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História CRY BABY - The Storyfic - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Pity Party


Fanfic / Fanfiction CRY BABY - The Storyfic - Capítulo 8 - Pity Party

 Melanie não podia acreditar que estava realmente considerando aquela ideia. Uma festa? Ah, Johnny... Nem mesmo sabia como organizar uma festa. O que as pessoas faziam? Havia um tipo de roupa específico para a ocasião?

 Melanie nunca fora convidada para um aniversário, nem nunca comemorara o seu próprio. Seu irmão Joseph também nunca desfrutara de algo do tipo, pelo menos não em casa, não em família. Além do mais, Johnny não poderia garantir que seus amigos quisessem ir, e menos ainda que gostassem da garota. Seria sua primeira festa de aniversário, e seus convidados seriam completos estranhos. Quais as chances daquilo durar por mais de um minuto?

 Melanie afastou os pensamentos negativos, não havia como voltar atrás. Ela nunca poderia esquecer a felicidade de Johnny no momento em que ela cedera, a última coisa que faria seria decepcioná-lo, pois não saberia dizer em qual dos dois doeria mais. Sendo assim, concentrou-se no que realmente importava.

 Balões. Bom começo. Melanie pegou um pedaço de papel e caneta e anotou a primeira palavra que veio à sua mente. Bolo veio logo em seguida. Melanie não sabia exatamente como preparar bolos, e não ousaria pedir tal favor a Murcy, seus bolos quase nunca eram comestíveis. No entanto, talvez algum livro de receitas ajudasse. Chocolate com glacê e cobertura. O pensamento foi o bastante para fazê-la salivar.

 Em sua escola, às vezes viam-se alunos realizando suas festas de aniversário no pátio, junto com os outros colegas de sala, mas, obviamente, Melanie nunca havia participado. Apesar disso, fechou os olhos e tentou imergir naquele cenário. Muitas crianças. Muitos chapéus pontudos. Uma mesa enorme dedicada aos doces. Parecem deliciosos. Numa mesa maior, exibe-se um bolo extravagante de três andares, levando uma vela no topo. Melanie imaginou qual seria o gosto daquele bolo, chocolate, morango, limão, ou mesmo algum sabor que nunca havia provado antes. Bebidas. Refrigerantes e sucos. Numa roda de crianças, um menino vendado tentava desesperadamente acertar, com um pedaço de madeira, um embrulho em formato de animal pendurado em uma árvore.

 Abrindo os olhos, Melanie anotou tudo o que conseguira captar. A primeira tarefa estava completa, porém, havia algo mais que tentara evitar até o momento. Convencer Murcy a permitir a festa. “É como pedir ao Diabo para ir ao céu”.

 Murcy estava em seu quarto, sentada à penteadeira produzindo-se com meio quilo de maquiagem. Melanie bateu à porta, anunciando-se. Murcy imediatamente interrompeu o que fazia e virou o rosto na direção da filha. Parecia surpresa, provavelmente imaginando o que havia de tão urgente para que a menina a procurasse.

 — Olha só, o coelho saiu da toca — disse Murcy, voltando sua atenção para a maquiagem. — Fale logo o que quer.

 Se Melanie quisesse que Murcy colaborasse e permitisse que a festa acontecesse, precisaria ser gentil. Mesmo que fosse quase impossível, seria necessário, mais ainda se quisesse todo o dinheiro que precisaria.

 — Então... Dia vinte e oito é o meu aniversário.

 — E daí? — a fala de Murcy transbordava ignorância. Melanie teve de se controlar para não soltar uma resposta atrevida.

 — Eu quero fazer uma festa — respondeu, indo direto ao ponto.

 Murcy interrompeu o que fazia para olhá-la mais uma vez.

— Uma festa? Para quê você quer uma festa?

 — Hã... Para comemorar.

 — Você nem tem amigos, vai comemorar o quê? — Murcy voltou ao que fazia, provavelmente encarando a conversa como uma perda de tempo.

 — Na verdade... Eu tenho amigos sim! E eles mesmos me disseram que virão — Melanie cruzou os braços, tentando transmitir confiança. Na verdade, os amigos de Johnny não eram seus amigos, e nunca haviam lhe dito nada. Porém, o quão insignificante poderia ser uma mentirinha qualquer dentro daquelas paredes recheadas de segredos?

  — Então aquele menino que veio aqui ontem são os seus amigos? Pare de se iludir, menina. Não vou deixar você ocupar a casa para fazer uma festa com seus amigos imaginários, se quiser faça no seu quarto.

 — Não são imaginários! — Melanie levantou a voz. — Eles virão, eu tenho certeza. Eu só preciso da casa por apenas um dia, e eu mesma irei preparar tudo sozinha. Eu só preciso que me dê um pouco de dinheiro — dinheiro era o menor entre seus problemas. A família podia ser quebrada em todos os sentidos, menos em questões financeiras.

