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História Crônicas do Dia-a-Dia - Capítulo 19


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Capítulo 19 - Dia 7 - Origins


_ Tirem o rei Robert daqui! - gritou um dos guardas.

Os guardas correram em direção ao portão. John descera do cavalo e entrou no castelo.

_ Sua Majestade. - chamou John.

Um homem aparecera próximo ao trono. Seus cabelos loiro-acastanhados vinham até os ombros. Sua barba curta envolvia-se ao redor dos lábios finos. E seus olhos pequenos azuis focavam num bebê em seus braços.

_ John, preciso que você a leve para o seu mundo.

_ Mas, senhor… - John queria continuar, mas Robert o impediu.

O homem andou até John e entregou-lhe a criança. John ainda não acreditava no que Robert estava fazendo. A criança, já aninhada nos braços de John, chorava com o som da destruição.

O rei, com lágrimas nos olhos, murmurou para John:

_ Seu nome será… - começou ele, mas foi interrompido com a súbita entrada de Edward.

_ Irmão, que honra vê-lo novamente. - sorriu ele.

_ A bem da verdade, você foi a desgraça da família. - explicou Robert, sério.

_ Eu nunca fiz parte da sua família! - no mesmo momento, todos os vidro do castelo explodiram.

Robert e John protegeram a criança ao mesmo tempo.

_ Tire-a daqui, John! - ordenou Robert. Houve um rápido segundo de silêncio, até que… - Alexa.

_ O que? - perguntou John sem entender.

_ Alexa é o seu nome…

 

_ “O rei sabia que não iria sobreviver, então, entregou-lhe a filha para Sir John, cavaleiro do rei, para que fugisse com a criança. Desde aquele dia, nunca mais se ouviu falar do rei Robert e seu fiel cavaleiro”. Fim. - disse Ally.

_ Conta mais uma, por favor, tia Ally! - pediu a menina.

_ Não está na hora de ir dormir? - perguntou Ally.

Alexa assentiu. Ally fechou o livro e guardou em cima da mesinha de cabeceira.

_ Tia Ally? - perguntou Alexa. Ally olhou para a menina e sorriu. - E o que aconteceu com o bebê e o rei?

Ela ficou em silêncio. Ainda pensava no que dizer a ela.

_ Bom, até hoje, ninguém sabe sobre o rei, mas o bebê…

Sobreviveu.

 

_ Preparem-se! - ordenou o general Lorean.

Havia uma tensão nas muralhas. Os homens temiam por suas vidas. Os arqueiros preparavam os arcos e as flechas, deixando-as apontadas para o exército de Edward.

O exército inimigo batiam suas lanças e gritavam para assustar os homens de Robert. O rei ainda estava em seus aposentos quando o mensageiro chegou.

_ Senhor! O exército de Edward está aqui!

Robert olhou para o outro e assentiu.

_ Chame sir John! - disse ele.

Após o mensageiro sair, Robert olhou para os seus braços. Sua filha, Alexa, ainda dormia. Ele sorriu para a criança e beijou-lhe a testa.

_ Alexa… - murmurou ele.

Do lado de fora, a guerra começara. Os arqueiros lançavam-lhes as flechas, enquanto que os cavaleiros abatiam o exército inimigo. Muito sangue e muitos corpos estavam caídos, parte da muralha fora destruído e o portão, aberto. Os homens lutavam ferozmente contra o oponente, mas ficavam cada vez mais cansados com o combate.

Lorean derrubara três soldados num poderoso golpe de espada. Ofegava muito, seus membros estavam cansados e pesados, e não sabia se iria aguentar por mais tempo. Após abater outro soldado, olhou ao redor do campo de batalha. Muitos soldados, dos dois lados, estavam caídos. Ao longe, ele o viu. Montado em um cavalo negro, Sir John galopava o mais rápido possível até o castelo.

Lorean desceu as escadas e correu até o portão do castelo. Brandindo a espada, abriu caminho com vários golpes simultâneos. Quando o grupo inimigo caiu, Lorean abriu os portões e, no mesmo momento, o cavaleiro entrara no castelo. Ele seguiu o cavaleiro até o portão principal.

_ John! - chamou Lorean.

_ Consegue segurar os portões? - perguntou John.

_ Talvez por pouco tempo. - respondeu ele.

John desmontou do cavalo e correu até o salão principal. Os guardas correram em direção ao portão.

 

“Alexa”, dissera o rei.

O nome da criança ainda perturbava a mente do cavaleiro.

John cavalgava desesperadamente para dentro da floresta. Uma mão segurava as rédeas, já a outra, o bebê.

Os cabelos negros e olhos verdes do cavaleiro balançavam e focavam ao longe, respectivamente.

