História Crônicas de Mahakam - Capítulo 7


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Categorias The Witcher
Tags Iorveth, Mahakam, Romance, Saskia
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Palavras 1.760
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drabble, Fantasia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Como fiquei prometendo ontem e como aceitaram de bom grado minha sugestão de postagens extras nos próximos dias... Aqui vai um divertimento para essa sexta conturbada.

Capítulo 7 - Um Tesouro Escondido


Saskia esfregou o punho sobre a testa já molhada de suor e respirou fundo. Era dia de limpeza em sua casa e ainda que ela e Iorveth não fossem detentores de muitos móveis, o elfo era deveras meticuloso quanto à organização de tudo. O Aen Seidhe estava na sala enquanto ela havia se encarregado de limpar o quarto. Sua armadura, no entanto, merecia uma atenção especial e a guerreira a polia com bastante gosto e dedicação. Primeiro o escudo, depois fora sua espada, de seguida as grevas, os braços e por fim o troco. Cada detalhe era minuciosamente limpo e polido, e após boas horas de trabalho árduo ela enfim havia terminado.

Com o sentimento de trabalho concluído, a loira vislumbrou sua armadura reluzente sobre a cama e se levantou do chão para colocar a última peça do conjunto sobre o móvel. Tão logo ela depositou seu bem mais precioso sobre o leito ouviu-se um estalo e mais outro. A draconiana franziu o cenho e olhou curiosa quando em instantes sua armadura foi ao chão. Um grande estrondo de ferro colidindo contra ferro se espalhou por toda a casa e no minuto seguinte Iorveth estava na porta com seu olho arregalado.

- O que aconteceu? Que barulho foi esse?

A loira se virou e o encarou tão surpresa quanto o marido. Suas roupas simples estavam completamente sujas de poeira e ferrugem que ela retirou do ferro. As madeixas estavam presas em um coque mal feito no topo de sua cabeça e em uma das mãos ainda pendia a flanela que lhe auxiliou em todo seu serviço.

- Eu não sei. Simplesmente coloquei a armadura sobre a cama e ela cedeu.

O elfo se aproximou e retirou as peças de ferro do buraco, de seguida o lençol branco e por fim o fino colchão que lhes confortavam as costas a noite. As tábuas de madeiras estavam podres e alguns cupins eram visíveis aqui e ali.

- Aquele anão mentiroso! Vendeu-nos uma cama velha e podre.

- Podemos conseguir madeira e trocar essas vigas. – concluiu a loira ao se aproximar e dar uma boa olhada na situação

- Devíamos era cobrar nosso dinheiro de volta daquele pilantra.

- Não seja exagerado, Iorveth. Ele nos vendeu essa cama por um pingado de moedas de prata e algumas peles que você conseguiu sem grande esforço pela floresta.

Iorveth murmurou baixinho e quase fez sua esposa rir. Afinal mesmo levando uma vida confortável e tranquila, o Scoia’tael sempre encontrava algo com o quê reclamar.

- Ele ao menos devia ter nos avisado.

- Que seja... Como dizem os anões, não adianta chorar pela cerveja derramada. Temos que dar um jeito nisso ou dormiremos no chão.

- Irei chamar aquele anão para consertar isso, é o mínimo que ele deveria fazer.

Tão logo as palavras proferidas por ele se encerraram, o mesmo se virou rumo à porta. Mas a voz duvidosa de sua esposa o fez parar antes de concluir seu intento de partir.

- Não sei se é uma boa ideia chamar um anão para ver nossa cama.

Lentamente ele se virou e com a sobrancelha arqueada a encarou por um instante antes de verbalizar sua pergunta eminente.

- E por que não?

- Ora Iorveth, o que tu achas que um anão irá dizer quando encontrar nossa cama nesse estado? – a guerreira sorria discretamente, mas seu inexperiente marido não tinha ideia do que se passava na mente dela. Até que ela desistiu de esperar uma conclusão por parte dele. – Se um anão ver nossa cama assim será questão de horas para que todas as tabernas de Mahakam estejam comentando das práticas lascivas do Aen Seidhe líder dos Scoia’tael.

O elfo refletiu por uns instantes e por fim entendeu o que sua mulher queria dizer. Fofocas nasciam em Mahakam com a mesma facilidade que humanos procriavam. - Anões e suas malditas línguas compridas demais para ficarem dentro da boca.

- É como dizem, se quer espalhar um segredo, então o conte a um anão. – sem dar muita importância à problemática quanto o marido, Saskia deu de ombros e se virou para a cama com as mãos segurando a cintura. – Podemos comprar madeira no mercado nós mesmos. Tenho certeza que posso conseguir um bom preço, mas nunca martelei nada em minha vida.

- Eu posso cuidar disso.

A draconiana rodou o corpo sobre os calcanhares com nítida surpresa estampada na face.

- E desde quando entendes de marcenaria?

- Quando se passa muitos anos na floresta, é preciso aprender de tudo um pouco. Eu mesmo irei comprar a madeira, pode arrastar a cama para a luz do sol enquanto isso?

Saskia assentiu silenciosamente enquanto o viu partir ainda reclamando do anão que lhes vendeu a cama. Certamente ele iria reclamar até o jantar.

Após um demorado suspiro, a guerreira encarou a mobília e se pôs a movê-la para próximo da janela. Se o intuito do elfo em promover tais limpezas era garantir uma noite tranquila de sono com Saskia cansada demais para tentar qualquer coisa mais divertida, então ele havia alcançado seu objetivo com sucesso. Depois de precisar se esforçar mais do que previra, a Virgem de Aedirn se permitiu sentar-se sobre o solário de madeira e descansar um pouco.

