História Crossroads - Capítulo 7


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Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Aiolia de Leão, Aioros de Sagitário, Aldebaran de Touro, Camus de Aquário, Dohko de Libra, Kanon de Dragão Marinho, Kanon de Gêmeos, Marin de Águia, Mascára da Morte de Câncer, Miro de Escorpião, Misty de Lagarto, Saga de Gêmeos, Saori Kido (Athena), Shaina de Cobra, Shaina de Ofiúco, Shaka de Virgem, Shura de Capricórnio
Tags Afrodite, Aiolia, Aioliaxmilo, Aiolos, Aiolosxshura, Aldebaran, Atena, Camus, Dohko, Drama, Hentai, Kanon, Lemon, Marin, Máscara Da Morte, Milo, Misty, Romance, Saga, Saint Seiya, Shaka, Shipp Inusitado, Shoujo, Shura, Yaoi
Visualizações 79
Palavras 1.882
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, lindos!

Passando pra deixar mais um capítulo fresquinho pra vocês. Saiu do forno com direito a uma pitada de romance.

Agradeço a todos que estão acompanhando e comentando a fic. Obrigada, lindos!

Beijos e até as notas!

Capítulo 7 - Reaproximação


Fanfic / Fanfiction Crossroads - Capítulo 7 - Reaproximação

No dia seguinte…


Afrodite dormia tranquilamente na cama do amigo, enquanto o mesmo zelava pelo seu sono, após uma noite agitada por conta das manhas do pisciano. O italiano olhou pela janela, vendo os raios solares entrando gentilmente pelo cômodo e se levantou para tomar um banho.


Durante o banho, pensou nas coisas que Afrodite tinha dito a respeito de Camus e ficou em dúvida se acreditaria nele. Afrodite sempre foi seu amigo e ficou ao seu lado mesmo nos momentos mais difíceis. Já com o ruivo, tinha uma relação completamente diferente, mas não podia deixar de acreditar em sua integridade.


Após sair do banheiro, olhou para a cama, notando que Afrodite havia se virado para o lado e seguiu até o roupeiro para se vestir. Ao terminar de colocar a camiseta, tomou uma decisão e aproveitaria que seu amigo estava dormindo para falar com o ruivo. Antes de sair, se aproximou de Afrodite e tocou no rosto dele em um carinho. Dali, saiu em direção às escadarias para Aquário.


Afrodite abriu os olhos, assim que Máscara saiu do quarto e suspirou.


Sei que vai acreditar em mim, meu amor. – pensou e continuou deitado ali até que o italiano retornasse para ele.



Milo dormia com um sorrisinho no rosto, por estar desfrutando do leonino em seu sonho. Faltava apenas trinta segundos para o seu despertador tocar e quando Aiolia estava prestes a tirar a última peça (pois no sonho ele fazia um striptease para Milo em seu quarto), o som estridente lhe despertou quase fazendo o mesmo cair da cama.


— Não… – olhou para o despertador inconformado que o mesmo havia tocado justamente naquela parte do sonho e arremessou o objeto contra a porta de pura indignação. — Droga! Nunca mais compro essas porcarias! – resmungou e notou o seu volume por baixo do lençol. — Ótimo! Mais isso! Que falta acontecer agora?! – olhou para o teto com os braços estendidos para o mesmo.


— Nossa… nunca vi você acordar tão mal humorado assim. – disse o cavaleiro ao ver a peça quebrada no chão.


— É… isso porque nunca dormiu comigo de verdade. – respondeu com as mãos sobre o rosto e quando se deu conta, olhou para a porta e viu o leonino ali. — Queeeeeee? – arregalou os olhos e puxou a coberta para se cobrir inteiramente.


— Por que o espanto? – perguntou ao juntar a peça e se aproximar da cama.


— Não quero que me veja nu.


O mais velho revirou os olhos.


— Ora, pare de bobagens... Combinei com você que passaria aqui pra gente ir pra arena juntos. Já passam das seis.


Milo ficou em silêncio.


Combinei? Será que fiquei tão distraído ontem ao ver você comendo tão lindamente, que deixei o resto “passar batido”? – pensou.


— Ah, é… eu esqueci. Desculpe. Acho que é o sono. – respondeu e ouviu o outro fazer muxoxo.


— Tá… eu vou esperar você lá na cozinha. Não demore. – disse e saiu dali.


Ainda bem que é fácil enrolar ele. – pensou com um sorrisinho no rosto.


Milo descobriu somente o horário, vendo que Aiolia não estava mais ali e suspirou aliviado.


Pelo menos, ele não viu que eu estava de pau duro. – riu sozinho e afastou os lençóis para seguir até o banheiro.



