – Isso dói, sabia? Tá pressionando minhas costas no sofá

– Desculpa, Meu amor – Ela continua abraçando meu pescoço, mas se apoia nos joelhos para aliviar o peso em minhas pernas – É que esses dias estão passando tão rápido... Eu sinto sua falta – Eu acaricio suas costas calmamente, ela ainda está de casaco, mesmo com o aquecedor ligado

– Tudo bem... Eu também sinto sua falta, amor – Eu sussurro, abraçando ela, que se afasta e me olha – Preciso de você

– ... – Ela sorri de canto e junta nossas bocas calmamente, segurando meu maxilar

Continuamos o beijo, mas lentamente e sem pressa, somente para aproveitar aquele momento. Sem parar o beijo, eu me deito no sofá e ela se posiciona sobre mim, mas usando uma de suas mãos para não depositar seu peso em mim.

– Nossa, parece que não fazemos isso a anos... – Sussurro quando desgrudo nossas bocas lentamente, ela sorri ofegante e começa a beijar meu pescoço – Mas você sabe que temos coisas para fazer, o jantar de ação de graças é amanhã, Camila

– Por que não esquecemos isso por pelo menos alguns minutinhos, meu bem? As compras podem esperar... – Ela beija o meu queixo algumas vezes até finalmente juntar nossos lábios para um beijo desesperado, o qual eu correspondo na mesma intensidade e tento aprofundar ainda mais

O momento exige que algumas peças de roupa saiam do nosso caminho, mas esse não é um lugar bom para isso... Alguém pode chegar e a última coisa que eu quero é que nos peguem transando no sofá da sala em plena véspera do dia de ação de graças. Seria desastroso, então acho que prefiro passar vontade e evitar esse constrangimento.

De certa forma, o clima estava começando a ficar quente ali, no sofá da sala. Ela morde meu lábio inferior delicadamente, soltando o mesmo e se afastando um pouco para tirar seu casaco. Ela volta a me beijar assim que joga o casaco sobre a mesa de centro, usando uma de suas mãos para apertar minha cintura, eu arfo em sua boca e um sorriso safado se forma em seus lábios.

– Eu amo isso – Ela sussurra bem perto da minha boca, onde também se forma um sorriso safado

– Oque? – Sussurro ofegante e olhando em seus olhos

– O jeito que você se entrega pra mim... Não tem idéia de como isso é exitante

– Não, não tenho... – Sussurro e passo a língua em meus lábios lentamente enquanto ela me olha – Mas eu sou uma garota curiosa

– Ah, é? – Ela pergunta, acariciando minha cintura e com a respiração ofegante. Eu sorrio mais uma vez e olho para a sua boca – Não me provoque, senhorita. Sabe que eu não resisto...

– Hmm... Olha só – Eu dou uma risada baixa – Você acabou de se entregar para mim, bobinha – dou uma batidinha de leve na ponta do nariz dela, usando meu dedo indicador

– Espertinha... – Nem deixo ela terminar a frase, apenas a puxo pela nuca e junto nossos lábios desesperadamente

Consigo sentir todo o calor que havia ali, naquele momento. Ela alisava minha coxa delicadamente e apertava em alguns momentos, enquanto continuava com seu corpo posicionado sobre o meu e acariciando minha boca com a sua.

– MISERICÓRDIA! – Ouvimos uma voz vindo da porta da cozinha, minha primeira reação foi empurrar a Camila, que cai com força no chão da sala

– Nossa... – A Camila diz, ainda jogada no chão – Oi, Cameron – Me sento no sofá e vejo o Cameron encostado na parede, meio sem jeito

– Gente do céu... – Ele cruza os braços e nos olha com um sorriso sem graça

– Desculpa... É que... – Tento formar uma frase para justificar, mas a Camila me interrompe:

– Não é oque você está pensando... – Ela se levanta, com um pouco de dificuldade, acho que a queda foi dolorosa – Tá, na verdade é sim... Mas claro que eu e a Rayssa não estávamos tentando transar no sofá dos meus pais, claro que não

– É, não estávamos não – Eu completo, suspirando e reforço oque acabei de dizer – Seria muito desrespeitoso da nossa parte... Não é, Camila?

– Sim, sim – Ela confirma

– Tudo bem, gente. Eu que peço desculpas por atrapalhar o momento de vocês... – Ele diz e sai andando em direção as escadas – Bom, eu vou voltar para o quarto – Ele assim faz, a Camila se senta no sofá novamente

– Ai, desculpa por ter te empurrado – Eu me desculpo e ela começa a rir – Para de rir, eu me assustei com a voz dele – Sinto meu rosto esquentar, odeio quando fico corada

– Você está vermelha, Amor – Ela me olha e começa a rir mais ainda – Ainda bem que não tiramos nossas roupas... Só eu posso ver a minha gatinha usando lingerie

– Para, sua idiota – Dou outro empurrão nela, que quase cai do sofá, mas continua rindo muito – Aff – Reviro os olhos

[...]

