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História Crossed Lifes - Capítulo 24


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Notas do Autor


Hello!
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Capítulo 24 - Longing is what's left!



    UMA BATALHA PERDIDA

    O médico está lutando com tudo o que pode, não poderia perder para alguma coisa que ainda estava descobrindo:

 

    – Ainda há esperanças! – falou um dos médicos presentes.

 

    Porém, é tão difícil, é uma batalha tão difícil de vencer, tentar, tentar e tentar e tentar mais uma vez:

 

    – Reage! Vamos lá Reaja! – pediu ele totalmente aflito e usando o desfrebilador.

 

    Mais alguns momentos, uma lágrima até caiu de seus olhos, olhou o relógio:

 

    – Ainda podemos conseguir doutor! – Uma enfermeira falou positivamente.

    – Não! – deixou mais algumas lágrimas cair. – Hora do óbito dezenove horas e dezessete minutos. – falou ele.

 

    AS LÁGRIMAS E A SAUDADE É O QUE SOBRA!

    Mais alguns minutos se passaram, o doutor então saiu do centro cirúrgico, os três viram e se aproximaram dele:

 

    – Infelizmente o seu filho veio a óbito! – o Dr.Andre falou limpando os seus olhos de algumas lágrimas.

 

    Sem chão, sem o filho, Delia caiu numa choradeira desesperadora a única coisa que ela fez foi abraçar o médico que está a sua frente.

 

    Gary ficou da mesma maneira, abaladissimo por perder o namorado, abraçou seu avô em busca de consolo, Carvalho esta mais firme mas também soltou lágrimas pela perda de uma pessoa querida.

 

    A perda é algo horrível, a saudade vai ser eterna, o sofrimento é um sentimento horrendo.

 

____

 

    O dia anterior foi pesado para Delia com a perda de seu amado filho, ela quase não teve forças, mas com a ajuda de Carvalho e de Gary, ela conseguiu arrumar todas as burocracias para o funeral e enterro de seu filho.

 

    Se é pra falar de sentimentos, o amor é o principal, afinal perder um filho é uma tristeza imensa, Delia cuidou de Ash com todo o amor e carinho possível do mundo, o apoiou tanto, o ajudou tanto, mas no fim, o sentimento de saudade é desesperador.

 

    Gary, o relacionamento com Ash estava apenas no começo, e foi o garoto dos olhos castanhos que havia mostrado o amor pra si, mostrado o quão esse sentimento é maravilhoso e viu o quanto esse sentimento muda as pessoas.

 

    Carvalho, mesmo ele não tendo um laço tão grande com o menino, mesmo assim ele sabia o quão Ash era tão amoroso e tão confiável, ele sabe que Ash tinha um carinho enorme por si e isso é recíproco, afinal Carvalho viu o quão longe conseguiu fazer Gary mudar.

 

    A porta da sala onde acontecerá o velório foi aberto, uma sala com os dois pilares que sustentam um caixão, duas fileiras de bancos estofados de ambos os lados estilo escada, mais ao fundo um corredor com uma salinha pequena e dois banheiros.

 

    A primeira coisa que Delia fez foi se sentar no primeiro banco que viu, apoiou os braços nas suas pernas e escondeu o rosto molhado pelas lágrimas que não param.

 

    Gary sentou ao lado de Delia para consolá-la mesmo ele estando chorando também, Carvalho se sentou ao outro lado.

 

    E ficaram ali, por quase uma hora até um carro preto chegar, dois homens pediram a ajuda de Carvalho e de Gary para colocar o caixão na sala, Delia teve que assinar um papel.

 

    A primeira coisa que Delia fez após a abertura foi ver o seu filho, todo coberto pelas flores azuis, pode se ver que este está com um terno todo preto a camisa social branca e uma gravata azul, e a palidez bem presente.

 

    Gary chorou ao ver ele com as mãos no peito e principalmente a aliança no dedo, havia pedido para enterrar Ash com a aliança de namoro.

