História Crônicas dos Descendentes: A Herdeira - Capítulo 18


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Saga
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 18 - Capítulo 18


Depois do teste com as emoções, todos nós ficamos mais apreensivos para o próximo.  Posso sentir a nuvem de tensão que nos envolve. Todos nós lançamos olhares para trás e para os lados, nossos olhos e mãos não conseguem ficar muito tempo parados. Me pego segurando o cabo da espada de cinco em cinco minutos para me assegurar que ainda está ali.

            As refeições ficaram menos barulhentas, e todos parecem muito distraídos para começar ou seguir a linha de uma conversação.  

            Tenho tentado conversar com Yara desde o incidente, mas parece que ela simplesmente desapareceu.

Escuto o grito antes de sentir o corte no braço:

_Continue distraída assim pequenina e Layla não terá muito problema com você.

Guardo minha espada e me sento entre Fred e Jim. Percebo que o corte não é tão profundo, nem tão grande como seria em uma luta séria:

_ O que está acontecendo com você Montnegro?

_ Nem eu sei.  – Olho para o chão. Depois de alguns minutos, levanto a cabeça e os encaro.

Fred abre a boca para falar alguma coisa, mas um grito faz que todos nos levantemos. Corremos em direção ao som e encontramos Derek e Chris na frente de um homem com um sorriso enorme.

Ele dessa vez não esta flutuando. Ele veste sedas roxas escuras, com detalhes em laranja e vermelho. Seus olhos parecem um caleidoscópio mudando de cor tão rapidamente que fico tonta de encarar.

Assim que ele me vê, grita meu nome e me aperta nos braços:

_ Quanto tempo que não te vejo menina. – ele me solta. – Estou tão feliz que tenha passado no teste do seu avô!

_ Na verdade ele não é meu av...

Ele me dá as costas, lançando os punhos ao ar:

_ Faz séculos que não uso meu teste em ninguém! Podemos começar? Por mim, estou tão animado.

_ Senhor. – O homem olha encantado para Derek. – Como funciona o seu teste?

O deus faz um sinal de desdém:

_ Vai ser divertido. Por favor, todos vocês se deitem. Vou mandá-los para o mundo dos sonhos. Para sair é simples. Basta achar seus amigos. Quando todos estiverem reunidos, eu os trago de volta.

Fazemos o que ele diz. O homem dá pulinhos de animação:

_ Prontas crianças?

Ele não espera nossa resposta. O Senhor dos Ventos estrala os dedos e sou sugada para o mundo dos sonhos.

***

 

Acordo com o balanço do mar. Olho em volta. Estou na minha cabine. Minha espada está no pé da cama.

Fico em pé e coloco a primeira roupa que eu encontrei. Coloco a espada na cintura e vou para fora.

Assim que meus olhos se acostumam com a claridade, meu coração começa a bater tão forte que acho que saira do peito. Estou no Herdeiro do Mar:

_ Jade o que está fazendo aí parada?

Olho para trás e dou de cara com minha mãe. Seu cabelo está preso em uma trança já frouxa. Suas bochechas estão coradas e o suor faz sua pele morena brilhar. Abraço-a:

_ O que deu em você menina? – pergunta ela rindo.

_É você mesmo. – sinto as lágrimas brigando para sair.

_ Quem mais ela seria?- escuto alguém atrás falar.

 Olho para trás e vejo meus dois pais ali. O cabelo de Jacob está na altura dos ombros, e ele trocou as roupas sérias por uma camisa folgada e calças pretas. A espada está pendurada em seu cinto.

Meu pai está sorrindo, o que deixa suas covinhas a mostra.  Seu cabelo loiro tem alguns fios brancos, mas ele ainda está em boa forma. Abraço os dois:

_ Vocês estão bem.

_ O que deu nela hoje? – pergnta Jacob.

_ Fiz a mesma pergunta.

_ Só os pais ganham abraços?

Vejo Seth atrás dos dois homens. Seu cabelo loiro parece um segundo sol. Seu sorriso faz com que ondas de calor passem por todo meu corpo. Sua camisa branca está folgada, e desse modo, deixa o começo do seu peito descoberta. Solto meus pais e me jogo em seus braços.

Nossos lábios se encontram quase de imediato. Meus dedos brincam com o cabelo em sua nuca, enquanto suas mãos estão uma na cintura e uma brincando com meu cabelo:

_ Chega vocês dois. – escuto meu pai dizer. Eu e Seth nos afastamos, rindo. – Demorei muito aceitar o namoro dos dois, não façam com que eu me arrependa.

_ Deixe os dois Mike. - minha mãe abraça meu pai. – Eles são jovens... – ela o beija.

_ Não na minha frente. – grito rindo.

