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História Cruel Summer - Capítulo 11


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Capítulo 11 - Eleven.


Fanfic / Fanfiction Cruel Summer - Capítulo 11 - Eleven.

“ If he's a serial killer, then what's the worst that can happen to a girl who's already hurt? I'm already hurt ”

— Lana Del Rey: Happiness is a butterfly ♡

Emma

A vida e o tempo são as coisas mais engraçadas e digo por experiência própria. Num minuto, tudo está bem, você está feliz, completa, imensamente grata por tudo o que tem, rodeada de pessoas em quem pode confiar e etc. No outro, tudo desmorona, seu peito rasga, sua alma grita e então tudo são vozes, ecos, tudo é vazio, sem cor e você se parte ao meio, para depois se tornar mil caquinhos caídos no chão. E o tempo… alguns anos atrás eu era apenas uma garota adolescente com sonhos, opiniões e um peito cheio de amor para dar a quem quisesse. Agora, sou apenas uma adulta com uma carreira para cuidar, fama para lidar e com um coração totalmente quebrado, despedaçado, destroçado. O que eu fiz para merecer isso? Que pecado tão grande eu cometi para horas atrás simplesmente não querer me despedir do amor da minha vida e agora vê-la me traindo diante de meus olhos? Senti que não respirava mais. Que não havia mais oxigênio nessa Terra que fosse suficiente para mim.  

— Emma… — ela me chamou, se aproximando rapidamente. Dei um passo pra trás. 

— Não. Eu já vi o suficiente. — todo ar parecia ter evaporado do meu peito, se tornou impossível respirar. 

— Me deixa explicar…

— Explicar o que? “ Não é o que você está pensando ”. Não é mesmo, já que eu vi com meus próprios olhos. 

— Emma, não faz assim, eu… 

— Não. — tentei soar firme, mas minha voz tremia. A sensação que eu tinha era a de uma lâmina na minha garganta. — Não me toca e não tente explicar nada. Não preciso, não depois do que eu vi. 

— Você não tá sendo justa. O que você viu foi…

— O que? Um deslize? Uma recaída? — já estávamos fora do quarto, no corredor. Antes, eu pensava ter o mundo debaixo de meus pés. Agora, eu tinha caído em um buraco profundo de uma altura absurda. — Foi mais simples fazer isso do que simplesmente terminar? Signifiquei tão pouco assim pra você? 

— Emma, eu não…

— Confiei a você meu coração, meu amor e é assim que você me retribui? Eu não importo que você esteja apaixonada por ela, mas custava eu mereço o mínimo de sinceridade? Você é tão covarde a esse ponto?

— Emma, me escuta por favor! Baby… 

— Não! — praticamente gritei, enquanto as lágrimas finalmente caíam. — Não me chame assim depois do que acabou de fazer. Acabou. — olhei bem dentro dos olhos dela e falei com o resto de voz que ainda tinha, quase num sussurro. 

— O que? Meu amor, volta aqui e me escuta, eu preciso explicar… 

— Chega, não quero ouvir mais nada! Eu mal consigo respirar, eu… só quero ficar longe. — olhei bem em seus olhos uma última vez. — Se não respeitou meus sentimentos antes ao ponto de terminar comigo pra que pudesse ficar livre e com ela, peço que faça isso agora. — saí correndo o mais rápido possível, uma adrenalina corria pelas minhas veias enquanto eu corria as escadas por medo de que ela me alcançasse no elevador. Mas eu ainda podia ouvi-la atrás de mim. Ignorei. Tudo o que eu ouvia eram os caquinhos do meu coração sendo revirados no fundo do meu peito. Peguei o primeiro táxi que encontrei já que não estava em condições de dirigir. Liguei para Isis mas não consegui contar o que aconteceu. Ela apenas disse que estava a caminho do meu apartamento para que pudéssemos conversar com calma. Quase no automático, subi as escadas em direção ao corredor, parando somente para abrir a porta. Quando estava prestes a entrar, Ceci me puxou pelo braço. — Não me toca! — praticamente gritei, com os olhos cheios d'água. — É melhor você ir enquanto estou conseguindo segurar tudo o que tá entalado na minha garganta. 

