História Crônicas de Lenny - O Jogo da Morte - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 1.343
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Mistério, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eis que surge uma nova peça no tabuleiro desse jogo que a Morte havia iniciado. Povlov!
Como Lenny irá lidar com isso?

Capítulo 3 - Povlov


Lenny desperta deitado na varanda, com uma ressaca enorme, e fazendo companhia à dor de cabeça típica da ressaca, ele não conseguia parar de pensar no dilema que passava, seu prazo estava quase acabando, e ele já não tinha certeza se poderia ou até mesmo se deveria finalizar o último chamado da morte. Ele percebe que já passava muito do meio dia, na verdade já era tardinha, o Sol estava começando a se pôr.

Lenny se levanta, com as mãos na borda da varanda e para por um instante olhando para o Horizonte, ele ainda não havia percebido, mas sua cadeira de balanço estava ocupada por um homem de terno, óculos escuros e pernas cruzadas, era Povlov.

- Você costumava aguentar bem essas garrafas Lenny, você já não é mais o mesmo, perdeu a mão para bebida? diz o Homem.

Lenny se vira  rapidamente, notavelmente surpreso e já levando aos mãos à cabeça por conta da dor que o movimento brusco causara. 

- Que ressaca é essa meu caro - continua Povlov com ar de deboche - Eu até ia fazer um café forte para você tomar, mas não tem nada nessa casa Lenny. Você deveria dar uma passadinha em um mercado ou algo do tipo.

- O que você está fazendo aqui? - Pergunta Lenny agressivamente.

- Você não soube? - retruca Povlov - eu também recebi um Ultima Vocatio. Eu achei que como você sempre foi o preferido, e é o mais antigo de nós, poderia saber que diabos ela está tramando. Perdi minha viagem vindo aqui? - Povlov acende um cigarro e se levanta, ficando de pé ao lado de Lenny.

Lenny lentamente baixa a guarda, e vira novamente para o horizonte.

- Não sei do que você está falando, eu apenas recebi mais um trabalho, e por acaso é um Ultima Vocatio. Eu estou nesse trabalho há muito mais tempo que todos vocês, eu mereço minha liberdade. - Lenny afirma fortemente. 

- Eu acho que ela fez isso com todos nós Lenny, já falei com o Dinger, com a Daria e com o Torato, todos eles receberam, nesta última semana, um Ultima Vocatio. Isso nunca aconteceu. - Povlov fala isso com um olhar desconfiado.

- Isso não faz nenhum sentido. Por que ela faria isso com todos nós? - Lenny pergunta um tanto quanto reticente. - Quem vai fazer o trabalho sujo dela se todos nós formos liberados?

- Eu não sei! Achei que você poderia me explicar alguma coisa, mas percebo agora que minha visita foi inútil. Você não é nem de longe o Campeão que um dia foi.  - Povlov se vira para Lenny, tira os óculos e dá uma leve encarada nele.

Povlov, era alto, esguio, e tinha uma aparência charmosa, impecável. Seus olhos eram de um azul muito claro e com um ar penetrante.

- Você ainda acha que esse seu truque barato vai funcionar comigo? - Fala Lenny cerrando os punhos. 

A dádiva de Povlov, além de força sobre humana, agilidade e longevidade, era no seu olhar. Com apenas um olhar ele conseguia convencer praticamente qualquer um a fazer praticamente qualquer coisa. E Povlov talvez fosse o mais sádico dentre os escolhidos da Morte, tanto que ela costumava o chamar de “Suicídio”, pois esse era o principal método que ele usava para cumprir suas missões.

- Eu vou continuar tentando Lenny, um cara como você como meu aliado seria muito útil, nós poderíamos dominar todos os PLANOS, não acha? - Diz Povlov.

- Eu acho que você é louco, isso sim. Mas diga-me, e o seu Ultima Vocatio, você já atendeu? Lenny pergunta.

- Ainda não, eu ainda tenho tempo, e ela me deu instruções específicas para esse caso, por enquanto devo aguardAr, e você? - Pergunta Povlov.

- Era para ter sido ontem, mas não consegui, o ALVO não faz sentido. Já não consigo MATAR por MATAR. O Alvo que ela escolheu é uma pessoa boa, não sei se vou conseguir dessa vez. Vou negociar por mais prazo - Lenny estava confuso, normalmente ele não trocaria mais que meia dúzia de palavras com outro dos Arautos da Morte, principalmente Povlov, pois este era de longe o mais repugnante de todos.