“Leve minha filha para o seu mundo e a proteja”.

“Mas quando devo trazê-la de volta?”

“Quando ela estiver pronta”.

Estavam próximos a campina quando cinco soldados do exército de Edward, montados à cavalo estavam se aproximando.

_ Droga! - murmurou ele.

John sacudiu as rédeas para que o cavalo fosse mais rápido. Ao chegar na campina, desceu do cavalo e, correu até o portal.

_ Entregue a criança! - ordenou um dos soldados.

_ Por cima do meu cadáver! - disse John, pulando no portal.

 

_ Alexa! - chamou Ally.

Alexa abriu os olhos. O sol entrava pelas cortinas como fios de luz. O quarto, - em parte azul, em parte branco, - ainda permanecia em reforma. Sua mesinha com um abajur e um despertador. O guarda-roupa fora coberto de plástico, enquanto que a escrivaninha estava lotado de livros.

Ao levantar da cama, tropeçou numa caixa grande. Alexa olhou para o caixa sem entender. Aquela caixa nunca esteve ali. Sem se importar, desceu as escadas e entrou na cozinha. Ally preparava o café da manhã quando viu a sobrinha entrar.

_ Alexa! Sente-se. - pediu ela. - As panquecas estão quase prontas.

Ally vestia um vestido tipicamente medieval. Alexa gostava daqueles vestidos, mas ultimamente, não fazia sentido vestir aquilo no verão americano. Ou no ano em que estavam. Era como se ela estivesse no século XIV.

_ Tia, por que ainda veste esses vestidos?

_ Eu gosto dos modelos deles! É tão… - a tia parou de repente, como se procurasse as palavras.

_ Antigo?

_ Não, romântico! - respondeu ela estalando os dedos.

_ Nossa… - respondeu Alexa.

Alexa morava com os tios Ally e John, após a morte do pai num acidente de carro. Ou assim, ela pensava. Nunca questionou ou sequer teve interesse em saber sobre os pais. Um dia, perguntou a sua tia sobre sua mãe. “Uma mulher fantástica!”, disse ela, “porém, falecera após dar à luz a você. Mas ainda assim ela a ama e sempre vai amar”. Quando perguntou sobre seu pai, seu tio John negara, encerrando a conversa das duas.

Alexa olhava para as torradas e panquecas sobre a mesa. Sua mente fervilhava com aquelas lembranças.

_ Algum problema? - perguntou Ally.

_ Não, é só que… - ela tentou continuar, mas a tia a deteve.

_ Escute o que vou lhe dizer. - falou Ally séria.

Alexa assustou-se com a reação da tia.

_ Lembra-se daquele quarto que você entrou uma vez e John brigou com você?

Claro que iria lembrar. Alexa tinha 8 anos quando entrou no quarto misterioso. Tubos de ensaio, poções, ervas e uma enorme máquina ocupavam aquele pequeno quarto. Havia também pedras, minerais e cristais sobre as prateleiras.

Ela observou o lugar sem entender nada daquilo, mas ao tocar num dos objetos, um dos cristais brilhou fervorosamente. A luz transmitida dali era tão forte que iluminava o quanto todo. Alexa, ao tocar o objeto brilhante, a luz apagara e, no mesmo instante, John entrara no quarto.

_ O que faz aqui? Mexendo nas minhas coisas?

Desde aquele dia, Alexa eu ficar de castigo por duas semanas. Todas as noites, escutava as discussões dos tios em relação ao seu castigo.

_  O que tem? -  perguntou Alexa

_  Você não pertence a esse mundo. - disse ela.

_ Você tá me chamando de ET? -  Alexa não entendeu.

Ally  riu do comentário da sobrinha.

_ ET, não. - disse ela. -  não é que você não pertença a este mundo, mas é que você pertence a outra era.

_ Como é?

_ Você nasceu no tempo dos cavaleiros e reis. Por isso que você não se adapta bem aqui. - disse ela. Ally olhou para as roupas e concordou. - Nem eu.

_ Na verdade, tia. - começou ela. - eu me adapto sim. É você que não…

_ Já se perguntou por que John não está aqui?

_ Por que ele está no trabalho?

_ Errado. John está na outra era. - explicou ela. - Ele está tentando ajudar o rei Robert a derrotar o exército de Edward.

_ Lá vem as histórias infantis. - resmungou Alexa.

Ally respirou fundo e negou.

_ Parece que você não é filha de seu pai.

_ Você não sabe sobre ele! Ele morreu num acidente de carro!

_ Rei Robert está vivo! - disse John, entrando de supetão na cozinha. - Ele está bem e pretende vê-la. - disse ele, olhando para Alexa. - Ele quer ver sua filha.



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