— Por favor, não posso te deixar assim sem ao menos tentar…

— Tentar o que? Terminar de partir meu coração? Parabéns, você fez isso melhor do que qualquer uma teria feito. 

— Emma… — ela me chamou, mas eu entrei e antes que eu pudesse bater a porta com força atrás de mim, ouvi a voz da minha melhor amiga.

— O que tá acontecendo aqui? — Isis perguntou. Imaginei que ela estivesse impedindo Ceci de entrar. 

— Emma… eu preciso falar com ela… 

— Agora não é o melhor momento então sugiro que você saia imediatamente. — minha amiga soou firme. 

— Mas eu…

— Você não vai conseguir nada nesse estado. — deixou claro. — Dê um tempo pra ela. É necessário se quiser vê-la bem outra vez. 

— Isis, você não entendendo… 

— Não, quem não está entendendo aqui é você. Não faço idéia do que aconteceu mas deve ser grave já que ela não quer te ver e você deveria respeitar isso. Estou te pedindo como sua amiga, mas principalmente como amiga dela. 

— Tudo bem. — ela falou, fungando. — Você tem razão. Cuida bem dela pra mim? — pediu, preocupada. 

— Claro que sim. Mas você tem que ir agora. 

Gritar, eu queria gritar. A dor estava me partindo ao meio, me consumindo feito uma chama, de maneira devastadora. Eu não conseguia sequer chorar. Eu apenas precisava chorar e nem isso. Parei de respirar no instante em que me deparei com aquela cena. Por que? Por que ela não podia simplesmente terminar comigo antes de tudo? É verdade que meu coração se partiria de qualquer forma, mas não assim. Não tão dolorosamente. Depois de algum tempo deitada no colo de Isis, decidi que o melhor seria ir para a cama mais cedo. Insisti para que ela fosse pra casa, afinal, logo eu ficaria bem de novo. Ela me fez prometer que qualquer coisa, eu ligaria pra ela e nos despedimos. O que eu temia aconteceu: assim que fechei a porta do meu quarto, meu coração bateu fraco e as lembranças não ajudavam muito.

Quantas vezes tínhamos selado nossa promessa ali? Quantas vezes eu não acordei primeiro só para observá-la dormir e me permitir sonhar com aquele futuro tão perfeito e desejado? Quantas vezes eu me aconcheguei em seu peito, entorpecida pela sensação de que nada poderia me abalar se ela estivesse comigo? E quantas mais eu acordei no meio da noite só para contar segredos em silêncio? Quantas mais eu mergulhei na imensidão esverdeada de seus olhos e para em seguida, mergulhar no gosto de seus lábios? O cheiro dela, forte e marcante, ainda estava na minha cama. Impregnado como as doces memórias em minha mente, todas quebradas por uma específica de horas atrás. Foi uma péssima ideia, concluí. E decidi que precisava beber alguma coisa que não fosse apenas água. Tudo o que eu fiz foi prender meu cabelo em um coque desajeitado e pegar um casaco por conta do horário. 

Me sentei no balcão como se já tivesse feito aquilo mais vezes do que realmente tinha. A primeira coisa que passou pela cabeça foi pedir vinho. Mas eu precisaria de pelo menos duas garrafas para ficar bêbada, então optei por algo mais ousado: vodka. Eu só precisava de alguma coisa para entorpecer aquela dor que rasgava e queimava meu peito. Quase ri de mim mesma. Das poucas vezes em que eu tinha bebido algo que não fosse vinho, não passava de um copo para minha própria sanidade. Mas no meu estado, tacar um foda-se parecia o mais sensato a se fazer. Quebrar minhas próprias regras nunca me pareceu tão boa idéia. Talvez eu fosse me arrepender no dia seguinte, mas não iria me matar, certo? Foi exatamente isso que eu pensei ao finalmente fazer meu pedido e observar uma linda loira alta se sentar ao meu lado. 