— Você acha mesmo que eu vou te dar a casa para ter um bando de pestes correndo para lá e para cá? Tive de enfrentar isso duas vezes e não pretendo enfrentar de novo. Sem chances.

 — Sobre isso... Eu pensei que talvez você e Joseph pudessem sair por umas horas — Murcy encarou Melanie. — Será só por um dia e depois nunca mais. Vamos, Murcy, umas horas fora de casa não irão te matar.

 Murcy pensou por uns instantes. Melanie imaginou o que se passava em sua cabeça, provavelmente que era melhor ceder e alimentar a imaginação da menina a ter mais dor de cabeça contrariando-a. Depois de um silêncio que Melanie interpretou como um “sim”, Murcy mandou-a sumir de vista. Melanie deu meia volta e saiu do quarto.

 

 Melanie sentia-se verdadeiramente feliz em realizar a festa, embora temesse que algo pudesse dar errado. Seria uma catástrofe, considerando que aquela era a sua primeira festa de aniversário. Tudo tinha que estar perfeito, precisava fazer com que tudo desse certo, caso contrário, poderia tornar-se inimiga dos amigos de Johnny. “Por favor, Melanie, não estrague tudo pelo menos uma vez na vida”. Saber que finalmente teria um aniversário digno de uma criança normal era o suficiente para encher Melanie de determinação.

 A funcionária do mercado fitava Melanie com um estranho olhar, o qual a garota simplesmente resolveu não dar tanta atenção. Nada poderia estragar o seu bom humor. “Vamos ver... enfeites, chapéus, bebidas, comida, massa de bolo...”. Murcy lhe dera uma generosa quantia de dinheiro, o suficiente para que ela pudesse tomar a liberdade de comprar também uma faixa cor de rosa com os dizeres “Feliz Aniversário!”. “Veneno para insetos! Sem chance de alguma barata imunda arruinar a minha festa”.

 Ao início da semana, Melanie procurou Johnny para lhe dizer que a festa aconteceria na quinta-feira à tarde. O garoto, empolgado, avisou-lhe que convidaria todos os seus amigos no mesmo dia, e, então, foi embora. De terça até o abençoado dia, Melanie não havia mais visto Johnny, tampouco Beth Anne. “Talvez estejam indo embora da escola um pouco mais cedo”. De qualquer forma, não importava. “É hoje”. Melanie sorria bobamente ao pensar que poderia passar aquele dia tão especial ao lado de seu grande amor... E, claro, Beth Anne também.

 Chegando da escola, a casa estava afundada no mais puro silêncio, deixando a entender que Murcy e Joseph já haviam saído. Então, lembrou-se novamente do momento em que a mãe a havia chamado na noite anterior.

 — Escute aqui, menina, que fique claro que eu não irei levantar um dedo para limpar a sua bagunça. É bom que essa casa esteja um brilho quando eu retornar — Melanie revirara os olhos. Murcy nunca levantava um dedo para limpar o que quer que fosse.

 Respirou fundo e pôs-se a trabalhar.

 O bolo. Durante a semana, havia lido pelo menos trinta vezes a mesma receita para que não houvesse um só erro. Ficara tão impregnada em sua mente que poderia recitá-la de cor. Depois de misturar todos os ingredientes numa vasilha, despejou a massa de cor marrom numa forma redonda e levou ao forno.

 Enquanto esperava, preparou a casa. Varreu o chão e tirou a poeira acumulada dos móveis. Melanie acabou por descobrir uma quantidade anormal de insetos mortos atrás da mobília, o que a levou a se perguntar há quanto tempo a casa não era limpa. Uma empregada costumava faxinar a casa duas vezes por semana antes de... Bem, coisas acontecerem. Murcy a dispensou logo depois, sem qualquer explicação, e, aparentemente, a casa não havia sido limpa desde então, já que a única coisa que Murcy preocupava-se em embelezar era a si própria.

 Pendurou a faixa de aniversário à parede e espalhou inúmeros balões pela casa. Encheu vasilhas e mais vasilhas com as guloseimas que comprou e as arrumou na mesa de jantar. Quanto à pinhata, Melanie achou-a complicada demais para fazê-la em forma de um animal. Sendo assim, colocou alguns doces dentro de alguns balões convencionais e os espalhou pela sala. Por fim, teve uma ideia, subiu até o seu quarto e encheu os braços de bichinhos de pelúcias. Convidados de honra. Depositou-os lado a lado no sofá e os fitou com um sorrisinho de canto. “Hoje, nada vai estragar a minha festa”.

