História Crossroads - Capítulo 8


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Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Aiolia de Leão, Aioros de Sagitário, Aldebaran de Touro, Camus de Aquário, Dohko de Libra, Kanon de Dragão Marinho, Kanon de Gêmeos, Marin de Águia, Mascára da Morte de Câncer, Miro de Escorpião, Misty de Lagarto, Saga de Gêmeos, Saori Kido (Athena), Shaina de Cobra, Shaina de Ofiúco, Shaka de Virgem, Shura de Capricórnio
Tags Afrodite, Aiolia, Aioliaxmilo, Aiolos, Aiolosxshura, Aldebaran, Atena, Camus, Dohko, Drama, Hentai, Kanon, Lemon, Marin, Máscara Da Morte, Milo, Misty, Romance, Saga, Saint Seiya, Shaka, Shipp Inusitado, Shoujo, Shura, Yaoi
Visualizações 61
Palavras 1.899
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá!

Voltando pra vcs com um capítulo saindo do forno. Hj tem mais inclusões. E surpresas!

Espero que gostem!

Até as notas!

Capítulo 8 - Afinidade


Fanfic / Fanfiction Crossroads - Capítulo 8 - Afinidade

Após uma longa e cansativa noite de amor, o cavaleiro de Áries dormia sobre a cama feita sob medida, sendo observado pelo dono que não conseguia tirar os olhos dele. O cavaleiro observou os traços delicados do rosto angelical de seu amado e se atreveu a tocar a ponta dos dedos pelos fios sedosos, achando que só poderia ter sido agraciado pelos deuses por ter Mu em sua vida.


O ariano se mexeu de leve ao ter as costas abraçadas e suspirou, fazendo o cavaleiro soltar um sorriso. Mu sempre chamou sua atenção não só pela beleza, mas também pela personalidade diferenciada. Sabia agir com prudência em toda situação e dificilmente perdia a calma, diferente dele. Mu era admirável. Não conseguiria contar nos dedos se tivesse de enumerar suas qualidades, tão pouco os motivos que o fizeram se apaixonar perdidamente por uma criatura tão adorável. Não acreditava que podia existir alguém como ele e se enganou.


Kanon despertou sob os olhares de seu irmão, enquanto o mesmo parecia perdido ao olhar para seu amado e apertou de leve o abraço um tanto enciumado. Ainda que estivessem em pleno acordo a viverem juntos, não conseguia negar que às vezes sentia ciúmes do mais velho. Tiveram seu passado e fizeram questão de apagá-lo de suas mentes com a promessa de que viveriam suas vidas com dignidade, devoção e total lealdade a deusa.


Sempre considerou seu irmão privilegiado de diversas formas e tinha a lembrança de se sentir sua sombra toda vez que olhava para o espelho e enxergava o mesmo rosto. Tão idênticos, senão fosse pelo seu tom de louro mais claro do que o mais velho, mas tão diferentes. Até na forma de amar. Às vezes, tinha a impressão de seu anjo amá-lo mais do que ele, mas logo lhe persuadia com uma maestria digna de um deus. Seus beijos eram como a ambrósia. Consumiam seu juízo e sanidade. O desejava só de vê-lo e ao tê-lo em seus braços e sentir o amor correspondido, lhe trazia a paz que tanto almejou ter em toda sua vida. Mu era seu porto seguro.


Ainda com o olhar do irmão sobre seu amado, logo notou que o mesmo havia percebido que ele havia despertado. Com um sorriso no rosto, o mais velho o desarmou, como em todas as outras vezes, ao se inclinar e beijar-lhe a face levemente emburrada.


— Ora… por que sempre faz isso? – resmungou baixinho e limpou a bochecha, ao mesmo tempo que escutava o suspiro do seu anjo. Saga sorriu de canto.


— Faço porque o amo, assim como Mu. Vocês dois são as pessoas mais importantes da minha vida. – disse e sorriu com o bico do irmão.


— Tão piegas… – revirou os olhos e viu Mu se virar para ele.


— Kanon… – disse baixinho e o sentiu, se aninhar em seu peito.


O geminiano nada disse. Apenas afagou os cabelos lilases e olhou para o irmão sem jeito.


— Impressionante como ele nos reconhece mesmo dormindo, não é? – perguntou e viu Kanon desviar o olhar corado.


— É… realmente impressionante. – respondeu baixinho e beijou o topo da cabeça do menor que ressonava em seu peito.


— Bem, eu já vou levantar. Pode ficar mais um pouco se quiser…  – disse e se sentou na cama e se inclinou para beijar a cabeça de seu anjo.


