História Cubo dos Spectres - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Comedia, Sobrenatural, Suspense
Visualizações 3
Palavras 4.378
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, LGBT, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Ae pessoal!
mais um Spectre a vista!
Espero que estejam gostando.
boa leitura!

Capítulo 3 - Tão mortal quanto um Rokurokubi.


Fanfic / Fanfiction Cubo dos Spectres - Capítulo 3 - Tão mortal quanto um Rokurokubi.

A sala estava cheia, ainda bagunçada, o clima de mistério rondando a todos que ali estão. Kalil Está com uma taça de vinho na mão, apenas observando o estranho homem, sentado em seu sofá.

—Como entrou aqui? – Questiona.

—Bom...

—Quem é você?

—Eu sou...

—Por que diabos está aqui?

—Sanderson!!! – Ariana o repreende. – Cala essa boca...

—Vocês estão com algo que não lhes pertencem, pior ainda, soltaram forças malignas e voláteis, vocês são uns idiotas.

—Não gostei de você. – Kalil diz bebendo.

—A culpa foi toda dele. – Gael aponta pro milionário que pigarreia.

—Por que tiraram o cubo do local que eu deixei?

—Você deixou ele lá? – Ariana franze o cenho. – Espera, quem é você afinal?

—Me chamo Adden Haa.

—Como o tal do guerreiro antigo? – Kalil sorri.

—Eu escondi aqueles artefatos ali... – Ele olha pra todos. – E estava tudo bem, até agora... Naquele Cubo, continha a alma das 8 únicas criaturas que não consegui destruir nas minhas caçadas. Eu os persegui por todo o mundo até trancafiá-las e agora, obrigado por jogar o meu trabalho no lixo.

—Você não é o Adden Haa, Ele morreu, tipo assim, há muito tempo. – A mulata está tendo dificuldades para engolir o que aquele homem de longos cabelos lisos e barba grande dizia.

—Eu sempre vivi com os humanos, entre vocês, em segredo, enquanto o tempo passava. Ouçam, Eu fui amaldiçoado à lutar contra o mal pela eternidade, eu não posso morrer, mesmo que eu queira... – Ele fala com o tom de voz mais baixo e pensativo. – Enquanto existir o mal...

—Como isso é possível? – Ela sorri sem acreditar. – O próprio Adden Haa, aqui na minha frente!

—Não é hora de bancar a Tiete, Senhorita Ortega. – Kalil diz vendo a mulher se aproximar do homem, com cara de extasiada.

—Você nem parece velho, continua...

—Prepotente. – O de terno completa.

—Bonito... –É o que sai da boca da mulher que sorri sem graça. Os demais franzem o cenho, trocando olhares confusos.

—Então... – Kalil começa, depois de um longo momento de silêncio constrangedor. – Se você é mesmo o tal, sabe o que temos que fazer, não é mesmo?

—Capturar todos os Spectres novamente... – Ele responde.

—Mas... – Ariana começa. – Vamos precisar cruzar todo o mundo, é muito lugar pra ir, não acha?

—Pra sua sorte... – Adden sorri pra ela, como um flerte modesto. – Pus uma barreira sobre São Francisco, Isso os impossibilita de saírem enquanto estiverem em sua forma espectral, mas não os segura quando possuírem alguém...

—Assim como fez com o senhor Marvian, aqui. -Kalil abraça o grandão, que se apressa em empurrá-lo.

—Como assim “uma barreira”? –O grandão questiona, lançando um olhar afiado pro outro. Adden ergue um livro surrado com capa dura.

—Aqui tem um feitiço pra tal. – Responde e logo atrai mais a atenção da mulher.

—Sério? Há feitiços nesse livro? Tipo, feitiços reais? – Ela questiona com um certo brilho no olhar. Adden sorri e Kalil revira os olhos.

—Apostos que são truques baratos! – Resmunga.

—Mas é claro, minha querida. – Responde - Assim que senti que o cubo foi retirado de seu descanso, tratei de vir.

