História Crossline - Capítulo 17


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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Naruto, Sakura Haruno, Sakusasu, Sasuke Uchiha, Sasusaku
Visualizações 340
Palavras 3.490
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Naruto não me pertence e seus personagens também não.
O intuito dessa fanfic é totalmente interativo e sem fins lucrativos.
Por isso, não me processem, por favor. Não tenho como pagar uma fiança e da cadeia não dá pra postar.

Amor!

Boa leitura!

Capítulo 17 - Parte XVII


Sakura tinha se acostumado com a presença matutina de Sasuke em seu apartamento. Por mais que ele nem se mexesse enquanto ela levantava às pressas, correndo pra não atrasar pro serviço, ainda assim era gostoso saber que ele estava ali.

Na manhã da quarta-feira, depois do jantar com os pais, onde ele tinha ido embora de um jeito esquisito, ela se levantou mais triste. Mesmo que Sasuke não acordasse com o barulho que fazia quando se arrumava, ainda assim Sakura tentava ser o mais silenciosa possível. Nessa manhã não precisou. Como se estivesse sendo rebelde com as circunstâncias, ela fez o máximo de barulho que podia, falando alto consigo mesma e ligando secador. Era como uma tentativa de preencher o silêncio da casa.

Mas, mesmo com tudo isso, o biquinho triste se formou quando viu o monte de brioches e pães doces que tinha comprado na véspera. Sabia que Sasuke gostava dessas coisas. Sentada na bancada da cozinha, enquanto bebericava do café preto que era seu companheiro de todas as manhãs, ela mandou uma mensagem simples, de bom dia. Em seu íntimo, Sakura sabia que tinha acontecido alguma coisa na véspera. Tentava repassar tudo o que tinha vivido com os pais, mas não era nada que envolvesse eles. Sasuke tinha ficado estranho depois que viram Sasori.

Sakura reexaminava em sua mente o que tinha acontecido. Será que tinha dado à entender alguma coisa ao ver o ex e por isso Sasuke tinha ficado esquisito? Não se lembrava de ter feito nada, inclusive tinha achado o máximo a ideia dele de atormentar a lombriga ruiva. Foi Sasuke que tinha mudado e ela não sabia o porquê.

Quando deu por fé que uma mensagem de bom dia nunca seria lida antes do meia dia por Sasuke, se resignou. Ele não responderia. Colocou a caneca na pia e pegou um dos pãezinhos pra ela. Pelo visto, era o máximo que teria de Sasuke essa manhã.

Na verdade, foi o máximo que teve dele por alguns dias.

Uma série de desencontros começou a atrapalhar os dois. Na quarta mesmo, Sasuke, que tinha ficado até as seis da manhã compondo, se viu em uma situação complicadíssima. Perderia Gaara pelas próximas duas tardes. Ou seja, só teriam a noite pra ensaiar pro show do aniversário de Neji. Quer dizer, não poderia ir ao encontro de sua madaminha esses dias. Pensou em ir até ela na tarde de quinta, mas ela não podia e não deu muitas explicações. Só disse que tinha uma reunião com um tal Kakashi e que não poderia desmarcar.

Mas na sexta, Sasuke pinicava na cama.

Passava das dez da manhã e isso, pra ele, era quase madrugada. O corpo estava sentindo uma falta inumana de Sakura e só as mensagens e conversas por telefone não estavam mais adiantando. Tinha ficado ansioso todos aqueles dias pra sexta a noite, onde poderiam sair um pouco, quem sabe só ficar jogado em casa, mas tinha inventado de colocar a música nova que tinha composto no repertório e ainda não tinha ficado boa.

Por ele, dariam uma pausa na criação da melodia até a próxima segunda. O duro era convencer o sistemático Shikamaru de fazerem isso. No fundo, Sasuke sabia que enquanto o baixista não acertasse nota por nota, não teriam paz. Ele podia chamar Sakura pra assistir o ensaio, mas tirou isso da cabeça assim que pensou. Aquela música, exatamente aquela, talvez não fosse bom que ela visse.

Não enquanto não falasse com ela sobre… tudo.

A ansiedade em ver Sakura vinha disso também. Ele precisava contar sobre Karin e sobre a ligação dela com Sasori, mas não quis fazer isso por telefone. Era algo que precisava ser falado ao vivo. Por mais que os dias tivessem tirado aquele peso imediato que sentiu ao ver os dois juntos, ainda assim queria contar.

