História Crossed - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (Rap Monster), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bts, Drama, Magia, Romace
Visualizações 23
Palavras 2.320
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Esse capitulo não existia no meu planejamento original.
Ele é um flashaback
Espero que gostem

Capítulo 6 - Chapter 05: Lost Memories


Fanfic / Fanfiction Crossed - Capítulo 6 - Chapter 05: Lost Memories

- Eu não acredito que Toni queimou uma menina na empresa de vocês - Jungkook falou surpreso, caindo na gargalhada, ele quase rolava no banco em que estávamos sentados. Dei-lhe um tapa para que ele parasse, mas não adiantou de nada, ele continuou rindo - Ai... ai minha barriga... - fiz um biquinho de raiva, mas aproveitei o tempo que ele levava pra se recuperar para observa-lo - Não consigo imaginar isso acontecendo, Park Jimin-ssi, Toni é um doce!

- Um doce de limão, só se for - reclamou me aconchegando melhor dentro do meu moletom e chegando mais perto dele, queria ganhar mais intimidade, mas ele me fechava sempre - Sun hee-ah nunca fez algo assim! Nunca!

- Ela fez um brutamontes voar uma vez - ele falou pensativo, olhando pro céu, que estava bem estrelado, algo raro no meio do outono, estávamos numa estiagem mortificante, queria que ou chovesse ou começasse a nevar, não gostava do tempo frio e seco - Ele estava filmando ela dançar e não parou quando ela pediu, então ele voou pra perto da saída com o celular pegando fogo na mão... ai eu ri muito, serio, foi a única fez que a vi brava! Foi até meio assustador, os olhos dela ficaram muito roxo, parecia que tinham chamas vivas neles, mas no fim foi bem engraçado, até o Jin-hyung riu!

- Minha noona não é assim - cruzei os braços, bufando, era a visão de uma criança emburrada - Minha noona nem alto fala!

- Mas Toni não é assim - ele se virou pra mim com um sorrisinho pequeno, mostrando os dentes de coelhos - Ela tem a personalidade da verdadeira Toni!

- A de quem? – arregalei os olhos, não sabia da existência de outra Toni, ainda mais uma com a personalidade que Sun assumia quando estava dançando – Quem é a verdadeira Toni? 

- Não é que sua Toni não seja a verdadeira, mas houve outra, antes de Sun ser Toni – ele se explicou me encarando e passando uma calma absurda - Antoanette Topaz, a rainha do uprising! - ele riu se virando pra mim e sentando de pernas de índios, seus olhos brilharam - Minha família idolatra aquela bruxa!

- Como é que é?  - estava mais surpreso que assustado, mas ele tomou aquilo de forma errada - Por que sua família idolatra ela?

- Toni Topaz foi a percursora do uprising! - sabia daquela parte da história. A Bruxa Topázio era a vilã em grande parte dos livros de história, ela tinha causado um dos grandes terremotos na Europa e matada dois Hunter, ela não era alguem pra ser idolatrada - Toni era um anjo de pessoa, mas tinha o mais explosivos dos temperamentos... minha família conheceu ela quando se mudou pra Europa pra trabalhar, ela nos recebeu de braços abertos, a comunidade hexen era muito mais unida naquela época...

- Hexen? Você é um hexen? - perguntei abrindo o maior sorriso que consegui, Jungkook ficou tímido na hora, toquei seu rosto, a procura das marcas, ele riu segurando minha mãe - Posso ver suas marcas?

- Você é um fada muito curioso! - olhei pro meu colo sem graça, ele fez um carinho no meu cabelo, voltei a olhar - As minhas são mais discretas que as da sua irmã.

- Sua boca... tão bonito! - falei bobo, tocando os sete potinhos que tinha aparecido nos lábios deles, dei lhe um selinho sem me importar em sermos vistos - Tem outras?

- Todo hexen é marcado na boca, mein fee! - ele repetiu o apelido que Sun usava a todo momento, suspirei com aquilo - Qualquer outra são marcas de família, como essas - ele me mostrou as palmas das mãos, suas linhas eram pintadas por pontinho pretos, minha boca se abriu involuntariamente - Poderia te beijar agora, sabia?

- Por favor, me beije então - sorri o respondendo, ganhei um beijo na bochecha, revirei os olhos. Tinha o sentimento que Jungkook só ficara carinhoso quando estávamos fora da boate, porque quando estávamos lá, ele só pensava em sexo - Já que não vai me beija direito, me conta a história certa?

- A história certa? – ele pareceu confuso, achei aquilo bem fofo, quis aperta-lo, mas achei melhor me conter – Não há uma história certa, Jimin-ah, há a história dos vencedores e as dos perdedores e nessa quem perdeu fomos nós!

