História Crystal Snow JJK - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Army, Bts, Drama, Escolar, Jeon Jungkook, Jung Hoseok, Kim Namjoon, Kim Seokjin, Kim Taehyung, Min Yoongi, Park Jimin, Romance
Visualizações 55
Palavras 1.771
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oláa, trouxe mais um capitulo, espero que gostem.

Boa leitura.

Capítulo 2 - Capítulo - II


Fanfic / Fanfiction Crystal Snow JJK - Capítulo 2 - Capítulo - II

"Hoje, a lua está brilhando mais no espaço vazio na minha memoria, este lunático que me engoliu, por favor, me salve hoje à noite." – Save Me – BTS.

 

Aquela foi mais uma noite na qual acordei gritando, minha mãe me segurava e seu semblante era preocupado, mas eu sabia o quanto estava dando trabalho a ela.

- Está melhor? – ela perguntou assim que me deitei de costas.

- Sim. – disse baixinho. – Desculpe atrapalhar o seu sono.

- Não se preocupe com isso, minha prioridade é saber se você está mesmo bem. – ela disse. – Se isso continuar você terá que voltar a tomar remédios.

- Eu só quero ver o Jin. – disse.

- O Jin está trabalhando. – seu tom de voz já era mais sério.

- Isso não é justo! Você nunca me deixa falar com ele, sempre a mesma desculpa de que ele está trabalhando. – disse me alterando e sentindo as lágrimas acumularem no canto dos seus olhos. – Eu só quero vê-lo, falar com ele, abraça-lo, porque isso é tão difícil para você? – perguntei sentindo as lágrimas queimarem o meu rosto.

- Eu faço isso pelo seu bem, querida. – ela disse.

- Meu bem? Acha que me faz bem afastando ele de mim como se ele tivesse culpa pelo que aconteceu? – disse com os soluços rasgando minha garganta. – Eu só quero ver o meu irmão.

- Ele fez mal a você, eu não posso fazer isso. – ela disse e saiu do quarto.

Tudo que eu podia fazer era chorar e gritar. Eu havia perdido tudo inclusive meu irmão, sentia que tudo que vivia era uma mentira.

Abri o meu celular e vi um foto minha e de Jin na semana em que eu saí do hospital, ele sorria e me abraçava mesmo com um braço e uma perna engessados, e vários machucados, inclusive um olho roxo. Mamãe não sabia que ele estava ali, mas quando soube o expulsou e eu nunca mais o vi ou tive noticias suas e depois disso o vaco em minha memória pareceu aumentar eu não havia mais chances de recuperar aquele espaço faltando, sozinha.

Passei o resto da noite em claro com falsas esperanças de que o dia amanheceria melhor, mas quando a manhã veio eu não quis me levantar, eu não quis me mexer, eu só queria ficar ali definhando enquanto esperava as coisas decidirem mudar.

Meu celular tocou e vi que era Jae-Hwa e eu havia me esquecido completamente que hoje era o acampamento da escola.

- Alô?

Alasca, você já está pronta? – ela perguntou e ouvi barulhos do outro lado da linha. – Minha mãe já vai passar ai. – ela alertou.

- Quase. – disse e me levantei da cama.

Espero que não tenha acordado agora. – ela disse em um tom sério, mas acabou rindo.

- O que? Claro que não. – menti pegando minhas coisas. – Só estou terminando de me arrumar.

Ok, daqui a pouco estou ai. – ela desligou sem me deixar despedir.

- Droga, droga, droga. – xinguei enquanto corria até o banheiro para tomar o banho mais rápido da minha vida.

Estava terminando de vestir minha roupa quando escutei a buzina do carro da mãe de Jae.

Agradeci a deus por ter arrumado minhas coisas antes de dormir se não eu com certeza estaria encrencada agora.

Desci as escadas com a mochila nas costas enquanto puxava a calça para cima a abotoando.

