História Crossed - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bts, Drama, Magia, Romace
Visualizações 29
Palavras 3.454
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Chapter 06: Miss Nothing


Fanfic / Fanfiction Crossed - Capítulo 6 - Chapter 06: Miss Nothing

A ligação de Yoongi tinha tirado meu sono. Eram 2:45 da manhã quando o telefone tocou. Esperei que desligasse sozinho, qualquer pepino que fosse podia esperar mais quatro horas e se fosse minha família, bom, não precisava responder mesmo. Só atendi terceira ligação.

- É bom ser algo muito urgente pra estar me ligando a essa hora - rosnei pro aparelho, não tinha visto quem era, muito menos aberto os olhos.

- Sabia que trabalha com um fantasma? - o riso de Yoongi invadiu meu ouvido, ele estava ou bêbado ou chapado, provavelmente, os dois - Ela é um fantasma...

- Ah vai pra puta que pariu, Yoongi - xinguei, sentando na cama, tirei o aparelho do ouvido, para olhar as horas - São 15 pras três, cara, vai dormir ou vai comer alguem!

- Estou falando sério, Namjoon - a voz  dele melhorou instantaneamente, falei mais uns bons xingamentos pra ele - Ela é um fantasma, cara, ela não existe!

- Quem não existe, hyung? - perguntei saindo da cama, coçando os cabelos e tentando fazer meu espírito acordar, já que o corpo estava desperto - Ta chapado?

- Park Sun hee - ele falou seco, topei com o pé do sofá da sala, andava cegamente pelo apartamento escuro - Park Sun hee é um fantasma!

- Não sei o que você andou fumando, te deram um kokobop estragado - reclamei abrindo a geladeira, odiava quando Yoongi se drogava com aquelas balas de kokobop - É te garanto que ela não é uma fantasma!

- Já te disse que não uso kokobop a uns bons anos, Namjoon - ele retrucou sério, o vício de Yoongi era um assunto sensível, mesmo que ele não se drogasse mais, foram anos difíceis - Me escuta com muita atenção, ela não existe!

- Não tenho tempo e muito menos paciência pra suas paranoias, Yoongi - ganhei um xingamento de Yoongi, ele estava perdendo a calma - Quando tiver algo de concreto me ligue! 

 

Todos os céus estavam de brincadeira comigo, não tive um minuto de paz desde a ligação de Yoongi e, agora, ele estava sentado na sala de espera de frente pra Sun hee, que exibia um sorriso nervoso, mas gentil. Tinha certeza que ela não era um fantasma. Parei ao lada da mesa dela, a cumprimentando minimamente, ganhei um sorriso em resposta.

- Chefe, ele quer conversar com você, disse que é urgente, mas não tem horário - ela falou num folego só, soltei um risinho debochado, era típico de Yoongi aparecer no meu trabalhado sem avisar - Temos umas...

- Limpe minha agenda por hoje e ligue pros acionistas - ela mordeu o lábio engolindo que fosse falar, podia ver o receio dela em dizer qualquer coisa na frente dele - Diga que o tempo estará melhor amanhã para visitarmos a obra!

- Mas...

- Faça o que disse! - gritei com ela, que apenas assentiu, voltando a se sentar e pegando o telefone para fazer o que foi mandado - Vamos, hyung!

- Tenho dó da suas secretarias - ele comentou antes que fechasse a porta, estranhei os cabelos escuros dele. Min Yoongi nunca usava cores comuns no cabelos, nunca - É assim que consegue leva elas pra cama?

- Eu nao... - me joguei no sofá, indicando, com a cabeça que ele fizesse o mesmo, cogitando a possibilidade que o cheiro de cigarro ficasse empreguinando no móvel depois que ele saísse dali - Eu não levo minhas secretarias pra cama!

- E eu sou virgem! - ele debochou me entregando um envelope, parecia leve - Vai me dizer que não pegou a Hwasa, a Lisa e todas as outras que me mandou investigar - ele sorriu presunçoso, pois sabia que estava certo, eu tinha mesmo dormido com todas elas - Meus honorários estão descritos ai!