_ Por que não? – pergunta meu pai com um sorriso travesso. – Até agora vocês dois estavam se agarrando na minha frente e eu não reclamei.

_ Tem certeza disso Mike? – pergunta Jacob rindo.

_ Até você está contra mim, Jake?

O loiro dá os ombros, e se vira para mim:

_ Vão se divertir que eu controlo a fera aqui.

_ Obrigada. – digo sorrindo.

Pego a mão de Seth e corremos para longe deles.

O dia passa que nem vejo. Seth e eu comemos esondidos da tripulação e ficamos o dia todo no quarto, em compania de algumas garrafas de rum.

  Estou deitada em seu colo, observando nossas mãos unidas, a diferença entre seus dedos e os meus:

_ Senti sua falta. – digo deitando a cabeça para olhar em seus olhos.

_ A gente se viu ontem e anteontem, e antes de anteontem. Lembra de ontem, seu pai parou naquela ilha deserta. Eu te dei um caldo. – diz ele rindo.

Fico sentada e o empurro:

_ Eu que te dei um caldo. – digo me lembrando da água cristalina e quente, e eu e Seth nadando às gargalhadas.

Fico confusa por um momento. Um par de olhos azuis e espadas dançando passam pelos meus olhos. Tenho a estranha sensação que eu deveria estar fazendo outra coisa:

_ Terra chamando Jade... Terra chamando Jade.

Pisco algumas vezes e volto a encarar os olhos acinzentados de Seth:

_ O que?

_ Você pareceu dar uma viajada.

_ Eu... Eu estou confusa. Tenho a sensação que deveria estar fazendo alguma coisa.

Ele me abraça e nos beijamos:

_ Eu te amo Montnegro.

_ Também te amo Wood.

Deito-me em seu peito e durmo.

Acordo no outro dia com Seth ao meu lado. O dia está ensolarado do lado de fora da cabine.

Meus pais estão sentados na escada, com pratos entre as pernas. Roubo uma maçã do de Jacob e subo as escadas à gargalhadas, ouvindo-o gritando para eu voltar. Eu e Seth passamos a manhã treinando com espadas. Consigo derrubá-lo com a mesma facilidade de uma criança:

_ Você é péssimo. – digo tirando a espada de perto do seu peito. – Não sei como ainda não... – sinto uma pontada de dor no peito. 

Dura pouco, pois ele me segura entre seus braços suados e me roda no ar:

_ Ainda bem que você é minha parceira nas lutas. – diz ele selendo nossos lábios.

Seu corpo está suado, e seu cabelo completamente molhado. Seus lábios têm gosto salgado, mas mesmo assim, deixo o beijo durar o máximo possível. Empurro-o para trás e levanto minha espada:

_ Só irei te beijar novamente quando você me derrotar.

Ele pega a espada no chão com um sorriso de canto:

_ Jogou sujo. Muito sujo.

Meu sorriso se abre sozinho:

_ Uso todas as armas que estão à disposição.

Ele ataca.

Passamos a maior parte do dia lutando. Meus pais e Jacob se aproximaram algum momento e entraram no treino também.

Agora, estamos em grupos, eu e minha mãe contra os três homens. Minha mãe derrota meu pai tão facilmente quanto eu derroto Seth. Jacob é o que dá mais trabalho, mas nós duas damos conta do serviço.

Batemos na mão uma da outra e cada uma de nós leva a garrafa de água até a boca.

A lua já está no céu quando finalmente nós sentamos em círculo envolto da fogueira. Comemos pão e carne seca, acompanhado de uma boa dose de rum:

_ Deixamos vocês ganharem. – diz meu pai entre uma garfada e outra.

_ Sempre a mesma desculpa. – digo revirando os olhos. - Vocês são tão previsíveis. 

Minha mãe quase engasga ao meu lado quando ri:

_ Acho que ferimos o orgulho deles filha.

_ Com certeza. – respondo rindo.

Depois de terminarmos de comer, puxo Seth às escondidas até meu quarto e me deito em seu peito.

Adormeço com ele fazendo carinho em meu cabelo. No dia seguinte, acordo com ele ao meu lado, e sou recepicionada por beijos longos.

Depois de enrrolarmos ao máximo, saimos da minha cabine e encontro meus pais conversando no timão. Eles discutem alto, gesticulando e gritando um com os outros. Olho para Seth e em um entendimento mútuo, nós corremos até eles:

_ O que está acontecendo?- pergunto, me enfiando no meio deles.

_ Estamos com clandestinos a bordo. – diz minha mãe.

Entendo de imediato o problema. Clandestinos nunca são bons sinais. Eles diminuem nossas provisões e normalmente são os responsáveis pela captura de piratas por homens do rei. E se minha mãe disse no plural, bem, isso é ainda pior:

_ O que faremos com eles? – pergunta Seth antes que eu tenha a chance.

