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História Cruzados - (Interativa BTS) - Capítulo 4


Escrita por: e the-DUFF


Notas do Autor


Vocês podem encontrar o nome da pré-aceita nas notas finais, agora, fiquem com o prólogo da Olímpia.

Capítulo 4 - Prólogo 0.4 - Olímpia


Fanfic / Fanfiction Cruzados - (Interativa BTS) - Capítulo 4 - Prólogo 0.4 - Olímpia

Notas finais

 

No reino de Ártemis, os cabelos longos e negros de uma menina se balançavam conforme o vento batia em seu rosto. Olímpia não tardava a correr, desviava de quem quer que aparecesse em seu caminho, e segurava a borda do vestido para que os pés descalços não tropeçassem no tecido fino, o riso que soltava para acalmar o medo de ser alcançada sequer escondia a pele pálida suja por poeira, algo que por sorte, ela ainda não havia notado, pois era sempre muito meticulosa ao manter-se limpa. Virou-se para trás para checar se ainda era perseguida. Ver o homem de seus 35 anos correr atrás de si e gritar para que ela parasse foi a confirmação para sua dúvida. A menina voltou a correr, afastando seu nervosismo com uma nova risada em tom de deboche e então mordeu a maçã em suas mãos. Tão vermelha e apetitosa, além de um absurdo de cara. Esta era a fruta proibida da qual Adão e Eva provaram? Dizia a Igreja que sim, mas ela não se importava. Naquele momento, aquela era apenas mais uma fruta roubada. 

Ainda ouvia os passos firmes do homem a acossando, Olímpia revirou os olhos. Ele estava realmente empenhado em tentar lhe alcançar, e ela teria de ser ainda mais rápida para conseguir escapar do homem. Teria que se afastar para um lugar confuso e tumultuado…

Um sorriso vitorioso surgiu em seus lábios assim que viu a feira de Ártemis, o lugar mais cheio e bagunçado do Reino, teria êxito, com certeza:

—Tolo, vai precisar de ter a visão mais certeira que a de uma águia! — falou consigo mesma num tom de desdém, se lançando em corrida na direção das barracas mal armadas com retalhos de roupas velhas.

Olímpia não desperdiçou esforços para se misturar na multidão. Esta também apressada, serviria como um ótimo disfarce para a fugitiva. Quando se sentiu segura, olhou para trás para ver se havia realmente dispersado o dono da barraca qual furtou a maçã; desatenta como só a menina era, pôs-se a andar, ainda com o olhar voltado para o que acontecia às suas costas, logo esbarrou em um homem que carregava uma gaiola com pássaros, estes que se debateram dentro da prisão: 

— Sua miserável, olhe por onde anda! — Berrou, fazendo Olímpia pular em surpresa, com o ouvido latejando de dor pelo recente grito tão próximo. Quem quer que fosse, era um encrenqueiro, e Olímpia já havia reconhecido aquilo desde o olhar arrogante que o homem lhe lançou, antes mesmo de gritar. Além do mais, ela estava enrascada, pois o comerciante que ela surrupiou havia acabado de localizá-la, e já estava se aproximando: 

— Perdoe-me, senhor — Disse, e voltou a correr — Por você ser um verdadeiro otário — Gritou, e pôs-se a rir novamente. Olímpia adorava passar por aquele tipo de adrenalina, por mais errado que fosse. Ela reconhecia que era uma insolente, afinal.

Mas agora ela teria que ser atenta. Notou o homem insistir em correr em fúria ainda maior em sua direção, o que no mesmo instante lhe obrigou a pensar. Se ele começasse a descrever seus traços pela feira e outros se unissem para lhe procurar, ficaria realmente encrencada e sem um ponto seguro para fugir de outros futuros comerciantes. Viu uma burguesa vendendo lenços de seda árabes. Se aproveitou da distração da mesma ao mostrar os mais caros e pegou dois.