– Será que esquecemos alguma coisa? – A Camila pergunta, quando entramos na minha casa, que aparentemente estava vazia. Compramos tudo oque estava escrito na lista que a minha mãe me deu hoje de manhã

– Não, pelo menos de acordo com a lista – Acendo as luzes da sala e olho a lista – Compramos tudo

– Ok – Estou prestes a levar as sacolas para a dispensa, quando a Camila me interrompe – Não precisa, eu levo tudo. Vai descansar um pouco, vai

– Mas eu posso ajudar, não estou aleijada – Ela cruza os braços e me olha com uma sobrancelha levantada

– Para de ser teimosa, deita um pouquinho e descansa – Ela pega as sacolas sem muita dificuldade, enquanto eu a olho com os braços cruzados – Oque foi? – Apenas reviro os olhos e saio andando em direção as escadas

Subo as escadas calmamente, ando pelos corredores e entro no meu quarto, ligando as luzes e fechando a porta. Olho ao redor, meus pés estão doendo muito, eu poderia aproveitar esse momento para relaxar na banheira... Ótimo. Começo a tirar minhas roupas, deixando sobre a cama e ficando somente de lingerie.

Vou até o banheiro e ligo a torneira da banheira, pego algumas coisas para pôr espuma na água. Quando a banheira está devidamente cheia, desligo a torneira e começo a tirar minha lingerie, entrando na banheira logo em seguida.

– Que alívio... – Sussurro fechando os olhos e me encostando na banheira para relaxar, a água me cobria até os seios, está simplesmente maravilhoso

Continuo de olhos fechados, pensando em algumas coisas importantes, como os preparativos para o Natal e a viagem das férias de verão. Resolvemos ir para o Canadá, planejamos passar 1 ou 2 meses por lá, em Ontário, Toronto. Eu estou ansiosa para visitar os museus, conhecer tudo oque eu puder daquele lugarzinho... Sempre quis morar no Canadá, mas a minha mãe acha um país muito simples para morar, e também para construir negócios, por isso não temos filiais e nem investidores no Canadá.

Abro os olhos com calma, olhando para a porta do banheiro, onde a Camila está encostada e de braços cruzados, ela sorri de canto.

– Vai ficar parada me olhando? – Eu pergunto e ela dá de ombros – Preciso de uma massagem nos pés... Se importa?

– Claro que não – Ela tira o casaco, pendurando no gancho onde ficam as toalhas, dobra a manga do suéter e vai até mim – Não prefere que eu entre?

– Como quiser – Eu digo e ela sorri de canto – Que safada, eu ein

– Eu não disse nada, só achei que seria melhor pra te fazer relaxar – Ela ri e começa a tirar as roupas que está vestindo

– Será que algum paparazzi vai encher nosso saco em Toronto? – Pergunto, agora me encostando na banheira para que ela entrasse

– Eu espero que não – Ela entra na banheira, se encostando no lado oposto ao meu

– Eu odiaria ter que lidar com aqueles insuportáveis depois de ter planejado toda essa viagem

– Não se preocupe tanto assim, ok? Vamos nos divertir muito em Toronto, você vai ver – Ela pega meu pé esquerdo e começa a massagear suavemente, me fazendo fechar os olhos e dar um suspiro de alívio – Isso, você precisa relaxar um pouco

Ela continua massageando com calma, é uma sensação ótima, sem dúvidas. Respiro devagar e continuo tentando relaxar, sentindo o toque de suas mãos em meu pé, estou me sentindo melhor.

***

– Amor, eu quero perguntar uma coisa – Após vários minutos me massageando, a Camila se pronuncia e eu abro os olhos para mostrar que estou prestando atenção – Você sabe que provavelmente estudaremos em faculdades diferentes, né? Meus pais estão pensando em uma faculdade que não seja muito longe, é a melhor opção para que eu não precise me afastar tanto deles

– É bem provável que eu vá para a Temple, minha mãe planeja isso desde que eu tinha 9 anos... – Dou de ombros e olho para ela – Podemos dar um jeito de estudar na mesma faculdade, não?

– É disso que estou falando, amor. A Penn seria melhor para a minha carreira – Ela diz calmamente e eu suspiro pesadamente, eu não tinha pensado em como seriam nossas vidas se tivéssemos que lidar com a distância – Imagino que a Temple também será melhor para a sua...

– Tudo bem, vamos dar um jeito – Eu digo, agora me aproximando e segurando suas duas mãos – Por que não aproveitamos esse último ano em Grendale? Vamos fazer desse ano o melhor de todos

– Sim... Vamos sim – Ela sorri e eu sorrio de volta

– Eu amo você

– Eu também amo você, Nutty – Ela beija minha bochecha calmamente e me olha por alguns segundos

– Oque foi? – Eu pergunto sem entender

– Ah, não é nada – Ela se aproxima novamente e gruda nossos lábios, desgrudando lentamente os mesmos – Só quero aproveitar esse tempo... Espero que ninguém nos interrompa dessa vez

– Eu sabia – Eu digo rindo e ela também ri – Sempre com segundas, terceiras e quartas intenções, não é? Camila Armstrong

– Vai pagar de inocente agora? Sei que você gosta – Ela diz e eu reviro os olhos, sorrindo logo em seguida

Nos olhamos por alguns segundos até ela grudar nossos lábios novamente, eu capturo seu lábio inferior com os meus e seguro seu maxilar com as duas mãos. Ela segura minha cintura com as duas mãos, me puxando para mais perto, eu assim faço, fico sobre ela e continuamos nos beijando.