—E como nós iremos acha-los, sabichão? – Kalil cruza os braços.

—Quem abriu a caixa? – Todos olham pro moreno que sorri levantando a mão. Adden apenas suspira, não estava surpreso.

—Você, seu imbecil, terá visões, eu as usava pra encontra-los e por alguma razão ficou cravado no artefato.

—Então... – Gael começa. – Quando disse que havia sonhado comigo, estava falando sério?

—Claro que sim! Não esqueço um belo abdome quando sonho com um. – Kalil solta uma piscadela.

—E como fazemos pra que ele tenha uma visão? –Ariana questiona. Adden suspira, deitando-se no sofá, fechando os olhos.

—Nós esperamos.

—Esperar?

—Parece frustrada, minha cara, Sente-se, posso lhe fazer um massagem.

Opa, Opa! – Kalil se impõe. – Apenas um louco conquistador por casa e meu amigo, essa casa já tem o seu...

—Nós já conseguimos um Spectre... – Gael diz. Adden sorri.

—Mesmo? Qual deles?

—Um que fez o nosso amigo virar uma versão laranja e bizarra do Coisa! – O moreno diz pondo mais bebida em seu copo. – Eu teria achado o máximo se ele não tivesse tentado arrancar minha cabeça.

—O Ogro do deserto... – Ele diz. – Esse foi o mais fácil de achar, mas ele se escondia nas areias do deserto de Nevada, aquele maldito espertinho... – Ele então se levanta. – Preciso de um banho e comida.

—Folgado! – Kalil retruca e Adden se aproxima ameaçador.

—Você foi estupido o suficiente pra abrir aquele cubo e eu não sairei da cola de vocês até todos os Spectres estarem trancafiados novamente, então, encare minha estadia aqui como punição...

*

O corredor estava cheio de adolescentes passando pra lá e pra cá com suas mochilas, sorrindo, conversando, ajeitando suas fardas escolares pra parecer mais descolados, num esforço maior em ser diferentes. Uma dessas garotas, uma típica líder de torcida, caminha pelos corredores, esbanjando sua beleza invejável enquanto atrai olhares encantados dos rapazes e de fúria das meninas. Seus longos cabelos negros e sua pele escura brilhante contrastava com o uniforme que vestia a deixando ainda mais estonteante. Se aproxima de outra garota num dos armários e o fecha com força.

—Eu ouvi o seu papinho lá no refeitório, bolinho de arroz. – Ela diz. A outra, uma oriental de franjas com ponta azuis, franze o cenho.

—Do que está falando?

—Não se faça de idiota, sabe exatamente do que eu estou falando. A sua estúpida bandinha não vai ser o centro das atenções do baile, As Tigresas são muito mais competentes, nós temos um mundial no nosso currículo e não é nada justo um bando de desocupados que acham que cantam, tomar o nosso lugar de direito.

—Não seremos nós que decidiremos, Marion, se vocês não conseguirem, a culpa será toda de vocês...

—Você é uma vaca, sabia?

—Sabia. – A oriental dá as costas e é puxada pelos cabelos, a ponto de cair, atraindo olhares dos demais estudantes. Marion segue unânime para o banheiro, lançando seu olhar superior por todos por quem passa. Até entrar. Seu lindo reflexo era exatamente o que precisava ver agora. Cada milímetro de perfeição que aquele rostinho lindo tinha, sempre a acalmava. Sorri, pegando sua maquiagem pra retocar. Nota que não tem papel toalha e entra em um dos boxes para pegar um pedaço de papel, ouve a porta fechar, tenta abrir mas a mesma não se meche. Ela suspira. Forçando novamente, não poderia estar trancada, uma vez que a tranca fica pro lado de dentro do box.

