História Cronicas de Skyrim- Raed o Redguard. - Capítulo 5


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Categorias The Elder Scrolls
Personagens Personagens Originais
Tags Faendal, Ralof, Redguard, Riverwood, Skyrim
Visualizações 27
Palavras 3.405
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpe a demora...aconteceu varias coisas, desculpe também eventuais erros. Escrevi assim que pude e não revisei totalmente. Vou reler com calma e editar algum erro. Espero que gostem...vou tentar caminhar a história para o destino que estou imaginando. Abraços

Capítulo 5 - Falkreath


Fanfic / Fanfiction Cronicas de Skyrim- Raed o Redguard. - Capítulo 5 - Falkreath

A chuva continuou pela manha. Os pingos fortes batiam sobre o telhado da taverna. Raed se levantou e tomou desjejum na taverna vazia, evitando o olhar da serva que noite passada esquentara sua cama. Ele se perguntava se a taverneira sabia, ou ainda se foi ela que a induziu a cama do viajante em busca de alguns trocados a mais. Comeu tudo que tinha direito e o que seu bolso permitia e então se vestiu para ir até o Jarl. Raed esperava que a manha não estivesse muito avançada, com aquela maldita chuva pouco podia se prever sem o sol de orientação.

-Está chuva nunca para por aqui? – Perguntou ele a taverneira, ao tempo que verificava a espada no cinturão. Deixava o escudo e o arco no quarto.

-Há vezes que a chuva dura dias sem sessar. Essa parece que ira durar um pouco mais. Uma dica.  Visite o ferreiro, ele faz umas belas capas de tecido e couro, vai lhe manter seco. –Respondeu a imperial.

-Obrigado. –Respondeu, e então se dirigiu a saída.

A chuva estava forte, e a agua escorria pelo telhado formando possas na estrada que já estava pura lama, uma vez que só a estrada principal tinha pedras, o resto era a própria terra da região. A visibilidade também não estava ajudando, mas conseguiu ver a placa do ferreiro e correu para lá quase que aos pulos, procurando chegar logo a um abrigo. O ferreiro estava onde habitualmente devia estar, trabalhando na forja. O olhou parado pingando no chão de madeira e então levantou rigidamente.

-Posso ajudar?- Disse com a voz rouca característica dos nórdicos.

-Cheguei a pouco a cidade, mas a chuva já esta me importunando. Falaram-me que você faz capas que ajudam contra a chuva.

-Capa só protegeria suas costas, um manto seria ideal, além que ajuda passar discreto. Eu faço o manto de linho com forro de pele de cabra. Custa 100 moedas.

-Bem, acho que seja justo. Eu quero. Quanto tempo ate ficar pronta.

-Alguns dias. –Respondeu ainda serio o ferreiro.

-Bem vou ter que aquentar a chuva nas costas por um tempo então.

-Preciso tirar suas medidas.

Com um barbante o ferreiro começou a tirar suas medidas com precisão.

-É estranho ver um ferreiro trabalhando com mantos.

-Um pouco. Já trabalho com peles para as armas e armaduras, só juntei o útil ao agradável. O linho a comerciante já me vende, eu só faço acrescentar as peles, minha esposa costura. Muitos compram mantos e capas, eu tiro as medidas por conta das armaduras. Como quer o capuz?

-Que cubra bem a cabeça e seja discreto.

-Como desejar.

O ferreiro terminou de tirar as medidas e se ergueu, enrolando a linha que usava. Raed pagou metade do valor adiantado, o resto ficara para quando recebesse o manto pronto.

-Imagino que a residência do Jarl seja essa construção maior. – Disse olhando para residência de madeira e palha que era quatro vezes maior do quer qualquer casa do vilarejo.

-Acertou. Tem algo a resolver com o Jarl? Sem um aviso prévio ele não recebe ninguém.

-Tenho sim.

-Então boa sorte. – Disse o ferreiro discreto que logo voltou a sua forja dando as costas a Raed.

Raed pulou novamente na lama formada pela chuva e caminhou a passos largos em direção à residência. Nem bem chegou a dez metros da residência a porta já estava bloqueada por duas pesadas lanças.

-Alto lá – Gritou um dos guardas. –Ninguém entra na residência do Jarl sem ser solicitado.

-Sou Raed, fui convocado pelo Jarl. Vir de Riverwood. – Gritou Raed de volta.