Pov Rayssa off

Pov Lexa on

– Titia!! – Ouço a voz do Chandler praticamente gritando e sinto um peso se fazer presente em minha barriga – Acorde! Vamos brincar de cavalinho

– Ai, Chandler. Fique calmo, garoto – Eu digo, abrindo os olhos logo em seguida, vendo o rosto sorridente do meu sobrinho, enquanto seus cabelos pretos praticamente cobrem seus olhos – Tudo bem, vamos brincar, vamos

– Isso! – Ele sai de cima de mim e começa a pular na minha cama

– Ei, ei – Eu me sento na cama, passando a mão em meus cabelos para tirá-los do rosto – Não pode pular na cama da titia, Chandler

– Tá bom, tá bom – Ele para de pular e se senta na cama, de braços cruzados, fazendo biquinho e ignorando completamente os fios de cabelo em seu rosto

– Vem, vamos brincar – Eu me levanto, carregando ele e saindo do meu quarto – Te deram algumas coisa para comer?

– Sim, titia – Ele diz e esconde o rosto em meu pescoço

– Lexa, dê um banho no Chandler e arrume ele, o jantar vai ser daqui a pouco – A minha mãe diz calmamente, me olha por alguns minutos e continua – Se arrume também, você está com cara de sono, garota

– Ok, mãe

– Mas... – Eu Interrompo ele

– Vamos brincar depois do jantar, ok?

– Tá bom – Ele sorri enquanto subimos as escadas de volta para o meu quarto – Podemos brincar na água? – Entramos no banheiro e eu começo a tirar as roupas dele

– Não – Eu respondo calmamente e ponho ele na banheira

Começo a esfregar os cabelos dele, depois as costas, os braços, o rosto dele...

– Oque foi, Chandler? – Pergunto quando ele se afasta um pouco e fica em pé na banheira

– É que... Eu fico envergonhado quando alguém toca no meu... Você sabe – Ele diz, usando as mãos para esconder as partes de que estava se referindo – Deixa que eu lavo

– Mas eu sou sua tia, Chandler. Não precisa se envergonhar, tá bom? – Eu digo, mas ele continua me olhando com vergonha – Tudo bem, eu vou escolher suas roupas

Ele faz sinal de positivo com a cabeça, eu me levanto e vou buscar as roupas dele, escolho uma calça de moletom preta, um suéter azul escuro, um casaco preto e meias brancas para deixá-lo aquecido e confortável.

Volto para o banheiro com a toalha dele, que está na banheira brincando com seu patinho de borracha.

– Agora vamos vestir roupas quentinhas, vamos? – Eu carrego ele, que ainda está com o patinho na mão, ponho ele na cama, ouvindo meu celular tocando sobre o criado mudo – Fique aqui, eu já volto

– Tá bom – Ele fica brincando na cama enquanto eu pego o meu celular e vou até o banheiro

Vejo o nome da Megan na tela, oque me faz levantar uma sobrancelha e atender logo em seguida:

Ligação on

– ...Megan? – Me encosto na parede do banheiro, com o celular próximo ao ouvido – Eu... Eu peço desculpas por não ter ido atrás de você, achei que não quisesse falar comigo e... – Ela me interrompe

– Não, não precisa pedir desculpas – Suspiro pesadamente e continuo ouvindo oque ela está dizendo – Eu que peço desculpas por ter sido rude com você, eu estava magoada... Eu só precisava te pedir desculpa, por isso te liguei

– Tudo bem, eu merecia aquilo, eu fui desonesta com você – Digo calmamente – Eu sinto muito, Megan

– Quero que saiba que... Estamos de boa, ok?

– Então... Quer dar uma volta comigo amanhã? – Pergunto, olhando o Chandler da porta do banheiro para ter certeza de que ele está se comportando

– Ok, vamos sim

– Você sabe patinar no gelo?

– Mais ou menos... – Percebo o nervosismo dela e dou uma risada baixa – Ei, não é pra rir

– Tá bom, tá bom – Fico em silêncio por alguns segundos e continuo – Eu posso te ensinar, amanhã às 6 da tarde, ok?

– Ok

– Te vejo amanhã... Tenha um bom jantar de ação de graças

– Você também, te vejo amanhã

Ligação off

Ponho o celular no bolso e volto para arrumar o Chandler.