 Depois de algumas horas, tudo estava em seu devido lugar. Só restava decorar o bolo. Após um bom tempo batendo glacê e misturando-o a um corante azul, Melanie cobriu todo o bolo de chocolate. Com as sobras do glacê, pacientemente escrevera a frase da faixa cor de rosa na parte de cima do bolo. Para uma primeira tentativa, teve de confessar que não estava nada ruim, o que lhe arrancou um sorriso orgulhoso de si mesma. E, então, tudo estava pronto.

  Melanie correu para aprontar a si mesma. Lavou-se no banheiro e penteou os cabelos, enfeitando-os com um laço lilás no topo da cabeça. Escolheu um vestido da mesma cor de saia rodada, e o usou junto a sapatilhas pretas. “Tomara que Johnny goste de lilás”. Avistou em sua escrivaninha o veneno para insetos que comprara, havia esquecido completamente de usá-lo até então. Jogou o frasco no bolso do vestido e saiu do quarto.

 Desceu e checou o relógio, três da tarde. Os convidados em breve chegariam. Pôs um dos chapeuzinhos de festa na cabeça e esperou sentada no sofá. Correu os olhos por todo o ambiente e não pôde deixar de se sentir estranha fazendo algo daquele tipo. Sentia-se mal. Quase suja. Como se estivesse fazendo algo muito errado. Festas de aniversários eram para crianças normais, bonitas e sociáveis, não para gente como ela. Imagine só, a bebê chorão dando uma festa em sua casa para seus amigos. Até mesmo o pensamento soava estranho.

  “Não, hoje não serei a bebê chorão”. Não mesmo, seria Melanie. Uma garota de onze anos se divertindo com seus futuros amigos e o garoto que gostava.  E, então, sua vida mudaria para sempre, talvez ela nunca mais precisasse chorar. A ideia a encheu de animação. Checou o relógio mais uma vez, três e meia. Tudo bem, as pessoas nunca compareciam à hora exata. Aproveitou para verificar mais uma vez se tudo estava no seu lugar.

 Quatro horas. Melanie aguardava ansiosa. Será que Johnny confundira a data? Ou o horário? Ou havia se perdido no caminho? Não, ele já havia ido à sua casa, sabia muito bem onde era e nem era muito distante da escola. Provavelmente ainda estaria se arrumando, justamente para impressioná-la. Sorriu com o pensamento.

 Quatro e meia. Mel começou a ficar preocupada. Seus convidados estavam muito atrasados. Johnny levava tanto tempo assim para se arrumar? Uma vozinha maldosa falou na cabeça de Melanie. Eles não vêm. Não, se recusava a acreditar naquele absurdo, como poderiam não ir? Fora Johnny que a convencera a fazer a festa. O garoto ficara tão feliz quando ela cedera, e ele prometeu que levaria amigos, ele mesmo havia dito. Não, não, não, não era verdade, não era. Ele vinha, ele vinha, ele vinha. Eles viriam.

 Mas ninguém veio.

 Cinco horas da tarde. Melanie andava de um lado para o outro, desesperada e nervosa, roía as unhas e tremia um pouco. Tudo bem, tudo bem, era só uma brincadeira cruel. Eles estavam lhe pregando uma peça, fingiriam que haviam esquecido e em um segundo apareceriam na porta gritando “feliz aniversário” com presentes nas mãos. Todos estariam felizes, e todos ririam, e ela ficaria feliz, e ela também riria. Sim, era isso que iria acontecer, tinha certeza, seus amigos não iam lhe deixar sozinha no seu aniversário, não iam. Talvez Johnny estivesse com vergonha, vergonha de dizer que a amava, que queria passar o resto de sua vida com ela, que ela era a melhor coisa que havia lhe acontecido. Ele a amava, Melanie tinha certeza, a amava e amava muito. Eles iam aparecer. Johnny iria. Beth Anne iria. Todos iriam.

 Mas ninguém veio.

 Seis da tarde. Tudo bem, certamente havia um mal entendido. Tudo estava pronto e no seu devido lugar, os enfeites, a comida, o bolo, tudo estava lindo e perfeito, era a melhor festa do mundo! Melanie se recusava a acreditar, não era real, não podia ser real. Johnny confirmara que apareceria então ele apareceria e ponto final. Não se importaria de esperar mil anos, iria ficar ali até que ele aparecesse em sua frente e dissesse que a amava.

 No entanto, a vozinha continuava falando em sua cabeça. Eles não virão. Ninguém virá. Ele não vai vir. Melanie tapou os ouvidos com força se recusando a aceitar o que a maldita voz lhe dizia. Mas a voz não parava, continuava falando, e agora podia ouvi-la rindo, e então ouvia várias vozes rindo. Jurou ter escutado Johnny rindo, mas não era ele, a voz não estava ali, não era real, era sua própria mente brincando com ela. “Parem!”, Melanie gritava a palavra repetidamente, mas os risos não paravam. Gritou a plenos pulmões, encolheu-se no chão segurando a cabeça com força, como se fazer aquilo pudesse expulsar as vozes. Fechou com força os olhos inundados de lágrimas. Quando os abrisse, nada seria real. Johnny, Beth Anne e seus amigos estariam ali batendo palmas e gritando seu nome. Todo mundo estaria ali. Contaria até três. Um. Dois. Três.

