História Crossfire • Destiel - Capítulo 20


Escrita por:

Postado
Categorias Série Crossfire (Livros), Supernatural
Personagens Anna Milton, Balthazar, Castiel, Chuck Shurley, Dean Winchester, Gabriel, Garth Fitzgerald IV, Jo Harvelle, Meg Masters, Sam Winchester
Tags Adaptação, Boyxboy, Castiel, Dean, Deancas, Destiel, Gabriel, Gay, Sam, Supernaturalau
Visualizações 223
Palavras 2.827
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OLHA QUEM NÃO ESQUECI

Capítulo 20 - Venti


Cliquei nos outros links da mensagem e encontrei a mesma foto, acompanhada de legendas e artigos parecidos. Assustado, recostei-me no assento e refleti sobre o significado de tudo aquilo. Se um beijo já causava tanto rebuliço, que chance teríamos de tentar construir um relacionamento?

Minhas mãos estavam trêmulas quando fechei as abas do navegador. Eu não tinha levado em conta a repercussão na imprensa, mas deveria.

"Droga."

O anonimato era meu aliado. Protegia-me do passado. Protegia minha família do constrangimento, assim como Dean. Eu não tinha nem perfis em redes sociais para que pessoas que não tivessem acesso a mim no dia a dia não conseguissem me encontrar.

Essa parede invisível entre mim e a exposição pública havia sido demolida.

"Que inferno", suspirei ao me ver em uma situação indesejável que poderia ter sido evitada caso minha mente se preocupasse com alguma coisa além de Dean.

E eu ainda tinha que levar em conta a reação dele a essa situação toda... Eu me remoí por dentro só de pensar nisso. E tinha também minha mãe. Não demoraria muito para ela me ligar e fazer o maior estardalhaço.

"Merda."

Lembrei que ela ainda não tinha meu celular novo, e liguei para o serviço de mensagens de voz do número antigo para saber se ela tinha tentado falar comigo. Estremeci quando ouvi que minha caixa postal estava cheia.

Desliguei o telefone, peguei a mochila e saí para o almoço, com a certeza de que Gabe me ajudaria a pôr as coisas em seus devidos lugares. Eu estava tão perturbado quando cheguei ao saguão do edifício que saí do elevador com a cabeça concentrada unicamente em encontrar meu amigo. Quando o vi, parti diretamente em sua direção sem pensar em mais nada, pelo menos até Dean parar bem na minha frente e bloquear o caminho.

"Castiel." Ele me olhou franzindo a testa. Agarrou meu cotovelo e me puxou para o lado. Foi quando percebi as duas mulheres e o homem que estavam fora do meu campo de vista até então.

Precisei de certo esforço para conseguir sorrir para eles. "Olá."

Dean me apresentou a seus companheiros de almoço de negócios, depois pediu licença e me puxou até um canto.

"O que aconteceu? Você está chateado."

"Está em toda parte", sussurrei. "Uma foto de nós dois juntos."

Ele concordou com a cabeça. "Eu vi."

Olhei bem para ele, piscando várias vezes, perplexo com sua tranquilidade. "E você nem liga?"

"Por que deveria? Pela primeira vez, estão dizendo a verdade."

Uma desconfiança sorrateira despertou dentro de mim. "Você planejou tudo. Isso é coisa sua."

"Não exatamente", ele respondeu, sem se alterar. "O fotógrafo estava lá por acaso. Eu só proporcionei a ele uma imagem que valia a pena divulgar, e falei pra assessoria de imprensa deixar bem claro que você é meu."

"Por quê? Por que alguém faria isso?"

"Você tem sua maneira de lidar com o ciúme, e eu tenho a minha. Nós dois estamos comprometidos, e agora todo mundo sabe disso. Por que isso seria um problema?"

"Eu estava preocupado com sua reação, mas não é só isso... Existem coisas que você não sabe, e eu..." Respirei bem fundo, sentindo meu corpo tremer. "Nossa relação não pode ser assim, Dean. Não pode vir a público. Eu não quero... Droga. Vou virar motivo de constrangimento pra você."

"Não vai, não. Isso é impossível." Com uma das mãos, ele acariciou meu rosto. "Podemos conversar sobre isso mais tarde? A não ser que você precise de mim..."

"Não, tudo bem. Pode ir."

Gabe veio até nós. Estava com uma calça cargo preta bem larga e uma camiseta branca de gola V, mas ainda assim parecia elegante e sofisticado. "Está tudo bem?"

"Oi, Gabe. Está tudo bem." Dean apertou minha mão. "Aproveite bem seu almoço e não se preocupe."

