História Crossing (Larry AU) - Capítulo 1


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Palavras 1.364
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Crossing (Larry AU) - Capítulo 1 - Prólogo

A história da travessia se inicia, ironicamente, com um objetivo no meio de uma ponte. Na pacata cidade de Harrison, dois garotos aos sete anos de idade percorrem as ruas recém escurecidas, seguindo pelo boulevard de Frank em direção a ponte azul. Seus pais o matariam se soubessem que estavam se afastando da vizinhança, mas eles não ligavam. Bom, Harry se importava, mas ele sempre cedia as ideias de seu melhor amigo Louis.

Então eles atravessaram os trilhos do trem e correram por mais alguns minutos antes de avistarem a ponte. “Ali está, Hazz!” gritou Louis e se virou abruptamente para trás para ver onde o companheiro estava. “Vem, você precisa ser mais rápido!”

“Fácil pra você falar!” Harry arfou e tentou colocar mais força nos braços e nas pernas. “Não é você quem está carregando as ferramentas!”

“Ah, pare de reclamar! Está na sua vez de carregar!” Louis deu de ombros e olhou uma última vez o amigo trazendo a bolsa que ele surrupiou da garagem de casa e se pôs a correr em direção a ponte. Não havia nada diante deles. Nada que pudesse impedi-los.

“Rápido! Está quase na hora!!” gritou Louis antes de colocar o pé sobre a ponte que treme quando os carros passam. O rio Passaic, logo abaixo, engrandecia-se diante dos seus olhos. A ponte comumente servia como um point para pescadores.

Puf, puf, puf”, Harry estava arfando, “estou indo!”

“Passa pra cá!” Louis pegou a bolsa de Harry e correu até o portão que dava acesso ao nível superior da ponte, onde deveria ficar um vigia, um oficial, alguma coisa assim. Mas ninguém nunca ficava ali.

Como se soubesse o que estava fazendo, Louis pegou o corta vergalhão e estraçalhou a corrente algumas vezes até poder solta-la da porta. Harry ficou olhando de um lado para o outro com medo de serem flagrados ou algo assim.

“Pronto! Vamos lá!” Louis correu para subir as escadas.

“Ei, e isso aqui?” Harry apontou para a bolsa e a ferramenta que Louis jogou no chão.

“Ninguém vai passar por aqui agora”, respondeu apressadamente, “vem logo!”

Mais uma vez, Harry apenas se deixou levar pelo amigo e fez o que ele disse. Era sempre assim. Harry podia até ter seus medos e reservas, mas sempre se deixava levar pelos caprichos de Louis, que já não sabia mais o que inventar. Parece que estava sempre querendo se meter em encrenca.

Harry subiu as escadas com pressa, tomando cuidado para não derrapar. Louis estava esperando por ele no topo e, quando segurou sua mão, sentiu que tudo ia ficar bem. Parou de se preocupar e começou a sorrir. Juntos, eles caminharam pelo passadiço sobre a estrada da ponte, sentindo um frio na barriga. Quando chegaram a metade, apoiaram-se no parapeito de metal e ficaram observando o céu estrelado.

“Qual vai ser o seu pedido, Harry?” Louis perguntou para matarem tempo enquanto aguardavam o grande evento. Não estavam se metendo em apuros por nada – pelo menos não dessa vez. O vento batia forte e Harry começava a sentir frio, mas se botou forte pelo amigo e respondeu:

“Eu vou pedir para que...”

“Oh, não me fale!” Louis vozeou, deixando Harry confuso. “Você não sabe que não deve contar seus pedidos senão eles não se realizam?”

“Então por que me perguntou?”

“Eu estava apenas tirando graça com você”, Louis empurrou o amigo de leve e riu.

“Você quase arruinou meu desejo!” ele o empurrou de volta e assim iniciaram uma luta amigável que até levou embora o frio que Harry sentia. Seus cabelos cacheados ainda balançavam no vento, porém. Estavam tão absortos em gargalhadas que quase não notaram quando o evento se iniciou.

“Aí está, aí está!” gritou Louis quando Harry estava em cima de si e Harry não soube decidir se ele estava sendo enganado pelo amigo ou não. De qualquer forma, decidiu se virar para o céu estrelado e viu que Louis falava a verdade.

Com brilho nos olhos verdes, Harry se levantou com um sorriso brando e admirou a estrela cadente que passava diante de seus olhos. Não era uma estrela cadente, mas um meteoro, porém ambos os meninos achavam que fosse.