 Mas ninguém veio.

 Os risos pararam, as vozes pararam, e o mundo também. Então, era isso. Ninguém viria. Ninguém nunca viria. Melanie sentiu-se tonta, procurou o sofá e descansou até a cabeça parar de girar. E então ela pareceu perceber onde estava. Estava na sua casa, havia uma faixa cor de rosa, um bolo e enfeites para todos os lados. Os bichinhos de pelúcia a encaravam. Uma súbita raiva dominou o corpo de Melanie. Ninguém viria.

 Fitou o bolo à sua frente. “Feliz Aniversário”. O bolo debochava dela. Melanie o pegou nas mãos, fitando-o bem de perto. O bolo ria. O bolo realmente ria. Melanie o jogou com força no chão e o pisoteou, xingando-o, e então ele parou de rir. Outra risada. Melanie virou a cabeça na direção de onde vinha. Teddy. Um som irônico. Um riso sarcástico. O prazer transparente na ligeira curva na boca do urso enquanto ela o fitava. Melanie correu para pegá-lo, arrancando sua cabeça com os dentes. Ninguém iria rir. Ninguém nunca mais riria. Mas tudo ao seu redor ria, os balões, a comida, a pinhata. Melanie correu à cozinha, abriu uma das gavetas, tirando de lá uma faca prata e afiada, brilhante como a luz da lua. Ninguém nunca mais riria.

 Em um instante, tudo era apenas ruínas de uma festa que nunca existiu. Daquele momento em diante, ela seria a única que poderia rir. Só então percebeu que ainda usava o chapeuzinho de festa na cabeça, o arrancou e, obviamente, ele ria. Rasgou-o em mil pedaços e deixou que seus restos mortais caíssem levemente até o chão.

 Fitou o ambiente, a sua primeira e última festa de lástimas. Queria chorar, mas se proibiu, não iria mais chorar, não iria, nunca mais. Mas não se segurou, chorou como se pudesse inundar a casa. Ao mesmo tempo em que adoraria ficar por ali sentindo pena de si mesma pelo resto do dia, uma sensação ardente invadiu seu corpo, como se ela pudesse entrar em combustão a qualquer momento. Ódio. Não raiva, ódio. Não sabia exatamente do quê, talvez de tudo, das pessoas, da casa, dela mesma, da vida, qualquer coisa. Tinha certeza apenas de que poderia matar alguém. Literalmente.

♠ ♠ ♠

 Na primeira vez, sua boca exalava tanta fumaça e tossia tanto que sentia que seus pulmões poderiam parar de funcionar ali mesmo. Mas forçou-se a se acostumar. Pegou o jeito. Agora não sentia nada. Estirada em sua cama e fitando o teto sem graça, sentia-se relaxada o bastante para que o louco e ardente desejo de homicídio fosse embora de seu ser. Joseph estava certo afinal, aquilo realmente ajudava. Enquanto se divertia exalando fumaça pelo nariz, Melanie voltou a pensar em Johnny. E Alexandre. Como pôde se deixar ser burra duas vezes? Por que tivera de cometer o mesmo erro? Será que nunca iria aprender?

 Confiança. Ato de crença na lealdade e humanidade de outra pessoa. “E, ironicamente, além da compreensão humana”. Confiara em Alexandre e confiara em Johnny. Quem seria o próximo? Quem iria partir seu coração em pedaços, pisoteá-lo e ir embora logo em seguida? Não que ficasse surpresa. Nada mais poderia surpreendê-la. Esse era o mundo. Pessoas eram cruéis, se alimentavam da fraqueza e emoções dos mais fracos. Um apetite infinito. Quanto mais lhe arrancava, mais queriam. Felicidade era um mito, ou melhor, uma ilusão.

 Felicidade. Estado de plena satisfação e bem-estar. Não se sentia satisfeita, nem ao menos se sentia limpa. Estava imunda, podre, corrompida. Uma sujeira que nem mesmo o melhor sabão do mundo poderia limpar. O que faria então? O que seria dela de agora em diante? Diga-me, voz de minha cabeça. Diga-me o que fazer. Me tire desse mundo, me leve para não-sei-aonde e dê-me ao menos uma simples razão para continuar vivendo, pois agora nada resta de mim. Nada senão a podridão das garras dessa realidade rasgando minha alma. Como eu poderia ainda acreditar que algo de bom resta em mim? Como eu poderia acreditar que algo de mim resta em mim?

 Com tuas ternas lágrimas, bebê chorão.



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