 

    Gary se aproximou do seu falecido namorado, não pode nem dar um beijo de despedida nele, porém o fez agora, retirou aquele tecido branco quase transparente de cima, encostou suas mãos nas mãos de Ash e aproximou-se para dar um toque de lábios, gelado, a sensação térmica já não é mais a de um corpo vivo, mas foi apenas um toque de lábios, Gary se distanciou com as lágrimas descendo pelo seu rosto.

 

    Logo viram que na entrada da sala, os amigos dos dois acabaram de chegar, Dawn, Clemont, Misty, May, Lana, Mallow, Selene Lillie, Iris, Drew, Cilan, até Burgundy está junto, Alan, Hélio o irmão de Selene, e Trip.

 

    Todos eles abraçaram Gary para dar um consolo ao amigo, abraçaram também o avô dele e a mãe de Ash.

 

    Foram um por um ver o amigo falecido, choraram bastante pela perda do querido amigo, cada um lembrou dos bons momentos que passaram ao lado de Ash.

 

    Um tempo se passou e alguns parentes de Delia chegaram, Red e Serena, primos de Ash, os que tinham mais contato com o jovem, chegaram junto com sua mãe Grace.

 

    Eles falaram primeiramente com Delia devido ao laço parental, logo após conheceram Gary e Carvalho, se deram muito bem.

 

    O tempo foi passando e mais algumas pessoas foram chegando, dentre essas pessoas, a diretora Cinthia.

 

    A mulher surpreendeu os alunos de sua escola, mas como qualquer outro que está ali, ela veio pra prestar suas últimas homenagens a Ash.

 

    Aquele menino que chegou todo acanhado na escola e de repente já tinha várias amizades, arrumou um namorado e claro, aquele aluno dedicado.

 

    Outra pessoa que apareceu para surpresa de Delia, foi o Dr.Andre, o médico que cuidou de Ash desde a descoberta da síndrome do menino, desde aquele momento na sala de cirurgia ele sentiu que deveria comparecer ao velório:

 

    – Me desculpa dona Delia, me desculpa por não ter conseguido salvar o seu filho. – ele foi tão sincero em suas palavras.

    – Tá tudo bem Dr.Andre, eu sei que você fez o possível, mas é tão difícil ficar sem ele. – Delia não parava de chorar.

 

    Novamente foi ao caixão do filho para olha-lo novamente, mesmo com as pessoas ao seu lado lhe dando auxílio, a perda de um filho é irreparável:

 

    – Eu sei que é uma dor imensa! – o médico falou olhando o seu paciente.

 

    Mais algum tempo se passou, e outros conhecidos foram chegando, até que deu os trinta minutos finais do velório:

 

    – Estamos reunidos aqui, entes queridos, amigos queridos, familiares queridos, conhecidos queridos, todos que de alguma forma fizeram parte da vida desse jovem, Ash Ketchum. – Carvalho se levantou indo até o caixão e fazendo um discurso. – Gostaria de dedicar este momentos finais para lembrarmos dos bons momentos com ele, assim como muitos eu tive, as várias vezes que eu vi ele e meu neto, Gary, juntos, rindo, conversando e outros momentos, eu percebi que a minha vida ficou melhor, era sempre monótono, sempre fazia as mesmas coisas, casa, trabalho, trabalho, casa, mas após o Ash  entrar na vida do meu neto, consequentemente na minha também, meus dias ficaram melhores, as vezes eu até me juntava nas conversas dos dois, foi maravilhoso esse tempo que o Ash esteve conosco. – Carvalho deu o seu discurso e viu Delia chorando muito, mas sabia que ela havia prestado atenção. Gary se levantou.

    – O Ash me ensinou o amor, acho que desde aquele primeiro olhar a minha vida começou a mudar, e foi tudo tão rápido que quando vi já estava namorando ele, mas se ele não tivesse entrado em minha vida, acho que hoje eu ainda seria egocêntrico e arrogante. Eu amei demais ele e jamais vou esquecer do meu primeiro beijo com ele na sacada do meu quarto naquela noite onde tivemos o primeiro jantar juntos, jamais esquecerei do quanto ele é importante pra mim. – Gary falou belamente viu todas as pessoas emocionadas pelo seu discurso. Foi a vez de Red se levantar.

