História Crossed - Capítulo 17


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bts, Drama, Magia, Romace
Visualizações 11
Palavras 2.742
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Atualizaçãozinha de pedido de desculpas pela demora em atualizar

Capítulo 17 - Chapter 17: say you love me too


Fanfic / Fanfiction Crossed - Capítulo 17 - Chapter 17: say you love me too

 

Pela primeira vez em dias, eu sentia frio, apesar do calor infernal que fazia na cela, que era abafada e sem janelas, ainda que fosse grande. As correntes davam constantes choques nos meus pulsos e tornozelos, deixando-os em carne viva.

Podia escutar a conversa dos guardas, eles riam da minha desgraça, eles tinha uma única função, nao me deixar dormi, ganhava um balde de agua fria cada vez que cochilava, o que era constate, já que estava esgotada.

- A bruxinha parece tão frágil agora, sinto que se pegasse você e apertasse, partiria você com meus dedos - Rise falou, o eco dos saltos dela eram como agulhas na minha mente - Valeu a pena? - as unhas dela arranharam a pele do meu rosto, deixando finas marcas ali - Hein?

- Fuck off - minha voz ecoou nas parede de pedra gelada, esbocei um sorriso ao ver o controle deixar o rosto dela - Fuck off...

- Ratinha insolente - ela chutou minha perna me fazendo cair, meus joelhos estavam com os ossos mais proeminentes, logo qualquer coisa doía, o choque deles com o chão me fez ver estrelas - Levem-na pra sala 2!

Assim que as correntes cariam sentir minha magia voltar a fluir por minhas veias, meus membros doíam e formigavam, me encolhi num dos cantos da cela, dois guardas vinham com tocadores de gado, tinha uma infinidade de marcas como aquelas nos meus braços, eles estralavam, mostrei os dentes como um animal. Na realidade, eu era um animal pra eles, uma ratinha numa ratoeira, nao havia pra onde correr, mas isso nao significava que estava vencida. Mordi um dos guardas no braço, até senti o gosto de sangue nos lábios, o outro guarda puxou meu cabelo, que ficava, estrategicamente, preso numa trança, fazendo minha cabeça ir de encontro do com o chão. Minha consciência escapou ali, ouvi alguns xingamentos enquanto era arrastada, sem o mínimo de cuidado, meus pés iam se ralado no chão de cimento grosso.

A sala pra que me levaram era uma reconstrução de uma masmorra medieval, me arrepiei assim que entramos, tentei lutar para nao ficar ali, esperneei, me joguei no chão, me livrando dos guardas, engatinhei desesperada para a porta, estava quase na saída, quando suspenderam meus pés e me puxaram de volta pra sala, gritei o máximo que consegui, os guardas só faziam rir. Meu desespero era crescente, me colocaram numa mesa de madeira, mantendo meus membros presos longe do corpo, meus dedos tinham uma pequena amarra em cada um, o que me impedia de fechar os dedos era proposital.

Rise entrou na sala comendo uma maçã muito vermelha, meu estomago embrulhou com aquilo, minha mente era inundada com uma profusão de imagens ou memorias de hexens sendo torturadas, minha respiração ficou mais pesada, sentia meu corpo todo tremer por dentro. Gritei de puro desespero quando uma tesoura tocou minha pele cortando minha blusa, me deixando apenas de sutien e calça.

- Calma, ratinha - Rise cochichou no meu ouvido, enquanto colocava a mesa na posição vertical - Ainda nem comecei - ela se colocou na minha frente, me medindo de cima a baixo - Quando eu terminar com você... - escarrei no rosto dela, a voz de Rise me irritava, a prepotência dela mais ainda, mas o que mais odiava nela era saber que ela era irmã de Namjoon, que tive sorte por ele ter mudado em algum momento da vida, por não ser daquele jeito - Eu vou adoro matar você!

Ri de nervoso, queria irrita-la, mais ainda, queria ganhar tempo, esperava que alguém aparecesse e me salvasse, mas tinha, em alguma lugar da minha mente, consciência que ninguém aparecia. Rise foi até a fornalha, pegando um pedaço de ferro incandescente, ela sorriu maníaca, antes de via até mim.

- Quero sua confissão!