Povlov ri e resolve provocar Lenny.

- Você ficou muito mole depois de ter cedido aos caprichos do coração meu amigo. Como era mesmo o nome dela? - Pergunta Povlov.

- Não se atreva a falar dela. - Lenny mais uma vez cerra os punhos.

- Era Dianna não é mesmo? Faz o que, 5 anos que ela morreu? Você já devia ter superado isso. - Povlov mais uma vez tira os óculos e encara Lenny, parecia que ele queria lhe falar alguma coisa. Tinha muito deboche em sua fala e em seu olhar.

- O que você quer dizer com isso? Já falei para você não falar dela! - responde Lenny.

- Você é praticamente imortal Lenny, chega a ser um ultraje um dos principais campeões da Morte amolecer por conta de uma qualquer. - Povlov mal consegue terminar a frase e é atingido por um soco no rosto desferido por Lenny. Povlov cai e começa a rir. 

- Hahaha, seu soco ainda é forte meu caro Lenny, mas acho que não é tão esperto como você costumava ser. - Povlov se levanta apontando para a frente da casa de Lenny.

Na frente da casa várias pessoas se aproximavam, todas armadas com foices, machados, tochas e facões. A noite começava a aparecer e com isso as tochas faziam um clarão combinado com muitas sombras, o que dava um ar muito mais assustador à situação. As pessoas estavam claramente agressivas e repetiam quase que como um mantra:

- Chegou seu fim, Chegou seu fim, Chegou seu fim.

Povlov bate a poeira e ajeita seu terno, falando:

- Você queria saber se eu já tinha atendido meu último chamado Lenny?  - pergunta Povlov com um ar de satisfação em sua fala. - Você é meu alvo Lenny, finalmente um alvo digno da minha grandeza! E isso não vai ser simples, não vai ser rápido, vou aproveitar cada segundo desse trabalho.

- Seu maldito - Grita Lenny.

Lenny arremessa Povlov em direção às pessoas que se aproximavam e entra em sua casa rapidamente.

- Quer dizer que eu sou um alvo também? Por quê ela me daria um serviço que traria a minha liberdade e me coloca como um alvo também? - Lenny estava incrédulo com a revelação de Povlov. Ele veste sua jaqueta, pega o case do seu violão e antes de sair pelos fundos de sua casa, quebra o porta retratos de sua cabeceira com um soco, pegando a foto de Dianna, e a guardando em um dos bolsos de sua jaqueta.

Nos fundos da casa de Lenny havia um pequeno celeiro, que ele utilizava como oficina e garagem para sua moto. No caminho para o celeiro ele percebe que haviam mais pessoas se aproximando pelos fundos do terreno, e elas começavam a arremessar as tochas na direção dele. Ele precisaria correr para que não tivesse que acabar matando um ou outro destes pobres coitados que Povlov havia hipnotizado.

Entrando no celeiro, Lenny puxa uma lona verde, pesada e empoeirada e revela sua moto, uma moto custom preta, pneus largos e alguns poucos detalhes em amarelo. Apesar de estar guardada há algum tempo, a moto parecia estar em excelentes condições. Ele a liga e sai a toda potência do motor, conseguindo deixar a multidão que já cercava sua casa para traz. Pelo retrovisor, ele nota que as tochas arremessadas desencadearam um incêndio que já tomava boa parte da sua casa e do celeiro.

- Chega de fazer seus joguinhos, ninguém mais irá sofrer por seus caprichos, isso tem que parar - pensou Lenny.

Ele acelera ainda mais sua moto e parte em direção ao Horizonte, carregando consigo apenas sua jaqueta, o case do seu violão e a foto de Dianna. Agora ela já não pensava em seu alvo, ele já não pensava no Ultima Vocatio. 

Ele precisava de respostas e sabia onde procurar.

 


Notas Finais


Lenny agora também é um alvo! Qual o motivo que a Morte teria pra transformar Lenny em um alvo?

E quais serão os planos de Povlov para atacar Lenny?

Digner, Daria e Torato irão interferir?

Onde estará Cindy?

Acompanhem os próximos capítulos para conferir.


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