- Você duzentos milhões de wons por isso? - estava incredulo, o envelope continha algumas fotos e uma certidão de nascimento, mais nada - Isso não me diz quem ela é ou de onde veio!

- Foi, exatamente, isso que te disse ontem - revirei os olhos ao lembrar da ligação que me tirou a paz - Essas são as únicas informações que consegui sobre a irmãzinha de Park Jimin - ele parecia incomodado com aquilo, Yoongi nunca tinha conseguido tão pouco sobre alguem - Quem quer que ela seja, fez um trabalho muito bom para se esconder!

- Não é possível que alguem não exista ou que só exista nos últimos 10 anos? - indaguei analisando as fotos, eram de uma escola interna para órfãs, Sun hee já era uma jovem adulta nelas, não muito diferente do que era hoje - Ela estudou aqui?

- Sim e não - a resposta dele me fez mais confuso ainda, não precisava indagar nada, ele me explicaria, afinal era pra isso que ele recebia - Não existe Sun hee nos registros da instituição, mas..

- Para de suspense e conta logo o que descobriu!

- Nossa, você fica sensível quando se trata dela - ele ganhou um dedo do meio ao falar aquilo, minha paciência estava sendo testada - Bom, levei a foto que você me deu lá e a diretora reconheceu Sun - a intimidade com que ele tratou minha secretaria me desagradou, apenas Jimin podia trata-la daquela forma - Com o nome de Lee Topaz...

- Topaz como o da bruxa? - não tinha dormido em todas as lições de história que minha vó me dera durantes os anos e me recordava bem daquele nome - Ela seria uma descendente da bruxa?

- Eles não sabem, só sabem que ela tinha um cordão com a pedra e que ela não falava nada quando chegou e que odiava que tocassem nela. A diretora me disse que ela ia e vinha e que vivia fugindo até que não voltou mais, ela tinha uns 8, 10 anos na época - estava com toda minha atenção imerso no que ele falava, tentando juntar com as coisas que já sabia, era um quebra cabeça sem fim - Depois disso, não existe registro algum dela até essa certidão aparecer!

- Humm - murmurei pegando o celular e fazendo a transferência bancaria pra ele, não que o trabalho tivesse saído como eu queria, mas ele tinha feito o que eu pedi - Seu pagamento já foi feito!

- Quer que eu continue procurando sobre ela? - meu celebro levou uns bons instantes para processar a pergunta que me tinha sido feita - Namjoon?

- Não, não precisa não - respondi o despachando com a mão, precisava pensar bem sobre aquilo - Pode ir!

- Namjoon! - ele me chamou parando na porta, me virei, a expressão de Yoongi era muito séria - Sun hee parece ser uma boa pessoa, além de muito dedicada - não fazia a mínima ideia de onde ele queria chegar com aquilo, mas continuei ouvindo - Qualquer que seja o motivo pra ela não existir antes de 2208, deve ser muito bom... de.. de uma chance a ela!

- Whatever! 

Fui deixado sozinho, tranquei a sala evitando que Sun ou qualquer outra pessoa me incomodasse, olhava as fotos repetidamente esperando encontrar algo de diferente, mas nada mudava, nada me dava um outra explicação. Cogitei perguntar pra Jimin, mesmo sabendo que me daria menos respostas que Yoongi.

- Venha aqui - rosnei abrindo a porta, ela se assustou com aquilo - Agora - esperei que ela entrasse para nos trancar na sala, estava fazendo uma armadilha. Sun parecia mais acuada do que de costume - Quem é você?

- Oi...? - ela murmurou confusa, demorando seus olhos em mim, como se procurasse por alguma coisa - Você está bêbado, Namjoon-ssi?

- Quem é você? - caminhei até ela a passos rápido, impedido que ela se esquivasse de mim, deixando-a presa entre mim e a mesa - Quem é você? Por que o melhor PI de Seoul não conseguiu encontrar nada sobre você?

- PI? - ela colou as mãos no meu peito impedindo que me aproximasse mais dela, podia ver a confusão e um início de medo estampado no rosto dela - Por que contratou um investigador para saber de mim?!

