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História Cruel - Capítulo 11


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Capítulo 11 - Capítulo Dez


— Eu lhe disse para ficar fora deste quarto — disse Erwin quando ele trouxe-lhe comida.

Eren pegou a bandeja e ignorou suas palavras. Nos últimos seis dias desde que Levi tinha saído, ele aperfeiçoou a arte de ignorar o chefe de segurança. Não foi difícil. Ele não sabia o que Levi tinha dito a Erwin, mas estes dias o loiro corpulento mal ousava olhar para ele quando trouxe-lhe comida. Era engraçado como cuidadosamente Erwin evitou qualquer contato com os olhos. Era um contraste gritante com a forma como o cara se comportou antes: o olhar nos olhos que Erwin tinha usado antes para fazer Eren desconfortável sempre que o visitava. Agora o cara mal olhava em seu caminho, mesmo quando ele fazia uma careta e repreendia Eren por alguma coisa.

— Ele vai ficar bravo se voltar e o encontrar aqui — Erwin persistiu.

Eren deu de ombros. — Ele deveria ter trancado a porta no quarto do meu lado então — disse ele, ligando a TV e fazendo-se confortável contra os travesseiros. A TV era a principal razão pela qual ele tinha ficado ali mais vezes do que em seu próprio quarto, escolhendo ignorar a desaprovação de Erwin quando ele o pegou no quarto de Levi, pela primeira vez há vários dias.

Embora a maioria dos canais fossem russos, foi um alívio ter algo para tomar sua mente fora da situação que estava, e o tédio roendo seus sentidos.

Eren era uma pessoa social. Ele nunca tinha sido tão bom em entreter-se, e nada estava acontecendo. Às vezes, ele iria ver os guardas rindo, bebendo, e trocando piadas sujas no quintal. Às vezes, ele iria ouvir sons distantes de músicas e bêbados rindo através da porta. Parecia que com o chefe ausente, os homens de Levi tornaram-se muito relaxados e indisciplinados. Eles nunca se comportaram dessa forma quando Levi estava na casa. Eren pensava que se não tivesse sido preso, ele poderia ter escapado despercebido.

— Você não deveria estar aqui — disse Erwin.

Eren serviu-se de café e tomou um gole, estudando Erwin por cima da borda de sua caneca. Ele sabia que Erwin queria ele; ele tinha notado isso desde o primeiro dia. Ele tinha certeza de que Erwin era homossexual latente. Ele considerou usar Erwin para escapar, mas a ideia de o seduzir revirou seu estômago. Ele não podia fazê-lo. Não só ele não era atraído pelo cara como ele também não sentiu nada, nem mesmo segurança com ele. Ao contrário de Levi, Erwin poderia ser violento, sem qualquer motivo. Eren lembrou o brilho sádico em seus olhos quando Erwin tinha visto os guardas o batendo.

Ele tinha que ter cuidado.

— Tenho certeza de que é você que não é suposto estar aqui — Eren disse calmamente. — Você deveria me trazer comida e em seguida, ir. Seu chefe não teria prazer em descobrir que você está desobedecendo suas ordens. — Eren não podia negar que era bom saber que as ordens de Levi estavam o protegendo. Obviamente Levi tinha algumas segundas intenções para dar tais ordens, mas o fato era que Erwin não podia fazer nada com ele. E ambos sabiam disso.

Erwin fez uma careta e saiu, murmurando em russo que Eren iria se arrepender uma vez que Levi retornasse.

Eren mordeu o lábio. Verdade seja dita, ele não tinha certeza se Erwin estava errado. Estritamente falando, Levi não tinha explicitamente lhe permitido entrar em seu quarto. Levi tinha simplesmente o deixado nesta sala...

Suspirando, Eren abaixou sua caneca e começou a surfar nos canais, tentando ignorar a sensação inquieta sob sua pele. O tempo estava arrastando muito lentamente. Era quarta-feira; Levi não era para estar de volta até amanhã, e Eren sentiu coceira com a impaciência. Era só... Ele sentiu como se estivesse preso no limbo, à espera de qualquer notícia do mundo exterior. Tinha sido quase três semanas desde seu sequestro e ele tinha tantas perguntas e respostas. Ele continuou perguntando o que estava acontecendo com sua família e amigos. Ele estava preocupado com Armin: seu amigo tinha estado muito deprimido para ser deixado sozinho por tanto tempo. Armin ainda estava comendo? E certamente, o pai de Eren deveria saber agora que ele tinha sido sequestrado. Se ele tivesse sido já contatado? A mãe dele? Houve algum pedido de resgate?