— O que uma moça tão linda faz aqui sozinha? — perguntou, curiosa. Suas orbes azuis me encararam com certa malícia mas eu estava imune aos seus encantos. Foi uma péssima idéia vir até aqui, pensei. Mas já era tarde demais para voltar atrás. 

— Apenas quebrando minhas próprias regras e você?

— Bom, eu pensei que essa fosse ser apenas uma noite qualquer com alguns amigos, mas vejo que o destino tarda, mas não falha. — ela piscou. — Me perdoe por ser tão direta, mas você namora?

— Acabei de ficar solteira, acredita? Estive apaixonada pela mesma garota quase 12 anos, fiz planos pra nós duas, sonhei com toda uma vida perfeita… tudo isso para as coisas acabarem como acabou. Eu queria não sentir nada, sabe? Quer dizer, não se pode mais confiar em ninguém hoje em dia mas porra, eu confiei a aquele par de olhos verdes a minha vida e agora tudo desmoronou e eu simplesmente não consigo… não consigo respirar… — e comecei a chorar de novo. Ótimo. Embora fosse compreensível que eu precisava aliviar aquela dor de alguma forma, não precisava ser na frente de uma estranha. Ela me olhou de maneira gentil e então seus braços envolveram meu corpo num abraço desajeitado. 

— Eu sinto muito. Não sei o que posso dizer para que você se sinta melhor, mas eu adoraria. — falou, docemente. — Dá pra ver o quanto você está machucada e sinceramente, quero bater nessa garota porque ela não te merece. Muito menos as suas lágrimas. — seus dedos rasparam um ponto pouco abaixo dos meus olhos, onde lágrimas repletas de dor estavam deslizando lentamente e num impulso dominado pelo costume, eu a teria defendido com unhas, dentes e palavras vindas de um coração, desesperadamente, apaixonado. Mas agora a realidade era diferente: ela não era mais o meu amor. 

— Você não vai beber isso. — alertou. — É forte demais e tem um gosto horrível. Se é pra ficar bêbada, que seja com o clássico vinho. — ela tinha razão. — Me conta mais sobre você. Aliás, nem sei seu nome. 

— Emma. Bom, eu sou uma atriz de 29 anos, solteira há menos de 24hrs, gosto de ler e sou swiftie há tanto tempo que nem lembro. Sua vez. 

— Meu nome é Alyx, tenho 25, sou veterinária e… Bom, não tenho muito o que dizer, gosto de assistir filmes e séries no tempo livre. — ela sorriu. 

— Alyx… Gostei desse nome. E sua profissão me fez lembrar que eu tenho uma gatinha de poucos meses. — peguei meu celular e mostrei as fotos que tinha dela. Acabei parando em uma onde Ceci a segurava nos braços como se fosse um bebê. Inferno, ela estava me perseguindo de todas as formas. Notando meu silêncio, Alyx perguntou:

— É ela? A garota que partiu seu coração? — eu ainda não queria admitir aquilo para mim mesma. Ainda havia uma parte de mim torcendo para que eu estivesse presa em um pesadelo infernal e quando acordasse, Ceci iria me abraçar daquele jeito tão familiar e aconchegante. Como não respondi, ela disse: — Não entendo como ela pôde fazer isso com alguém tão linda. 

— Pois é. Parece que a beleza não é motivo para evitar traição. — acabei rindo. Bem, era melhor do que chorar. 

— Não deve mesmo, então eu te entendo. — falou, vagamente. Ousei perguntar:

— Você também já foi traída? 