—Olá?! – Ela diz ao ouvir passos do lado de fora. Ela força mais um pouco, já furiosa e quando a porta finalmente cede, ela percebe algo escrito no espelho com o seu batom. Suspira enraivecida com o que lê, arruma as suas coisas e sai dali, deixando pra trás o espelho com as escritas Vadias morrem cedo. Enquanto segue para a saída da escola, percebe que está sozinha. Fato que imediatamente fez seu pelos eriçarem. Ela então passa pelo segurança, despedindo-se e caminhando pelo estacionamento até o seu carro. A lua alta no céu parecia sorrir para ela que ajeita sua mochila nas costas, retirando a chave do carro, o qual se aproxima. Sente uma aproximação brusca e é jogada contra o carro, ela grita de susto e pavor, caindo no chão. Tentou se levantar, mas só conseguiu ver alguém se aproximar novamente, rosto escondido pela escuridão, apenas os olhos brancos e cintilantes conseguiu ver, além do fato de ser uma garota e que seu pescoço estava muito mais longo que o normal, a ponto de parecer quebrado, ou se olhar direito, sem ossos. A cabeça veio dançando até a grande boca aparecer, fazendo a mulata gritar em plenos pulmões para a sua morte.

*

—Vamos continuar tentando, uma hora algo sairá daquela cabeça! – Ariana diz saindo do carro, Gael faz o mesmo e pega algumas coisas no porta malas.

—E com certeza comprar um tabuleiro Ouija vai ajudar!

—Estou notando o tom de ironia em sua voz, Gael. – Ela suspira. – Olha, eu quero ter apenas a certeza de que estamos fazendo tudo o que podemos, eu não sei mais até onde o sobrenatural vai, então...

—É, ter aquelas coisas em seu corpo não é algo que eu deseje à ninguém...

—Você não falou muito sobre o assunto.

—Você me viu. Eu não era o mesmo, estava tomado por raiva, rancor... Foi a pior sensação que já tive na minha vida... Depois de perder os meus pais.

—Eu... – Ela para de andar. – Eu sinto por isso Gael, pela sua irmã e todo esses problemas. Eu não consigo pensar em como é estar passando por tudo isso e ainda ter aquela coisa dentro de si.

—Não, realmente não consegue. – Ele diz pensativo enquanto voltam a andar. – Sabe, a minha irmã sempre esteve de olho naquela herança, eu por outro lado, apenas queria viver a minha vidinha, Depois que meus pais morreram, as coisas só pioraram, Eu fui esquecido, por ela, pelo sistema... Por conta das minhas passagens, hm, pela cadeia, as coisas ainda estão em processo, na minha parte da herança e a Ornete tenta fazer de tudo pra que eu não ganhe um tostão...

—E você não está ligando pra isso?

—Não muito.

—E quanto às suas dívidas?

—Kalil vai me ajudar a quitar... Depois disso, eu não deverei nada à ninguém. – Ele diz e ela sorri.

—Ele sabe muito bem como pode ser útil...

—Eu devo muita coisa à ele, durante esse tempo de amizade... – Ele pensa mais um pouco. – Obrigado por não me deixarem fazer aquilo... Se tivesse feito, eu nunca me perdoaria.

—Não precisa agradecer... – Ela diz e olha ao redor. – Por que o Sanderson tem esse pomar no meio do caminho?

—É o Sanderson, ninguém entende, mas olha quantas flores lindas! – Ele diz sorridente.

—Você é esquisito... – Ambos começam a ouvir um som abafado e um grave que fazia o coração acompanhar. – Está ouvindo isso?

—Sim, parece música...

—Música... – Ela se apressa em chegar na porta e abri-la vendo várias pessoas festejando e bebendo. – Que porra é essa?

—Uma festa, não vê? – Gael responde sorrindo.

—Sério? Com tudo o que estamos passando, Kalil me dá uma festa? – A mulata localiza o homem de terno ao lado de alguma garota qualquer, sorrindo. A raiva subiu como lava de um vulcão em erupção e em passos rápidos, se aproxima do homem, estapeando-o na cabeça e o puxando pra longe daquela interesseira.

—Qual é o seu maldito problema?!