- Eu que faço as perguntas aqui! - falei mais alto fazendo-a se encolher, se não me encontrasse em um estado de pura raiva teria parado ali. Bem, deveria ter parado ali - QUEM É VOCÊ? - segurei os braços dela quando ela tentou me empurrar, seu rosto se contorceu como se a tivesse machucando, tinha me esquecido da sua aversão a toques - QUEM É VOCE? POR QUE VOCÊ PARECE SER UM FANTASMA?  POR QUE NÃO EXISTE NADA DE VOCE? - meus gritos iam ficando mais altos a cada pergunta, ela balbuciava algo, mas não estava lhe dando espaço para responder - ME RESPONDA!

- Let go of me! - voei pela sala dando de encontro com a porta fechada num baque surdo, as lâmpadas se desfizeram em pedaços, sentia voltar-me a minha - Não me toque... não gosto que me toquem...

- Sun hee-ah - Jimin entrou como um furacão na sala, ignorando minha presença e indo até a muito assustada irmã - Sun...

- Eu... foi... sem... querer! – ela balbuciou apontando pra mim, pelo que Jimin havia me contado ela não fazia magicas, mas havia uma rede de mentiras ali, o que me deixava furioso – Ele... 

- É só o babaca do seu chefe, respire fundo - me levantei meio atordoado, observando o a cena, Sun era abraçada por Jimin, ambos no meio de um mar de cacos se vidro, não só as lâmpadas haviam sido destruídos, mas todo e qualquer adorno de vidro ou metal que existisse na sala - Noona, estou aqui!

- Como abriu a porta? Ela estava trancada - perguntei me aproximando deles, Jimin se colocou na frente da irmã, protegendo-a. Nunca o tinha visto bravo, aquela seria primeira vez - Eu tranquei quando chamei ela!

- Sou um bruxo, imbecil, posso destrancar portas trancadas - ele ferocitou tentando vir pra cima de mim, mas foi impedido por Sun - O que estava fazendo com ela?

- Sua irmã é um fantasma! Ela não existe, pelo menos não até 2208!

- Eu sei e o que você tem a ver com isso? - Sun o havia soltado, podia ver a raiva instalar no rosto dele, era algo diferente do que estava acostumado - Por que quer saber?

- Ela trabalha comigo! Preciso ter certeza de que ela é confiável! 

- MINHA PALAVRA TINHA QUE BASTA PRA VOCÊ, HYUNG! - dei uns passos pra trás, Jimin não costumava gritar ou se exaltar, talvez tivesse atingido um ponto sensível dele - ELA É MINHA IRMÃ, NÃO CONFIA EM MIM?

- Eu... 

- Minha vez de falar - Sun hee levantou a voz se colocando frente de Jimin, suas bochechas tinham ganhado uma tonalidade vermelha - Eu não "existo" antes de 2208 porque ninguém se importou com isso até Jimin me encontrar procurando comida num latão de lixo! Ninguém se importou com mais uma órfã honkgonganesa chutada pra fora se casa aos 4 anos! - as lágrimas escorreram por seu rosto, me senti mau, não havia cogitado o fato dela ter passado por dificuldades - Eu não existia em documentos porque ninguém me quis, Kim  Namjoon-ssi, ninguém me quis até Jimin e Mama Park me encontrarem - Jimin tinha entrelaçado os dedos nos delas dando-lhe força, podia, por um misero instante, invejar a ligação e a cumplicidade deles, algo que nunca tive com Rise - Não acho que alguem como você consegue imaginar isso, não é?

- Eu... Não, não imaginei isso - abaixei a cabeça, o pedido de desculpas estava preso na minha garganta, mas não possuía forças para fala-lo - Sun...

- Da próxima vez que quiser saber de algo sobre mim - Ela disse puxando Jimin em direção a porta, ele me lançava um olhar ameaçador - Me pergunte, não precisa contratar um PI para isso.

 

Poderia dizer que estava extremamente envergonhado da minha atitude com Sun Hee e um tanto possesso por ter que pagar as lâmpadas que ela havia explodido. Segundo Jimin, ele tinha sido o responsável, ele havia tentado me explicar a magia por trás de sua conexão com a irmã, mas ignorei sabendo que não compreenderia bem o que a tal magia do laço significava, mas em resumo, eles estavam ligados, sempre sabendo quando o outro estava em alguma situação problemática. Não compreendia aquilo, mesmo tendo tido o treinamento para caçador havia muito sobre nossas caças que não sabia. Sun hee vinha evitando qualquer tipo de contato mais longo comigo e não podia culpa-la, tinha feito o pior julgamento com ela. Tirei a atenção do relatório que fazia a tempo de vê-la caminhando para sair da sala.