— Infelizmente, sim. — ela contou os detalhes porque parecia confiar em mim — logo eu, uma completa estranha. — O mais engraçado é que jurei que ela tinha vindo aqui pra flertar comigo. Se era essa sua intenção, estava bem claro que eu não poderia corresponder por inúmeros motivos. Ainda que ela fosse bonita — cabelos ruivos cor de fogo, alta, sorriso largo e uma voz confiante — eu não conseguiria me envolver nem mesmo se o motivo de meu término com Ceci fosse outro. Eu não era uma daquelas pessoas que terminavam relacionamentos e usavam pessoas que não tinham absolutamente nada a ver para esquecer sua dor ou fazer ciúmes ao alvo. Eu sabia que aquela dor não iria cessar tão cedo, mas nem por isso eu usaria aquela garota ou qualquer outra para “ ajudar ” no processo. Isso era apenas eu e meu coração. A conversa foi fluindo naturalmente e eu nem vi a hora passar. Acabei tomando apenas algumas taças de vinho para relaxar.

— Acho melhor eu ir. — falei, após esvaziar minha taça. — Está ficando bem tarde. 

— É uma pena. — lamentou. — Eu adorei te conhecer Emma. Vou confessar que minhas intenções eram outras quando sentei aqui, mas será que podemos ser amigas? 

— Claro que podemos, eu também adorei te conhecer! E eu já suspeitava mesmo. — acabei rindo. — De qualquer forma, você merece alguém que te ame desesperadamente. — como eu ainda amava a dona do par de olhos verdes, pensei, frustrada. 


Assim que cheguei em casa, encontrei Hannah me esperando no sofá. Eram quase 00h30 e obviamente estranhei, já que ela nunca me esperava quando eu ficava tanto tempo fora. 

— O que foi, aconteceu alguma coisa? — perguntei preocupada, me sentando ao seu lado. 

— Isis me contou que você não estava bem e quando fui ao seu quarto não te encontrei. Como minhas mensagens não chegavam, decidi te esperar só pra garantir. — e realmente haviam mensagens dela. E de Ceci. Inúmeras que decidi ignorar por enquanto. Eu estava no meu direito e definitivamente, não estava pronta pra qualquer diálogo com ela, mesmo que só por mensagem. — O que aconteceu, Em?

— Eu queria realmente poder conversar sobre, mas não consigo. — o choro ameaçou escapar outra vez, mas fiz de tudo para segurá-lo. Eu definitivamente não queria encher o saco da minha irmã com o drama da minha vida. Quero garantir que ela tenha uma adolescente, mesmo só que minimamente, saudável e normal. 

— Tudo bem, eu entendo. Apenas saiba que pode contar comigo, okay? Não sei como te ajudar, mas se eu puder fazer qualquer coisa, por favor me diz?

— Obrigada, maninha. — eu a abracei. Fiz uma nota mental de me aproximar mais da minha irmã. 

— Eu não sou mais um bebê, okay? — nós duas rimos. 

— Pra mim, você vai ser sempre um bebê. — beijei sua testa e me levantei, caminhando em direção as escadas. Tudo o que eu fiz foi tomar um banho rápido e colocar meu pijama — uma camisola branca de seda extremamente confortável — e descer para dormir na sala. Eu não precisava dormir na minha cama, onde o cheiro dela ainda tava ali. Agradeci a mim mesma por ter tido a maravilhosa idéia de comprar um sofá cama, ainda que ninguém quase nunca dormisse nele. 


No instante em que abri os olhos no dia seguinte, me dei conta de que era 16. O primeiro — talvez de muitos — que passaríamos separadas. Foi uma conclusão que mais se parecia com um soco no estômago. Algumas lembranças, quase como um filme passando na minha cabeça, insistiam em me perseguir, mas fiz o que estava em meu alcance para afastá-las rapidamente. Sophie veio até mim como sempre fazia todos os dias bem cedo e quando peguei a pequena felina em meus braços, notei que ela estava inquieta. Ela andou um pouco pela cama, olhou em volta do quarto e começou a miar de um jeito quase histérico. Foi então que percebi que ela estava a procura da garota que costumava acordar comigo todos os dias. O segundo soco do dia no meu estômago tinha sido concluído com sucesso.