Louis se levantou e se uniu a Harry diante do parapeito e com os olhos presos no fenômeno ao comentar: “o melhor lugar da casa... e é todo nosso!” então, ele abraçou o amigo e ambos ficaram confortáveis do frio enquanto admiravam a ‘estrela’. “Faça seu pedido, Hazz”. E Harry o fez.

“Eu quero que sejamos amigos para sempre!” gritou em seus pensamentos enquanto apertava os olhos. Não sabia o que Louis tinha pedido, mas esperava que seu pedido fosse forte o suficiente pelos dois. No entanto...

 

10 anos depois

Harry caminhava pelo corredor da escola com o melhor amigo ao seu lado. Ou melhor dizendo, com sua melhor amiga, Kendall. Basicamente, sua única amiga, na verdade. Vinham conversando sobre a formatura, que estava próxima, e sobre o assunto do momento: o baile de formatura.

Os alunos não estavam tão preocupados com a cerimônia formal em que pegariam o canudo de formados e diriam adeus a vida de adolescente para dizer olá a vida de universitário (ou trabalhador, dependendo de quem você for), eles estavam entusiasmados mesmo era com a última festa que teriam juntos antes de cada um ir para o seu lado.

Enquanto Harry se perdia em seus pensamentos tentando lembrar as últimas frases de seu discurso como orador, Kendall vinha tagarelando sobre o vestido que usaria no baile. Eles iriam juntos. Como amigos, apenas. Tinham intimidade o suficiente para tanto.

Estava tão distraído que se assustou quando alguém esbarrou violentamente sobre si, fazendo seus livros e objetos irem ao chão.

“Você não olha por onde anda?” perguntou grosseiramente o rapaz que o esbarrou, seu antigo amigo.

“Você que veio na minha direção, Louis”, defendeu-se Harry já se abaixando para pegar as coisas que caíram.

Louis cresceu para ser o garoto mais popular e bonito do ensino médio. Seus traços se tornaram lindos demais, seus olhos azuis brilhavam demais, seu sorriso era contagiante e seu jeito de ser divertia a todos. E ele nem precisava se esforçar. Em geral era simpático com todos, mas com Harry... ele sempre sentia vontade de pegar pesado com Harry.

“O quê, por acaso você é perfeito demais para esbarrar em alguém?” provocou.

Harry cresceu para ser o nerd da escola. Não é que ele gostasse de Star Wars, Senhor dos Anéis e quadrinhos, apesar de ser apaixonado por Harry Potter e Game of Thrones, é só que ele estudava demais, ia a biblioteca demais, tirava notas boas demais e ia a festas de menos. Enquanto todos estavam se divertindo, Harry estava estudando para conseguir uma bolsa de estudos para cursar medicina. Isso fazia com que Louis implicasse ainda mais com ele. Harry se tornou tudo que Louis odiava:

“Perfeito, fofo, preocupado”, Louis continuou falando de Harry como se o estivesse insultando enquanto o outro buscava suas coisas no chão, “nerd, certinho... e virgem”.

“Eu não sou...” Harry se levantou instantaneamente para se defender, deixando Kendall pegar o resto dos objetos, mas Louis nem se importou.

“Você é virgem”, afirmou energicamente sobre a voz do outro. “E patético”, fez uma careta de desprezo antes de seguir pelo corredor como se nada tivesse acontecido. Algumas pessoas que viram a cena ainda estavam rindo quando Harry pegou suas coisas dos braços de Kendall.

“Por que você deixa ele falar assim com você?” Kendall queria saber.

Harry apenas olhou na direção em que Louis seguiu e ainda não podia acreditar que essa era a sua realidade. No início do ensino médio, Louis simplesmente parou de falar com Harry e o passou a ignorar. A situação toda foi ficando estranha até Louis chegar ao ponto de ser grosseiro com Harry, algo que se tornou até comum toda vez que se encontravam.

Kendall não sabia de nada disso. Não sabia que Harry e Louis já haviam sido grandes amigos por anos antes dela chegar. Quase ninguém sabia, na verdade, e Louis parecia não lembrar. Mas Harry se lembrava. E ele não conseguia entender o que havia acontecido. Almejava ao menos uma resposta.

Por que seu desejo não se cumpriu?


Notas Finais


Bem vinds <3
Essa é a estória que Harry escreveu em L2L (Letters to Lou)
Bom, uma delas

Só avisando que o início é meio punk mesmo
Vai ter flashbacks pelo meio, mostrando a amizade deles na infância
Vai ter um pouco de briga entra Louis e Harry antes deles começarem a se acertar
E vai ter algumas cenas mais ou menos hetERROR, mas nada demais

Acho que os avisos são esses,
qualquer coisa perguntem aí nos comentários
e me falem o que estão achando!

Até o próximo <3


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