- Vá pro inferno! - rosnei antes dela encostar o ferro na minha barriga, o cheiro de pele queimada, senti meu mundo gira, gritei mais uma vez, a plenos por mais – VÁ PRO INFERNO!

- Me dê sua confissão! – ela tocou outro lugar com o ferro quente, enquanto um dos guardas me fazia ficar mais esticada, como se houvesse forma, está no meu máximo, eu ria, loucamente – Puxe mais!

- O DIREITO! PUXE O DIREITO! – berrei pro guarda e ele fez o que mandei, ignorando Rise – ELE ESTÁ FORA DO LUGAR! PUXE O DIREITO DIREITO! – meu braço fez um “clac” muito alto, Rise soltou o ferro dentro de um balde de água, continuei rindo por entre as lagrimas, eu braço direito tinha saído do lugar.

- FORA DAQUI, INUTIL! – ela gritou para o guarda, que não tinha nada com o que tinha acontecido, ela havia esquecido que a magia fluía por todo meu corpo e que não precisava, necessariamente, das minhas mãos para poder fazer magica – Vou quebrar cada um de seu dedos!

- Por favor, Rise-ah – ela contorceu o rosto com o honorifico, mas chegou mais perto de mim segurando meu rosto entre as mãos – Por favor, faça o seu melhor – assoprei disfarçadamente, satisfeita que ela havia inalado tudo.

- Você acha que estou brincando, ratinha?

- Não, mas estou curiosa, Rise-ah – sorri ao vê-la com outro pedaço de ferro incandescente nas mãos, me preparei para a dor – Do que você é capaz?

- De tudo! – ela colocou o ferro contra a marca no meio dos meus seio, gritei de dor e de raiva, ela queria apagar minhas marcas, não permitiria aquilo – Você só vai sair daqui quando confessar!

- Vamos morrer aqui!

- Essa merda não apaga! – ela xingou ao ver que mesmo com a carne queimada, minha marca permanecia intacta , parecendo até mais forte .

- Ela está marcada em outro lugar, não só na pele gênio – respondi com a voz muito fraca, começava a ficar rouca e ela, irritada – Não é só a pele!

- Quieta!

- O que está fazendo aqui? – tremi ao ouvir a outra voz, já havia a escutado, no dia que me entreguei, a avó de Namjoon e Rise era a chefe do conselhos do hunters na Ásia, uma mulher que parecia não ter coração, me permitir fechar os olhos por um instante – Eu lhe fiz uma pergunta, Rise!

- Extraindo a confissão de uma prisioneira – Rise me surpreendeu ao enfiar um punhal quente na minha coxa, o dor beirava o insuportável – Tratamento especial, vovó!

- Eu confesso! – me dei por vencida, doeu mais quando a faca saiu do que quando ela entrou, minha visão estava borrada de tantas lagrimas – Eu confesso o que quiser! Só a faça parar, Lady Kim Yeon-hwa!

-Nem comecei com você ainda! – Rise rosnou para mim, acartando um chute na perna machucada – Pare de bajular minha avó!

- Quieta! -  Lady Kim Yeon-hwa falou no mesmo tom de voz, mas bateu sua bengala no chão, calando a neta – Você tem ideia do problema que vai me causar!

- Vovó! É procedimento padrão!

- Essa não é uma bruxa padrão – quase ri quando ela acertou a cabeça de Rise com a bengala, me contive, mordendo o lábio – Essa é a última das Topázio, sua anta!

- Por isso que eu estou aqui e não Wook! – Rise sorriu como uma criança que procurava achar uma brecha na bronca – Sabe que ele é pior do que eu!

- Sua burra prepotente e arrogante! – a cada palavra, Lady Kim Yeon-hwa empurrava a neta com a bengala, dando forte cutucões na barriga dela – Seu noivo é treinado pra fazer isso!

- Ela é especial!

- Eu não preciso de uma confissão para condená-la! – a voz de Lady Kim Yeon-hwa subiu uma oitava, foi como se até os instrumentos que estava na sala parassem de fazer barulho – Ela é um exemplo, sua imbecil! Eu preciso dela viva!

- Ou ele não voltará, é isso, não é?! – Rise pareceu, verdadeiramente, magoada com aquilo, quase, quase senti pena dela, mas me lembrei que o “ele” de quem era falava era Namjoon – Ele não vai voltar, vovó! Ele daria a vida pra salvar essa ratinha!

