História Crônicas de uma jovem confusa - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Visualizações 12
Palavras 855
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


não é bem uma cronica, sei lá que diabos é isso. Tenham paciência. Isso conta um pouco de mim e sei lá oque dizer. Está extenso, se tiver paciência leia, se não, não leia, não posso te obrigar.

Capítulo 4 - Morte e Liberdade


Fanfic / Fanfiction Crônicas de uma jovem confusa - Capítulo 4 - Morte e Liberdade

A morte nunca é algo agradável de se lidar, certo? No meu caso, errado.

Desde que me entendo como pessoa a morte me fascina, não só pela depressão que me fazia, e as vezes ainda faz, querer morrer, mas por todo o mistério envolvido com a morte. Lembro-me de estar vendo CSI de madrugada enquanto minha mãe dormia do meu lado, e cada vez que aparecia um corpo na autópsia eu achava incrível. Por anos desejei ser médica legista, porque afinal, os mortos não reclamariam do meu trabalho para com eles. Mas não só isso me fascinava, lembro de ler um livro espirita e pensar sobre como seria realmente depois que minha alma deixasse meu corpo.

E é nesse ponto que me encontro atualmente, se você querido leitor está lendo isso e me conhece, já deve saber da terrível história da minha vó que até já levou tiro, e sabe oque penso sobre ela, nesse caso pule um parágrafo e continue viajando nos meus pensamentos sobre a morte, se você ainda não me conhece, eu vou falar sobre minha não tão querida avó.

Dona Elzira, sempre a conheci dessa maneira, comumente para mim e para minha prima Tainá (que vivíamos juntas) VÓ. Nós amamos ela, afinal ela nos criou na terna idade. Veio a nossa adolescência e com isso as doenças da vó, 1°, 2° e 3° infarto, sempre sobrevivia, afinal se aguentas décadas com a diabetes, pode aguentar paradas cardíacas. Todo natal estávamos com ela, alguns pobres, outros nem tanto, mas sempre estávamos lá. Tudo corria bem, na medida do possível. Até que ano passado minha prima não passou o natal com a gente, afinal ela iria morar com a vó durante um ano. Ela veio em janeiro, logo no fim do mês voltou pra sua cidade pegar seus pertences. Eu estava na casa da minha até então namorada.

5 horas: briga nos inquilinos do porão.

5 e 15: Polícia chega.

5 e 30: vó abre a janela e manda o policial atirar no zé droguinha que estava incomodando.

5: 45: minha vó leva um tiro.

Não, minha vó não morreu, nem o zé droguinha. O policial atirou no chão e abala ricocheteou raspando na perna do infeliz e acertando minha vó no peito. Quem dera ela tivesse morrido ali. Desde o tiro ela fica cada vez mais doente, a 1 ano e meio ela não anda, a diabetes acabou com as pernas e ao longo do tempo 4 AVCs ocorreram, o último ontem à noite.

Quem me conhece sabe, que pelo menos para mim, ela já morreu. Agora vou explicar o porquê. Parte dela havia morrido no 2° AVC, foi quando chorei e até pra Deus pedi ajuda, todas haviam se despedido, e aí na manhã seguinte ela acordou bem. Eu já havia sofrido demais, desisti de despedidas ali. Eu continuava amando ela com todo meu coração, até que ouvi algo que me magoou muito (meu deus, isso está ficando chato.). Depois desse AVC minha mãe foi cuidar dela, mesmo sendo só uma ex -sogra, até ai tudo bem, a gente só não sabia que minha vó era um monstro ingrato. (a gente sabia que ela podia ser uma pessoa ruim, mas até então era só com quem passava a perna nela). Sai com minha mãe para espairecer a cabeça e quando voltamos ouvimos coisas que não valem a pena ser aqui narradas. Ali a segunda parte da minha vó morreu.

Eu não vejo ela a meses, estou evitando, e quando me perguntam digo que gostaria que ela morresse, não é por raiva, não me entendam mal, queridos leitores. No fundo amo ela, mas sei que seria melhor pra todos ter essa liberdade.

 

Ok, agora quem me conhece pode continuar a ler.

Com toda essa visão que tenho da minha vó que nunca morre, acho a morte não algo trágico, mas muitas vezes libertador, pense comigo. Um paciente que nunca melhora, sofre de dor, e nem família, nem médicos, ninguém encontra solução, não seria melhor a morte dessa pessoa que sofre e de bônus faz todos que ama sofrerem? (não estou dizendo que é culpa da pessoa, mas se ela vai morrer de qualquer maneira por que não adiantar isso?)

Não é como se eu estivesse que uma pessoa saudável e feliz morresse, é alguém que já está fadado a isso.

Eu não vejo nem alma na minha vó, já deve ter ido para colônia, umbral, céu, inferno, ou qualquer coisa que você acredite e possa ser real. Esse é o ponto, porque insistem num corpo que está podre e numa alma que parece não estar mais ali. A família inteira sofre e ainda assim, continuam insistindo no erro.

Por isso a morte me agrada tanto. A morte não é uma condenação, é uma libertação. Acho que independente do que você acredita, sabe que a morte vai ser o fim, e depois do fim o que vem?

A vida ao contrário é continua (até a morte aparecer), se algo está acontecendo você é fadado a viver aquilo até outra coisa acontecer, é um ciclo, na morte não. Acabou e fim, você está livre.


Notas Finais


Desculpem erros, só quis postar algo, então sem revisão.
Aviso as armys que vieram pelo link do twitter, estou finalmente escrevendo uma fic, esperem até ano que vem.


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