_ É isso que estamos discutindo rapaz. Elly quer que eles sejam trancafiados até que paremos em uma ilha. Jake acha que deveríamos colocá-los em um barco e deixá-los a própria sorte. E eu acho que nós deveríamos matá-los agora.

_ E por que tanta indecição? – pergunto. – A resposta mais simples é matá-los agora. Não irão gastar nossas reservas nem espalhar nossos segredos. É o procedimento padrão.

_ O problema querida. –Jacob limpa o suor que escorre pela testa. – É que esses disseram que te conhecem.

_ O que? Eu não conheço nenhum clandestino. – digo na defensiva. Ajudar clandestinos é um crime tão grave quanto ser um.

_ Sabemos que não, mas iremos te levar até eles.

Minha mãe segura meus braços e caminhamos juntas pelo convés e descemos as escadas até as celas. Cinco homens estão de costas para as grades. Nenhum deles se vira quando escuta nossos passos. Seth para ao meu lado e segura minhas mãos entre as dele.

Meu pai se aproxima:

_ Finjam algum respeito e virem-se quando o capitão chegar.

 Eles se viram devagar, e instintivamente minha mãe se coloca entre mim e eles. Um deles, quando me vê grita meu nome. Sou atraída por ele. Seus olhos azuis são da cor do mar. Seu cabelo preto bagunçado faz a moldura perfeita para seu rosto quadrado. Ele tem uma barba por fazer, e tem um corpo incrivelmente definido. Sua mão passa da barra e acaricia minha bochecha:

_ Senti sua falta Querida.

Alguém me puxa para trás. Seth segura minhas mãos com mais força e tanto Jacob quanto meu pai tira a espada da bainha, apontando para a barriga do moreno. Minha mãe se coloca entre nós novamente:

_ Não toque na minha filha novamente se não quiser morrer agora rapaz.

Esperava que ele recuasse, mas ele solta uma gargalhada. Ou ele é incrivelmente corajoso ou é estúpido. Qualquer ser humano conhece a fama do meu pai e de nossa tripulação:

_ Você não pode me ferir. Isso não passa de um sonho. – seus olhos encontram os meus. – Lembre o que está acontecendo no mundo real Jade.

            Minha mãe tira sua adaga mais rápida que os rapazes, e faz um corte na bochecha do rapaz. Ele fica pálido, quando percebe o sangue escorrendo:

_ Isso não deveria acontecer. – diz um rapaz com a pele envelhecida pelo sol. Seus olhos são castanhos e ele tem o cabelo preto preso em um rabo.

_ Ela acredita que é verdade. – diz o homem mais velho, olhando para o corte do rapaz. – Isso torna real.

O garoto de olhos azuis pragueja e limpa o corte:

_ Vamos embora daqui filha. – diz minha mãe me puxando para fora.

_ Eu...

Olho para o garoto, ele segura as barras com força e grita meu nome.  Seth e minha mãe me puxam para fora, e me levam até minha cabine:

_Tudo bem Montnegro? – pergunta Seth apertando gentilmente meu ombro.

_ Eu... Parece que eu os conheço. Mas está tudo tão confuso. – digo apertando minha cabeça nas mãos, fechando os olhos para tentar dar clareza aos meus pensamentos.

_Não se preocupe querida. Vou conversar com seu pai sobre isso.

Escuto o som dos passos dela se afastando e sinto o loiro ao meu lado pegar minhas mãos:

_ Quer fazer alguma coisa divertida?

Abro os olhos para encará-lo:

_ O que poderia ser?

Ele me puxa e diz para segui-lo. Faço-o de bom grado:

_ Até resolvermos o que fazer com àqueles caras, seus pais decidiram parar nossa rota. Para nossa sorte tem uma praia aqui perto. Vamos dar uma volta.

Vamos até um dos botes e rapidamente estamos sob o mar. Algumas remadas e sinto a areia sob os meus pés. Passamos uma tarde incrível, e quase consigo esquecer os acontecimentos da manhã. Mas os olhos azuis parecem me acompanhar em qualquer lugar que eu vá. Seu toque ainda parece fazer minha bochecha queimar. Mesmo com Seth me abraçando.

Quando voltamos para o navio, já é noite fechada. Meus pais estão conversando com Jacob na cabine do capitão. Quando eu entro, a sala cai em um completo silêncio:

_ Decidiram o que fazer com eles? – pergunto.

_ Vamos seguir o protocolo. – fala meu pai com os braços cruzados. – Irão morrer amanhã.