- Eu juro que se me chamar de ratinha mais uma vez, eu mato você! – a frase escapou da minha boca, foi a vez de Lady Kim Yeon-hwa me punir, acertando a bengala na minha gargante e me deixando sem ar ou voz.

- Seu precioso neto não veio salvá-la ainda?

- Ele a está esperando!

Lady Kim Yeon-hwa estralou os dedos da mão livre e uma equipe vestidos de branco entrou e me tirou da sala de torturas, assim que passei pelo batente, desta vez numa cadeira de rodas e não arrastada, meu peito afrouxou, me permitindo voltar a respirar. Queria ter ouvido os gritos que se seguiram a minha saída, contudo alguem me deu um sedativo, que me apagou por algumas boas horas não pude deixar de agradecer, mesmo que o sono não tenho sido dos melhores.

Meus sonhos já não era apenas meus, Toni os invadia, brava pelo que eu fiz, como se houvesse tido alguma escolha, como se fosse possível não me entregar quando soube que Rise tinha Omma e Jimin com ela, não conhecia bem a irmã de Namjoon, mas a julgava louca o suficiente para, realmente, mata-los se não tivesse respondido a mensagem dela. Foram os piores dias da minha vida, não havia a opção de contar para Namjoon, ele tentaria me impedir, arranjar outra forma de resgatá-los, o que poderia envolver outras pessoas, não queria que isso acontecesse, já havia gente demais sendo prejudicada por minha causa, já me bastava Namjoon, que já tinha deixado bem claro que iria ao inferno e voltaria para me proteger. Toni tinha passado a adorá-lo, como se ele precisasse daqui, Omma já o tinha nas altas considerações, ele não precisava do fantasma da minha ancestral falando bem dele, além do mais, eu sabia muito bem as qualidade e defeitos dele.

Partir não foi o mais difícil, na verdade, foi bem fácil, estava bem acostumada aquilo. O pior foi ter feito como fiz, enganando-o, pode ver, quando soprei o feitiço doce do sono, o quão ferido aquilo o deixou, havia quebrado sua confiança, jogão fora todo o esforça que ele tinha feito para me proteger até aquele momento, mas Namjoon teria que entender, não houve escolha.

O perfume de Namjoon me trouxe de volta a realidade, mantive os olhos fechados, desejando ainda estar dormindo e que, aquele cheiro, fosse apenas uma lembrança muito vivida de um passado não muito distante. Quase pule de onde estava deitada quando senti a mão dele na minha, pela primeira vez, ele estava mais quente do que eu. Não tive o que fazer, abri os olhos, no entanto, fiquei encarando o teto, não tinha coragem de olha-lo, não depois de tudo que havia acontecido entre nós, meus olhos se encheram de lágrimas apenas de pensar naquilo, tinha evito qualquer memória relacionada a ele desde que cheguei aqui, não tinha forças para encarar minha própria mente, o que dirá meu tormento em carne e ossos. Ele não falou nada, apenas apertou minha mão, entrelaçando nossos dedos, as correntes haviam voltado, mas mais frouxas que antes, me dando a possibilidade de me movimentar melhor. Namjoon tocou sua testa com nossas mãos, ele estava chorando, não consegui controlar as minhas lagrimas ao vê-lo daquela maneira. Me sentei tentando não quebrar nosso contado, a energia ainda era mesma, consegui ouvir o riso de Toni na minha mente, como se nada tivesse mudado.

- Sua teimosia vai acabar te matando um dia – ele falou depois de muito tempo, não pude deixar de rir, sabíamos que aquele dia estava mais próximo do que nunca – Por que fez isso?

- Omma e Jimin – disse simplesmente, soltando a mão dele e abraçando meus joelhos, ainda estava com frio e usava apenas o sutien e calça de mais cedo – Rise tinha eles!

- Por que não falou comigo?

- Porque você iria tentar me impedir!

- E estaria errado?

- Sim! Eles são tudo pra mim, Namjoon! Você não entende?

- Entendo – ele suspirou tirando o moletom que usava e me dando, as corrente me impediram de vesti-lo, então apenas o abracei – Soltei as correntes dela um momento – ele gritou para o guarda que nos observava com cara de nojo.

- É contra as normas!