Eren fez uma careta. Não fazia qualquer sentido embora Levi não precisasse de dinheiro. Ele era podre de rico, a sua rede oficial fazia dele um dos homens mais ricos da Europa Oriental (e Eren teve pouca dúvida de que seu patrimônio líquido oficial não estava em qualquer lugar perto de seu patrimônio líquido real). Mas se não fosse o dinheiro que Levi estava atrás, por que Eren estava mesmo aqui? Claro, a coisa toda de sequestro poderia ser um simples ato de vingança contra seu pai, mas Eren não tinha sido prejudicado, então qual era o ponto? Sim, antes da chegada de Levi, seus homens o agrediram um pouco, mas Eren não achava que tinha sido por ordem de Levi. Ou era? Levi estava apenas jogando algum elaborado jogo mental?

Porra, era tudo tão desconcertante e frustrante, mesmo sem levar em conta a... a coisa entre ele e Levi que estava se tornando difícil de ignorar.

Duas vezes. Acontecera duas vezes já.

Não era nem mesmo os boquetes que incomodavam Eren. Era a atração, a força vindo dele, a intensidade quase servil que o puxava. O que deveria ser uma chamada atração para um frio homem e manipulador que ele nem sequer gostava? Um caso estúpido.

Eren riu alto. Sim, definitivamente. Era tão estúpido. Ele havia prometido a si mesmo que não ia se envolver com idiotas. Ele havia prometido. Ele queria conhecer um cara legal, se apaixonar, e começar uma família com ele. Uma família real. Um marido. Muitas crianças. Uma agradável e acolhedora casa que se encheria de riso, alegria e amor. Armin o chamava de romântico incurável, mas Eren não se envergonhava de seus sonhos. Tendo crescido com um pai distante e uma mãe que tinha vivido separadamente a maioria de sua vida, Eren tinha sempre ansiado por uma casa e família. Ser gay complicava tudo um pouco, ou muito, considerando o quão homofóbico seu pai era, mas Eren se recusava a desistir de seu sonho. Era século XXI. Os gays poderiam se casar em alguns países. Havia maneiras de ter filhos, também: adoção, inseminação. Seus sonhos eram realizáveis. Ele só tinha que encontrar um bom homem para construir uma vida e parar de ficar pendurado em idiotas. Eren deu um sorriso torto. Até agora, ele estava fazendo um trabalho fantástico. Levi fez todos os seus ex-namorados parecerem santos em comparação. Seus ex eram apenas idiotas; Diferente de Ackerman que realmente fez coisas como raptar pessoas e, provavelmente, coisas muito piores do que isso. E ainda assim ele deixou o cara tocá-lo e enfiar o pau em sua garganta quando Levi queria. Inferno, ele estava ansioso por isso. Foi tão constrangedor, até mesmo para seus padrões lamentáveis. Armin iria chamá-lo de idiota e seria absolutamente certo.

Suspirando, Eren concentrou sua atenção na tela da TV. Ele estava mostrando um episódio de Masha e o Urso. Ele tinha visto isso antes com sua afilhada, Faye, mas por algum motivo, o desenho animado era muito mais engraçado em russo, e Eren encontrou-se rindo das travessuras bobas de Masha.

— O que você está fazendo aqui?          

O sorriso de Eren escorregou de seu rosto.

 

 

 

 

 

 

Levi quase não prestou atenção para o relatório de Erwin enquanto caminhava em direção ao seu quarto. Ele estava exausto depois do voo e tudo que ele queria era sua cama.

— Mais tarde, Erwin — disse ele socando o código no teclado e empurrando a porta aberta.

Ele ainda continuou com a visão que o cumprimentou.

Eren estava deitado em sua cama, rindo de algo na TV, seus fios em desalinho, sua boca avermelhada e rosto corado. Ele estava vestindo uma camisa violeta que Levi nem sabia que ele possuía algo da cor, que ia até suas coxas.