No templo ao lado…


Enquanto seu amado descansava, Shura aproveitou o momento para preparar o café do jeitinho que seu grego gostava. Aiolos foi dormir tarde em virtude da briga com o irmão e Shura tentou de todas as formas confortá-lo, pois odiava vê-lo sofrer.


Assim que colocou os pães para tostar no forno, pegou algumas frutas e fatiou, colocando os pedaços alinhados em um pratinho e noutro, algumas fatias de frios. Espremeu algumas laranjas para o suco e colocou tudo sobre a bandeja. Lembrou de pegar manteiga e geleia e foi até a geladeira cantarolando uma canção que lembrava seu amado.


Dicen que la distancia es el olvido

Dizem que a distância é esquecimento

Pero yo no concibo esta razón

Porém eu não aceito essa razão

Porque yo seguiré siendo el cautivo

Porque eu continuarei sendo o prisioneiro

De los caprichos de tu corazón

Dos caprichos de seu coração

Supiste esclarecer mis pensamientos

Você soube esclarecer meus pensamentos

Me diste la verdad que yo soñé

Você me deu a verdade que eu sonhei

Ahuyentaste de mí los sufrimientos

Você afastou de mim os sofrimentos

En la primera noche que te amé

Na primeira noite em que te amei


Hoy mi playa se viste de amargura

Hoje minha praia se veste de amargura

Porque tu barca tiene que partir

Porque sua barca tem que partir

A cruzar otros mares de locura

Pra cruzar outros mares de loucura

(Cuida que no naufrague en tu vivir)

Cuide para que não naufrague em seu viver

Cuando la luz del sol se esté apagando

Quando a luz do sol estiver se apagando

Y te sientas cansada de vagar

E você se sinta cansada de vagar

Piensa que yo por ti estaré esperando

Pense que eu estarei esperando por você

Hasta que tú decidas regresar

Até que você decida voltar


Arriscou uns passinhos de olhos fechados, enquanto se imaginava dançando com Aiolos e foi até o forno para retirar a forma.


— Supiste esclarecer mis pensamentoooos... – cantou emocionado e acabou vendo seu amado parado olhando para ele.


Corou intensamente, colocando a forma na pia e sorriu sem graça.


— Ah, mi amor… não vi você aí… – disse baixinho e logo sentiu o abraço de seu amado, selando os lábios dele.


— Continue… – disse e colocou as mãos de Shura em sua cintura e abraçou seu pescoço.


— Mi amor… eu… eu tenho vergonha. – deu um beijo em seu ombro e escondeu o rosto na curva de seu pescoço.


— Tão adorável… – começou a embalar o corpo em uma dança lenta e viu seu amado lhe acompanhar. — Tenho que aprender espanhol pra cantar pra você, apesar que não é a mesma coisa… – disse e passou os dedos pelos fios negros. — Você tem uma voz linda, sabia? – disse ao pé do ouvido do amado.


— No, no… quem dera.


— Eu acho. – afastou o rosto para olhar o rosto de seu espanhol e sorriu. — Aliás, tudo em você é lindo… seus olhos… – acarinhou o rosto. — Sua voz… – deslizou até a boca. — Seu corpo… apertou abraço e lhe deu um selinho. — Amo você demais. Demais mesmo.


Shura parou de dançar e sorriu, enquanto olhava aqueles olhos verdes que tanto amava.


— Também te amo, mi amor… soy loco por ti. Loco.


— O que quer dizer?


— Que sou louco por você. – Aiolos sorriu.


— Então, me beija. Quero ser seu, meu amor. – disse e sentiu a boca de Shura tomar a sua em um beijo intenso, enquanto deslizava as mãos pelo corpo dele.



Camus tomava café na única cadeira que não tinha sido quebrada na confusão do dia anterior e pensava que teria que de livrar dos móveis danificados e comprar alguns novos. Lembrou das palavras que o pisciano havia lhe dito e aquilo lhe causou uma leve dor de cabeça.


“Não entendo o que Máscara da morte viu em você…”


A mesma pergunta passou algumas vezes por sua cabeça, até que sentiu uma presença na porta de sua casa. Era ele.


Camus, posso entrar pra falar com você?


O ruivo deixou a xícara repousar sobre uma perna e com a outra mão, ajeitou a franja. Sabia que estava machucado e queria não parecer tão frio, quanto julgava estar ao olhar no espelho mais cedo.


Oui. Entre.


Poucos segundos depois, o italiano entrou na cozinha, vendo alguns móveis quebrados empilhados em um canto e o ruivo sentado próximo da pia. Baixou o olhar envergonhado por ter sido a causa de tudo aquilo e se aproximou.