- Desculpe, é que queria saber a história da Topázio, mas dessa vez sem essa dela ser a vilã

- Ela não era vilã, mas também não era a mocinha!

 

 
Roma, 2005

 

O apartamento era igual aqueles que se via nos filmes, com uma varanda voltada pra uma ruela e com lâmpadas presas numa corda. Um cenário de tirar o folego. O interior era confortável e aconchegante, todo em tons claros e com várias fotos e gravuras coladas nas paredes.

- Toni! - o oriental chamou pela namorada assim que cruzou a porta de entrada - Toni! Meu celular ficou aqui?

- Ficou e sua omma ligou - o rosto sempre calmo da italiana estava quase irreconhecível, o ódio, a raiva e a tristeza se misturavam na expressão dela - Quando ia me contar? – ela perguntou jogando o aparelho no peito do namorado, que se assustou, muito, com a gesto.

- Eu posso explic... - ela o lançou contra a mesma porta que ele havia acabado de fechar, o barulho tinha sido muito alto, mas só haviam bruxos no prédio, logo, era compreensível.

- To...Toni?

- Me explicar o que, Wang Soo? Que você é um caçador? Que sua família quer saber se você já deu fim em mim? - a voz dela se elevou um bom oitavo, Soo sabia que aquilo significava que o estresse dela era elevadíssimo.

- Não é isso! - ela franziu o cenho, levantando a mão na direção dele, tudo que ela queria era cala-lo, a voz dele a irritava profundamente naquele momento - T...

- Mentiroso! Stai mentendo, figlio di puttana, traditore, arrogante e pretensioso! Dannato cacciatore! - a sequência de palavras que seguiram foram incompreensíveis para Wang Soo, seus olhos ardiam, tanto pela falta de ar quando de tristeza, ele queria falar, precisava faze-la ouvir - Eu descreditei quando me falaram que você nunca tinha deixado de ser um caçador! - ela caminhou a passos lentos aumentando a voz, Soo se tremia por dentro, não de medo dela, mas por temer não consegui-la fazer ouvi-lo antes que a consciência o escapasse - EU ACREDITEI EM VOCÊ! ACREDITEI QUE TINHA DEIXADO SUA FAMÍLIA E A MALDITA TRADIÇÃO DELES PARA TRÁS! - Toni estava a centímetros de Soo, que a encarava com um olhar suplicante, cheio de medo e desespero - MENTIRAS! TUDO FOI MENTIRA, UMA SOBRE A OUTRA!

- Saranghae - a palavra saiu num sopro, fazendo Toni caminhar pra trás tropeçando em seus próprios pés, perdendo a concentração do feitiço que prendia o namorado a porta. Toni se deixou cair no chão, Soo buscava o ar desesperadamente, levou um tempo para que se recuperasse, mesmo que não em todo, ainda assim e com todo receio, ele engatinhou até a namorada, que chorava no meio da sala - Saranghae, Toni...

- E agora que você me fala isso? - ela disse soluçando, levantando o rosto para a encarar o namorada - O que acha isso vai causa? Que vou mudar de ideia? 

- Não sei, só sei que precisava saber - ele respondeu tentando fazer carinho na morena, mas foi afastado - Me devolva as chaves - Ela se colocou de pé, sacando as lagrimas com grosseria - Wang Soo, me de minhas chaves!

- Nao! - ele respondeu afastando a mão que a namorada estendia pra ele - Não vamos acabar assim...

- FUORA DE CASA MIA! ORA! - o grito de Toni fora tão alto que o quarteirão todo poderia ter ouvido, as lâmpadas da rua e do prédio se estouraram - NON VOGLIO PIÙ VEDERE LA TUA FACCIA!

 

O calor dentro da boate era anormal. Os rostos te quase todos eram pintados com tatuagens e marcas nas bocas, bochechas, testas, algumas nos braços ou mão. Os hexens comemoravam o solstício de verão, era o dia mais longo do ano, a festa duraria até que os últimos não conseguissem mais dançar.  A mistura de etnias e cores era absurda, não havia um só igual. Os olhos eram os mais coloridos e brilhantes, algumas marcas estavam até neles.

Toni dançava como se não houvesse amanhã, o suor escorria pelas costas nuas, sua coluna vertebral era marcada por uma quantidade imensa de runas, aquilo era a demonstração de quão grande o poder dela era. O roxo da sua magia exalava em forma de vapor, assim como o azul da bruxa ao seu lado e o vermelho da outra.  Ela mostrava mais pele do que de costume, com vestido era revelador, deixando as costas nuas assim como as pernas e o decote profundo. Ela queria gastar toda a energia acumulada nos últimos meses, Soo fazia mais falta do que ela queria admitir. Ela soube que ele estava ali antes que pudesse sequer vê-lo, o cheio dele a inebriava, Toni fechou os olhos ouvindo as músicas e dançando como se fosse só pra ele, como se não houvesse mais ninguém ali.