É como se eu levasse um soco no estômago. Perco o ar que tinha e tenho que forçar minhas pernas a sustentarem meu peso. Minha cabeça fica meio turva, e uma sensação de pânico invade meu corpo:

_ Tudo bem filha? Você parece meio pálida.

Encaro minha mãe e faço que sim com a cabeça:

_ Acho que eu preciso dormir. – digo, tentando parecer natural. – Boa noite.

Beijo a bochecha de Seth para que ele não venha atrás de mim. Tem alguma coisa errada. Vou para meu quarto e tranco a porta. Jogo água no rosto e olho para o espelho.

Vou para cama e tento dormir. Depois de pelo menos duas horas rolando a procura do sono, resolvo me levantar e entender o motivo do meu comportamento.

Caminhar até as selas é fácil. Assim que chego até lá, acendo uma das velas e me aproximo da cela. O rapaz de olhos azuis fica a minha frente:

_ Jade... – ele tenta tocar meu rosto, mas eu dou um passo para trás. Isso parece machucá-lo.

_Como você me conhece?

O moreno de cabelo longo solta uma gargalhada:

_ Que merda você está falando Montnegro?

_ Vocês serão mortos amanhã. Ou me contam o que eu quero saber e eu talvez os liberte ou continue com essa atitude arrogante e eu te mato hoje.

_ Fred, deixa isso com o capitão. – diz um homem enorme mais ao fundo da cela. Ele tem a pele escura e os olhos amendoados.

Olho para o menino de olhos azuis:

_ Você é capitão? – digo sem conter o sorriso.

_ Sou.

_ É um péssimo capitão por embarcar como clandestino.

 _ Eu embarquei em nada. Isso é um sonho Jade. Um teste que o Senhor dos Ventos está nós fazendo passar para chegarmos até Layla.

_ O que?

_ Estamos no mundo dos sonhos em um teste. Temos que sair daqui para você lutar contra Layla e salvar o mundo.

_ Isso não é engraçado Capitão. – digo, sentindo desconforto.

_ Não é para ser. Sabe que eu estou falando a verdade. Isso tudo é apenas um sonho.

_ É mentira. – digo.

_ Sabe que não é. Como me explica que o Contra- Almirante Vegas está junto aos seus pais em um navio pirata?

_ Ele... – a frase demora um pouco para se formar em minha língua, as memórias pouco a pouco vão se formando, como em um quebra cabeça. - Ele nos ajudou a impedir o motim de Tobias Campbell.

_ Até você não consegue se lembrar de imediato. Pense no que realmente aconteceu naquela noite Jade. Lembre-se da verdade, não dessas mentiras implantadas pelo sonho.

_ Essa é a verdade. – grito.

_ Sabe que não é. – diz ele. – Lembre do mundo real.

_ Esse é o mundo real. – grito empurrando meu corpo contra a grade. – Está tão desesperado a ponto de me chamar de louca, Capitão?

Ele não me responde. E sua reação é rápida demais para que eu me afaste. Ele segura meus cabelos e entre os vãos da grade, sela nossos lábios. Canela, menta e sal se misturam em meus lábios. O beijo é suave, e com ele imagens vêm juntas. Um beijo roubado, uma mordida, um tombo e a chuva gelada enquanto escuto meu nome. Um beijo na luz da lua e do fogo e a espera de um beijo que nunca chega.

As memórias dolorosas também voltam. O som de tiros, a poça de sangue vermelho recém derramado, os olhos sem vida que me encaram. Sinto o gosto da lágrima salgada.

Afasto-me de Derek e as grades somem, assim como o navio. 

Abro os olhos e me deparo com o céu cinza. Sento-me e vejo os outros fazendo o mesmo. Um trovão anuncia as gotas que começam a se misturar com minhas lágrimas. Puxo meus joelhos até o queixo e encaro a madeira escura se encharcando com a chuva:

_ Tudo bem com você?  

Derek se senta a minha frente:

_ Eu estava tão feliz com eles. Isso foi tão cruel.

_ Sinto muito.

Ele começa a se levantar, mas eu seguro sua mão e o faço me encarar:

_ Obrigada por me trazer de volta. Aquilo era apenas um sonho. Mesmo em um sonho bom, viver nele e esquecer o mundo real é o pior dos castigos.

Ele assente e se levanta. Os outros também se dissipam, procurando abrigo da chuva. Minhas roupas estão completamente molhadas quando me levanto. Olho para o céu:

_ Espero que se tenha se divertido jogando com minhas emoções! – grito para as nuvens. – Todos vocês são tão cruéis quanto Layla. Só que ela não veste máscaras como vocês!

Saio da chuva e volto para meu quarto. Arranco a roupa do corpo e deito na cama, lágrimas que eu não sabia que ainda tinha encharcam meu travesseiro. 

 

 



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