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História Crowstorm - Capítulo 1


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Notas do Autor


oi gente (:
faz muito tempo que eu tô tentando fazer essa história, então vou deixar alguns avisinhos básicos no final do capítulo.
boa leitura!

Capítulo 1 - Begin


Fanfic / Fanfiction Crowstorm - Capítulo 1 - Begin

O caminho na estrada foi silencioso. Durante todo o percurso só consegui pensar no quanto a vida era injusta enquanto balançava o pé pra demonstrar meu descontentamento. Nem com os milhares de suspiros, nem com as reviradas de olho, nem como absolutamente nada minha mãe voltou atrás. E o palerma do meu padrasto apenas aceitou calado, como sempre. 

— Eu te dei todas as chances, Cassandra — ela diz assim que saímos do carro. A vizinhança é silenciosa, apenas alguns pássaros voando no céu laranja. O dia está indo embora, e logo a noite vem. 

Faço questão de ignorá-la. Pego minhas malas — uma mochila de ombro e outra bolsa mais espaçosa — e começo a caminhar para minha nova casa, mas ela segura meu braço primeiro. 

— Quero que saiba que estou fazendo isso porque te amo.

— Você tem um jeito bem peculiar de demonstrar, Lauren — respondo. 

— Não me chame assim, sou sua mãe — ela diz. Para completar o drama, há pontos de lágrimas em seus olhos. Retiro meu braço bruscamente de seu aperto.

— Apenas me deixe em paz. Consegue fazer isso? 

Ela suspira, concordando e finalmente me deixando ir. Lauren ainda observa enquanto bato na porta e espero de uma maneira humilhante. Não posso dizer que não estou surpresa quando meu irmão mais velho a abre. Alexy está mais... mudado. Seu cabelo, que antes era grande, está comportadamente cortado. Ele ficou alguns centímetros maior desde a última vez que nos vimos, mas o sorriso no rosto continua o mesmo. 

— Sai da frente — resmungo e empurro seu corpo para o lado com meu ombro. Largo as bolsas no chão e logo começo a tirar os sapatos. — Tô com fome. 

— Oi, Alexy, é ótimo te ver! — ele começa. — É ótimo te ver também irmãzinha. Você ficou mais bonito desde a última vez, sabia? Ah, você acha mesmo? Muito obrigado, é realmente gentil da sua parte! 

— Tá falado com uma das suas sete personalidades? — pergunto sem dar muita bola. Mesmo com o meu claro afastamento, ele me puxa para um abraço apertado. 

— Você não precisa ser chata assim sempre, sabe? 

— E você precisa ser grudento assim sempre? Me larga!

Consigo empurrar seu peito pra longe de uma vez. Meu cabelo está todo bagunçado. 

— Sabe como estou? Você não dá notícias desde que eu me mudei para cá. Ligação, mensagens, nada. Fiquei sabendo de tudo por nossa mãe, e dessa vez ela me ligou tão desesperada que foi a única solução que consegui encontrar.

— Então a culpa disso tudo foi sua — cheguei nessa conclusão. Reparo que Alexy está vestindo um tipo de avental e o cheiro bom está vindo da cozinha.

— Não, Cassie. Foi sua — ele diz, cruzando os braços. — Sério? Matar aulas? Pixar paredes? Furtar mercados? Onde você estava com a cabeça? 

Dou de ombros.

— E agora está cheia de tatuagens. Deus, nem quero imaginar a cara de nossa mãe quando viu isso.

— A velha quase teve um ataque cardíaco — sorrio, lembrando de como esse dia foi hilário. Alexy não ri nem um pouco. 

— Não estou aqui para dar sermões. Também fiz muita coisa errada, mas nada a esse ponto. Isso tem que parar. Você e sua personalidade forte. 

— Vocês são dois tolos se acham que as coisas se resolvem com simples mudanças. 

— Eu espero que se resolvam, porque você não vai querer morar com o papai. 

Meu coração erra uma batida. Procuro algum sinal de brincadeira no rosto de Alexy mas ele continua sério. Minhas mãos estão geladas. Tento reclamar, mas as palavras não saem. Memórias voltam em minha mente. É doloroso. 

