História Crônicas do Oculto - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 1.930
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - A Casa Rosada


    As gotas da tempestade que caíam no rio chacoalhavam a água da superfície, liberando o cheiro repugnante da mesma. O odor agressivo seguia pela margem, atravessava a avenida e violentava as narinas do homem que, atormentado, caminhava na calçada. Este, apesar dos passos apressados, movia-se lentamente sobre o asfalto; ansiando por seu destino. Flexionou seu cotovelo, elevando sua mão ao nível do bolso do sobretudo e, com a mesma, o tateou. Sentiu o pequeno objeto ser pressionado entre seus dedos e seu peito. Podia ver, ao longe, as luzes do pequeno restaurante. Seu coração palpitou. Determinado, parecia lutar consigo mesmo: ir ou não ir?

    Apesar da fetidez do ambiente, notou no ar um aroma doce. Aos poucos, dissiparam-se a ansiedade e o medo, deixando-o solitário na ternura da fragrância. Tomou seu corpo curiosidade. Virou-se abruptamente em direção ao estreito edifício rosa tímido. Observou, à sua frente, no letreiro em neon rosado envolto pela porta  preta: La Maison Rose. De dentro de si, emergiu uma força, um impulso. Abriu a porta. 

    Antes mesmo da luz atingir seus olhos, suas narinas foram tomadas pelo tom adocicado da brisa que atravessava a porta. No interior, a hegemonia do preto lutava contra a iluminação rosa intenso por sua atenção. Independentes, suas pernas começaram a caminhar, adentrando o local. Sentiu um arrepio velozmente rastejar de seus pés à coluna, e dela à base do crânio. Um êxtase; plenitude. 


  

                   “Essa sensação?” 


                     “Eu…”

                                                                    

                                                    “quero…”


                                                                                       “mais!”



    Percebeu-se encurralado por duas figuras humanoides. Sua visão, ainda borrada começava a entrar em foco. Lindos! À sua direita, a mulher, endireitando a mecha ondulada de cabelo negro que encobria sua face, revelou um rosto angelical, familiar. Aproximou-se, repousou suas mãos sobre o agasalho do homem e, reclinando-se para frente ao retirar as mangas do sobretudo dos braços do visitante, tocou com seus seios, o peito do rapaz. Através do vestido de seda, pode sentir a suavidade da mama que repousava sobre seu tórax.

    — Bem-vindo… À Casa Rosada. — proclamou o rapaz de pele alva, avançando sutilmente em sua direção. — Venha conosco, — prosseguiu, aconchegando os dedos no interior da mão do visitante. — vamos lhe mostrar o lugar.

Guiado pela doce voz do anfitrião, seu corpo se projetara para a frente, quase flutuando rumo ao balcão circular no centro do ambiente. A dama, após dispor o sobretudo do homem na chapeleira, apressou o passo, alcançando a dupla na metade do caminho. O rapaz de cachos acobreados puxava delicadamente seu braço como um dono guia seu cão e, apesar da música alta e do espetáculo das neons cor de rosa, o homem conseguia sentir apenas a pele macia da mão que o conduzia. Percebeu de repente o toque da dama na mão que, pendendo, balançava ao seu caminhar. Em poucos passos, achegaram-se ao bar, puxaram as cadeiras e, nelas, se acomodaram: o visitante ao meio; o moço de cachos de cobre à sua direita; a moça de pele dourada à sua esquerda.

— Betty, querida,— convocou a dama ao seu lado.— traga para o nosso estimado visitante o seu melhor drinque. 

Em resposta, a bartender a sua frente movimentou com maestria as garrafas das múltiplas bebidas que dispôs no compartimento metálico. O tampou, chacoalhou e inclinou, despejando no copo ornamentado que acabara de pôr sobre o balcão de granito que a separava do visitante o líquido esbranquiçado resultante da mistura. Despejou sobre este uma pitada de flocos cor de ouro que reluziam a iluminação local. Impulsionou de leve o cálice cristalino, o fazendo deslizar em direção ao homem. Este interceptou rapidamente a taça, ansiando para degustar a obra de arte nela contida.

— Obrigado, Betty. — Respondeu educadamente o homem à direita. —

O visitante dirigiu o copo a sua boca e, antes mesmo do recipiente tocar seus lábios, interrompeu a ação.