Ele preferia acreditar que nem Karin nem o viadinho fariam nada, mas era melhor que Sakura soubesse de uma vez.

Por isso ele rolava pela cama. Pelo visto não se veriam hoje de novo e algo em seu íntimo exigia que fosse até ela. Pensou uma vez ou duas em ir até o escritório, mas talvez a madame tivesse ocupada em uma daquelas reuniões “importantíssimas” que ela sempre tinha.

Teria que arriscar.


 

Gata

Tá ocupada?


 

Um pouco

Pq?


 

Sasuke soltou uma bufada frustrada.


 

Nada

Queria te ver


 

Agora?

 

Ele leu a mensagem arqueando uma sobrancelha e fazendo sua melhor expressão de “isso é óbvio”.  Mas antes que respondesse isso em palavras, viu que Sakura tinha voltado a digitar.

 

Almoça cmg?


 

A primeira resposta que veio na cabeça dele foi um NÃO tão redondo, que tinha chance de ela cair da cadeira quando lesse. Era óbvio que almoçar com a Sakura exigiria as mesmas firulas que tinha enfrentado ao ir conhecer os pais dela. Lá só tinha dado certo porque a experiência como garçom tinha lhe dado uma certa expertise, o que foi bastante útil. Afinal, se não soubesse que cada maldito prato tem um maldito talher, teria passado vergonha. Já tinha arrumado tanta mesa chique na vida, que no final tinha aprendido pra quê serve o quê.

Sobre comer com Sakura, quando era no território dele, beleza. Mas tinha a mais absoluta certeza que ela proporia um restaurante daqueles que ele só passava em frente e que não teria a menor condição de bancar. Quer dizer, uma vez até rolava. Só não ia dar pra fazer isso sempre.

O problema é que Sasuke sabia que era uma chance única. Se não fosse até ela no horário do almoço, só a veria no outro dia.


 

Ctz?


 

Sakura também não era nenhuma boba. Conhecia o suficiente do namorado pra saber todas as ressalvas que estavam rebombando naquela mente maluca.


 

Sim

Abriu uma lanchonete aqui na esquina do prédio

Ino falou q é ótima


 

Não era uma lanchonete. Era um restaurante, voltado para servir pratos rápidos que coubessem no tempo dos executivos ocupados que trabalhavam nos prédios por ali. Mas Sakura achou melhor dizer que era só isso. Com sorte, ele não implicaria tanto.


 

Fmz

Q horas?


 

13 h

Pode ser?


 

Fmz

T amu


 

Também


 

Era isso. Pelo visto, teria que conversar com Sakura enquanto dividia sua atenção com um prato de comida.

--------

Quando estacionou a moto na porta do tal restaurante, Sasuke pensou que se não tivesse tão cheio de saudade de Sakura, esse seria um bom momento pra começar uma briga. Porque aquilo não era uma lanchonete! Depois, pensou de modo mais racional. É lógico que a princesinha sabia disso e, se tinha mentido, tinha mentido pra agradar à ele.

Precisava parar de implicar com Sakura por essas coisas. Determinar limites tudo bem, dizer que não se sentia confortável e tal. Agora colocar ela nessas situações de mentir só pra que ele não brigasse não era justo com nenhum dos dois.

Respirou fundo. Essa era outra coisa que teria que conversar com Sakura.

Sasuke era o cara do copo meio cheio. Tava feliz de entrar naquele lugar todo refinado, com janelas panorâmicas? Não. Mas pensou que devia ter um rango da hora. Essa era a parte boa. Como os camarões, que tinha comido no jantar com os pais dela.

Estava quase feliz, com um sorriso um tanto bobo, quando lembrou que pobre não tem chance no mundo e, dessa vez, não era por ter sido barrado na porta. Era simplesmente a lembrança de que mentira tem perna curta.

Ele podia ter encontrado sua madaminha de cara, esperando ele na recepção. Mas não. Teve que olhar o sorrisinho desagradável do viadinho que tava implorando por um tapão que deixasse seus cinco dedos estampados no rosto.

Sasori o mediu de cima a baixo e Sasuke lhe mandou um beijinho no ar.

- Tá me querendo, prego? - perguntou rindo e Sasori deu uma risada anasalada. Só aí Sasuke teve medo. Vai que ele responde que sim!