— Buongiorno, francese. – Camus olhou para ele rapidamente e abaixou a cabeça envergonhado.


— Bonjour. – respondeu e viu o italiano se aproximar, parando em sua frente. — Máscara… queria que nossa conversa pudesse ser em outro momento e…


— Me deixe ver isso. – levou a mão no rosto do ruivo e olhou as marcas em sua boca, na maçã esquerda e no supercílio.


— S'il vous plait… – olhou para ele e voltou a baixar o olhar.


— Está com vergonha? – deslizou os dedos pela face até afastar as mãos.


— Non exatamente. – respondeu e levou a xícara até a pia.


Máscara se agachou em frente ao aquariano e apoiou uma das mãos em sua coxa.


— Vim até aqui pra ouvir você. – disse e viu os olhos do ruivo se encontrarem com os seus.


— Se tratando de Afrodite, creio que deva ter falado muito bem de mim. – ironizou.


— Ma che… non quero falar dele. – olhou sério. — Quero ouvir apenas o que tem a me dizer. O que aconteceu ontem… eu me sinto responsável.


— Imagino. – olhou para o lado, evitando o olhar do mais velho.


— Então? Non tem nada a me dizer?


O ruivo apenas meneou com a cabeça e Máscara suspirou profundamente.


— Devo acreditar nele, então? – perguntou e viu Camus lhe olhar de soslaio.


— Faz diferença se eu dizer o que aconteceu? – cruzou os braços e olhou seriamente para ele.


— Se non fizesse, eu non viria até aqui.


Camus respirou fundo e sentiu a mão do italiano pegar a sua. Máscara viu as marcas nas juntas e olhou para ele. Camus se deixou levar pelo momento ao ver o italiano beijar carinhosamente sua mão e logo baixou o olhar.


— Masque, non… – disse e sentiu a mão do cavaleiro em seu rosto.


— Eu non sei em quem acredito, mas sei que quero voltar a ficar com você. Per favore, non se afaste de me. – acariciou o rosto dele e viu o francês fechar os olhos.


— Non… non faça… – o afastou e se levantou.


— Camus… – olhou confuso e viu o francês dar alguns passos em direção a porta.


— Enquanto non confiar em mim de verdade, non poderemos nos ver. – disse e saiu dali.


Máscara da morte soltou um suspiro e ficou mais alguns instantes ali, até retornar para sua casa.



Aiolia aguardava sentado por Milo, quando o viu surgir na cozinha, ao mesmo tempo  que secava os cachos com uma toalha.


— Desculpe. Tive que tomar um banho pra acordar.

— Tudo bem… enquanto você não aparecia, tomei a liberdade de comer uma banana.


O grego não pôde deixar de pensar besteira e engoliu seco. Imaginou Aiolia degustando a fruta de forma erótica e sentiu sua boca salivar.


Ah, queria que tivesse sido a minha… – pensou e voltou a si ao ouvir o cavaleiro lhe chamar.


— Milo! Milo!


Até a voz é delícia… pelas barbas de Zeus…


— Sim? Desculpe, tava pensando no que fazer pra gente. – sorriu e jogou a toalha na cadeira, passando o dedos pela franja.


— Ah, sim… – mordeu o lábio e olhou de lado, como se estivesse pensando em algo. Milo conhecia bem aquele olhar.


— Te conheço, Simba… o que você quer? – Aiolia olhou para ele com as bochechas levemente rosadas.


— Ah… é que…


— Pode pedir. Se eu não souber fazer, você pode pedir outra coisa. Combinado?


Tenho que comprar um livro de receitas em Rodorio. Não posso esquecer.


— Tá! – abriu um sorriso digno de comercial de pasta de dentes e Milo novamente viu o céu.


Lindo. Meu Aiolia. Meu…


— Panqueca! – disse e viu Milo lhe olhando com cara de bobo, mas já está acostumado àquilo. — Milo!


— Ah, sim! Eu faço. Vou fazer muitas panquecas pra você. – sorriu e foi até a pia para pegar as coisas.


Aiolia mal imaginava, mas cada dia que passava, sentia a necessidade de ter seu amigo como nos velhos tempos, só não imaginava que as coisas agora seriam diferentes.


Notas Finais


Hummm hoje teve clima de romance em Sagita 🌚🌚🌚 Quem aí curtiu?

Camus, Camus... Se joga logo, meu filho! Afrodite tá de olho.

Milo tá caidinho pelo Aiolia. Se fosse eu, acho que também estaria sonhando como ele.🌚🌚🌚🌚 E vocês?

Obrigada por acompanharem a fic, meus amores!

Beijão, seus lindos!


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