— Me desculpem, não posso pagar por isso. Não posso gastar esse dinheiro.

— Seria uma pena descartar uma bebida de tamanha beleza. Beba, esse fica por conta da casa.

— Obrigado, mas— respondeu, virando-se para a esquerda, em direção a moça que o oferecera a cortesia. — eu não posso aceitar. 

— Por favor, aceite. — iniciou o homem de cachos alaranjados. — Não é sempre que temos um visitante tão bonito quanto você.

As maçãs do rosto do elogiado rapidamente se coraram. 

— Por acaso esse visitante tão bonito teria um nome? — questionou em tom amistoso a mulher à sua esquerda.

— E-Ezra. Por acaso os desconhecidos que me pagaram uma bebida teriam nomes? — respondeu, baixando a cabeça

— Meu nome é Harry. O da moça bonita ao seu lado é Beatrice. 

— Então, Ezra, o que um homem tímido como você faz na Casa Rosada?

— N-na verdade, eu não sei. Eu vi a porta e… eu… eu tinha que entrar...

— Bem, já que está aqui, vamos aproveitar! — interrompeu Harry. — Betty! Eu quero uma bebida igual a do nosso mais novo amigo. 

— Tem certeza?! — indagou, aparentemente surpresa, a bartender.

— Mas é claro! — respondeu — Não é todo dia que se recebe alguém tão incrível quanto Ezra. — prosseguiu, repousando sua mão sobre a coxa do homem.

O toque inocente de Harry despertou mais uma vez o arrepio que atravessou seu corpo. Com o fim da sensação, Ezra passou a perceber o volume ensurdecedor da música ambiente. 

Beatrice abriu a boca, moveu os lábios, mas Ezra não ouvira uma palavra sequer. A mulher repetiu o ato, mais uma vez: nada. Ela então saltou da cadeira, puxou consigo os dois homens. No ato, a mão de Harry perdera o contato com a coxa de Ezra. Este lamentou. Beatrice os guiou através do enorme salão onde diversas mesas abrigavam diversos casais. Em um grande número delas, os ocupantes trocavam sorrisos, carícias e até beijos. Cambaleante, Ezra avistou na parede do ambiente; da qual se aproximavam; uma larga entrada para um corredor. Ao lado desta, um pequeno palco alongado dava lugar a um espetáculo de homens, mulheres e outros entre estes que dançavam expondo-se para a pequena, mas fervorosa, plateia.

Atravessando a passagem, chegaram ao corredor. A música, ainda intensa, continuava a abafar as tentativas de comunicação vocal. Foram alguns poucos metros de caminhada até que Beatrice interrompeu abruptamente o movimento. Ezra, pego de surpresa, esbarrou na mulher parada a sua frente e Harry, também surpreendido, colidiu com Ezra. O impacto forçou os corpos uns contra os outros, desencadeando, novamente, a sensação na espinha do visitante. Com o alívio do êxtase, o homem se percebeu frente a uma porta preta. Grafado em luz neon rosa, o número 8 ocupava o canto superior esquerdo da porta. Ao seu lado, uma linha reta também em rosa neon descia do topo à metade, parando logo acima da maçaneta. Esta foi usada por Beatrice para abrir porta. 

No interior, um quarto. A iluminação predominantemente rosa se mesclava à decoração erótica do cômodo. O trio adentrou o local, ainda guiado por Beatrice que imediatamente atirou-se na cama circular, central no ambiente. O aroma adocicado era ainda mais perceptível no cômodo.

Sem sequer se dar conta, Ezra foi tomado pelo arrepio que, desta vez, se manteve constante. 

Empurrando de leve a porta, Harry a fechou, cessando completamente o ruído melódico do exterior.

— Muito melhor. —  disseram os anfitriões em coro. 