- Sun hee-ah? - a chamei com mais intimidade do que tínhamos, ela parou com a mão na maçaneta-  Almoce comigo?

- Já almocei, obrigada - ela respondeu sem se virar deixando a sala, bufei de raiva, essa situação não podia continuar daquela maneira.

 - Preciso de você na minha sala! - ri com o grito que ela deu de susto, ignorando a revirada de olhos que seguiu, esperei que ela entrasse, segurando a porta, ela me encarou por um bom momento - Obrigada!

- Não tranque a porta - ela falou alto olhando a porta com medo - Deixe aberta!

- Não quero ser interrompido - girei a tranca, ela deu uns passos pra trás caindo sentada numa das poltronas - Tome cuidado - pedi indo pra perto dela, mas parei no meio do caminho, ao reparar nos braços dela - O que houve?

- Como? - apontei para os roxos a cima dos cotovelos, ela tentou esconde-los com manga da blusa - Houve você, você me segurou!

- Não te apertei pra deixar roxo! - a exclamação saiu mais alto do que queria, Sun hee fechou a expressão na hora - Desculpe!

- O que você quer? - ela foi seca e até rude, especialmente porque falava mais alto do que de costume - Tenho trabalho pra terminar, você deixou bem claro que não é para que eu não deixar acumular!

- Você quer continuar trabalhando aqui?

- Como é que é?  

- Comigo - corrigi, assustado ao vê-la se levantar da poltrona de supetão - Você quer continuar trabalhando comigo?

- Por que está perguntando isso? - ela me perguntou, pedi para que ela se sentasse mais uma vez, me sentei ao lado dela no sofá, mantínhamos uma distância beirando o desconfortável - Kim Namjoon-ssi?

- Sun hee-ah - ela fez uma careta pelo honorifico, mas não conseguia chama-la de outra forma - Porque você não parece confortável aqui!

- E por que será? - achei engraçado a ironia, ela estava certa, a culpa do desconforto era minha - Gosto se trabalhar aqui!

- Vai continuar aqui?

- Se você quiser - ela deu ombros, mexendo nos dedos nervosa - Se não, volto pro arquivo.

- Não! - respondi alto, segurando a mão dela, Sun puxou a mão pra longe, num movimento brusco - Gosto do seu trabalho e quero que continue!

- Então, continuo aqui, mas com uma condição - ela se virou pra mim, tocamos nossas pernas, senti uma eletricidade percorrer meu corpo - Não tente descobrir mais nada sobre minha vida, ela está off limits!

- Como quiser - sorri pra ela, vendo seus olhos mudarem de coloração do preto muito escuro para um roxo e, de volta, para o preto, tombei a cabeça estendendo a mão para tocar o rosto dela - Seus olhos... - ela se afastou delicadamente evitando meu toque, voltei o braço pra posição anterior - Sun hee-ah, me desculpe por ter te julgado mal!

- Os seus sempre nos julgam mal – ela falou sem se afastar, continuava focado nos olhos dela, que se mantinham mudando de cor, e na corrente elétrica que corria por nós, não podia ser apenas eu a sentir aquilo, mas Sun não dava sinais de notar alguma coisa – Sempre foi assim, já deveria estar acostumada – ela me deu um sorrisinho resignada, pondo-se de pé – Se não precisa de mais nada, vou voltar pro meu serviço.

- Os meus? – perguntei segurando a mão dela, fiquei agradecido por não ter sido jogado do outro lada da sala desta vez, a eletricidade só aumentava com o tempo de contato – Quem seriam os meus, Sun hee-ah?

- Não me chame assim! – ela tentou se soltar de mim, mas apertei com mais força a mão dela – Os seus, os caçadores de bruxas, os que tem dinheiro... quer que eu de mais explicações?