- Definitivamente a Sakura deve ter enlouquecido. Onde já se viu se expôr do lado de um… - e apontou a roupa que Sasuke usava. Ele não entendeu. No fundo, seu subconsciente - que atendia por Mikoto Uchiha - tinha feito ele usar uma roupa melhorzinha. Quer dizer, até onde deduzia, calça jeans e camiseta preta dá certo em qualquer lugar. - Você não tem vergonha de andar parecendo um mendigo?

Sasuke analisou aquilo por uns dois segundos. Com todo o respeito que tinha aos mendigos, inclusive adorava trocar ideia com eles porque davam altas lições que viravam música, mas não estava desarrumado. Quer dizer, se comparado ao terno do bacana, talvez tivesse. Mas preferia um milhão de vezes a roupa que usava.

- Eu não. E você, não tem vergonha de ter essa cara de menina? - Sasori crispou a boca de raiva, estreitando os olhos. - O quê? Vai me bater? Vai fazer esse papelão no meio desse monte de riquinho? - Sasuke debochava, o incentivando. Mas aí, os próprios olhos se estreitaram e ele levantou só a pontinha do queixo, desafiando Sasori. - Só que se você me bater, parceiro… Ah, eu vou te bater de volta.

Talvez tenha sido isso que fez Sasori recuar. Porque até ele, com toda a sua finesse, tinha caído na pilha. Quem sabe bater em Sasuke não fosse tão má ideia assim. Só que lembrou que ele não ficaria parado, só apanhando e, caso revidasse, nem Sasori colocava fé em si mesmo. Pelo menos não contra alguém que devia lutar como um cão de rua.

Arrumou o paletó, o alinhando contra o corpo.

- Tenho nojo de colocar a mão em você.

- Eu também tenho de colocar em você, mas depois passa um alquinho e já era.

O tal Sasuke era, definitivamente, um vulgar.

Sasori encarava, raivoso, aquele olhar superior e o sorrisinho de bandido que o delinquente tinha. Tentava entender como a Sakura, tão bem criada, podia ter caído na lábia daquele marginal, todo tatuado, com um cabelo que precisava ter sido cortado meses atrás.

Ele buscava qualquer coisa que justificasse o mínimo interesse de Sakura, quando notou a postura arrogante de Sasuke se retraindo. Sasori era advogado, como o pai de Sakura, e também sabia analisar a postura de seus adversários. Foi claro pra ele, quando Sasuke empalideceu, com o pomo de Adão engolindo uma saliva dura. As mãos rudes agarraram o capacete e ele deu um passo pra trás, na intenção de se proteger.

Por mais arrogante que Sasori fosse, não podia mentir pra si mesmo. Não era a sua presença que tinha causado aquele pavor estampado no rosto do maldito.

Qual não foi sua surpresa, quando descobriu o que era.

- Doutor, nós já… - e parou.

Sasori sorriu conforme entendia que era a sua simples secretária que tinha desarmado a bomba. E ela estava do mesmo modo que Sasuke.

- Se conhecem? - nem escondeu o quanto estava se divertindo com a cena, dos dois se encarando sem piscar.

Karin pigarreou, tentando se recompôr minimamente.

- Sim, doutor. Como vai, Sasuke? - perguntou de modo cortês, baixando os olhos.

Sasuke acenou com a cabeça, ainda em choque. Tudo bem, já sabia que os dois trabalhavam juntos, mas não tava nem um pouco a vontade com aquele encontro.

- Fala aí, Karin. Beleza?

Foi a vez dela só acenar com a cabeça. Mas Sasori não tava aguentando. Deu uma risada tão alta, olhando de um pra outro, que reacendeu o ódio de Sasuke por ele. O Uchiha o encarou e teve a triste certeza de que tinha acontecido o que mais temia: o viadinho ia se aproveitar das palavras que, obviamente, Karin diria quando saísse de perto.

Dali, ele podia esmurrar Sasori até matá-lo e evitar o show que o idiota faria, ou se proteger. Na verdade, ele tinha era que proteger Sakura, considerando que o veneno escorria dos lábios do ruivo.

Tinha que pensar na madaminha.

- Falou pra vocês.

E entrou pro salão, tão rápido que nem notou a hostess andando atrás dele.

Ainda parado, Sasori entendeu que esse encontro tinha sido mais vantajoso que o acordo que tinha acabado de fechar com o cliente.

- Karin, me diz que vocês namoraram. - estava em êxtase, mas ela ficou mais tensa ainda.