— O que você está fazendo aqui? — Levi ouviu-se dizer.

Eren virou a cabeça e olhou para ele, com seu sorriso desaparecendo. Antes que o menino pudesse responder, Erwin, que ainda estava atrás de Levi, interrompeu apressadamente em russo: — Olha, eu disse ao pirralho para sair, mas ele não obedeceu. Ele...

— Saia — disse Levi, seus olhos treinados sobre Eren. Franzindo os lábios, o menino sentou-se, mas Levi rosnou. — Eu estou falando com você, Erwin. Você está dispensado.

Um minuto se passou antes que Erwin assentisse e saísse. Levi entrou, deixando a porta fechar-se, e o bloqueio a envolver.

Eles estavam sozinhos agora.

Depois de um momento, Eren mudou o seu olhar de volta para a TV, olhando para ela com um grande interesse, talvez com muito interesse para que isso fosse verdadeiro. Levi seguiu seu olhar e só então percebeu o que Eren estava assistindo.

— Você está assistindo desenhos animados — Levi disse categoricamente. Ele largou a mala na cadeira e começou a desabotoar sua jaqueta, mas seu olhar voltava para o menino ainda descansando em sua cama. Sua camiseta era muito grande em Eren, deixando seu pescoço cremoso e sua clavícula exposta. Apesar da exaustão de Levi, seu pau se contorceu e começou a engrossar. Levi rangeu os dentes, irritado com a reação de seu corpo para esse menino mais uma vez.

— Eu amo desenhos animados. — Eren disse levemente. Sua mão, Levi notou, estava segurando o edredom.

— Você ama desenhos animados. — disse Levi. — Você é filho dele de verdade?

— Não seja tão tacanho — disse Eren, mantendo os olhos na tela. — Todos nós temos um pouco de criança dentro de nós. Eu amo crianças, e eu amo desenhos animados. Eles podem nos ensinar lições valiosas. — Ele sorriu um pouco.

Jaeger não poderia ter produzido esse menino estranho.

— Eu tenho uma afilhada — Eren se ofereceu, quebrando o silêncio. — Eu adoraria ter meus próprios filhos um dia.

— Você? — Levi não se preocupou em esconder sua diversão.

Eren finalmente arrastou os olhos da tela para olhar para ele. Um gatinho descontente, de fato. — Sim, eu. O que é tão engraçado?

— Você é um bebê — disse Levi, levando-o da cabeça aos dedos dos pés descalços.

— As aparências podem ser enganosas — disse Eren, ruborizando — fique sabendo você que eu sou muito bom com os bebês. E sempre foi o meu sonho de ter uma família grande, ter muitas crianças. — Ele hesitou antes de acrescentar: — E um marido amoroso.

Levi sentiu seus lábios se curvarem em desgosto.

— O quê? — Disse Eren, levantando seu queixo. Ele desligou a TV. — Você acha que há algo de errado com isso? Com ser gay?

— Com ser gay? Pessoalmente, eu nunca recebi o apelo, mas eu não me importo como as pessoas gozam. Cursos diferentes. — Levi afrouxou a gravata. — Mas você não acha que é antinatural querer uma família com um homem? — Havia algo desagradável sobre a ideia de Eren ter um "marido amoroso".

Ele não gostou.

Eren inclinou a cabeça para o lado, com sua franja caindo em seus olhos verdes. — Eu entendo porque você pode se sentir assim — disse ele, sua voz suave. — Eu sei que a homofobia é mais proeminente na sociedade russa do que na Inglaterra. Mas você está errado. Há evidências documentadas do comportamento homossexual em animais, também. Portanto, não é antinatural. Apenas diferente da norma.

Os dedos do garoto ainda estavam cerrados.

— Você não é tão conformado sobre isso como você finge ser — disse Levi, ao desabotoar sua camisa.

— Eu não sou. — Eren admitiu com um sorriso torto. — Eu já lhe disse sobre os pontos de vista do meu pai. Tentei ser 'normal' para fazê-lo feliz. Eu mudei minha maneira de vestir e a maneira como agi, mas eu não podia mudar o que eu queria, não importa o quanto eu tentei gostar de meninas. E eu tentei. Mas, eventualmente, eu desisti. Eu gosto de homens. Fiz as pazes com isso. Se eu nasci assim, isso não pode estar errado ou não natural.