Saga saiu dali para tomar um banho rápido, sendo observado pelo mais novo que ainda mantinha seu amado em seus braços como seu tesouro mais precioso.


Você é meu, dele. Você é nosso, meu anjo. Amo  tanto você… e ele também. – pensou e continuou ali até que o irmão saísse do banho.



Misty se arrumava para voltar para sua casa, quando sentiu as mãos de Shina sobre seu peito, fechando os braços ao seu redor em um abraço.


— Queria que ficasse… – disse com uma voz manhosa, enquanto encostava a cabeça seu ombro.


O louro parou o que estava fazendo e se virou para ela, vendo o olhar apaixonado no rosto da garota.


— Por que, Shina? Por que faz tudo isso, sabendo que non posso corresponde-la?


Shina olhou para ele entristecida e o abraçou em silêncio. Não perdia a esperança do cavaleiro poder um dia corresponder ao seu amor, mas não sabia mais o que fazer para que isso fosse possível. Já havia dado tantas provas de que o amava e mesmo assim, parecia que nada daquilo adiantava. Marin o ganhava apenas de estar perto. Via tudo pelo seu olhar. O que não daria para que ele fosse inteiramente seu.


Misty passou os dedos pelos fios da amazona temeroso pela difícil tarefa de ter de afastá-la por definitivo. Se sentia mal por vê-la agir daquela forma, sem ao menos pensar nela como Shina de cobra. Fizeram amor por muitas vezes e em algumas, se imaginava com sua amada entregue a ele. Dando todo carinho e todo prazer que poderia lhe proporcionar. Isso pesava em sua consciência. Não poderia mais continuar com aquilo.


— Shina… – a afastou devagar e viu ela inclinar o rosto para olhar para ele. — Nós precisamos conversar.


Imediatamente, a italiana soube que o cavaleiro de lagarto iria lhe dispensar e sentiu os olhos marejarem. Não conseguia acreditar que não o teria mais em seus braços, mesmo que isso só acontecesse por meio do sexo. Tinha de fazer algo e aquele momento era perfeito para isso. Pensou.


Shina abriu um sorriso, deixando-o confuso e viu quando ela passou os dedos sobre os olhos. Sorria e ria em meio às lágrimas, como se estivesse emocionada com algo. Mas o que? Pensou ele.


— Eu também preciso falar com você, amore mio… – disse e passou a costa da mão sobre os olhos, mantendo a pose para que tudo fosse real.


— Está bem. O que tem pra me dizer? – perguntou e viu ela deslizar as mãos devagar pelo abdômen, repousando as mesmas sobre o ventre. — Shina? Você… – arregalou os olhos azuis sem acreditar que aquilo poderia ser verdade e pôs uma mão sobre o rosto.


— Sì, amore mio. Estou esperando um filho seu… – disse e acariciou a barriga carinhosamente, levando a farsa diante.


— Mas como? – se afastou com o olhar pensativo, pois bem se recordava que os dois tomavam os cuidados necessários para que tal coisa não acontecesse.


Shina se aproximou devagar e colocou as duas mãos sobre o ombro do cavaleiro para abraçá-lo. No entanto, o mesmo se virou para ela com um olhar transtornado. Não queria crer que aquilo pudesse ser verdade, pois não a amava e ter um filho de uma pessoa que sequer tinha algo sério seria mais do que irresponsável. Agora havia muito mais do que a culpa por ceder a ela. Por causa disso, todos seus planos estariam perdidos. Marin nunca seria sua.


— Aconteceu. Non sei como, mas aconteceu. Talvez seja um sinal para ficarmos juntos. Você, eu e nosso pequeno bambino.


Non é possível que ela non perceba… Zeus! O que vou fazer com um filho? Como vou poder encarar o mestre e a deusa? Marin… eu perdi você. Agora, de vez. – pensou.


— Amore, você está bem? – tocou a mão sobre o rosto dele e o mesmo voltou a si, afastando-a de seus braços.


— Shina, pardon… eu… eu preciso de um tempo pra pensar. Podemos nos falar mais tarde? – a italiana sentiu um aperto.


— Sì.


— Ótimo. Mais tarde nos vemos. – disse e saiu dali. Logo se ouviu o barulho da outra porta e caiu em si, sobre o que tinha feito.


O que eu fiz... Que Hera me ajude. – pensou ao ver que teria que fazer alguma coisa pra sustentar aquela mentira. Mesmo que Misty não fosse seu, o teria ao seu lado. Para ela, isso bastava.