Ele falou isso porque não sabia de nada.

E, se soubesse, eu tinha sérias dúvidas se ainda ia querer alguma coisa comigo.

Gabe olhou bem para mim quando Dean se afastou. "Não se preocupe com o quê? Tem alguma coisa errada?"

"Tudo." Suspirei. "Vamos sair logo daqui, a gente conversa melhor durante o almoço."

"Ora", murmurou Gabe, olhando para o link que eu encaminhei do meu celular para o dele. "Isso é que é beijo. Ele ter pegado você nos braços desse jeito foi uma grande sacada. Não tem como parecer mais apaixonado que isso."

"O problema é justamente esse." Dei mais um gole na minha água. "Foi tudo encenação."

Ele guardou o telefone no bolso. "Na semana passada você reclamava dele porque só queria sexo. Esta semana ele anuncia pro mundo todo que está comprometido, que vocês dois têm uma relação amorosa, e você continua insatisfeito. Estou começando a sentir pena do sujeito. Ele não consegue dar uma dentro."

Esse comentário doeu nos meus ouvidos. "Os jornalistas vão começar a pesquisar, Gabe, e vão achar muita sujeira. E, como é uma sujeira apetitosa, vão espalhar por toda parte e mais um pouco, e isso vai expor Dean a um constrangimento terrível."

"Honey." Ele pôs sua mão sobre a minha. "Stanton já deu um jeito de colocar uma pedra sobre tudo isso."

Stanton. Eu me ajeitei na cadeira. Não tinha nem me lembrado do meu padrasto. Ele previu que uma hora a coisa viria à tona e abafou tudo, pois sabia o que isso causaria à minha mãe. Ainda assim...

"Vou precisar conversar com Dean sobre isso. Ele tem o direito de saber."

Só a ideia de ter uma conversa como essa já me deixou arrasado.

Gabe sabia como minha cabeça funcionava. "Se você acha que ele vai se assustar e fugir, está muito enganado. Dean olha pra você como se não existisse mais ninguém no mundo."

Revirei minha salada de atum com folhas verdes. "Ele também tem seus fantasmas. Pesadelos. Acho que ele se fechou para o mundo porque alguma coisa o corrói por dentro."

"Mas ele se abriu pra você."

"E já deu amostras do quanto pode ser possessivo. Não censurei porque é um defeito que eu também tenho, mas ainda assim..."

"Você está errando feio na análise, Cass", interrompeu Gabe. "Está achando que o sentimento dele por você deve ser uma espécie de acaso ou engano. Qual é o problema, alguém como ele não se apaixonaria por alguém como você, é isso?"

"Minha autoestima não é tão ruim assim", protestei.

Ele deu um gole em seu champanhe. "Ah, não? Então me diga alguma coisa de que ele gosta em você que não tenha a ver com sexo."

Pensei a respeito e não consegui encontrar nada para dizer, o que me deixou irritado.

"Então", ele continuou. "Se Cross for tão paranoico quanto você, está pensando a mesma coisa, só que ao contrário, imaginando o que um gato como você viu num cara como ele. Você tem grana, então o que ele pode ter de atraente além de ser um garanhão que vive fazendo merda?"

Eu me recostei na cadeira e tentei absorver tudo o que ele disse. "Gabe, eu te amo de paixão."

Ele sorriu. "Eu também, honey. Quer um conselho? Terapia de casal. Quero fazer isso quando encontrar alguém e quiser sossegar. E tente se divertir com ele. Vocês precisam aprender a equilibrar os altos e baixos, caso contrário a relação fica sofrida e trabalhosa demais."

Eu me inclinei para a frente e apertei sua mão. "Obrigado."

"Por quê?" Ele desdenhou da minha gratidão com um aceno de mão. "Não existe coisa mais fácil que resolver o problema dos outros. O duro é enfrentar nossos próprios traumas, e isso eu jamais conseguiria sem você."

"Mas agora você já superou tudo", assinalei, mudando o foco da conversa. "Você está prestes a estrelar um anúncio gigante na Times Square. Não vou mais ser o único a poder admirar sua beleza. Vamos deixar a pizza de lado e fazer um jantar comemorativo? Que tal abrir aquela caixa de Cristal que Stanton deu?"

"Aí, sim."

"E o filme? Quer ver algum em particular?"

"O que você quiser. Não quero interferir no seu gosto por filmes bobos de ficção científica." Sorri, sentindo-me melhor como sabia que me sentiria depois de passar uma hora com Gabe. "Só me avise se eu não perceber quando você e Tom quiserem ficar sozinhos."