- TCHAU MÃE! – gritei enquanto descia as escadas.

- Onde vai? – ela perguntou parecendo na sala.

- Para o acampamento da escola, volto no domingo. – disse e saí correndo pela porta da frente.

Entrei no carro da mãe de Jae um pouco ofegante.

- Bom dia! – disse com a mão no peito e as duas sorriram.

- Você podia pelo menos ter penteado os cabelos. – Jae-Hwa disse passando a mão pelo rosto e eu ri sem graça arrumando os cabelos com as mãos.

- Não implique com a garota Jae-Hwa. – sua mãe a repreendeu. – Como você está Alasca? – perguntou.

- Estou bem e a senhora? – sorri.

- Estou ótima, obrigada. – ela sorriu.

Durante todo o percurso de carro ouvimos uma palestra sobre tomar cuidado no meio do mato, tomar cuidado com bebidas, comidas, insetos e principalmente garotos.

- TENHAM JUÍZO! – Sra. Choi gritou do carro assim que nos viu ir em direção ao ônibus vermelho e nós acenamos em resposta.

- Eu fico na janela. – disse Jae-Hwa correndo na frente e eu apenas ri.

Ao entrar no ônibus meu coração palpitou ao ver Jungkook ao lado de Jimin. Entrei de cabeça baixa sentindo minhas bochechas levemente coradas.

- Bom dia Las! – Jimin me cumprimentou e quando eu o olhei meus olhos encontraram os olhos negros de Jungkook e não os dele, mas ele logo virou o rosto em direção à janela e respirou fundo.

- Bom dia Chim-Chim. – dei um pequeno sorriso e senti que minhas pernas falhariam a qualquer momento.

O ônibus arrancou me assustando e com o baque acabei caindo sentada no colo de Jimin que estava do meu lado. Minhas bochechas esquentaram tanto e senti outra mão atrás das minhas costas, e tinha a certeza que não era as de Jimin pois elas estavam presas a minha cintura pelo susto.

- Meu Deus! Me desculpa! – pedi me levantando em um pulo. – Jimin, me desculpa. – pedi novamente desesperada.

- Tsc, além de desajeitada é atirada também. – disse Jungkook com a voz áspera e ácida.

- Foi sem querer. – sentia que explodiria de tão quente que meu rosto estava.

- Não se preocupe com isso Las, foi um acidente. – disse Jimin com seu sorriso doce me deixando um pouco mais tranquila.

Praticamente corri em direção à poltrona de Jae-Hwa que me olhava assustada.

- O que foi que acabou de acontecer? – ela perguntou assim que eu escondi meu rosto que ainda queimava em seu colo.

- Eu caí em cima de Jimin sem querer. – disse com a voz abafada. – Jungkook me chamou de atirada.

- Jungkook e seus comentários ofensivos. – ela riu. – Não acreditou nele, não é?

- Claro que não, foi um acidente. – respondi e me levantei tentando me recompor e não morrer de vergonha e ela riu.

- Você está com olheiras enormes, não dormiu? – ela perguntou se acomodando mais a poltrona macia.

- Tive aquele pesadelo, não consegui dormir mais.

- De novo? – ela perguntou suspirando preocupada e eu apenas afirmei com a cabeça.

- Porque a garota nova não para de encarar Jungkook? – sussurrei para ela incomodada.

Ela havia tentando fazer amizade conosco quando chegou há dois dias, mas Jae-Hwa por algum motivo não a suportava.

- Ouvi boatos que eles já namoraram ou tiveram um casinho há um tempo. – quando ela disse isso, senti uma pontada forte em meu coração, como se me avisasse algo.

- Hm.

Park Jimin

- Você costumava gostar dessas excursões idiotas. – disse e ele sorriu.