—Eu estava contando àquela linda moça como a gente conseguiu soltar vários Spectres malignos por São Francisco, quero dizer, como eu consegui...

—Não é a hora pra dar festa em casa, Sanderson, temos mais o que fazer!!!

—Calma Senhorita Ortega, o meu novo inimigo ali disse que as visões demoram à vir, então...

—Eu disse... – Adden se aproxima. – Que se você quiser que as visões venham logo, terá que se concentrar e você simplesmente virou as costas e ligou pros seus amigos... Você é um irresponsável.

—Eu não acredito nisso, Kalil, sério, não acredito que é capaz de fazer isso... – Ela passa a mão no rosto, estava muito cansada pra brigar. – Sempre acho que já me decepcionei de mais com você, mas ai você se supera... – Ela diz e sai dali, deixando o homem sem palavras. Gael se aproxima, com um copo de cerveja na mão.

—Cadê o pirralho? – Questiona. Kalil pensa um pouco.

—Eu o dispensei... – Agora a voz do milionário está visivelmente abalada, mais baixa, mais contida. – Mandei-o pra casa, hoje tinha uma competição da banda dele e não sei mais o quê.

—É. Acho que é bom pra ele ficar de fora do que está acontecendo aqui, está ficando muito perigoso.

—Vai ficar de papo furado ou vai virar esse maldito copo? – Kalil diz deixando seu sorriso transparecer novamente. Gael não demora e faz o que o outro desafiou. – Gostei da atitude, Senhor Marvian!

*

A guitarra começa a tocar, sendo acompanhada por batidas contagiantes da bateria, o som grave do Baixo e finalmente pelo vocal masculino que se junta formando uma harmonia bem vinda aos ouvidos. O nome Perdidos ao Vento estampado no bumbo dava àquela banda, personalidade. Estavam em uma sala acústica, onde o som não incomodava o restante da escola, mesmo não tendo mais ninguém lá. A música acaba e a garota do baixo bufa. O vocalista e guitarrista, pigarreia suspirando.

—Está tão melodramático, quase não participei... – O baterista diz girando as baquetas.

—É um funeral, Miguel. – Doug diz ajeitando as cordas de sua guitarra.

—Cara, ainda não creio que a Marion morreu, ela era uma vadia, mas...

—Não é educado falar assim da garota morta. – A oriental diz.

—Qual é! – Miguel sorri. – Até parece que ela vai levantar do túmulo e vir me pegar!

—Há muitas coisas no mundo que a gente não entenderia se acontecesse. – Doug diz, lembrando-se do que aconteceu na mansão do seu patrão. -O que foi que disseram mesmo?

—Que ela foi atacada no estacionamento, mas o caso está bem restrito, não passam de boatos... Como vai ficar a competição agora que a líder de uma das bandas morreu?

—Eu não sei, mas vamos continuar treinando. – Doug responde. Miguel sorri e olha pra garota. – O que você acha, Yoko?

—Que ela teve o que merecia...

—Nossa, não conhecia esse seu lado obscuro, moça! – O rapaz a repreende sorrindo, ainda brincando com a sua baqueta. Doug a observa. Yoko estava muito estranha. Ela larga o instrumento e anda pela sala.

—Preciso de um pouco de água.

—O que deu nela?

—Eu não faço ideia... – Doug está pensativo.

*

O som agora estava baixo, os graves dão lugar à uma música dos anos 80, a casa já estava mais vazia e a festa dando o seu último suspiro. Kalil está sentado no sofá, de cabeça jogada pra trás e um sorriso no rosto, Uma garota está em seu colo, a mesma do começo da festa, com uma garrafa na mão, Ela abre a camisa de botão branca do homem, deixando à mostra o físico definido, ela começa a beijá-lo, mordiscando os seus lábios, Ele sorri quando ela desce, passando a língua por seus mamilos e descendo pelos gominhos da barriga do outro que se arrepia, jogando seu olhar pra escada, onde estava Gael, sentado no degrau, assistindo à tudo, bem concentrado. O quão loucos aqueles dois seriam? A morena volta à beijá-lo novamente, tratando de tirar a sua blusa, Kalil aperta sua bunda com cara de safado, ela joga os cabelos e começa a fazer movimentos em cima do homem que suspira. Mais uma vez olha pra escada e o grandão está sorrindo, achando aquilo tudo interessante.