Seus olhos acharam as marcas dos pés da cama nas tábuas de madeira da casa e próximo a uma destas havia uma falha no solo. Engatinhando feito um bebê, ela se aproximou da madeira danificada e a encarou curiosamente. Dois de seus dedos roçaram no contorno dessa tábua em específico, o que lhe revelou que aquele pedaço estava solto. Ainda mais intrigada que antes, Saskia enfiou os dedos pela falha e puxou a tábua sem grandes dificuldades.

Um pequeno espaço escuro se revelou diante de seus olhos castanhos, um buraco no chão. A loira havia ouvido diversas vezes que anões adoravam esconder seus tesouros e muitos humanos aderiram ao hábito, o que levou a ambas as raças a criarem pequenos esconderijos para guardarem dinheiro e joias. Contudo não era nem um e nem outro que ela encontrou ali e sim uma porção de cartas. Não cartas comuns, mas cartas de Gwent.

Imediatamente ela espalhou todas as cartas no chão. Era um baralho Scoia’tael e a maioria das cartas era de elfos. Sua surpresa, no entanto, não parou por aí. Entre as cartas espalhadas havia exemplares raríssimos de se encontrar. Entre eles, a carta do próprio Iorveth e outros elfos conhecidos. Sua curiosidade, porém, lhe deixou desatenta e a guerreira não pôde perceber a chegada de alguém no recinto.

- Saskia! – a loira se assustou e deixou as cartas que estavam em sua mão caírem no chão antes de se virar e encontrar Iorveth e encarando no limiar do quarto e da sala. – O que você está fazendo?

A draconiana olhou ao seu redor, molhou os lábios, abriu a boca, fechou-a e direcionou enfim um olhar culposo para ele.

- Eu vi um buraco estranho no chão e fui investigar. Descobri um compartimento secreto com um belo tesouro escondido. É um ótimo baralho este que encontrei. O dono tinha até a sua carta sabia?

- Claro que sabia, porque eu sou o dono. – o elfo se aproximou com passos apressados e se abaixou ao lado dela para recolher suas cartas de volta.

- Por isso elas não estão empoeiradas então... E por que tu nunca me disseste que jogava Gwent?

- Isso é só uma distração, Saskia, apenas uso quando saio com os elfos para alguma missão mais demorada. Eles reclamam não poder cantar e por isso jogam essas cartas para passar o tempo ocioso.

- Seu baralho parece ser muito mais do que só uma distração.

- Besteira. Jogo apenas por insistência deles.

- Se esse é o caso, então não irás se importar se eu pegar uma ou duas cartas emprestadas.

- Não!

Novamente a Virgem de Aedirn se assustou com a sonora negativa de seu marido diante de uma simples proposta de empréstimo. Dentre todos os pertences do elfo, o único que a loira poderia esperar tamanha reação, diante de um pedido daqueles, era seu arco. O Aen Seidhe fazia questão de sempre ter um arco reforçado e longo junto consigo e o mesmo se mostrava como uma arma fatal perante seus alvos. Mas a guerreira não conseguia se lembrar de um não dele que não estivesse diretamente ligado aos seus desejos lascivos.

- Mas tu acabaste de chamar as cartas de besteira e agora reage como se fossem um pote de ouro.

Ele terminava de arrumar as cartas em alguma ordem que a ela não fez muito sentido, mas Iorveth estava compenetrado na tarefa. Até que, com a expressão mais tranquila e voz serena, como de costume, ele a respondeu.

- Não posso ceder as cartas, pois não posso perder para ninguém sob meu comando. Isso certamente seria relembrado por eles em ocasiões futuras.

Saskia cruzou os braços e com a sobrancelha arqueada fez questão de demonstrar que não havia acreditado naquela desculpa esfarrapada.

- Tu és um péssimo mentiroso e por um lado isso tem lá suas vantagens. – ela se levantou e tirou a poeira das vestes. – Se vencer possui teor de importância tão grande assim a ti e seus elfos, então eu o desafio para uma partida. Valendo uma carta do perdedor ao vencedor.

- Não quero nenhuma carta de seu baralho de anões. Não combinam com minha estratégia.

- E por que tens tanta certeza que serei eu a ceder uma carta e não tu? – a guerreira cruzou os braços, completamente indignada em como seu marido havia acabado de lhe menosprezar em um jogo.

- Já te vi jogando e sei todos os seus movimentos, não seria justo, pois tu nunca me viste jogando antes.

- Prove.

Iorveth ergueu a face e encarou a esposa com a feição fechada por alguns instantes, os lábios rubros dela pareciam um pequeno bico e um dos pés batia ritmicamente sobre o chão, ela mais parecia sua mãe do que sua mulher. Ele suspirou vencido, pois sabia que ela insistiria nisso até conseguir. Saskia era tão orgulhosa quanto ele quando queria se provar seja na espada ou em um simples jogo de carta e no fundo esse era lá um dos motivos que o conquistou, pois ambos tinham sim algumas similaridades.

- Que seja então. Joguemos, mas antes irei consertar o estribo da cama.

- Certo e eu irei fazer algo para a janta. Duelaremos à noite e com nossas barrigas devidamente cheias.

Enfim Saskia havia falado algo que lhe agradasse os ouvidos: comida. 


Notas Finais


O cerco fechou Iorveth... Acabou o segredinho... O cara é pró player e jogava escondido da mulher no meio da floresta. Que situação... Mas acho que em parte ele quer fugir de anões desafiando ele a todo instante... Anões são péssimos em aceitar derrotas, ou melhor, eles nunca aceitam. Não sei como a Saskia aguenta jogar com eles. Talvez manerem com ela por ser mulher...


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