"Rá! Pode deixar. Sua vida amorosa agitada está fazendo com que eu me sinta acomodado e tedioso. O que eu mais quero é uma trepada quente e suada com meu próprio garanhão."

"Você transou dentro de um armário poucos dias atrás!"

Ele suspirou. "Tinha até esquecido. Que coisa mais triste..."

"Não é bem isso que seus olhos estão dizendo."

Eu tinha acabado de voltar para minha mesa quando vi no celular uma mensagem de Dean dizendo que teria um tempinho livre para conversar às quinze para as três. Tentei esconder minha ansiedade durante os noventa minutos seguintes, já que havia me decidido a seguir o conselho do Gabe e me divertir um pouco. Não demoraria muito para que eu e Dean tivéssemos que encarar meu passado tenebroso, mas, enquanto isso não acontecia, era melhor curtir enquanto ainda era tempo.

Respondi para ele pouco antes de subir, avisando que já estava a caminho. Como o tempo era curto, não poderíamos perder nem um minuto. Dean devia achar o mesmo, pois encontrei Garth me esperando assim que cheguei ao hall de entrada das Indústrias Cross. Ele me acompanhou até a recepção e liberou minha entrada. "Está tendo um bom dia?", perguntei.

Ele sorriu. "Um ótimo dia. E você?"

Retribuí o sorriso. "Já tive piores."

Dean estava ao telefone quando entrei no escritório. Seu tom de voz era de pressa e impaciência, e ele dizia à pessoa no outro lado da linha que ela deveria ser capaz de fazer seu trabalho sem que fosse preciso supervisioná-la o tempo todo.

Ele ergueu um dedo para mim, dizendo que ainda levaria um minuto. Respondi estourando uma bola bem grande do chiclete que estava mascando.

Ele ergueu as sobrancelhas de imediato, e acionou os respectivos botões para trancar a porta e tornar as paredes de vidro opacas.

Sorrindo, saltitei até sua mesa e pulei em cima dela, passando os dedos pelos lábios e balançando as pernas. Com um golpe ágil, ele estourou a outra bola de chiclete que fiz. Fiz um biquinho charmoso.

"Dê um jeito nisso", ele disse com autoridade para a pessoa do outro lado da linha. "Só vou poder ir até aí na semana que vem, e ficar me esperando sem fazer nada só vai atrapalhar. Agora pare de falar. Tenho um assunto urgente na minha mesa pra resolver e você está me atrapalhando. Pode ter certeza que estender essa conversa só vai servir pra me irritar. Faça o que precisa ser feito e amanhã conversamos de novo."

Ele pôs o telefone de volta no gancho em um gesto de violência reprimida. "Cass..." Ergui uma das mãos para mantê-lo à distância e embrulhei meu chiclete em uma folha do bloquinho de papel que havia em cima da mesa.

"Antes que brigue comigo, senhor Cross, gostaria de dizer que, quando chegamos a um impasse nas discussões sobre a fusão ontem no hotel, eu não deveria ter ido embora. Isso não ajudou em nada. E eu não reagi muito bem à divulgação da foto pela assessoria de imprensa. Mas ainda assim... Mesmo não tendo sido um bom secretário, acho que mereço outra chance de me destacar."

Ele estreitou os olhos e me observou com cuidado, avaliando e reavaliando a situação conforme se desenrolava.

"Eu pedi sua opinião sobre que atitude tomar a esse respeito, senhor Novak?"

Sacudi a cabeça e o olhei de baixo para cima. Dava para perceber que a irritação causada pelo telefonema já se dissipava, substituída por uma excitação e um interesse cada vez maior no que estávamos fazendo.

Desci da mesa, fui até perto dele e alisei sua gravata impecável com as duas mãos.

"O que posso fazer para corrigir isso? Tenho outras habilidades muito convenientes." Ele me agarrou pelos quadris.

"Essa foi uma das razões por que você foi a única pessoa que levei em consideração para o cargo."

Essas palavras fizeram uma onda de calor invadir meu corpo. Agarrando seu pau com uma das mãos, comecei a acariciá-lo por cima da calça. "Que tal eu retomar meus afazeres? Posso fazer uma demonstração de que sou a pessoa mais qualificada para ser seu assistente."

Dean teve uma ereção com uma velocidade que me deixou deliciado. "Bela iniciativa, senhor Novak. Mas minha próxima reunião é daqui dez minutos. Além disso, não estou acostumado a expandir os horizontes profissionais dos meus funcionários no meu escritório."