Desde aquele dia eu sabia que ele não era mais o mesmo, ele tentava manter a pose, se fazer de forte, de brincalhão, tentar ser quem ele era antes, mas eu odiava saber que o conhecia demais para saber que era tudo farsa. Os outros podiam cair nisso, ele podia continuar fingindo que não se importasse e forçando sorrisos, mas eu sabia que isso não existia mais.

Mas desde que ela voltou, ele estava ainda pior, estava estranho e tentava se fazer de indiferente para todo mundo, mas eu sabia que não era assim que as coisas funcionavam.

- Elas costumavam ser legais antes. – ele comentou dando um sorriso de canto. – Veja pelo lado bom, vamos poder tomar um pouco de ar fresco uma vez na vida. – ele disse em um tom brincalhão e eu acabei rindo.

- Claro, ar fresco, mais enxames de insetos, ótimo lado. – disse irônico.

- Idiota. – ele riu, mas logo ficou sério de novo olhando para fora da janela.

- No que está pensando? – perguntei.

- Não quero falar sobre isso. – ele resmungou sem me olhar.

- Kookie. – tentei fazê-lo falar.

- Ela não devia ter voltado. – ele sussurrou e se eu não tivesse tão perto, eu tinha certeza que não o ouviria.

- Tudo que você tem que fazer é aceitar e lidar com isso. – disse tão baixo quanto ele, não queria que ninguém nos ouvisse.

- Você sabe que eu não consigo, é melhor eu continuar ignorando... – ele murmurou me olhando, eu via o quão perdido seus olhos estavam.

- Ignorar não vai fazer sumir, muito menos fazer parar de acontecer. – murmurei de volta. – ele não respondeu mais.

Ele tinha uma guerra interna dentro de si, ou ele vencia ou ele morria.

Alasca Young

- Eu achei que o trabalho escravo tinha sido abolido do mundo. – resmunguei enquanto ajudava a carregar galhos para nossa enorme fogueira.

- Mais agilidade e menos papo. – disse Jae e eu acabei rindo.

- Estou cansada. – fiz um bico enorme.

- Eu te ajudo. – ouvi uma voz grossa atrás de mim e vi que era Namjoon e ele logo pegou os galhos da minha mão me deixando sem graça.

Desde que eu voltei ele estava sempre em todos os lugares, me ajudando como um anjo da guarda.

- Não precisa. – disse colocando o cabelo atrás da orelha.

- Claro que precisa, você já carregou demais, não se preocupe, pode colocar os seus aqui também Jae. – ele disse com seu habitual sorriso gentil.

- Tem certeza? – perguntou ela.

- Absoluta. – ele disse e ela colocou. – Vão tomar uma água e descansem. – ele disse e logo saiu andando na frente.

- Ele é uma graça. – Jae sorriu olhando para ele ir.

- Ele é.

(...)

Todos estavam alegres na fogueira, cantavam juntos ao som do violão e assavam marshmallows, eu apenas sorria e balançava a cabeça ao som da música cantada por Jimin.

Jungkook não havia dirigido se quer seu olhar para mim desde que chegamos, aquilo me incomodava, mas eu apenas tentei ignorar também, mas algo em mim não deixava, então decidi ir pensar um pouco.

Jae estava tão entretida conversando com Taehyung que nem viu quando me levantei e me afastei da fogueira indo para perto das barracas. Peguei meu celular, pluguei os fones e coloquei uma música suave.

Me sentei na grama e me escorei em uma árvore. Ao olhar para o céu tive um sentimento nostálgico que me deixava com o coração inquieto. Me senti estanha, me lembrei da pequena tatuagem que eu tinha na parte interior do antebraço escrito "Ad Aeternum" e significava para todo o sempre. Passei os dedos sobre ela e senti um arrepio na espinha.

Mas o que era para todo o sempre?

Porque eu não me lembrava nem se quer de quando fiz essa tatuagem?


Notas Finais


Espero que tenham gostado, favoritem e comentem quem estiver lendo, não seja um leitor fantasma.

Até o próximo capítulo.

- Najumoon.


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