- Tudo nessa prisão é contra as normas! – ele se colocou de pé e foi até a porta da cela, percebi que não estava mais na minha antiga, essa era maior, menos abafada e consideravelmente mais confortável – Abra as correntes!

- Não!  

- Abra agora se não quiser que eu arranque as chaves de você!

- Namjoon! Está tudo bem! – intervi, mas o guarda já havia se dado por vencido, vindo quase se arrastando para me soltar, minhas mãos formigaram com a volta da magia, aproveitei um pouco da liberdade que ainda tinha, antes de colocar o agasalho que era imenso pra mim, o que não importava – Pronto – estiquei as mão para o que o guarda me prendesse de novo, ele saiu tropeçando da cela, me sentia como uma leprosa naquele lugar, voltei a me encolher – Namjoon!

- Jagi? – sorri ao ouvir aquele apelido, Namjoon limpou uma lagrima que escorria pelo meu rosto – Por que não confiou em mim?

- Porque eu te amo!

- Você devia... você o que? – ele demorou para processar o que havia dito, ri daquilo, especialmente, do sorriso que ele me abriu depois, mostrando suas covinhas – Jagi?

- Eu te amo, Kim Namjoon – repeti as palavras, algo me dizia que não poderia fala-las de novo por um longo tempo, uma vida quase – Eu te amo... – ele segurou meu rosto entre as mãos me beijando, foi um beijo salgado, ambos estávamos chorando, eu mais do que ele – Por isso preciso que me prometa uma coisa.

- Qualquer coisa!

- Não faça nada!

- O que?

- Na comemoração, não faça nada – a expressão dele era de puro choque, sabia que aquilo aconteceria, ele não me compreenderia, pelo menos não no início – Não tente me salvar ou impedir que eles façam o que tem que fazer!

- Você ficou louca?

- Namjoon, por favor – estava implorando, Namjoon estava de pé andando de um lado pro outro na cela, me deixando tonta – Prometa pra mim!

- Me peça qualquer coisa menos isso!

- Você tem que prometer! Por Omma e por Jimin!

- Como acha que vou conseguir olhar pra eles depois da Celebração amanhã! – ele explodiu de raiva parando na minha frente, ele parecia querer quebrar algumas coisas, me coloquei de pé, indo até ele, mas as corrente me pararam antes – Eles vão de queimar na fogueira!

- Eu sei!

- E como pode estar tão cama?

- Porque o fogo é meu elemento, Namjoon – falei baixo para que só ele ouvisse, puxando a blusa dele e mostrando a cicatriz da tortura de mais cedo – Ele pode me ferir, mas nunca vai me matar!

- Me diga que tem um plano – foi a vez dele me implorar, vindo até mim e me abraçando – Diga que vai ficar tudo bem!

- Me prometa primeiro!

- Eu prometo que não farei nada, se você tiver um plano!

- Não tenho, mas alguém tem – me afastei dele um pouco sorrido minimante, antes de ficar na ponta dos pés para lhe dar uma selinho – Alguem de Nagoya tem.

- Você confia neles e não em mim?

- Você tem que ficar aqui! Lembra que você prometeu!

- Malditas promessas – ele xingou me fazendo rir – Você vai ficar bem?

- Agora vou.

- Tenho que ir, mas vou estar aqui amanhã! Prometo isso – não o soltei de imediato, enfiando a cabeça no peito dele, sentia meu coração se partir com aquilo – Vai ficar tudo bem!

- Namjoon? – o chamei antes que ele deixasse a cela, ele se virou pra mim, podia ver o cansaço e a preocupação estampada na expressão dele – Diga me ama também!

- Saranghae, Park Sun hee, Saranghae.

Me segurei até que ele não estivesse mais por perto para escorregar e cair sentada no chão frio do lado da cama de pedra, tive que levar a mão a boca para não gritar alto. Estava chorando tudo aquilo que não tinha me permitido nos dias anteriores, tudo que me agoniava estava expresso naquelas lagrimas, especialmente a incerteza sobre Nagoya e o que aconteceria na Comemoração. Ouvir Namjoon dizendo que me amava, doeu mais do que a tortura de Rise, partiu meu coração em milhares de pedaços, que não tinha certeza que poderia juntar novamente.


Notas Finais


Perdoem qualquer errinho de português e o tamanho reduzido do capitulo, prometo que farei maiores de agora pra frente!!


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