-Ah! O tal Redguard. Entre, mas mantenha distancia do Jarl.

-Proteger o Jarl dentro de sua residência já é problema do Helvard – Disse o outro guarda.

-Verdade. Entre.-Então Raed atravessou a porta para dentro da residência seca e quente do Jarl.

A primeira mudança foi o clima. O frio lá fora mudou para uma sala abafada com um braseiro enorme no meio do palácio, parecido, só que em escala maior com o da estalagem. O palácio do Jarl parecia maior por dentro do que por fora. O chão era todo de pedra, escadas que levavam ao andar de cima, onde provavelmente existia os quartos e as mesas, já que no grande salão só existia a cadeira do Jarl, onde ele estava sentado na outra extremidade. Nas paredes estavam as bandeiras com o símbolo do cervo, e do lado de cada bandeira estava a cabeça de um cervo empalhada, representando bem o emblema da cidade. Raed mal deu um passo quando um grande machado bloqueou seu caminho. No cabo dele estava a mão de um enorme nórdico com sua armadura o encarando.

-Armas não são permitidas em visitas ao Jarl- Disse naquela voz rouca nórdica, mas arrastada tentando ser intimidadora.

Raed sacou a espada e entregou o cabo a ele, então fez o mesmo com a adaga.

-Você deve ser o Redguard que falaram. Rayya ficaria chateada com a ideia de chamar outro redguard para resolver algum problema, sendo que ela esta disponível. - Falou ele em tom sarcástico.

-Outro redguard?

-Há! Não sabia? Rayya é uma reguard. Ela chegou aqui a alguns anos, e ajuda os guardas da cidade. O Antigo Jarl gostava muito dela antes de ficar meio biruta, o atual não gosta muito, acha ela esperta demais. Ele vive mantendo ela longe. Bem...aproxime-se, mas mantenha alguns passos de distancia.

Raed assentiu e caminho pela extensão do salão parando a alguns passo do Jarl, então se ajoelhou. O Jarl era um Nórdico jovem, com cara de entediado, mas havia um brilho de esperteza, algum que muitas vezes eram vistos em ladroes e mercenários.

- se apresente-se. Até onde me lembre, hoje não teria nenhuma audiência.

-Sou Raed. Recebi sua carta.

-Ah sim. O Guerreiro de Riverwood. Não imaginava que seria um Redguard. Pode-se levantar.

Raed se levantou e o encarou nos olhos. A expressão de tedio manteve-se a mesma no rosto do Jarl.

-Tem um grupo de bandidos no meu domínio que eu...talvez tenha tido algumas negociações discretas. A parte que eles estavam me dando no começo era boa, mas agora é hora de clarear as coisas. Vá e tome conta disso. – O Jarl personificou aquele sorriso irônico no tom de sua voz, Raed também notou que aquilo não era um pedido, mas uma ordem do Jarl.

-Isso será feito- Disse Raed por fim.  Já convencido de que não poderia correr de suas habilidades. Ele sabia lutar, e lutava bem.

-Bom. Muito bom. Execute todos os bandidos. Não poupe ninguém. Agora vá, meu guarda pessoal vai indicar o local. – O Jarl apenas acenou para se retirar e voltou ao seu tedio habitual.

O Grande nórdico o esperava na entrada.

- Jarl é jovem e impaciente. Só vai lá, faça seu serviço e traga provas. Eu estarei de esperando quando fizer isso.

-Bem...primeiro preciso saber onde exatamente é “lá”.
-Seus alvos, estão na mina Bilegulch. É uma mina que fica a Noroeste daqui. Ele disse indicando em um grande mapa que estava na parede, o mapa era detalhado e tinha toda a área do reino de Falkreath. Os bandidos são orcs, então cuidado, principalmente com o líder dele. Ele tem um machado infernal. Não vá pela estrada, você pode acabar morto antes mesmo de chegar à metade do caminho. Ao invés disso pegue a floresta, basta vir por aqui.- Disse ele traçando o caminho com o dedo.- De todo modo boa sorte. Nem preciso lembrar que é generoso seu premio caso faça o trabalho.

Ele lhe devolveu suas armas e o guiou até a porta do palácio.