— Não — concordo, a voz baixa. — Não vou.

— Ótimo — ele diz como quem está realmente aliviado. — Agora vá se trocar. O quarto não tem muita coisa, mas pode arrumá-lo como quiser. Vou terminar de fazer nosso jantar. 

Ele bagunça meu cabelo mais uma vez antes de sair para a cozinha. 

— Alexy — o chamo. 

— Sim? — ele ergue a cabeça. 

Parece esperançoso. Acha que vou agradecê-lo. E bem, eu ia mesmo fazer isso. 

— Sua casa é feia pra caralho. 

O dedo do meio é a resposta. Ele tenta jogar um pano de prato em mim, mas sou mais rápida em desviar e correr com a mochila. Quando encontro o quarto vago da casa, sinto que posso respirar livremente.

Estou cansada dessa vida.

Mas bem, preciso explicar porquê estou aqui.

Meu nome é Cassandra Elric. Mas odeio Cassandra. Prefiro Cassie. Acabei de entrar no último ano do Ensino Médio, e tudo está de cabeça para baixo.

Nunca fui uma garota muito comportada. Desde cedo meu histórico escolar consiste em faltas, brigas nos intervalos e boletins vermelhos. Já recebi muito chute, mas também já dei muito soco no olho de bastante gente. Não me arrependo dessas coisas. 

Perdi minha melhor amiga com quinze anos. Foi um péssimo começo de adolescência. Foi onde tudo começou a desabar de vez, sem ela, perdi a direção das coisas. Vienna me colocava na linha, então tudo o que restou foram os cacos de uma menina meio destruída. Essa sou eu. As novas amizades não foram influências boas, mas admito que fiz tudo o que fiz por simples vontade. Comecei a pintar o cabelo, colocar piercings, ouvir e vestir tudo o que minha mãe mais odeia. E se ela odeia, então faz de tudo para mudar. Essa é dona Lauren. As pessoas não podem ser quem são com ela por perto. Ela ama colecionar marionetes. 

Depois de me meter em muitas confusões, seu último recurso foi me mandar para morar com meu irmão mais velho. Talvez por não me aguentar mais, talvez por achar que eu realmente possa mudar. Acredito que isso seja mentira. Há uma raiva em mim que não posso controlar. Estou meio perdida, eu admito. Não sei se ninguém pode me encontrar. Não sei se quero que encontrem. 

Fui matriculada em uma escola renomada nessa região. Além das matérias normais, ela possui coisas como aulas de arte, música, teatro. Todas essas merdas que podem me dar um "futuro" melhor. Coincidentemente, Alexy leciona nessa mesma escola — o que facilitou muito na hora de arranjar uma vaga com as matrículas fechadas. Ou seja, preciso pelo menos ter notas melhores nesse ano letivo para não acabar indo morar com meu pai; pesadelo para qualquer ser humano vivo. Resumindo os fatos: tenho que fingir ser alguém que não sou para agradar minha mãe. É isso.

Suspiro entre os lençóis e pondero minhas escolhas.

Acabei de chegar. Posso começar a agir diferente desde já, ou posso fazer dessa noite uma despedida incrível para a vida selvagem e destemida que eu tinha antes. São duas opções difíceis. 

Mas eu sei exatamente qual devo escolher.

Sorrindo, levanto e começo a caçar o que tenho de mais curto nas minhas roupas. 

A noite vai ser incrível


Notas Finais


o capítulo foi MUITO curto porque realmente foi só uma introdução, necessária pra vocês saberem o que tá acontecendo na vida da cassie no momento, e já tem alguns indícios do porquê a personalidade dela é assim.
segundo: o castiel tem uma banda, e pra essa banda, eu fiz uma playlist específica com músicas de vários artistas que eu gosto. procurei nas letras e na melodia coisas que vão encaixar na história, por isso vocês vão ver muito de 5SOS e chase atlantic aqui.
e no próximo capítulo personagens importantes cof cof castiel cof cof vão aparecer!
espero que gostem, obrigada a quem leu até aqui. ❤️


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