— Por que você não diz isso para o seu pai, então?

Eren baixou o olhar e deu de ombros, com sua camiseta deslizando fora de seu ombro. — Eu só... Ok, sim, eu estou com medo de sua reação. — Ele mordeu o interior de sua bochecha. — Eu não estou pronto para sair do armário para ele. Eu acho que ele vai descobrir quando eu encontrar o homem dos meus sonhos e decidir me acalmar.

Levi deu de ombros, tirando a camisa. — O homem dos seus sonhos — disse ele, sem se preocupar em esconder o escárnio em sua voz. — E quem é esse?

Os dedos de Eren acariciaram sua coxa nua, mais um gesto nervoso do que qualquer outra coisa, seus cílios longos quase tocando sua pele cremosa. — Eu não sei — disse ele lentamente. — Eu acho que eu vou reconhecê-lo quando eu vê-lo. Obviamente, ele deve ser atraente, e ele deve ter a coragem de ir contra o meu pai. Mas em primeiro lugar, ele deve ser de boa índole e bom. Ele deve amar as crianças e querer as mesmas coisas que eu. — Um leve rubor matizou suas bochechas. — E ele deve me adorar, é claro.

Claro.

Levi jogou sua camisa no cesto de roupa suja.

Vacilando, Eren olhou para cima. Seu olhar varreu o peito nu de Levi antes de encontrar seus olhos. O silêncio se estendeu, tenso e tangível.

— Você está... com raiva — Eren murmurou.

— Eu nunca estou com raiva — disse Levi. Isso era verdade, até certo ponto. Ele não conseguia se lembrar da última vez que ele mostrou sua raiva. Qualquer emoção forte era uma fraqueza potencial que ele não podia se dar ao luxo de exibir. Ele havia se distanciado da maior parte de sua família por um motivo. Era mais seguro assim. Era mais fácil dessa maneira para ele, também.

— Você voltou cedo — disse Eren. — Aconteceu alguma coisa? Há alguma novidade? — Seus olhos verdes eram amplos e bonitos, e seus lábios pareciam macios e muito rosas. Era irritante. Tudo sobre o garoto o irritava: a maneira como ele olhava, a maneira como ele falava, a maneira como ele respirava. Levi sentiu sua mandíbula apertar. Em poucos passos largos, ele cruzou a distância entre eles e puxou o rapaz pelo colarinho de sua camisa.

— Você acha que você é um convidado aqui?

Eren piscou lentamente. — Não? — Disse ele, sua voz ainda irritantemente macia e musical, mesmo quando sua respiração tornou-se instável.

— Você parece pensar que você tem direito a respostas — disse Levi, apenas alguns centímetros os separando. — Que eu te devo alguma explicação.

— Eu... — disse Eren, parecendo um pouco confuso. Ele olhou para Levi, a expressão em seu rosto séria e aberta. — Eu só quero saber por que estou aqui, o que você quer de mim. Eu acho que é justo, não acha?

Justo?

— Eu acho — disse Levi, deixando sua voz adquirir uma vantagem que ele reservou para lidar com os inimigos que ele tinha a intenção de esmagar. — Eu acho que fui muito mole com você.

O pomo de Adão de Eren moveu. Mordendo o lábio, ele sacudiu a cabeça.

— Não? — Disse Levi, divertido, apesar de si mesmo.

A covinha apareceu em sua bochecha, o garoto balançou a cabeça novamente, com seus fios emoldurando seu rosto como um anjo. Não era cativante. Não mesmo.

Mais do que um pouco irritado, Levi cavou os dedos de sua mão livre no quadril de Eren. Eren inalou trêmulo, e suas pupilas dilataram.

— Para um menino fada que sonha com homens agradáveis e sentimentais, você com certeza gosta de áspero — disse Levi.

Eren corou. — Para um homem homofóbico, você com certeza gosta de me tatear. Tem certeza de que não é uma 'fada' também?

Quando ele estava tocando esse menino, ele não tinha certeza de uma coisa maldita.

Levi disse suavemente — Isso deveria me ofender? Além disso, se eu deixar você chupar meu pau algumas vezes isso não significa que eu gosto de homens. Você tem lábios de boquete. Isso é tudo.