    – Ash foi um dos melhores primos que eu já tive, quando ele ficou um tempo em Kalos, nós nos divertimos bastante, e não vou esquecer da noite em que ele me revelou ser gay e como ele gostava dos garotos e não de garotas, claro que foi um baque pra mim, porém ver ele me contando sobre como ele se interessa pelos garotos e eu via o brilho nos olhos dele ao falar de um menino que ele era apaixonado. Mas depois que ele se mudou de Hoenn pra cá, todas as vezes que ele me falou do Gary, ele tinha uma entonação diferente, ele tinha muito mais entusiasmo pra falar do Gary do que quando ele falava sobre o outro. E eu também fui a primeira pessoa a saber que o Ash é gay e eu o encoragei muito ele a falar com sua mãe sobre isso, eu sabia que a tia Delia iria aceitar. – Red deu um discurso muito bonito e em seguida deu um abraço em sua tia.

 

    Mais algumas pessoas vieram discursar, no meio delas foi a diretora da escola, os amigos de Ash e por fim, Delia:

 

    – Eu jamais vou esquecê-lo! Eu agradeço imensamente a todos que de alguma forma fizeram parte da vida do meu filho, seja na escola, seja em outra localidade, eu só agradeço por terem acolhido o meu Ash tão bem e não tê-lo deixado ficar tão mal quanto ele estava em Hoenn. – Delia falou chorando. – Eu sei que você está aí em cima meu filho, eu sempre vou te amar do profundo do meu coração, eu jamais vou esquecer o quanto eu lutei por você, eu só queria que não fosse hoje, mas tudo tem o seu tempo, então saiba que eu te amo e um dia a gente vai se reencontrar! – ela chorou mais ainda ao olhar para o alto. – Eu te amo tanto meu Ash! – ela olhou para o caixão e foi até o corpo de seu filho, passou a mão pelo rosto, as lágrimas não param, as lágrimas molham  parte da roupa exposta.

    – Vem Délia! – chamou Carvalho a ajudando a sair de cima do caixão.

 

    Aquele corpo juvenil, tão pálido e que um dia teve uma vida, aquelas flores azuis que tem algum significado para ele, para sua mãe e para Gary, principalmente o azul, e aquela aliança brilhante prateada com um significado enorme para ele e para Gary, o caixão foi fechado.

 

    As lembranças na mente de cada um, as lágrimas que correm pelos rostos, colocaram o caixão em cima do carrinho de transporte.

 

    Começaram a caminhada saíram da sala do velório e começaram a ver todos aqueles túmulos a frente e o caminho longo com varias bifurcações, muitos túmulos foram passando e flores em cima de cada túmulo.

 

    Uma cena tão triste, ver todo mundo acompanhando aquele carrinho levando o caixão, se passaram umas três quadras, e chegaram ao túmulo.

 

    O caixão foi aberto uma última vez, Delia chorou novamente em cima do falecido filho, o molhou mais ainda com suas lágrimas, Gary fez o mesmo, não aguentou e encostou seus lábios nos lábios de Ash, mesmo por cima do pano, o seu adeus para seu namorado.

 

    O caixão foi fechado e colocado dentro do túmulo feito com azulejos brancos, e em cima dele as flores que foram sendo colocados juntamente com a foto de Ash.

 

    A cada tijolo colocado e cimentado, a cada linha que foi sendo feita, mais Delia e Gary choravam, até que o último tijolo foi colocado e mais cimento foi posto para fechar completamente o túmulo com alguns azulejos brancos.

 

    Um jovem se foi, deixou sua mãe e deixou um namorado, mas também deixou lições e foi com bastante aprendizados.

 

    CONTÍNUA


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Domingo é o último capítulo!
Obrigado pela sua leitura!
Até!


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