História Crossed Lives - Capítulo 14


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Emma Swan, Henry Mills, Neal Cassidy (Baelfire), Paige (Grace), Peter Pan, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Ouat, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen
Visualizações 209
Palavras 1.230
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Música: Não sei porque você se foi, na versão da Tânia Mara.

Capítulo 14 - Guilty


Sempre vou agradecer Emma por está viagem. Não é como se a dor tivesse passado, não, é como se eu tivesse acordado. Quando pessoas partem nós juntamos os pedaços e tentamos viver, por essa pessoa, e isso é algo que disse muito a meus pacientes. Voltando decido que ainda não é tempo de voltar a atender, porque, se receber alguém cujo um filho lhe foi tirado, não vou ser forte.

Vou para casa de Zelena, quero lhe entregar o presente e quero pedir desculpa, por ter depositado tanto em suas costas e não entender sua gravidez, não aceitar. Minha irmã é minha companheira de anos e me sinto mal por afastá-la, me sinto fraca.

Encontro a porta meio aberta, entro quando escuto a voz de Zelena alterada.

— Assim que ela pisar aqui, eu vou contar, Killian. Não posso mentir para Regina mais, ela é minha irmã. E está sofrendo, ela fugiu de um problema e Regina jamais fez isso. Sempre encarou tudo e agora deixou tudo sair de seu controle.

— Ela não vai te perdoar, Zelena. E também, Emma está certa, saber quem foi não é pior? – Minhas mãos começam a suar. Encosto na parede os ouvindo. – Você está grávida, não pode passar por isso agora.

— Como vamos explicar o sumisso de Emma? Eu não consigo dormir pensando nisso, não tenho mais paz. Meu sobrinho morreu, sei quem foi, minha irmã está sofrendo e não posso fazer nada. Ela precisa saber quem dirigia aquele carro.

— Quem dirigia aquele carro? – Vou até eles com lágrimas nos olhos, meu coração parece estar a beira de um ataque, Zelena sabia o tempo todo, todo mundo sabia, aparentemente, Emma sabia? – Quem Zelena? E o que Emma tem a ver com isso? 

— Regina... – Ela tenta se aproximar, mas, me afasto. – Eu ia te contar... 

— Quem? – Pergunto agora olhando para Killian.

— Você não... – Ele tenta.

— Emma! – Zelena o corta em lágrimas. – Emma dirigia o carro aquele dia.

Meu mundo rui com suas palavras. Talvez  eu não quisesse ver, Henry provavelmente sabia, por isso agia estranho comigo, talvez estivesse no carro também. O culpado estava ao meu lado o tempo todo, a culpada. Emma... Desequilíbro, Killian segura meu braço.

— Onde ela está? – Pergunto, tentando não chorar mais. Juntando a raiva, porque essa voltou com força, a raiva que eu sempre soube que sentiria quando soubesse o culpado. – ONDE ELA ESTÁ? – Penso que Emma pintou a casa e faz todo sentido. Aquela fita. A barreira que tinha. A viagem, me afastou para poder fugir, claro. – Eu vou até o inferno atrás dela e você, Zelena, você... – Não consigo terminar, preciso sair, preciso encontrá-la.

— Emma se entregou, Regina. – Killian grita, me fazendo virar. – Se entregou hoje cedo.

— Minha mãe o que? – Henry apareceuna calçada com os olhos arregalados. – Ela não podia! Prometeu que não faria isso! – O menino fica atordoado, corre para dentro de casa. Killian alisa os cabelos, Zelena aparece na porta me olhando, sinto um olhar de culpa. 

Entro em meu carro e dirijo. Não consigo raciocinar. Sei quem foi e não gostaria de saber. Não sei o que fazer com essa informação. Não queria saber que meu coração dói por amar alguém que me tirou a pessoa mais importante do meu mundo. Meu coração dói pela traição.