— Até você, Soso? Caramba! — mas a gata apenas miou sem entender, seus olhinhos azuis procurando algo para focar. Ela não tinha culpa, afinal de contas e apesar do pouco tempo, Sophie havia realmente se apegado a Ceci. Até mesmo porque ela ficava mais aqui, comigo, do que em seu próprio apartamento. Não satisfeita, a pequena bolinha de pelos deitou encostada a minha perna e ficou se lambendo enquanto eu pensava. É claro que uma enorme vontade de chorar me assombrou antes mesmo que eu levantasse da cama, mas ainda que eu não tivesse dormido quase nada e quisesse mais do que tudo pra passar o dia naquele sofá vendo filmes e comendo besteira, eu fiz um enorme esforço para colocar um sorriso no rosto e parecer bem. Ainda que não estivesse. Bom, eu tinha passado quatro anos estudando a arte da atuação, então isso teria de me servir pelos próximos dias. Ou meses. O que fosse. Depois de tomar café — ainda que meu apetite fosse o mesmo que zero — e tomar um banho bem demorado, decidi que iria fazer o que há muito tempo não fazia: caminhar sem rumo. Era o tipo de coisa que eu fazia quando queria relaxar e curtir minha própria companhia. Eu tinha certeza de que se ficasse sozinha naquele apartamento por muito tempo, iria acabar detestando estar na minha própria pele. Estava ventando bastante naquela manhã, então só pra garantir que eu não iria morrer de frio, coloquei um sobretudo cinza, prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e decidi que não iria levar nada. 


Me desligar um pouco de tudo faria bem, sussurrei para mim mesma enquanto atravessava o semáforo parado. Por ser um dia de semana, tive de encarar uma enorme multidão de cores e rostos completamente desconhecidos. Ventava um pouco e agradeci por estar com minhas mechas ruivas presas, não sei se teria paciência para lidar com fios de cabelo querendo entrar na minha boca. Geralmente, eu apreciaria mas naquele estado… Passei por padarias, comércios, loja de animais mas o que realmente me chamou atenção foi uma sorveteria self service. Talvez um pouco de doce pudesse me animar, pelo menos foi o que eu pensei antes de entrar. Peguei um recipiente de tamanho médio e fui colocando os sabores que eu mais gostava: flocos, napolitano, cupuaçu e menta. Uma combinação estranha aos olhos dos outros, mas uma delícia em minha boca e era isso o que importava. Depois da cobertura de morango e algumas besteiras a mais, fui pesar e então paguei pelo sorvete. Finalmente me sentei e comecei a devorar minha combinação deliciosamente gelada. Estava tão entretida com a sensação gostosa no céu da boca que nem notei uma garotinha pequena sentar do meu lado. Mas assim que meu olhar encontrou o seu, acabei sorrindo. 

— Você quer um pouco? — apontei para o sorvete. Ela fez que sim e dei a ela o meu copo. Assim que ela experimentou a camada de flocos, fez uma careta divertida. Então sugeri que ela tentasse menta. Por um instante, jurei que ela faria o " hummmmmmm " da Ana Maria Braga e passaria por debaixo da mesa. Mas a pequena apenas revirou os olhos.

— Querida, eu falei pra me esperar na nossa mesa… — falou gentilmente uma figura alta e morena. Imaginei que fosse sua mãe. — Desculpe, ela adora conversar com estranhos. 

— E eu adoro crianças. — sorri. — A propósito, eu nem sei o seu nome princesa. — falei, olhando pra ela. 

— Melanie. — falou timidamente, antes de sorrir. 

— Que nome bonito, o meu é Emma. 

— Vamos querida, temos que ir buscar o seu pai no trabalho ainda. — Melanie sorriu pra mim uma última vez antes de ir até a mãe e segurar sua mão. — Perdão o incômodo. 

— Imagina, não foi incômodo algum. — as duas saíram da sorveteria e fiquei ali pensando no quanto queria ter filhos. Para ser sincera, eu queria apenas uma menina, mas tenho certeza de que Ceci me convenceria a ter pelo menos dois. Inferno, por que eu tô falando dela? Meu sorvete acabou e voltei pra casa. A primeira coisa que eu fiz foi me jogar no sofá e tentar não pensar mais no que poderia mais me machucar, se eu já estava totalmente quebrada por dentro. 




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