Ainda em pé em frente à cama, Ezra sentiu o homem atrás de si o tocar de leve sua mão e deslizar os dedos até seu cotovelo, de onde partiu para a cintura. Enlaçando seu abdômen, Harry o puxou suavemente para trás, afastou os fios de cabelo negro da lateral de seu pescoço e, tocando-o com os lábios, mordiscou o lobo de sua orelha. Com a pélvis, empurrou Ezra que, ao sentir a rigidez por dentro das calças de Harry, sentiu anestesiadas suas pernas. O ruivo então, intensificou de súbito a força em seu quadril, derrubando o visitante entres as pernas abertas de Beatrice. Esta, puxou para trás os cabelos de Ezra, desviando seu olhar antes direcionado ao busto exposto da mulher e, com seus beiços, abriu espaço por entre os lábios negros do homem e introduziu por este sua língua macia. Ainda durante o beijo, Beatrice uniu-se a Harry para remover as roupas do homem de pele escura: ela puxou um a um os botões da camisa e ele lentamente retirou os sapatos e as calças.

Interrompendo o ósculo, Beatrice ocupou-se de remover as próprias roupas. Ezra então, virou-se em direção a Harry, que, ainda em pé, puxou em sua direção a cueca do já seminu, reclinou-se sobre ele, beijou-lhe rapidamente os lábios e dirigiu sua atenção ao pênis. Ao tempo que Harry cobriu com sua boca a genitália de Ezra, Beatrice — agora livre de suas roupas — conduziu a mão deste a seu peito. O visitante não se incomodou com o tamanho reduzido do seio que apalpava, de fato, isto parecia excitá-lo ainda mais. Foi a vez de Harry despir-se e, enquanto ele o fazia, Ezra dirigiu seus olhos a Beatrice. Esta estava deitada, inteiramente nua e masturbava-se ao passo que Ezra lhe apalpava as mamas. Com a mão desocupada, Beatrice tocou o pênis negro e ereto de Ezra, puxando-o rumo a sua vagina. Agora sentindo-se totalmente à vontade com a situação, Ezra penetrou Beatrice, que deixou escapar um suspiro.  

A esta altura, Harry havia se despido completamente e ajoelhou-se sobre as cobertas de seda, engatilhou até o centro da cama — onde estavam Ezra e Beatrice — e, usando sua glande, pincelou o ânus do homem. Ezra passou a realizar movimentos circulares com seu quadril o que ao mesmo tempo intensificou o prazer de seu pênis no interior de Beatrice e friccionou o falo de Harry em seu cu. O homem de cachos acobreados deitou-se sobre aquele de pele negra e lhe chupou o pescoço. Quanto mais intensamente Ezra se movia, mais prazer sentia e, por isso mesmo, o fazia. 

Sentiu mais uma vez o arrepio em sua espinha, agora centenas de vezes mais forte; melhor. Sua glande começou a palpitar,  seu abdômen se contraiu, sua mente se esvaziou. Pode sentir cada partícula de ar tocando seu corpo, causando-lhe ainda mais prazer. Não sentia nada. Sentia tudo. A pressão dentro de seu pênis aumentava exponencialmente a cada penetração. Aumentando a força de seus movimentos, forçou o falo de Harry para dentro de seu ânus. Sentiu a força avassaladora do sêmen que lutava para sair. Sua visão escureceu. Percebeu o mundo girar ao seu redor. Seu corpo enfraqueceu. Com a vista embaçada, ergueu seu braço e tentou balbuciar um pedido de socorro aos companheiros. Assustado, recolheu rapidamente seu braço e franziu as sobrancelhas. Em vez daqueles com quem havia transado, viu dois seres magros de pele cinzenta. "Chifres?!" Sentiu o medo fluir por suas veias. A adrenalina se esforçava para enrijecer seu corpo, responder ao perigo; mas, sem energias, nenhum efeito. Libido e desgosto travaram uma guerra interior: nunca em sua vida havia sentido tamanho prazer, mas com isso. O que são eles?! Sua sanidade parecia escapar-lhe. O arrepio percorreu novamente sua espinha;a sensação de êxtase deixara para trás um calafrio temeroso. "O que eu fiz?" Tombou desacordado para o lado. De seu pênis ainda ereto, um jato de esperma foi lançado, aproximando-se do teto.


***


Algumas casas a frente, num pequeno restaurante, uma mulher, solitária em sua mesa  observava a cadeira vazia a sua frente. Uma garrafa de vinho também vazia era sua companhia.


— Senhora, você gostaria de pedir a conta agora? — perguntou o garçom em um tom irritante de pena.


— Só mais alguns minutos, ele deve chegar a qualquer hora.



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