– Oi, Chandler. Se comportou direitinho? – Pego a calça dele, começando a vesti-lo

– Olha, o patinho está doente, titia – Ele diz, me mostrando o patinho de borracha, que estava com um pouco de água dentro – Ele precisa de um médico

– Ok, vamos vestir a roupinha e levar o patinho para o hospital – Eu digo calmamente

Pov Lexa off

Pov Rayssa on

– E então? – Saio do closet, vestindo uma calça preta, não muito justa, um suéter rosa claro, com uma camisa branca por baixo e meias pretas – Oque achou? – Dou uma voltinha e sorrio

– Eu gostei... – A Camila se levanta e vai até mim, me dando um abraço, eu correspondo e acaricio suas costas – Mas eu gostaria muito de te ver sem elas – Ela sussurra em meu ouvido, me arrepiando instantâneamente

– Ai, amor... Você sabe que não podemos – Eu digo quando ela desliza suas mãos até minha cintura – O jantar já deve estar pronto, precisamos descer – Ela dá um beijo molhado em meu pescoço, depois outro e mais outro, eu fecho os olhos e arfo

– Ok, tudo bem – Ela me solta e sorri de canto antes de me dar um selinho – Eu vou considerar como um "Fica pra mais tarde"

– Vem, vamos descer – Eu digo e ela me segue até os corredores – Seus pais já estão vindo?

– Sim, eles chegam em 5 minutos – Ela diz calmamente enquanto descemos as escadas

Andamos até a sala de jantar, o Albert, a minha mãe e a Jane já estavam sentados, mas não estavam comendo, o jantar ainda não foi servido. Eu e a Camila puxamos cadeiras para sentar.

– Bom, agora só faltam os pais da Camila e a Graziele – A minha mãe diz calmamente

– Enquanto isso, podemos pendurar as meias na lareira – O Albert diz e se levanta, eu me levanto também, indo para a lareira assim como ele – Espero que o Papai Noel nos dê muito doce

– Sim – Eu digo, ajudando ele a pendurar as meias na lareira

***

– Bom, eu sou grata pela neve... Por ter todos vocês aqui agora, também sou grata pelas férias de verão e por ter conhecido a Camila... – Olho para ela e sorrio, ela sorri de volta, eu me sento novamente, dando a vez para a minha mãe

– Eu sou grata pelas filiais na Argentina e no México... E também pelas férias de verão, todo mundo precisa de um descanso – Ela se senta novamente, sorrindo e olhando para o Albert, é a vez dele. Todos olham para ele e eu sinto a Camila usando seu pé para acariciar o meu

– Eu sou grato por essa linda paisagem de inverno, por ter conhecido todos vocês e também por estar aqui hoje – Ele diz, sorrindo amigavelmente e se senta novamente, dando a vez para a Jane

– Eu sou grata por finalmente ter concluído a faculdade... – Ela dá de ombros e se senta novamente

– Eu sou grato pela minha família, por ter uma vida estruturada e pelos belos bonecos de neve que fizemos na frente da nossa casa – O Ed, pai da Camila diz e a Camila ri – Acho que nunca conseguimos fazer bonecos tão bonitos, não é?

– Não, pai. Ano passado eles não ficaram firmes e acabaram caindo no meio da noite... Trágico – A Camila diz enquanto o pai dela se senta na cadeira, dando a vez para a mãe dela

– Então, eu sou grata por tudo de bom que aconteceu esse ano, incluindo a entrada da Rayssa na família... Devo dizer que a Camila não poderia ter encontrado garota melhor

– Ah, não é pra tanto – Eu digo, claramente sendo modesta e todos começam a rir

– Ah, para – A Camila se pronuncia – Que menina teimosa, você é maravilhosa, aceite – Reviro os olhos e ela dá de ombros, sorrindo para mim

– Eu sou grata por todos vocês... Eu cometi muitos erros esse ano, mas fiz uma coisa certa, não abandonei a minha responsabilidade – A Graziele diz calmamente e todos olham para ela, inclusive eu, que sorrio e faço sinal de positivo com a cabeça, ela se senta novamente

– Opa, minha vez – A Camila se levanta e olha todos que estão sentados – Eu sou grata por ter esses pais maravilhosos, sou grata pelas férias de verão... Graças ao bom Deus, agora podemos descansar um pouco – Ela suspira e todos começam a rir – E também sou grata por ter essa bela garota na minha vida

– Falando nisso, poderiam contar como se conheceram? Sempre tive essa curiosidade – A mãe da Camila diz e a Camila faz sinal de positivo com a cabeça e me olha

– Bom, nos conhecemos no colégio, a Camila roubou a minha caneta e quando perguntei se aquela caneta era a minha, ela debochou de mim

– Ei, eu não debochei de você, amor – Ela se defende e eu cruzo os braços – Você que partiu pra agressão

– Calma aí, rolou agressão? – A Graziele pergunta rindo

– Não, não. Ela só tacou a caneta no meu rosto e saiu da sala muito brava – A Camila começa a rir, assim como o Albert e o pai dela – Eu ri tanto quando vi aquela cena, vocês não imaginam

– Você não cansa de ser ridícula – Eu reviro os olhos e a Camila se senta novamente

– E então? Como vocês se aproximaram depois? – O Albert pergunta

– Fizemos um trabalho em dupla, eu cuidei da Rayssa quando ela estava de ressaca e depois saímos para comer alguma coisa – Ela diz calmamente e eu apenas balanço a cabeça em sinal de positivo – Eu tive que lutar muito para conquistar a Rayssa

– Imagino – A minha mãe se pronuncia, ela não parece muito entusiasmada, oque não me surpreende – A Rayssa sempre foi meio nervosinha, eu me lembro do Erick Reymond, se lembra, filha?