Algo quebrou na expressão de Eren, o olhar em seus olhos tornou-se frágil e ferido. Um mal-estar enrolou no estômago de Levi. Isso só o fez mais irritado. Pelo amor de Deus. Ele nunca se importou com pessoas feridas, muito menos sobre ferir os sentimentos das pessoas.

— Ok — disse Eren, desviando o olhar. —Justo. Eu tinha ouvido isso antes.

Os lábios de Levi apertaram.

— Vamos lá, por favor — Eren disse suavemente, ainda não olhando para ele. — Eu entendo: eu não sou nada além de um peão para você, e eu não deveria esperar ser tratado como uma pessoa. Deixa comigo. Entendi...

Levi agarrou sua cabeça e beijou-o, derramando sua ira no beijo ganancioso.

Dane-se. Nada disso era suposto acontecer. Sim, ele tinha toda a intenção de foder com a mente de Eren, torná-lo dependente dele e precisar dele. Ele meio conseguiu que o menino queira a sua atenção, seus beijos e seu pênis. Ele tinha toda a intenção de beijar o menino em algum momento após sua volta, dias mais tarde, bem mais tarde.

Ele não devia estar lambendo a boca do menino com sua língua, logo que ele voltou. Ele não deveria pensar na boca e pele de Eren durante suas reuniões de negócios. E ele com certeza não era suposto a correr de volta para o aeroporto como um adolescente hormonal, impaciente para colocar as mãos sobre o rapaz.

Eren estava rígido em exatamente quatro segundos antes de ir deliciosamente contra seu peito e começar a chupar a língua de Levi com gemidos abafados, que foi direto para o pau de Levi. A capacidade de resposta de Eren foi além de excitante, levando todos as suas reservas a distância e fazendo-o ganancioso e com fome. Ele queria destruir a porra deste menino ridículo, com seus lábios ridículos, seus sorrisos suaves e voz suave, com seus sonhos bobos. Ele queria destrui-lo, levá-lo à parte, e colocar uma coleira nele com Levi escrito...

Respirando com dificuldade, Levi arrancou sua boca para longe, jogando Eren de volta na cama.

Que porra.

Ele tomou algumas respirações profundas antes de finalmente olhar para Eren. Ele deitou-se ofegante, na cama de Levi, com os lábios molhados e inchados, com os olhos brilhantes de desejo, e seu pau espetando o tecido de sua camisa. Este último deveria ter sido um choque ruim, mas teve o efeito oposto.

Quero transar com ele.

A força desse desejo foi surpreendente. Ele disse a Eren a verdade: embora ele não se considerasse um homofóbico, Levi nunca poderia entender o apelo de homens foderem outros homens. Cabeludos, e peitos planos, simplesmente não tinha nenhum sentido para ele. Mesmo foder a boca de um homem era uma coisa... uma boca molhada realmente era apenas uma boca, mas praticar sexo anal com um homem era um assunto completamente diferente. Ele nunca pensou que ele iria querer isso.

E ainda assim, quando ele olhou para o rapaz deitado na sua cama, ruborizado, bonito e excitado, tudo o que Levi queria era subir em cima dele, afastar suas pernas e empurrar seu pênis dentro dele, transar com ele por horas. Por dias.

Ele não sabia o que estava escrito em seu rosto, mas Eren soltou uma risada que soou mais como um gemido. — De jeito nenhum. Esqueça isso — disse ele com a voz rouca, seus olhos escuros e amplos. — Eu não vou mais deixar héteros idiotas me foderem.

Levi pegou uma garrafa de lubrificante e preservativos da gaveta de cabeceira. Ele jogou a garrafa para Eren. — Você sabe o que fazer.

O menino abriu e fechou a boca antes de olhar para ele. Seus olhares eram tão eficazes como o de um gatinho. Ele era lindo. Levi queria enfiar seu pau em cada buraco seu.

— Eu não quero isso. — Eren sussurrou. — Se você quiser, você vai ter que me forçar.