---x---

Raed estava encharcado quando chegou à taverna. Sentou perto do braseiro e pediu uma bebida.  Trouxeram hidromel que ele bebeu a goladas, esquentando um pouco seu corpo, então se levantou ainda pingando e foi pegar suas coisas. Nada faltava, verificou tudo. Seu saco de dormir, sua panela, machado de lenhador, tocha, e ate roupas secas estavam em seus devidos lugares. Saiu do quarto e jogou algumas moedas no balcão.

-Gostaria de um pouco de comida e bebida para viagem.

-Vai voltar? –Perguntou a dona taverna sem emoção na voz.

-Devo. Reserve um quarto- ele colocou mais uma moeda na mesa. A taverneira pegou a moeda e sorriu.

Meia hora depois já estava adentrando na floresta a Noroeste da cidade. Seguia o caminho que Helvard indicou. A chuva não ajudava muito, pouco dava para ser ver a frente, quase caiu de um barranco que dava para um pequeno lago, onde a entrada de uma caverna estava a mostra. Pensou em se abrir ali, mas tinha passo apenas uma hora ou menos que iniciara a caminhada, por isso descartou essa possibilidade. Subiu a outra extremidade e seguiu viagem.

Algumas horas depois, a prioridade era um lugar para acampar, o que parecia impossível, pois estava muito escuro e a chuva não dava trégua. As arvores eram espaçadas naquela área e oferecia muito pouca proteção para chuva, e então continuou andando e escorregando na lama. Sua sorte pareceu mudar a alguns km a frente quando viu uma antiga ruina no meio da floresta.

Andou calmamente, satisfeito de encontrar um abrigo, e foi ai que viu o primeiro corpo. A metade dele estava pra fora do primeiro degrau da ruína, e seu braço pendia sem vida perto de um pequeno machado de guerra. Tirou o arco das costas e preparou a flecha, agachou-se e andou calmamente até a entrada, andou cautelosamente, apesar de saber que a chuva abafaria seus passos.  O corpo parecia estar morto a alguns dias, a chuva disfarçava o fedor, o que ele agradecia, ignorando o corpo olhou pelas frestas da ruína para ver se existia algo lá dentro. De fato existia.

A ruína era oca no meio com um pequeno jardim no centro, o redor era coberto e todo feito de pedra antiga. Algo vivia naquela parte arborizada, ele viu quando ela deslizou das plantas para as pedras. Era de madeira, maior que um homem e parecia humanoide e ate feminino, seus cabelos eram galhos e uma luz verde percorria seu corpo, pulsando como sangue, as suas garras pareciam afiadas. Olhou o corpo, viu as marcas no peito do homem.

Guardou o arco e pegou o machado do homem morto, então começou a adentrar a ruína com cuidado, ali seus passos podiam ser ouvidos, foi ao entrar que viu o segundo corpo de costas no chão, morto como o primeiro. A criatura estava de costas, mas pareceu sentir sua presença e se virou criando ameaçadoramente, Raed se levantou e atirou o machado que acertou em cheio o peito da criatura que foi jogada contra a parede ainda em pé. A criatura se recompôs, e ergueu as mãos, um brilho esverdeado saiu de suas mãos e o machado caiu do seu peito. Estava se curando, pro um breve segundo Raed pode vislumbrar o que seria o coração da criatura, pulsando antes que o corte na madeira fecha-se. Ele sacou a espada, a criatura feio correndo loucamente em sua direção, as garras ameaçadoras, ele investiu a estocada no lugar onde havia visto o coração, a espada penetrou forte, a criatura urrou e então agarrou seus braços com aquelas garras. A dor o atingiu em cheio. Sentiu sangue escorrer dos seus músculos, e na raiva empurrou a criatura contra a parede, então forçou a espada para cima, rasgando o preito da criatura. Seus braços afrouxaram soltando os de Raed e então ela caiu no chão sem vida, com o brilho verde desparecendo da sua madeira.

Com o machado, ele cortou a criatura que acabara de matar e usou seu corpo de madeira como lenha para a fogueira.  Tirou a pele dos mortos para se esquentar e dormir, e se surpreendeu como eles estavam secos, como se suas vidas tivessem sido sugadas como que por um vampiro.  Depois que a fogueira estava acessa e as peles juntas como um cobertor, ele usou sua amadora magia de cura, o que curou completamente as feridas da unha da criatura. Pegou sua garrafa de Hidromel e um pouco de comida e se aconchegou mais perto do fogo.

