História Crystal, The Origin - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Visualizações 2
Palavras 982
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Essa é a minha primeira fanfic, espero que gostem.

Capítulo 2 - O Início De Uma Grande Jornada


Fanfic / Fanfiction Crystal, The Origin - Capítulo 2 - O Início De Uma Grande Jornada

(VII anos depois)

Ao decorrer de longos sete anos, tanto Val quanto Rey começaram a parecer mais com sua mãe: Ambos tinham pele negra como terra, seus olhos eram claros como o Sol e seus cabelos eram ruivos e cacheados. Ambos adquiriram depressão e ansiedade graças aos traumas do passado.

Val e Rey iriam presenciar pela primeira e única vez em suas vidas, o Festival Cósmico. "O Festival Cósmico é feito a cada cem anos, para comemorar a chegada de um novo século e desta vez o novo século seria o de Fanes, simbolizando a criação."

Era um novo dia, os raios de Sol da manhã davam sinais de que aquele dia seria quente. O vento soprava calmamente enquanto Val fazia um café da manhã típico; pão e vinho. Eram quase nove e meia da manhã quando Akira, um dos netos do ancião os visita e os pede para irem até sua residência, pois "o ancião gostaria de dar-lhes uma tarefa importantíssima." falou Akira. Os três foram em absoluto silêncio até o ancião enquanto admiravam os raios solares adentrando a montanha. "O Sol da manhã, não tem nada melhor do que isso!" Pensou Rey.

— Vovô, eles estão aqui. — falou Akira ao olhar para a porta de casa.

A casa do Ancião e de Akira era quase igual a todas as outras ali; uma tocha pendurada na parede, uma mesa e algumas cadeiras de madeira, e alguns vasos. Porém, eles tinham algo que ninguém ali tinha; uma almofada, que era aonde o Anicão estava sentado.

Akira havia recém feito seus dezessete anos e como a maioria em seu vilarejo, era alto, tinha cabelos escuros, pele negra e seus olhos sombrios como a noite. Algumas pessoas costumavam dizer que ele cheirava a cinzas.

— Queria falar conosco ancião? — perguntaram os dois ao mesmo tempo.

— Queria? Queria...Ah, sim sim, queria sim. — falou o ancião um pouco desajeitado. — Está semana ocorrerá o Festival Cósmico, um evento que só ocorre a cada cem anos e eu preciso de vocês para uma tarefa muito especial.

O ancião, cujo nome foi esquecido pelo tempo, é um velhinho um pouco corcunda, com sua cabeça careca, sua barba branca como a neve e sua pele enrugada e um pouco branca demais para os padrões daquele lugar. Graças a idade avançada ele tem muito conhecimento, porém o esquecimento e a loucura são suas maldições. Seu cheiro era como a de um vale florido na primavera, um aroma doce e alegre.

— E qual seria tal tarefa, ancião? — falou Valkyrja entusiasmada.

— Como o Inverno se estendeu e nós não temos mais as lótus cerimoniais, eu preciso que vocês coletem lótus douradas e prateadas do oeste. — respondeu o ancião.

— Flores? Nós vamos coletar flores? — perguntou Val num tom de raiva.

— Flores? Não são só flores, baah! — resmungou o ancião. — As lótus douradas são a representação do Sol e as prateadas a da Lua. Elas são importantíssimas para o festival sua tonta.

— Não fale assim da minha irmã! — gritou Rey.

Todos ali ficaram quietos até que o ancião quebrou o silêncio:

— Vocês só irão encontrar as lótus perto do rio de Hemera. — falou o ancião.

— O ri-rio de Hemera?? — perguntou Valkyrja totalmente trêmula. Ninguém ali entendeu o motivo de toda essa tremedeira, porém, o ancião entendia muito bem o motivo, e Rey, só especulava. — Si-sim senhor, eu...q-quero dizer, nós! — Val fez uma pausa antes de continuar. — Nós iremos coletar as lótus para o festival. — falou Valkyrja. Ela fez uma reverência e em seguida saiu da residência, enquanto puxava Rey pelos braços. — O que você estava pensando quando levantou a voz para o ancião??! — falou Val totalmente irritada.

— Eu, eu só queria defender você... — falou Rey entristecido.

— Hm...bom, que isso não se repita mais, ok? — falou Val tentando reconfortar Rey.

— Ok. — falou Rey um pouco deprimido.

— Bom, acho melhor irmos pra casa para pegarmos cestas, será uma longa caminhada até o rio.

Eles moravam na Montanha De Gaia, o pico mais alto do planeta, cheio de ruínas ancestrais e perigosos ventos. A montanha se localizava no Vale De Gaia, um grande e montanhoso vale, ao oeste do continente. O oeste foi o berço da civilização humana ali existente. Graças as crenças dos povos, tanto o planeta quando o vale foram nomeados de Gaia, simbolizando a vida. O vale cobria a maior parte do oeste, sendo assim, um dos maiores territórios do planeta. A aldeia onde eles se localizavam era chamada de "Selíní" em homenagem a Selíní, a Deusa da Lua. As casas da aldeia eram feitas das rochas da montanha, um lugar simples e pacato.

Ao entrarem em casa, Val e Rey trocaram de roupa para começarem a descer a montanha em busca do rio. Os dois vestiram um manto curto, porém aconchegante, nele havia detalhes em marrom e marrom claro. Ela estava se sentindo um pouco culpada por ter gritado com Rey, e foi por isso que ela foi até o mini armazém e pegou as cestas e um objeto para ele.

— Rey, isso aqui é pra você. — Falou Val ao entregar o objeto misterioso.

—  O que é isso? — Perguntou Rey num tom eufórico.

—  É um diário, ele pertencia ao nosso pai...— Val parou, respirou um pouco e em seguida continuou. — Ele nunca usou, então eu achei que deveria ser seu. Você pode escrever ou desenhar o que quiser nele, até mesmo...

Antes que ela pudesse terminar de falar, Rey lhe deu um abraço, que foi retribuído de bom grado. Ela quase chorou com o ato, porém resistiu. Depois de um longo abraço, Val e Rey pegaram as cestas e o diário, contaram as horas (porém falharam) e deduziram que era dez da manhã. Um dos últimos dias do século de Calígena estava para começar.

E então de mãos dadas, os irmãos começaram a descer a montanha em direção ao rio de Hemera, enquanto o vento soprava ao redor. Este será o início de uma grande jornada.


Notas Finais


Obrigada a todos que leram o capítulo, vocês moram no meu heart.


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