- Como saber que sou caçador? – perguntei me colocando de pé na frente dela, Sun deu um pequeno passo se afastando de mim, ela abriu um sorriso estranho – Por que está sorrindo?

- Porque você exala a arrogância caçadora, Namjoon-ssi!

 

- Ora, ora, ora o bom filho a casa torna – senti um arrepio descer pela minha coluna quando ouvi a voz da minha irmã, me encolhi na cadeira da biblioteca, fechando o livro que lia – Sentiu saudades dos tempos que a vovó nos ensinava?

- Não deveria estar torturando alguém? – me levantei andando por entre as estantes, não havia nada de útil ali e quanto mais tempo permanecesse lá dentro, mais minha querida e maléfica irmã iria xeretar na minha pesquisa - Ou assustando criancinhas?

- Ra ra ra ... muito engraçado – me virei dando de frente com a cara angelical de Rise, era um contraste absurdo com sua personalidade, quem a visse e não a conhecesse a veria como uma bondosa e amável garota, pena que ela era o verdadeiro oposto disto – Está estudando os hexens de novo, irmãozinho?

- Apenas queria tirar uma dúvida – respondi, tentando pegar de volta o livro que ela havia tirado das minhas mãos. Rise não só não permitiu como apontou uma adaga de prata muito afiada pro meu peito, parei de me mover no mesmo momento, sabia que ela seria capaz de me machucar que me colocasse no caminho dela e algo que ela queria.

– A espiritualidade das bruxas e outros conceitos sobre os praticantes de magia...  interessante, andou cruzando com algum praticante de magia negra?

- Não, já disse que é apenas por curiosidade!

- Uma dúvida... uma curiosidade, irmãozinho – ela riu maquiavélica, sem desfazer a expressão doce no rosto, aquilo me lembrou do tempo que também era capaz de reagir daquela maneira, não eram as melhores lembranças que poderia ter – Onde está a bruxinha que virou sua cabeça?

- Não seja estupida, Rise, não há ninguém – me precipitei pra pegar o livro das mãos dela, tinha a intenção de leva-lo comigo, algumas obras só existiam nas bibliotecas dos hunters ou na do vaticano e aquela era uma delas. Rise não mudou de expressão antes de abrir um grande corte do meio do meu tronco, não era muito profundo, mas mudou a coloração da minha camisa de branco para vermelho vibrante em instantes – Você ficou louca?

- Não, louco foi você quando deixou nossa organização pra ter uma vida de civil – sabia que poderia derrubá-la, já que ela era bem menor e mais magra que eu, mas estava sem treinamento e a ferida ardia de maneira estranha. Rise sorriu pra mim – Acha que é assim basta querer e ter uma “curiosidade” ou uma “duvida” – minha visão ficou nublada quase que imediatamente, sacudi a cabeça procurando clarear as ideias – que vai poder voltar... nananina não....

- Filha da puta!

- A mesma que te pariu, irmãozinho – ela segurou meu rosto com uma das mãos, tentei empurra-la para longe, mas não consegui nem acerta-la, estava perdendo o equilíbrio – Vou te deixar levar o livro, mas é melhor que encontre a hexen que virou sua cabeça antes do nascer do sol ou...

- O trono...

- Sim... o trono ficará sem um príncipe de novo – ela me soltou, tive que me segurar na estante para não cair, a diversão no rosto dela era impressionante – Ou você pode me contar quem ela é e eu te dou o antidoto, o que acha?

- Vovó vai te matar... quando... souber que me envenenou – tive um acesso de tosse acompanhado por um bocado bom de sangue ao falar, a cor sumiu do rosto dela com menção da nossa avó – Posso ter deixado... os hunters, mas... eu ainda sou o legado... lembra?

- Não há legado se você estiver morto, irmãozinho – ela deu um beijo no topo da minha testa que começa a ficar suada, não tinha coordenação motora para a afastar – Se você sobreviver, saiba que estarei de olho – ela saiu cantarolando pela biblioteca vazia, sua voz ecoava pelo cômodo – Não se esqueça: ATÉ O NASCER DO SOL.


Notas Finais


Me contem o que estão achando?
Especialmente depois desse plot twist


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