Levi começou a abrir o botão da braguilha. — Eu não estou com vontade de jogar esse jogo esta noite. — Seu olhar vagou por cima das pernas lisas de Eren, seu pênis ficou dolorido enquanto ele imaginou-as enrolada na sua cintura. — Vamos deixar as besteiras, não é? Quero transar com você. Você quer que eu te foda, mesmo que eu não seja o homem bom que você quer ter filhos e uma casa com cerca branca. — Ele zombou disso, mostrando sua irritação. — Prepare-se — disse ele. Ele poderia fazê-lo sozinho, mas quanto menos ele tocar o menino, melhor. Tocá-lo era viciante, e nicotina foi o único vício que ele se permitiu.

Eren lambeu os lábios. — E se eu não fizer?

— Você vai para o seu quarto, e eu vou encontrar uma mulher agradável, disposta a tomar o seu lugar — disse Levi, encolhendo os ombros e puxando o zíper para baixo. — Não há diferença para mim. — Era mentira. Ele não queria um buraco para foder. Ele queria foder esse menino, senti-lo gozar sob ele, em seu pênis.

Uma momento passou, depois outro.

Quando Eren estendeu a mão para o lubrificante, o corpo de Levi ficou tenso, sangue correu para seu pênis. Ele desviou os olhos e voltou a despir-se, mantendo os movimentos sem pressa. Não seria bom para mostrar impaciência. Ele tinha feito bastante erros já. Foder o filho de Jaeger, esta noite. não tinha estado em seus planos. Foder ele não tinha estado em seus planos, e ponto final.

Apenas quando ele estava completamente nu, colocou um preservativo e se permitiu olhar para trás.

Merda.

A camisa de Eren tinha levantado até o peito, revelando a pele cremosa de seu estômago, seu pau duro, suas bem torneadas coxas fortes, e finas pernas tonificadas. Seu buraco rosa estava brilhando com lubrificante, levando três dedos facilmente. Ele era um espetáculo para ser visto: todo vermelho e bonito, um anjo inocente e uma prostituta.

Seus olhos vidrados se encontraram. Eren mordeu o lábio inferior e começou a mover os dedos mais rápido e profundo, olhando para Levi sob seus cílios com a respiração ofegante.

— Pare — disse Levi, lubrificando-se. Suas bolas já estavam doendo, e suor pingava em sua testa. — Tire os dedos.

Eren tirou os dedos e suspirou, se contorcendo, seu buraco pulsou em torno de nada. Ele olhou para grossa ereção de Levi com o que só poderia ser descrito como fome, com suas pupilas dilatadas.

— Tire a camisa. Apoie-se em suas mãos e joelhos — disse Levi, apertando a base de seu pênis. Não era realmente o que queria. Ele queria foder o menino em suas costas, segurando seus pulsos para baixo e beijando sua boca bonita. Ele queria assistir cada reação e ver seu rosto quando ele gozar. Por isso que ele não faria isso. Quanto menos pessoal fosse, melhor.

Eren ficou de quatro e arqueou as costas nuas, com seu traseiro alegre no ar. Porra.

Levi ajoelhou-se atrás dele e agarrou seus quadris, observando a pele leitosa avermelhar sob seus dedos. Ele ainda podia parar. Ele estava prestes a foder um homem. Ele estava prestes a enfiar o pau no cu de outro homem.

Ele não queria parar.

— Essa é uma ideia terrível — Eren sussurrou, com sua voz abafada.

— É. — Levi concordou antes de empurrar lentamente o seu pau.

Ambos grunhiram, Levi cerrou os dentes quando a tensão incrível envolveu seu pênis. O desejo de se mover, o desejo de tomar era irresistível.

Ele não se moveu. Ele ainda ficou ali, com suor escorrendo pela testa. Eren gemeu, já parecendo atordoado. — Mova — ele sussurrou, contorcendo-se. — Por favor.

— Não — disse Levi. — Se você quer ser fodido, vai ter que trabalhar para isso.

— Eu não entendo — disse Eren, parecendo frustrado quando ele moveu seus quadris, impaciente.

Levi riu com a voz rouca e puxou até que apenas a ponta permaneceu dentro, com os olhos fechados em onde seus corpos estavam ligados. Seu membro parecia obscenamente enorme e vermelho entre as faces pálidas do menino. — Foda-se no meu pau, kotyonok. Tome o que você precisa.