Para sua surpresa a chuva parou durante a noite e o sol mostrou a manha com seus raios de sol. Pingava dos galhos das arvores e os pássaros cantavam alegremente quando ele retomou viagem.  A viagem seguiu tranquila pelos dois últimos dias, apenas na tarde do dia anterior, vira um mensageiro imperial na floresta, mas ele não o viu, seguiu temoroso com medo provavelmente de bandidos, e por isso evitando a estrada principal.

Já estava quase anoitecendo quando ele viu a mina ao longe, reforçada por troncos que serviam como muro. Pegou seu arco e seguiu deixando a floresta o camuflar. Ouviu um barulho no portão, uma respiração, alguém guardava a entrada, mas ele estava pro dentro, quantos seriam? Só havia uma maneira de descobrir.

 

Jogou uma pedra no portão, tencionou a corda do arco e esperou. Depois de alguns segundos um orc solitário saiu, procurando algo, a flecha o acertou no olho, a ponta saiu atrás da cabeça, ele cambaleou então outra flecha o acertou na garganta, ele caiu engasgando no próprio sangue.  Atravessou o portao, a mina era lá no alto, e havia varias escadas que levavam até o topo, dois orcos estavam lá em cima de lados opostos, Raed se escondeu. Uma flecha acertou o primeiro e ele caiu escada a baixo, quando o outro orc percebeu o companheiro caindo, uma flecha o atingiu. Raed admirou-se com sua pontaria e precisão, mas imaginava que os deuses estivessem do seu lado. Subiu as escadas, pelas contas dos mortos, dentro da mina devia estar apenas o líder do grupo, e ele devia ser um ótimo lutador.

 

Guando abriu lentamente a porta da mina sacou sua espada e preparou seu escudo. Havia uma curva logo à frente, mas nela estava parado um enorme Orc velho com um martelo de guerra na mão.

-Eu reconheço um intruso de longe. Ouvi sacar sua espada assim que entrou. Quem lhe enviou?

-O Jarl.

-Aquele maldito. Devia imaginar.  Ganancioso  filho de puta!-cuspiu-Algo a dizer antes de morrer em nome dele?

-Que prometo lhe dar uma morte rápida.

O Orc Sorriu, e então atacou.

Ele desceu o martelo de guerra com toda força que tinha e Raed pulou para o lado desviando com facilidade, deu uma investida e bloqueou o ataque lateral com menos força pelo espaço cortado entre eles, mesmo assim o fez recuar para parede o impacto. O Orc atacou em fúria dando ataques e mais ataques que eram bloqueados pelo escudo, sempre mantendo a distancia entre eles menos que 2 passos para que o impacto fosse reduzido, a mina ajudava por ser estreita.  Nessas pancadas o escudo de Raed voou de suas mãos o deixando desprotegido, mas ele não se abalou, sabia o que fazer, como que por instinto.  Pulou para o lado forçando o Orc dar um ataque lateral, e ele o fez, antecipando isso deslizou no chão de areia da mina passando por baixo do ataque, sua lamina passou onde queria, rasgando a barriga do Orc que soltou o martelo para segurar as tripas que saltavam para fora, Raed se recompôs, e como prometeu, subiu rapidamente a espada e desceu cortando a cabeça do Orc em um corte limpo.

Ele andou para recuperar o escudo, e pela segunda vez se surpreendeu. O orc era forte, mas não estava cansado, e seu corpo reagiu quase que instantaneamente ao seu pensamento de combate, pareceu fácil. Levou a mão ate o peito, onde havia a marca de Sithis, se perguntando se aquilo era obra dele, uma ajuda para formação do seu assassino.

 

--------x------

 

Helvard o esperava no portão principal quando voltou. Algum guarda deve o ter avistado quando voltava ao longe e teve tempo de ir chamar ele.

-Imagino que tenha concluído o seu trabalho.

Raed jogou o saco nos pés dele, fechando aquele sorriso zombeteiro. Ele pegou o saco, o conferiu e deu para os guardas, que olharam espantados. Tirou das costas o enorme martelo que pertencia o guerreiro Orc e o entregou.

-Imagino que isso prove que sim.

-O Jarl ficara satisfeito. Vamos até ele.

 

----x----

 

O Jarl Sidggeir estava satisfeito com o objetivo, segurou a cabeça decapitada do líder Orc com um sorriso zombeteiro e cuspiu em sua face antes de joga-lo de qualquer modo no saco.