Após comer muitas panquecas, Aiolia desceu animado na companhia de seu amigo até a arena para treinarem. O leonino costumava ser muito vaidoso e cuidava de sua aparência e se tivesse um quilo que fosse acima do peso (que ele considerava ideal), já era motivo para maratonas de exercícios até que voltasse a ficar com o corpo impecável.


E, claro que Milo sabia disso.


— Você tá ficando gordinho hein, Olia? – o outro comentou e o louro imediatamente olhou para si, passando as mãos por abdômen preocupado. Chegava a ser neurótico.


— Você acha? Mas… mas… eu sempre malho aqui, em casa… me cuido pra não ter nada fora do lugar.


Isso mesmo, meu amor… continue assim.


— Pois, não tem nada fora, o problema é algumas partes terem aumentado.


— Partes? – olhou pra ele com os olhos verdes arregalados.


— Sim… – puxou um cacho e deslizou a mão por ele, enquanto olhava discretamente para alguns pontos do corpo do amigo.


Que delícia, meu Zeus…


— Uhum. Mais um pouco e você virar cavaleiro de Tanajura… – disse e viu Aiolia se virando de lado para olhar a própria bunda.


— Que absurdo! Não quero parecer aquelas cantoras de pop americano. Tenho que fazer algo...– passou a mão no bumbum até o início da coxa e Milo quase babou.


Que homem.


— Quer saber? A culpa é sua, por ter me deixado comer tanto. – olhou seriamente e um bico quase se formou em seus lábios.


Ih! Ferrou.


— Miiinhaaa? – apontou para si. — Ora, que culpa eu tenho nessa história?


O leonino ergueu uma sobrancelha e cruzou os braços emburrado.


— Porque você fez miojo e depois aquelas panquecas deliciosas. A culpa é sua e só sua. – respondeu e virou a cara com um ar quase infantil.


Milo achou aquilo muito fofo e se controlou para não ter de abraçá-lo ali mesmo. Respirou fundo e se aproximou do cavaleiro, olhando para ele com aquele olhar safado,  típico dele.


— É? Então, porque continua indo pra minha casa? Vou reclamar com o Aiolos, hein? – sorriu de canto e viu o cavaleiro mudar totalmente a expressão de seu rosto.


— Não preciso dele pra nada! – respondeu e saiu, deixando o escorpiano confuso.


Mas o que foi que eu disse?


Ainda na arena, ao se afastar em direção a saída, o leonino deu de cara com seu irmão, que vinha acompanhado de Shura de Capricórnio. Estreitou o olhar, quase fuzilando o espanhol com o olhar e ao ver Aiolos lhe olhar com uma certa mágoa, desviou o caminho sem lhe dizer nada.


O sagitariano ficou em silêncio e sentiu seus cabelos serem bagunçados pelo seu amado, numa tentativa de alegrá-lo um pouco.


— Não liga pra isso. Tenho certeza que a fúria do leão logo passa. – Aiolos suspirou.


— Mesmo que passe, ele foi longe demais. Vai ter de se esforçar se quiser que eu o desculpe de verdade. Não vou correr atrás, Shura...eu


— Tudo bem. – colocou uma mão sobre o ombro dele. — Vamos… não precisamos manter isso, depois da noite maravilhosa que passamos juntos. – sorriu.


Aiolos olhou para ele e assentiu.


— Está certo. Vamos treinar um pouco agora… ainda me sinto um pouco magro em relação ao outros.


— Certo.


Ambos continuaram a conversa, até que Milo se aproximou do casal.


— Olos… você sabe o que o Olia tem? – o grego olhou para o namorado e voltou para o louro.


— Bem, sim. Ele não contou a você?


— Não. O que houve? Vocês brigaram?


Aiolos olhou para Shura e lhe passou as ataduras.


— Shura, vá se aquecendo, enquanto eu dou uma palavrinha com Milo.


— Está bem. Vejo você na arena. – passou por ele e tocou no ombro de Milo, deixando-os a sós.


Aiolos olhou em volta e depois para Milo que esperava ansiosamente a resposta de sua dúvida, agora um tanto preocupado. O que Olos sabia afinal?


Notas Finais


E então? O que acharam do triângulo? E Shina e seu plano pra prender o Lagarto? Será que ela vai voltar atrás ou ele descobrir?

Milo, Milo... Tá saindo melhor que a encomenda. Haha Todo preocupadinho com seu leãozinho.

O que estão achando? Estão gostando?

Obrigada a todos que estão comentando e acompanhando a fic!

Beijão, seus lindos!


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