Abri o botão da calça dele e baixei o zíper. Com a boca colada em seu queixo, sussurrei: "Se está pensando que existe algum lugar em que eu não vou fazer você gozar, é melhor refazer seu planejamento."

"Castiel", ele suspirou, cheio de tesão e carinho nos olhos, depois agarrou minha garganta, roçando meu queixo com os polegares. "Você está me deixando perturbado. Sabia disso? Está fazendo de propósito?"

Enfiei a mão dentro da cueca dele e o agarrei por inteiro, oferecendo os lábios para serem beijados. Foi o que ele fez, atacando minha boca com uma ferocidade que me deixou sem fôlego.

"Quero você agora", ele gemeu.

Ajoelhei no piso acarpetado, abaixando sua calça para obter a margem de manobra da qual precisava.

Ele expirou com força. "Castiel, o que você está..."

Meus lábios o envolveram em todo o diâmetro. Ele agarrou a beirada da mesa, fazendo suas juntas ficarem pálidas com o esforço. Eu o segurei com as duas mãos e abocanhei a cabeça do membro dele, chupando bem de leve. A maciez de sua pele e seu cheiro irresistível me fizeram gemer. Senti uma onda de excitação percorrer seu corpo e ouvi um som áspero ressoar em seu peito.

Dean pôs a mão no meu queixo.

"Lambe."

Excitado por aquela voz de comando, percorri com a língua toda a extensão, e estremeci de tesão quando ele emitiu um jorro quente de líquido pré-ejaculatório. Agarrei a base do seu membro com uma das mãos, abri bem a boca e comecei a fazer movimentos ritmados, à espera do que viria.

Queria ter mais tempo, para fazer aquele momento durar mais. Deixá-lo louco... Ele soltou um gemido temperado pela mais doce agonia.

Fiquei com tanto tesão por dar prazer a ele que me contorci inteiro. Suas mãos se enterraram nos meus cabelos, puxando-os pela raiz. Eu adorava o modo como ele começava as coisas suavemente e depois ia ficando mais bruto à medida que o desejo que sentia por mim o fazia perder a cabeça.

Essa leve pontada de dor me deixou ainda mais ávido e sedento. Minha cabeça subia e descia sobre ele, masturbando-o com uma das mãos enquanto chupava e lambia a parte de cima do seu pau. Percorri com a língua as veias grossas, virando a cabeça para encontrar e contemplar cada uma delas.

Ele foi ficando cada vez mais duro e mais grosso. Meus joelhos estavam doendo, mas isso não importava; meus olhos estavam grudados em Dean, que jogava a cabeça para trás e tentava não perder o fôlego.

"Cass, você chupa tão gostoso." Ele segurou minha cabeça, levantou-se e assumiu o controle. Começou a mexer os quadris. A foder minha boca. Estava em tamanho estado de excitação que a única coisa que importava era chegar ao orgasmo.

Essa ideia me deixou enlouquecido, imaginei na minha cabeça como deveríamos estar quando vistos por outra pessoa: Dean, com toda a sua sofisticação cosmopolita, diante da mesa da qual comandava seu império, enfiando seu membro na minha boca faminta.

Apertei ainda mais seus quadris, mexendo os lábios e a língua freneticamente, desesperado para fazê-lo chegar ao clímax.

"Ah, Castiel." Seu tom de voz era rouco e gutural. Ele puxou com mais força meus cabelos.

O primeiro jato de sêmen foi tão grosso que tive de fazer força para engolir. Perdido em seu prazer, Dean continuava atacando com força minha garganta, e seu pau preenchia todos os espaços da minha boca. Meus olhos se encheram de lágrimas e senti meus pulmões em chamas, mas ainda assim cerrei os punhos e extraí dele tudo o que podia. Seu corpo estremeceu quando arranquei a última gota. Seus gemidos e murmúrios foram o som mais gratificante que já ouvi na vida.

Eu o lambi até que estivesse limpo, maravilhado com o fato de não ter murchado imediatamente após um orgasmo tão explosivo. Ele ainda era capaz de me comer intensamente, e estava mais do que disposto a isso, eu tinha certeza. Mas não tínhamos mais tempo, e eu não me incomodaria de parar por ali. Era o que eu queria fazer para ele. Para nós. Para mim, na verdade, porque precisava saber se era capaz de desfrutar de um ato sexual de caráter altruísta, em que eu não fosse o centro das atenções.

"Preciso ir", murmurei, levantando-me e beijando sua boca. "Espero que o restante do seu dia seja sensacional, e seu jantar de negócios também."


Notas Finais


e aí, o que acharam?
gostaria de avisar que, logo menos as tretas começam hihihi


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...