Soo a observada a uma distância segura, segurando o instinto de ir até e tira-la do meio da pista, leva-la para o apartamento deles e de lá sair apenas quando toda a saudade e falta que um senti do outro acabasse. Seria mentira falar que eles não estavam juntos, mesmo com a briga causada pela família dele, eles continuaram fieis um a outro, independentemente do tempo, da distância, do medo e das diferenças, no final eles eram um. Quando os olhos dos dois se encontraram, as faíscas voaram sobre os outros, Soo avançou sem se importar com os outros, entrelaçando os braços na cintura de Toni, tocando o pescoço dela com nariz e inalando o perfume dela.

- Você me faz tanta falta, baby - ele falou contra o ouvido dela, sentido a pele das coxas delas se arrepiar sobre suas mãos, o toque era conhecido para ambos, contudo ainda era como se fosse a primeira vez - Não vamos brigar mais, por favor?

- Shiiii... só aproveite - Toni falou se virando e colocando o corpo ao te Soo, sorrindo ao ver o cabelo muito mais cumprido do namorado, os olhos bem puxados eles - Só dance comigo!

 

Veneza, 2012

As velas vermelhas e pretas davam ao antigo Palácio do Dogde, em Veneza, um aspecto assustador e era essa a intenção. O trono estava, depois de muitas décadas, ocupado. As unhas cumpridas de Toni trambolhavam na madeira antiga, era ritmado com barulho do secular relógio de pendulo, ela parecia entediada, olhando o hunter balançar preso no teto, vez ou outro expressando um sorriso ao ver o gato negro arranhar o rosto do homem, entendo pegar a bola de catnip preso no pescoço dela.

- Onde ela está? – ele perguntou se levantando, o saltos finos faziam um som seco no piso de mármore Carrara, as gotas de suor escorriam pelo rosto do homem, ele tentava se desviar o gato – Salem, suma! – o gato saiu correndo ao ouvir a voz da dona, Toni ordenou, com os dedos que o homem fosse colocado sentado numa cadeira – Onde ela está? – a voz da italiana era muito baixa, quase um sussurro, ainda sim todos no salão escuro a escutavam – Minha paciência está acabado!

- Kill me!

- Não precisa me pedir, irei fazer isso, mas se me contar o que eu quero saber, sua morte vai ser bem menos dolorosa do que a que estou planejando agora! – ela sorriu da mesma forma que fazia quando estava irritada com algum turista que insistia em fazer perguntas estupidas, mas seu olhos carregavam um brilho malicioso – Me conte, Alex, onde está a minha pequena Kim?

- Ela não é sua para tê-la – Alex terminou de falar cuspindo no rosto da bruxa, ela limpou-se rindo, de forma doentia – Ela é nosso legado!

- Então quer dizer que minha filha, minha única filha com Soo não é minha? – Toni perguntou, agarrando o pescoço de Alex e o levantando da cadeira – Ela é minha, não de vocês, ela é meu legado, ela tem AS MINHAS MARCAS! – o cheiro de pele queimada dominou o grande cômodo - Sei inutile per me, Alex, è un peccato!

 

- Meu deus! Ela queimou ele vivo? – interrompi Jungkook depois de um bom tempo ouvindo a história completa da bruxa topázio, não podia negar havia similaridades entre ela e minha irmã, mas nada alarmante.

- Toni tinha um grande apreço por queimar hunters – ele falou pensativo, encarando o céu que começava a ganhar as cores da manhã, tínhamos perdido a noção do tempo, em meio a história – Na verdade, era quase uma tradição entre nós nos primeiro anos do uprising... mas ela também gostava de fazer as pessoas voarem!

- Sun hee também – comentei pra mim, ele me encarou preocupado – Será que é...

- Possível que Sun hee seja Toni reencarnada? – ele completou minha frase mordendo o lábio – Não acho que seja, não temos essa tradição, pelo menos não sei de nenhum bruxo que reencarnou.

- Houve algum hexer como ela depois? – estava curioso, mas mais da metade da minha curiosidade era preocupação – Quer dizer, que conseguia fazer as coisas que ela fazia?

- Milhares – respirei aliviado, entretendo esse sentimento durou menos de segundos – Agora, nunca mais houve hexen nenhuma como Toni depois dela, antes dela teve uma sacerdotisa de Bastet no Egito e Tamara Mime, uma nômade, mas não sabemos muito delas.

- Então...

- Nada, Jimin-ah, tire isso da sua cabeça – ele pegou minha mão, nos tirando do banco, caminhamos em silencio até o carro, ganhei um casto selinho antes de ver Jungkook seguir na sua moto, queria falar para ele não andar naquilo, mas acabei mudo.


Notas Finais


Comentem o que estão achando

XOXO


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