– Hm? – Todos me olham com expressão de dúvida, exceto a minha mãe, a Graziele e a Jane, que estão rindo

– Bom, eu estava no intervalo com a Naomy, comendo carboidrato e rindo das meninas que estavam ensaiando para o show de talentos... O Erick apareceu e puxou o meu cabelo – Dou de ombros e continuo – Ele fugiu e eu corri atrás dele por toda a escola até o ginásio, onde eu peguei ele e desci a porrada

– Meu Deus... – A Camila suspira e me olha – Então esse tempo todo eu tava correndo risco de vida?

– Não exatamente, é só não puxar o cabelo dela – A Jane responde e eu reviro os olhos

– Ai, gente... Eu sempre odiei aqueles meninos da 6° série, principalmente o Erick – Cruzo os braços – Ele sempre deixava algum bilhete idiota no meu armário, ridículo

– Calma, Nutty – A Camila põe a mão em meu ombro – Não precisa ficar brava

– Eu não estou brava

[...]

Nos divertimos bastante, apesar da simpatia forçada da minha mãe, não foi um jantar ruim... Eu tive a oportunidade de conhecer melhor os pais da Camila. No final do jantar, a Camila resolveu ficar aqui em casa... Vocês já devem imaginar o motivo.

– Foi um jantar ótimo, não acha? – Ela se senta na minha cama e começa a tirar o casaco, ficando somente com um suéter azul escuro

– Sim, foi maravilhoso – Também tiro meu casaco e vou para o closet guardar o mesmo, voltando para o quarto logo em seguida – Nossa, o closet tá uma bagunça, preciso arrumar depois – Me jogo na cama e suspiro aliviada

– Se quiser eu te ajudo, amor – Ela se move até a cabeceira da cama e põe os braços atrás da cabeça – Agora temos tempo para tudo isso

– Sim, eu amo as férias de verão – Me aconchego na cama e continuo – Uma dádiva divina... Sem dúvidas

– Claramente – Ela me olha por alguns segundos e leva uma de suas mãos até meus cabelos, acariciando calmamente os mesmos, eu continuo calada, apenas observando ela – Fica tranquila, eu não vou puxar

– Boba – Ela ri enquanto eu balanço a cabeça em sinal de negativo

– Você é tão linda – Ela sussurra

– E você é fofa... – Eu faço uma expressão de pensativa e continuo – Quer dizer, as vezes não

– Ah, é? – Ela leva sua mão até o meu rosto e sorri de canto – Então eu não sou fofa sempre?

– Não, garotinha – Sussurro e uso meus braços para levantar, ficando de joelhos na cama, ela apenas me observa – Mas sabe de uma coisa? Eu gosto disso

– Que bom que gosta, senhorita – Ela sussurra e leva sua mão até minha cintura, me puxando para mais perto, levando a outra mão até o meu rosto – Sei que você também gosta de ter o controle das coisas... Então ele é todo seu, Mitchell. Faço oque você quiser até o fim da noite

– Olha só... – Um sorriso malicioso se forma nos lábios dela, enquanto ela levanta uma sobrancelha

– Vamos, Mitchell... Me mostre oque sabe fazer – Ela sussurra em meu ouvido, com sua mão em minha coxa, onde ela dá um tapinha de leve, acariciando o lugar do tapa logo em seguida

Eu continuo calada, apenas me posiciono no colo dela e dou uma leve mordida em sua bochecha, depois uma mordida em seu queixo e uma longa lambida em seus lábios... Ela fecha os olhos, posso ouvir sua respiração ofegante, também é possível sentir o calor daqui, mesmo com todo o frio que faz lá fora. Dou outra lambida nos lábios dela, sugando demoradamente o seu lábio inferior logo em seguida, ela arfa enquanto acaricia minha coxa delicadamente.

Levo minhas mãos até o rosto dela, aprofundando ainda mais o beijo e pressionando ainda mais os nossos corpos. Desgrudo nossas bocas lentamente, olhando fixamente para os olhos dela e tirando minha camisa branca... Claramente não estou usando sutiã, jogo a camisa em um lugar aleatório do quarto, ela me olha ofegante. Nos olhamos por alguns segundos, ponho minhas mãos em seus ombros e ela começa a beijar meu pescoço.