-Pendure suas cabeças em estacas na estrada. Deixe que os bandidos saibam o que acontece com quem se opõe as leis do Jarl. –Então se voltou a Raed.

-Você cumpriu com o combinado, e eu tenho que Honrar o meu. Não tenho uma propriedade para lhe presentear, mas tenho terras, a uma enorme extensão de terras. Boas terras- ele enfatizou essa parte. – Que darei a você em troca de seus serviços.  Basta falar com minha administradora, e ela providenciara toda documentação necessária para que seja sua pela lei.

 

-Muito obrigado meu senhor. –Raed dobrou joelho, não por vontade, mas cordialidade pelos benefícios.

-No entanto, você precisara de matérias para construir sua casa e posso recompensa-lo com tudo que necessita. Com uma condição.

-Qual? – Perguntou, imaginando mais serviços “sujos”.

-Se torne Thane de Falkreath. Ser Thane tem seus benefícios. Mas para isso preciso que ajude os moradores da nossa cidade. Não posso ter um Thane que não seja conhecido. Em troca lhe ofereço tudo que necessitar para sua construção. Caso precise basta falar com sua conterrânea Rayya e ele lhe fornecera o que precisar. – Ele apontou para um canto do salão onde uma Redguard de armadura estava de braços cruzados e de cara fechada encarava o Jarl. Depois disso ela saiu.Ele pareceu não se importar. – Bem agora basta. Vá, você recebera uma quantia em ouro para se divertir. Quando precisar lhe notificarei. Agora ajude meu povo e recebera seu titulo.

Ele se levantou, olhou em direção a Redguard, ela o encarou com fúria e saiu do salão a passos largos. Helvard pareceu se divertir com a cena, acompanhou Raed ate a porta.

-Thane tem muitos benefícios. Um deles é que ninguém se metera nos seus negócios, desde que não prejudique ninguém de nossa cidade. Você também terá liberdade para ir e para voltar. Mas sempre terá mais lucro ficando pelas redondezas caso Jarl precise. Vá. A administradora lhe encontrara mais tarde.

Quando atravessou a porta para lama da terra recém-banhada pela chuva viu Rayya o encarando e então entrando em um beco, ele a seguiu, ciente que as nuvens negras no céu desabariam a cada momento. A encontrou com uma pedra na mão rodando entre os dedos.

-O que veio fazer em Falkreath? O que quer aqui?

-O Jarl me convocou. Ofereceu uma boa recompensa.

-A minha escravidão? Eu sou livre. –Ela jogou a pedra longe.

-Terra. E pelo que me lembre de ele não lhe ofereceu como escrava. Apenas disse que eu a procurasse em ajuda.

-Ele me subordinou a você.

-Então esta dispensada. Eu não preciso de uma subordinada, mas você é uma Redguard, seria bom ter uma companhia da Hammerfell para variar. Esse país é estranho.

-Aquele maldito, me despreza. Envia-me em missões longínquas para se ver livre de mim. Agora me subordina a você. Ele nunca me ofereceu metade do que lhe concedeu.

-Então dividamos. Não preciso de extensas terras. Quero apenas um local para retornar. Em nosso país não há nada para mim.

-Nem para mim.

-Então nos unamos como conterrâneos. Eu não me importo com tamanho das terras, quero apenas um bom lugar para mim e meu irmão.

-Irmão?

-Sim. Mas ele não esta comigo, receio que tenha passado por aqui. Ouviu falar de um Redguard ferido?

-Sim. Mas não o vi.

-Suspeito que ele seja meu irmão. Olhe eu não desejo tomar o seu direito. Mas me ajude e divido o lucro com você. E caso descubra algo sobre esse Redguard me fale.

Ela o olhou desconfiado. Bufou e andou de um lado para o outro.

-Quero minhas próprias terras.

-Então conseguiremos.

-Não me engane Redguard. Não gostara de conhecer minha cimitarra.

-Eu não gostaria de conhecê-la tão cedo. Ajude-me a conhecer o povo daqui, e me ajude a ajuda-los. Quero construir meu lar e explorar as terras. Quero ter um lugar para voltar e alguém para confiar.

Ele se surpreendeu com a sinceridade de suas palavras. Sentia-se sozinho sem o seu irmão. Em uma terra estranha e cheia de mistérios. Uma visão conhecida lhe reconfortava. Gostaria daquilo.

-Me pague uma bebida e negociaremos.

A chuva forte voltou a cair em Falkreath.



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