Eren fez um pequeno som. Ele se preparou no travesseiro, respirando profundamente e em seguida bateu os quadris para trás.

Levi grunhiu, mas permaneceu imóvel, observando Eren se foder do jeito que ele gostava. Ele não fez ângulo em seus quadris, deixando Eren a torcer e se contorcer a fim de atingir o seu ponto ideal. Logo, Eren estava movendo-se em seu pênis com uma intensidade febril, estabelecendo um ritmo brutal para eles que fez a cabeceira bater contra a parede enquanto se balançava de volta para o pênis de Levi mais e mais, ofegando e choramingando um pouco.

Levi rangeu os dentes. Ele podia ver que o menino estava ficando cansado, sua respiração estava se tornando mais fraca, com os braços e coxas tremendo pelo esforço. Levou todo o seu auto-controle para não empurrar seus quadris, mais fundo no calor apertado.

— Por favor — disse Eren, quase soluçando enquanto seus braços cederam. —Por favor.

Levi se inclinou para baixo, de modo que seu peito pressionava contra as costas de Eren, e então ele estalou os quadris para frente. Eren soltou um som feliz e relaxou quando Levi assumiu o comando, batendo nele e o empurrando no colchão a cada estocada.

— Oh, Deus. — Eren gemia muito alto, mas ele soltou uma sequência quase constante de gemidos enquanto Levi balançava os quadris nele sem piedade, amando o ponto de vista de seu pênis desaparecendo no buraco esticado de Eren.

— Está se divertindo? — Resmungou Levi, murmurando na parte de trás do pescoço do rapaz. — Olhe para você, sendo fodido pelo o homem que o sequestrou, e gostando. — Ele mordeu o lóbulo da orelha do menino. — Uma coisa tão pequena que ama sacanagem, não é verdade, minha puta? — Ele arrastou seu pênis para fora e bateu de volta.

Eren gemeu, enterrando seu rosto no travesseiro e levantando a bunda. — Sim — ele murmurou. — Não pare.

Levi não parou. Ele não tinha certeza se ele mesmo poderia, com todos os seus sentidos estreitando no buraco apertado do menino ao redor de seu pênis latejante, e nos gemidos e suspiros de Eren. O menino era uma puta por pau; ele estava realmente gozando em ser fodido, e seus gemidos foram aumentando de volume com cada impulso, cada vez que Levi chamou-o de algo pejorativo. Tal pequeno pervertido.

Atordoado, Levi perguntou-se se o seu povo podia ouvir os gemidos de Eren, se eles poderiam adivinhar que seu chefe estava transando com o cativo do sexo masculino. Deixe-os ouvir. Ele queria que eles ouvissem. Ele queria que todos soubessem o quanto o menino estava gostando de ser fodido por ele.

— Por favor, por favor. — Eren resmungou entre seus gemidos quando Levi manteve seu ritmo implacável. — Toque-me. Preciso disso.

Deslizando a mão sob Eren, Levi envolveu ao redor de seu pênis e deu alguns puxões, empurrando duro dentro dele. Eren gritou e gozou, apertando o buraco ao redor do pênis de Levi. Ele sacudiu por um longo tempo, atordoado, e Levi transou com ele através de seu orgasmo, baixos grunhidos escapando de sua garganta. Eren ficou desossado debaixo dele, ofegante, enquanto o pau de Levi entrava dentro e fora dele. Quase lá...

Enterrando seu rosto nos fios úmidos de Eren, Levi mordeu sua nuca e estocou mais algumas vezes, gemendo quando ele derramou dentro do preservativo.

Ele ainda permaneceu no topo do corpo magro por um longo tempo, regulando sua respiração irregular.

Por fim, ele puxou para fora, rolou e caiu de costas, com o peito arfando. Amarrou o preservativo e jogou-o na direção da lata de lixo. Eren deslocou ao lado dele e enterrou para o lado de Levi, pressionando seu rosto contra o bíceps de Levi.

Levi endureceu.

Ele virou a cabeça. Eren tinha os olhos meio fechados, seu rosto ainda corado, seus fios molhados de suor, com uma sugestão de um sorriso em seus lábios cheios. Levi mal podia acreditar que este era o mesmo rapaz que não teve vergonha de ser uma puta. Ele parecia um gatinho sonolento, satisfeito. Ele pareceu satisfeito e feliz.