O normal era dizer que sim, mas a figura assustadora de Mikoto apareceu em sua mente.

- Não exatamente. - ganhou a atenção de Sasori. - Tivemos um…

- Um…? - ele incentivou, impaciente com a demora.

- O senhor está familiarizado com o termo “ficar”? - perguntou, receosa.

Ele estava. Não era bem o que usava como vocabulário, mas sabia o que significava. Abriu o sorriso maldoso de novo e começou a andar até a saída, seguido pela fiel escudeira.

- Eu quero saber sobre esse “ficar”, Karin. E não me poupe nenhum detalhe.

-----

Ele estava prestes à mandar a recepcionista do restaurante pro inferno, quando Sakura acenou, sentada numa mesa ao fundo do salão.

- Ah, lá! - a apontou. - Tá vendo? Eu vim almoçar com a minha namorada, será que eu posso?

A moça tinha entrado atrás dele, tentando entender o que Sasuke fazia ali. Se tinha reserva, se estava sendo esperado por alguém. Ela não tinha sido desagradável em nenhum momento, mas ele estava irritado demais pra perceber que as gentilezas, nesse caso, eram mesmo gentilezas. Quando Sasuke apontou Sakura, ela deu por encerrada a perseguição e só saiu. Pelo modo como aquele homem bufava, se dissesse qualquer coisa correria o risco de levar um grito.

E não só ela percebeu o nervosismo de Sasuke. Assim que ele se sentou, tacando o capacete na cadeira do lado, Sakura se estremeceu.

- Me desculpe por mentir. Mas se eu dissesse que era um restaurante, você não viria! - ela tentava se explicar, balançando as mãos e isso foi mais um prego no caixão de Sasuke.

Quantas vezes ela se explicava antes mesmo de dizer oi? Ele era uma pessoa tão detestável assim?

- Relaxa, amor. Eu não tô puto com você, não. - disse com um sorriso mais manso, alcançando a mão dela e deixando um beijo na palma. Era incrível como a simples presença de Sakura o deixava bem. Só que ela ficou curiosa. Se não estava bravo com isso, com o que seria? - Eu vi o palhaço do teu ex aí na porta.

Ela também tinha visto. Na verdade, tinha visto e rezado pra que os dois não se encontrassem. Inclusive tinha sentado numa mesa mais afastada só pra que Sasori não tivesse o desprazer de cumprimentá-la.

- E ele foi deselegante. - Sakura deduziu o óbvio.

- É, mas não é só isso, não. - ele respirou fundo, tomando um gole da água que ela tinha no copo. Depois fez careta. Detestava água com gás, achava salgada. - Gata, eu quis te encontrar hoje por causa de uma parada que aconteceu na terça, quando a gente tava indo embora.

Sakura se ajeitou na cadeira. Ela tinha tido a impressão que algo o desagradou e, pelo visto, realmente tinha acontecido.

- O que houve?

Os olhos grandes dela, curiosos daquele jeito, ainda tinham que virar música. Se Sasuke não tivesse algo tão chato pra falar, podia começar a escrever agora, nem que fosse na mente.

- A secretária do babaca… - procurava as melhores palavras mas esse começo já fez Sakura ficar tensa.

- Karin. O que tem ela? - Sakura conhecia Karin e… só. Não era alguém de quem gostava, mas também não podia dizer que a garota tinha feito algo à ela. No máximo, podia falar que os olhos de Karin eram meio loucos, mas isso não justificava uma antipatia. O santo só não batia, ponto.

- Então, a Karin… - ele repetiu o nome, mexendo nas chaves sobre a mesa.

- Pelo amor de Deus, Sasuke! O que tem ela? Você tá me assustando! - e tava mesmo. Sakura tomou um gole longo da água, o encarando sobre a borda do copo. A cada vez que Sasuke remexia as chaves, era uma pontada em seu coração.

Precisava falar. Então diria tudo de uma vez.

- A Karin é prima do Naruto. - Sakura arregalou os olhos, surpresa com a coincidência. - Pode crer, ela é. De vez em quando ela colava lá na casa dele e teve uma vez que… - as palavras embolaram em sua garganta. Sasuke já não era de falar de rolo antigo pra atual. Agora, quando a atual era alguém de quem gostava de verdade, ficava ainda mais difícil.

Só que Sakura entendeu aquele silêncio todo.

- Vocês namoraram? - perguntou baixinho.