Cobriu seus fios negros totalmente enquanto corria e amarrou o lenço mais longo na cintura. Era pouco, mas por enquanto iria ajudar a trazer uma leve confusão no homem. Sorriu ao ver que o mesmo olhou para os lados e por fim deu meia volta. Ela deu uma risada mordendo mais um pouco da maçã:

—Este é muito tolo, talvez eu tente de novo… — brincou. Olímpia era sem dúvida uma das meninas mais ardilosas de Ártemis inteira; mesmo que acabasse por se colocar em risco, sempre acabava se livrando de quaisquer consequência. Encostou-se em um muro de pedras mal acabado, e passou a comer a maçã tranquilamente, com a expressão arteira de quem planejava mais alguma coisa para roubar: 

— Você não cansa, não é? — Robert disse, se aproximando da menina. O olhar de falsa decepção que seu futuro marido lhe lançou foi o suficiente para arrancar uma gargalhada espevitada da menina: 

— Essa é a minha especialidade, querido — Disse. O tom irônico já era característico em sua voz, portanto, Robert sequer se ofendeu quando ela lhe lançou a frase carregada de sátira:

— Você não tem jeito, é uma levada mesmo — Tocou a ponta do nariz arrebitado da menina, descendo até seus lábios, e o contornando em seguida. Quando iam beijar-se, a voz estridente de May os interrompeu:

— Casem-se primeiro, seus apressados— A irmã mais nova de Olímpia resmungou, quando encontrou o casal no momento romântico. Olímpia riu em resposta, claramente envergonhada, Robert levou a mão até a nuca, frustrado. A menina passou a mão pelos cabelos da irmã menor, que correu assim que sentiu que seu objetivo havia sido concluído:

—Ela sempre fica nos observando assim? — Robert perguntou, esmorecido, ao ver a menor se afastar:

—Claro, ela é tão esperta quanto a irmã! — deu uma piscadela sorrindo para o mesmo.

Ele deu uma risada em resposta, olhando para o castelo que aparecia no alto das colinas, erguendo-se majestosamente diante das ruas pútridas e populosas da plebe. A visão fez o mesmo produzir uma careta de desprezo:

—Lá os nobres se acolhem em seus tronos de ouro e provam dos mais fartos tipos de comidas em seus banquetes. Enquanto nós precisamos de roubar para viver o martírio de cada dia!—

—Deixem eles sobre os estofados importados, a vida aqui é mais ativa — deu mais uma mordida — Eu gosto desse tipo de emoção, é cativante — Abriu um sorriso finório, os olhos brilhantes entregavam o quão comovida a menina ficava ao causar o caos. Robert a fitou, reprovando seu comportamento — Não me olhe assim, sabe muito bem que só furto feirantes burgueses, e ainda sim, apenas os que colocam preços injustos nas peças.— Pela primeira vez no dia, seu rosto ganhou uma tonalidade séria. Robert suspirou, sabia que uma nova discussão estava por vir:

— Sabe que você pode acabar indo para o inferno por isso e…— A demonstração da preocupação que Robert sentia com o fim de sua amada fora interrompida por ela própria, que expirou profundamente o ar sujo da rua em que estava, irritada:

— Caia na realidade, Robert, precisamos PAGAR para irmos para o céu! — A menina exclamou, arregalando os olhos azuis celestes — Nem que sejamos tão santos quanto o nosso bom Deus acabaremos lá. — Murmurou, tristonha.

 Não é como se ela pudesse fazer mais do que aquilo. Seus dias eram resumidos em roubar, ou passar fome para que sua irmã tivesse o que comer, era uma desgraça. Um único pão tendo que durar uma, duas semanas, e alimentar três bocas. Então, o que faria? Morreria de fome? Lenta e dolorosamente? Não, aquilo não era para si. Viu o noivo se calar, assumindo sua derrota. Ele a acompanhou até que a mesma estivesse em frente a sua casa, e depois seguiu rumo a sua. 

Até quando eles passariam por isso?

 


Notas Finais


PRIMEIRO DE ABRILLLL
Sim, não tem pré-aceita, só quisemos trolar vocês um pouquinho.
Mas pelo menos temos aqui o prólogo da Olímpia, né?
Não fiquem bravos kkkkk


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