Levi queria afastá-lo.

Ele não fez, é claro. Isso foi bom. Isto foi excelente, na verdade. Isso significava que ele não tinha completamente desarrumado seus planos. Levi poderia colocar-se com alguns aconchegos pós-coito, se isso era o que o menino precisava.

— Você é um bom leigo. — Eren disse, sonolento, com os dedos brincando com o abdômen de Levi. — Para uma idiota hétero e homofóbico.

Levi enterrou a mão no cabelo de Eren. — E quantos héteros idiotas homofóbicos você tem fodido?

— Você não é o primeiro. — Eren resmungou, inclinando-se em seu toque.

Levi puxou um fio.

— O quê? — Eren murmurou, olhando para ele. Seus olhos ainda estavam vidrados. — Você acha que é o primeiro cara hétero desviado por meus 'lábios de boquete'? — Eren sorriu, mas havia uma tristeza nele.

Alguém lhe tinha magoado no passado.

— Desviado? — Disse Levi. — Eu sou um homem crescido, querido. Eu sou totalmente responsável por minhas ações. Uma boca bonita não é o suficiente para me convencer se eu não deixo.

Eren olhou para ele um pouco hesitante.

— Eu fodi você, porque eu queria. — Levi esclareceu, olhando-o nos olhos. —Simples assim. Quem afirmar o contrário é um covarde.

Eren riu. — Por favor, pare de fazer sentido. Você é o vilão. Não se desvie do script.

— Mesmo os vilões são autorizados a ter alguns momentos semi-redimidos.

— Não você — disse Eren, sorrindo sonolento. — Você deveria ser um idiota o tempo todo.

 — Sim? — Disse Levi, olhando para uma leve covinha na bochecha do menino.

— Sim. — Eren disse solenemente antes de bocejar. — Acho que vou dormir aqui— ele murmurou, fechando os olhos.

— Realmente — disse Levi, olhando para ele, incrédulo. Ninguém simplesmente convidou-se para sua cama. As pessoas sabiam melhor.

— Se você quer me deixar, você vai ter que me levar para o meu quarto. — Eren resmungou. — Minhas pernas sempre ficam como geléia depois de um bom orgasmo. Então a culpa é sua.

— Você não está com medo de mim? — Disse Levi, sentindo-se mais divertido que aborrecido, para sua própria surpresa.

Eren abriu os olhos e olhou para ele sério.

— Você me assusta às vezes — disse ele, com sua voz calma. — Eu sei que você não é uma boa pessoa. Sei que você é capaz de coisas horríveis. Mas fisicamente eu me sinto seguro com você, agora. Isso pode mudar, no entanto. — Ele sorriu um pouco. —Eu não sou ingênuo o suficiente para pensar que você não vai me machucar se você decidir que vai beneficiar você.

Levi olhou para ele. O menino continuou surpreendendo-o. Ele não estava errado: Levi não tinha interesse em feri-lo. Não no momento.

— Você pode ficar — ele disse finalmente.

Concordando, Eren passou um braço sobre o peito de Levi e se aconchegou mais perto. — Eu amo afagos — ele disse, bocejando. — Não tome isso pessoalmente. Todas as pessoas que eu fodo, sabem que é algo que vai ter que aturar depois. Eu sou o maior monstro de afagos que você já conheceu. — Ele fechou os olhos. — Boa noite.

— Boa noite, monstro de afagos. — Levi disse ironicamente e estendeu a mão para desligar a luz, deixando somente a lâmpada de cabeceira acessa.

Ele respirava de maneira uniforme por um tempo, tentando se distanciar do corpo masculino quente pressionado para o lado dele, desde a macia ondulação de seus dedos que ainda estavam emaranhadas em seu peito.

Ele tinha acabado de fazer sexo com um homem.

Levi esperava, mas o sentimento de injustiça que ele meio que esperava sentir nunca veio. O sexo tinha sido bom. Mais do que bom.

Agitando o pensamento fora, ele se concentrou em seus planos. O menino era quase dele.

Quase.

Virando a cabeça, Levi olhou para Eren. Ele estava dormindo como um bebê, tolamente alheio ao monstro que estava aconchegado.



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