– Acha que vão ouvir? – Pergunto, praticamente sussurrando enquanto ela beija toda a extensão do meu pescoço, eu arfo e tento completar a frase – Eu... Eu ficaria muito envergonhada

– Não se preocupe com isso... – Ela sussurra antes de dar outro beijo em meu pescoço, eu me arrepio com a sensação – Fica bem mais divertido quando tem outras pessoas em casa

Ela beija meu ombro calmamente antes de dar uma leve mordida, me fazendo arfar e fechar os olhos. Voltamos a juntar nossos lábios em um beijo desesperado, passo minhas mãos por toda a extensão das costas dela, arranhando de leve, ela arfa em minha boca, mas continuamos o beijo.

***

Por falta de ar, eu desgrudo nossas bocas, ignorando completamente uma mecha de cabelo que caía sobre meu rosto. Ela me olha por alguns segundos antes de começar a depositar beijos molhados em meus seios, segurando minha cintura e chupando demoradamente alguns pontos, deixo escapar um gemido baixo, usando minhas mãos para fazer um coque frouxo em meus cabelos para que não atrapalhasse o nosso momento.

– Você é tão boa nisso – Eu sussurro e ela ri baixinho – Mas eu sei que você pode fazer mais que isso... Não pode? – Quando termino a frase, ela solta minha cintura e me empurra de leve, eu caio na cama e ela se posiciona sobre mim, entre minhas pernas

– Ah, eu posso sim – Ela sussurra e sorri de canto, começando a tirar minha calça – Prefere que eu tire as meias também?

– Sim, pode tirar – Respondo e ela tira minhas meias, deixando perto da cama, assim como a minha calça

Ela deposita alguns beijos em minha barriga, eu fecho os olhos e respiro devagar, mas deixo escapar um gemido quando ela beija o tecido que cobre minha intimidade. Respiro ofegante enquanto ela tira minha calcinha com pressa, jogando a mesma em um lugar aleatório do quarto e me olhando fixamente antes de amarrar seus cabelos em um coque frouxo.

– Não vai me dar uma ordem? – Ela pergunta e sorri de canto

– Vai logo com isso, Camila

– Hmm... Então me pede, vai – Ela sussurra, aproximando seu rosto da minha barriga e mordendo de leve um ponto específico – Me pede e eu faço

– Eu quero que você me faça gozar, Camila. Quero você agora – Eu sussurro enquanto ela dá algumas lambidas em minha barriga

– Como quiser, senhorita – Ela diz e me olha com um sorriso safado no rosto

Ela morde o lábio inferior antes de dar uma longa lambida em minha intimidade, eu arfo e tento não deixar escapar nenhum gemido. Ouço sua risada baixa e logo em seguida, ela me chupa com força, deixo escapar um gemido alto e ela me dá um tapa na coxa, acariciando o lugar do tapa logo em seguida.

– Tenta ficar quietinha, amor – Ouço ela sussurrar e respiro ofegante – Eles podem ouvir você... E eu não tô nem um pouco afim de parar

– ... – Tento formar uma frase, mas ela volta a me chupar, eu arfo e levo minha mão até os cabelos dela, segurando e pressionando seu rosto contra minha intimidade, fecho os olhos e deixo escapar um gemido – Oh, Camila!

Ela aperta minhas coxas e continua me chupando, eu deixo escapar alguns gemidos, meus cabelos, que estavam presos em um coque frouxo, agora estão soltos e espalhados sobre a cama. Minhas pernas estão tremendo, sinto que vou gozar, aperto o edredom e arfo, fazendo ela me chupar com mais vontade.

[...]

Algumas horas depois, estávamos deitadas na cama olhando para o teto, depois de ter me feito gozar 4 vezes, a Camila aparenta estar tão cansada quanto eu, posso ouvir sua respiração ofegante.

– Você me parece cansada – Ela sussurra, me olhando com um sorriso de canto

– Você também – Ela ri, me fazendo rir também – Acho que exageramos dessa vez

– Talvez... – Ela se senta na cama e amarra os cabelos novamente, eu me sento também, pegando um cobertor, só agora percebi que está fazendo muito frio – Mas a noite ainda não acabou, podemos fazer de novo?

– Não, sua pervertida – Respondo calmamente e me deito na cama, me cobrindo até o pescoço, estou completamente nua, mas estou com frio e quero me esquentar um pouco antes de tomar banho

– Ai, tá bom então – Ela cruza os braços e me olha

– Oque foi? Vai tomar um banho

– Mas eu queria você lá, amor. – Ela se levanta e estende sua mão para mim – Vem comigo?

– ... – Balanço a cabeça em sinal de positivo e seguro a mão dela, me levantando da cama

Pov Rayssa off

Pov Naomy on

Lá estava eu, deitada em minha cama, olhando para o teto em uma ligação com Noah, apenas ouvindo o que ele falava.

– Ai eu tô me sentindo tão sozinha, minha mãe só vai chegar aqui pela madrugada para a ação de graças de amanhã, meus irmãos não estão em casa; as empregadas estão de folga – Suspirei

– Sério, Lua? Cadê a Amora? – Olhei para o lado onde Amora estava no seu milésimo sono na minha cama

– Ela tem coisas melhores pra fazer, como dormir e dormir mais – Ri baixinho

Silêncio.