Sasuke sentiu aquele arrepio terrível correr por sua espinha, como sempre acontecia quando pensava em Karin.

- Deus que me perdoe, nem fala uma besteira dessas. - e bateu três vezes na madeira da mesa, pra tirar o azar. - Mas a gente ficou. - tal qual Sasori, Sakura também sabia o que significava isso. Indicou com a cabeça pra que ele continuasse. - A Karin é louca. Mas tipo, louca, louca mesmo, tá ligada? Ela encanou em mim e foi punk tirar a maluca do meu pé.

- Como, “encanou”?

- Encanou mesmo, saca? Ela ficava me perseguindo, tirando foto minha escondida nos rolê…

- Stalker? - Sakura perguntou apavorada e ele concordou com a cabeça.

- Eu dei um beijo nela, gata. Um só. - e fez o um com o dedo. - Ela ficou mais de um ano falando pra geral que a gente tava junto, marcou casamento e o caralho à quatro.

Sasuke disse isso com todo o seu pavor mas Sakura não conseguiu segurar a risada. Riu alto e se desculpou, quando viu que ele estava bravo.

- Okay, me desculpe… - tentava controlar o riso. - E como se livrou dela?

- Não livrei. Quem colocou a Karin pra correr foi a minha mãe. - Sakura concordou com a cabeça. Claro, Mikoto. - Já fazia mais de um ano que a gente tinha ficado e a retardada chegou lá em casa falando que tava grávida de mim.

Dessa vez não houve riso.

- Mas se vocês só tinham se… Ou vocês…

- Não, Sakura. Realmente foi só um beijo. - ele rolou os olhos. Sério que ela tava querendo saber se ele tinha transado com a louca? Será que não tava ouvindo a conversa? - Enfim, ela chegou lá chorando, falando que eu ia ter que assumir essa parada e… bom, aí eu pedi ajuda pra minha mãe. A Mikoto deu um banho nela, que acho que nem a mãe da Karin lavou ela com tanto gosto quanto a minha.

Agora, com o caso passado, ele conseguia até rir. De nervoso, mas ria.

- Isso é sério?

- Serião. Ainda falou que se ela aparecesse lá de novo, o banho ia ser de óleo fervendo.

O duro é que Sakura conseguia imaginar a cena. Tentou segurar o riso, mas quando viu que até Sasuke ria, não controlou. Deixou sair com toda a vontade que tinha.

- Ai, meu Deus… - limpou as lágrimas que escorreram no cantinho do olho, tomando cuidado pra não borrar a maquiagem. - É por isso que estava tão bravo, por ter visto a Karin?

Aquele clima de descontração acabou. Sasuke se lembrou do real motivo pra estar preocupado.

- Sakura, você tá ligada que o viadinho tá na gana de me ferrar, né? - os olhos verdes, antes risonhos, denunciaram que ela estava chegando no mesmo ponto que Sasuke. - E agora ele sacou que eu e a Karin temo um… passado, vai.

- E você acha que o Sasori vai se utilizar disso pra te atormentar?

- Eu ou você. Quer dizer, se ele vier me encher o saco eu já dou a porrada que tô devendo e pronto. Mas sei lá, princesa… Pode ser que ele venha te falar merda.

Realmente, Sasori era mesquinho à esse ponto. Sakura não conseguia pensar em um cenário onde ele pudesse prejudicar nem à ela, nem à Sasuke, por causa de um problema de adolescentes. Mas que ele podia fazer show, ah isso ele podia.

- Deixa vir. - Sakura respondeu no automático, ainda pensando.

E isso pegou Sasuke de surpresa.

Ele nunca tinha visto esse olhar nela. Esse olhar, em específico que, coincidência ou não, também era um que encantava Sasori. Sakura rugia pelos olhos. O sorriso, de canto, em uma maldade implacável e o formato alongado dos olhos, lhe conferiam o poder de um leão.

Sasuke perdeu o ar por um segundo. Quando achava que não tinha mais espaço pra ela ser bonita, Sakura lhe dava esse tapa na cara.

- Minha paciência pro Sasori acabou. Se ele vier com gracinha, acredito que quem dará uma porrada nele serei eu. - ou Ino. Mas ela quis ficar com o crédito.

Sakura achou que Sasuke riria disso e ele realmente riria. Isso se não tivesse hipnotizado naquele olhar.

O corpo ainda era de patrícia. Mas que a quebrada tava entrando nela… ah, isso tava.

 



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