Piso no freio com tudo quando vejo uma mãe e uma criança atravessando a rua, a menos de um metro, com o sinal fechado. Largo o volante e peço desculpa, mesmo com eles correndo até o outro lado. Lágrimas banham meu rosto, assusto com carros atrás de mim buzinando.

Encosto e choro. Bato no volante até sentir minha mãos doerem. Quero gritar. Quero gritar com Emma! Porque um ser humano tem que ser muito baixo para fazer o que ela fez. Preciso de uma explicação, qualquer coisa. Estava tudo bem a meia hora atrás e agora ficou nublado de novo, porque tudo parece mentira, suas palavras, a viagem, Gus s seus conselhos. Tudo virou uma névoa.

Respiro e volto a dirigir. Para a delegacia. Vejo um advogado que trabalha com Ingrid, deve ser o dela. Sinto falta de ar quando a vejo em uma sala, andando de um lado para o outro. Digo a recepcionista que sou parente e entrou trancando a porta, fechando a cortina da oarede de vidro. Emma se assusta.

— Regina. – Diz. Não falha como Zelena. Não chora. Sua expressão é uma incógnita.

— Como você conseguiu? Eu preciso entender... Como conseguiu fingir esse tempo todo? Porque se envolveu comigo? Você pensou o que? Que eu te perdoaria se te amasse, Emma? Pensou que eu não me importaria de viver com a pessoa que matou meu filho? O que você pensou, Emma? – Grito, descontrolada, em lágrimas. Não quero me aproximar ao tempo que quero a fazer reagir, não ficar me olhando no meio da sala. – Porquê você fez isso comigo?

— Eu não tenho o que dizer. Não tenho explicações. Não tenho desculpas. A única coisa real, Regina, é aquela carta, tenho certeza que você leu. – Abaixa a cabeça e senta, encarando a mesa. – Eu preciso que vá embora, que nunca mais volte aqui, porque talvez eu não aguente te ver. 

— Pode ter certeza que nunca mais vai me ver, Emma. Você mentiu em tantas coisas, como pensa que vou acreditar que aquelas palavras foram reais? Aquela viagem, tudo foi uma farsa. E me sinto burra por não perceber! Burra por não ter visto aquela fita, burra por não ter dado atenção a jeito estranho do Henry e acho que ele até me avisou sobre isso, em uma conversa onde dizia que você era boa.

— Não fala do Henry! Não chega perto dele! Não o procure! Não se aproxime dele. – Me olha e dessa vez sua expressão está forte, estampando algo que conheço, olhar de mãe.

— Eu tenho dó dele, só isso. Tendo que esconder isso o tempo todo, que conviver comigo. Foi cruel, Emma! Como pôde machucar as pessoas assim? Ele estava no carro? Pediu a Zelena para não me contar? Ou foi Killian? Pra te proteger? Me conta Emma, Henry estava no carro? – Minhas palavras saem de modo descontrolado, já ouvi mexetem na maçaneta, ma, s quero todas as respostas. Não posso sair desse lugar com buracos em minha mente.

— Vai embora, Regina. Não ouse falar do meu filho, você queria isso, não queria? Justiça! Está feita, me entreguei, contei detalhes, agora me deixa em paz, deixe Henry em paz, só vai embora, por favor. – Emma se dirigiu a porta tentando destrancar, posso ver lágrimas caindo em seu rosto. Ficamos frente a frente quando finalmente consegue, saio sem dar explicações as pessoas do outro lado.

Entro no carro e não sei o que fazer. Vou pra casa e tudo me lembra Roland. O espelho na parede, que jogo contra a porta. O vaso na mesa de centro que voa contra a janela. As xícaras de heróis. As garrafas de suco de uva. Tudo vai ao chão. Tudo me lembra Roland e Emma. Tudo me machuca.

Penso em Henry, quero saber sua posição na história, saber se Emma o fez calar-se ou se é uma criança que mente o tempo todo. Vou esperar o tempo passar e me aproximar, mostrar que não sou sua inimiga, posso até ajudar a lidar com os sentimentos em relação a mãe presa. E isso. Henry. 



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