– Vem me fazer companhia? – Peguei meu celular e sentei na cama fazendo biquinho como se Noah pudesse ver

– Para de fazer biquinho, Lua – Ele riu

– Eu não tô fazendo biquinho – Ri com ele

– Tá sim que eu sei

– Tá, eu tô fazendo biquinho, mas você vem ou não?

– Amor? São 21h da noite – Soltei o celular na cama e me levantei

– Tá mas idai, o que é que... – Gritei antes de conseguir completar a frase – AAAAAAAAHHH!!!

– O QUÊ, O QUE FOI, AMOR?! TEM ALGUEM AÍ DENTRO?

– UMA BARATAAAA!! – Pulei pra cima da cama, quase esmagando a Amora que acordou depois do meu grito – Pega ela Amora! PEGA ESSA ENDEMONIADA!

Encarei a Amora que apenas me encarava de volta, e tive certeza que se ela pudesse falar estaria falando "Dramática" e revirando esses olhinhos castanhos.

– Sério, Lua? – Noah riu

– Eu vou pegar o inseticida – Peguei o celular devagar – Amor?

– Oi amor

– Liga sua câmera, eu vou deixar você vigiando a barata

Do outro lado da linha, Noah começou a gargalhar altíssimo.

– Se tá achando engraçado vem aqui em casa matar a batata seu filho da puta – Liguei a minha câmera ao mesmo tempo que ele, e fiz um gesto obsceno com a mão, fazendo novamente Noah gargalhar

– Vai logo, deixa o celular em um lugar que eu consiga ver – Pus o celular no chão, apoiado à cama, deixando Noah com um grande campo de visão

– Eu já volto

– Enquanto isso eu vou pegar as chaves do carro, tô indo aí te fazer companhia

– Ok... – Saí correndo do quarto até o armazém pra procurar o inseticida

Passou-se minutos e mais minutos mas eu não achei o maldito remédio pra insetos, olhei meu relógio de pulso e arregalei os olhos, exatos 17 minutos, e murmurei um xingamento ao ouvir Noah gritar pela ligação:

– TÔ ENTRANDO, E A BARATA TA ANDANDO!

Saí correndo do armazém até a porta de entrada, por onde Noah passou.

– A BARATA! – Eu gritei correndo para o quarto depois de fechar a porta

Noah pegou um dos pares do seu chinelo e me seguiu até o quarto.

– Olha ela aí

– Mata, mata, mata! – Apontei pra ela como se Noah não fosse capaz de vê-la

– Calma amor... – Ele continuou se aproximando devagar

E a barata começou a fugir.

– MATA A BARATA! – Comecei a dar pulinhos e saí do quarto correndo antes de consegui ouvir uma resposta de Noah

Ouvi o barulho do choque do chinelo no chão, e depois disso, Noah falou:

– Pronto, amor... – Entrei no quarto e vi a barata morta no pé da minha cama

– Aí que nojo, tira ela daí – Apontei pra ela com nojo enquanto Noah tia e tirava ela dali com o mesmo chinelo que usou pra matar ela

***

Tinham se passado 40min, Noah e eu estávamos assistindo um filme, eu estava sentada entre suas pernas com um balde de pipoca recém esvaziado por mim mesma.

– Você comeu a pipoca toda sua morta de fome ambulante – Ele me beliscou

– Ai! – Dei um tapa em seu ombro e coloquei o balde de pipoca vazio no criado mudo

– "Ai" digo eu, que mão pesada da peste é essa sua pra dar tapa, ein – Ele esfregou seu braço no local do tapa

– A sua é mais pesada ainda – Virei o rosto para encarar ele e semicerrei os olhos enquanto um sorriso malicioso surgia em seus lábios

– Não me diga – Ele riu baixinho e beijou meu pescoço

– Que filme chato – Peguei o controle e tirei do filme, entrando no catálogo para procurar outro

– Eu não achei – Ele continuou com o rosto próximo ao meu pescoço enquanto sua mão acariciava com movimentos de vai e vem a parte interna da minha coxa direita

– Para com isso – Bati na mão dele – Eu tenho agonia

– Agonia é? – Não pudi evitar um sorriso de canto

– É, agonia – Sua mão parou próxima ao meu joelho e novamente ele riu baixinho, e de novo beijando meu pescoço com um beijo molhado

– Interessante... – Ele começou novamente as carícias suaves e lentas

– Já olhou a lua hoje? – Tentei mudar o rumo da conversa e olhei a lua cheia pela janela entreaberta

– Não muda de assunto, amor – Ele deu uma leve mordida no meu pescoço, que me arrepiou dos pés a cabeça

– Eu não tô mudando de assunto, moreno – Me virei de frente para ele

Sem dizer nada, ele agarrou meus ombros e me virou, ficando por cima de mim e tomando meus lábios para si.

***

– Esse Chester está maravilhoso, senhora Cooper – Luna se deliciou – E essa sobremesa? Já estou babando

– Realmente, tá muito bom – Concordei, colocando mais uma garfada de comida na boca

Estávamos na ação de graças, e estavam todos presentes, mamãe, papai, Victor, Gabriel, Luna, Daniel, meu cunhado pouco mencionado, Noah, até mesmo a ridícula da mulher que meu pai insiste ser minha madrasta, e a filha ridícula dela.

– Parece que alguém além de nós, também gostou – Ela sorriu e acariciou rapidamente a barriga – Está se mexendo tanto, logo logo estará grande e forte

– Verdade – Minha mãe concordou

– Bom... E o seu boletim, filha? – Encarei meu pai que acabara de colocar uma garfada na boca

– É mesmo, querida, como anda o boletim? – Megan perguntou com o sorriso que não agradou nem a mim e nem a minha mãe

– Por que não pergunta como anda o boletim da Alyssa? – Indiquei a filha dela com o queixo

– Ei! O que minha vida tem haver com a sua?! – Apontou o garfo vazio em minha direção, como um cachorro

– Ouvi dizer que sexo não dá boas notas – Tossi algumas vezes e consegui ver minha mãe e Noah segurarem o riso

Ela trincou os dentes.

_ Desde quando você acha que eu pego caras na escola? – Sua atenção voltou-se totalmente para mim

– Desde que te vi no carro de pelo menos três deles, mais de quatro vezes quase tirando a roupa pra mais caras no corredor, ah, e não podemos esquecer, do dia em que você mesma se gabou com suas amigas por ficar com dois de vez no laboratório, que astúcia ein – Megan tinha os olhos arregalados

Olhei para Noah, e quase consegui ouvir ele sibilando "Coisinha cruel e travessa", abri um sorriso rápido.

– Chega, hoje é ação de graças, deixem as revelações para outro dia – Minha mãe calou todos

– Pelo menos não sou eu quem chego na escola de sorrisinhos porque não aguentei ver um homem pela manhã, e... Bom né, não preciso contar o final

– Pelo menos o "Homem" é o MEU namorado, tá? Eu tenho culpa se você tem esse desejo de montar no meu namorado? – Revirei os olhos

– Todas querem – Noah murmurou

– Cala a boca antes que sobre pra você, Noah – Ele levantou as mãos em sinal de rendimento

– Vamos parar com esse papo? – Gabriel encerrou o assunto

– Ela...

– Você não sabe o significado de "encerrar", Alyssa? – Meu pai lhe deu um sermão e eu tive que conter o riso – Quando chegarmos em casa vamos conversar

– E o boletim? – Victor preencheu o silêncio

– Como sempre, as melhores notas, claro, porque eu costumo não esquecer meus afazeres – Tossi baixinho

– Ótimo... Ótimo... – Meu pai concordou

– Você só vai me responder "Ótimo"? É isso mesmo? – Meus olhos arderam e eu me levantei – Eu preciso ir ao banheiro

– Calma aí, lua – Noah me seguiu enquanto eu saia em direção às escadas

Já nos corredores do segundo andar eu me virei para ele.

– "Lua"? Sério? Você quer me chamar de Lua? Você por acaso já olhou a Lua hoje? Olhou pra ela e pensou em mim alguma vez hoje? – Meus olhos começaram a lacrimejar

– Amor, eu já olhei pra lua tantas vezes apenas hoje – Ele me abraçou e beijou minha testa – E em todas essas vezes eu pensei em você

– Pensou? E pensou o que? Você parou de pensar em mim e me associar à lua, a muito tempo

– Eu pensei sim... Eu penso todos os dias

– E em quê?

– A lua tá grande igual o tamanho da tua raba – Fez o símbolo do coração com as mãos

Dei um tapa em seu braço.

– Idiota... Você tá inventando isso – Uma lágrima escorreu

– Você ta estranha...

– ESTRANHA? – Eu berrei

– Calma, amor. Hoje é que dia mesmo? Ação de graças... Hmm.... – Ele pensou por uns instantes – Ai meu pai amado – Ele me encarou – Cê tá de TPM?

– Eu não sei... Eu acho que... – Comecei a chorar

– Aí meu Jesus Cristo, vamos pra cozinha comer chocolate, vamos jogar água nesse dragão que habita em você, amor – Ele pegou em minha mão enquanto eu ainda chorava

– Eu não quero descer lá embaixo – Murmurei

– Por que, amor? – Ele sorriu sem mostrar os dentes

– Não quero que a Alyssa nem a Megan me vejam chorando – Sussurrei com a cabeça baixa

Noah então segurou meu queixo, e ergueu meu rosto enquanto me abraçava e deixava um beijo em minha testa.

– Sabia, que você fica toda manhosa quando tá de tpm? – Um sorriso se abriu em seus lábios e eu fiz um biquinho – Coisa fofa  – Ele beijou meus lábios – Vem vamos ver se tem alguma coisa no seu frigobar – Ele puxou minha mão em direção ao meu quarto



















Continua...


Notas Finais


Até a próxima... Talvez


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