—Que tal um showzinho? – Kalil diz no ouvido da mulher que sorri maliciosamente, olhando pro outro.

—Pra que assistir se ele pode participar?

—Mesmo? – Kalil sorri surpreso. Ambos olham pro rapaz na escada que por alguns minutos se sente constrangido. Até que ela faz sinal com o dedo pra que ele se juntasse. Seu sorriso diminuiu, tomado pela surpresa, Eles realmente estavam o convidando pra fazer aquilo?

—Vocês são loucos? – Ele diz, seu sorriso voltou a aparecer, mas agora era de nervoso. Kalil apenas suspende a sobrancelha. Ela volta a beijar seu pescoço, enquanto o homem suspirava arrepiado, olhando para o outro. Gael sente a adrenalina no seu corpo subir não consegue evitar de se levantar. Kalil sorri e sente sua vista escurecer de repente, mostrando o mapa de São Francisco, indo para uma escola no subúrbio e parando em uma garota de costa, seu pescoço se alonga de um jeito bizarro e ela olha pra ele gritando.

—Kalil? – A morena que estava em cima dele questiona ao ver que algo não estava certo. Gael se aproxima rapidamente, sabendo do que se tratava. – Algum problema?

—Sim, minha querida, mas não se preocupe que não é com você. – Ele se levanta e ela se veste, frustrada e confusa – eu apenas lembrei de algo que me deixou bem incomodado, sinto muito, mas agora você terá que ir, prometo te ligar! – Ele diz a levando até a porta.

—Mas, Kalil... – Ela já está do lado de fora e ele segura a porta. – Você não tem o meu número.

Oops. – Ele diz fechando. Gael se aproxima.

—Sanderson...

—Eu vi outro Spectre. – Diz. No quarto, Ariana está no celular, sentada em sua cama, com o tabuleiro Ouija à sua frente.

—Vai ser um grande passo na minha carreira, sabe, mas algumas coisas aconteceram e... É complicado. Enfim, quando ouvir essa mensagem, me retorne, preciso de algumas palavras que só você pode me dar. – Ela suspira. – Me liga, ok? Te amo.

—Olha! – Kalil e Gael aparecem na porta, assustando-a. – Falando com o namorado?

—Não me enche... – Ela diz e ele franze o cenho.

—E está tentando todos os meios que consegue? – Ele diz, se referindo ao tabuleiro. Gael sorri. Ela revira os olhos, jogando o objeto no chão.

—Não tem que estar em uma festinha estúpida?

—O assunto não é esse, sabia que a Tv dos Spectres acabou de ligar na minha mente?

—Mesmo?

—Devemos ir à uma escola, no meio do.... – Ele faz uma expressão de receio. – no meio do subúrbio.

—Escola?

—Sabe aquele lugar horroroso em que os pirralhos são obrigados à ir por...

—Eu sei o que uma escola é, Sanderson! – Ela coça a cabeça, suspirando. – Temos que ir logo, antes que alguém se machuque. Cadê o Adden?

Ham... – Depois de alguns minutos, chega ao lado de fora da mansão, no meio do pomar estava Adden, aparentemente embriagado, encarando uma estátua.

—O que ele está... – Gael está confuso. Kalil se aproxima, com Ariana ao seu lado.

Hey, garoto propaganda de shampoo!

—Hm? – Ele nem sequer desvia o olhar.

—Temos um Spectre no radar, você vem?

Hm...

—Parabéns, Sanderson, Você o embebedou! – A mulata o repreende, Kalil sorri.

—E como eu iria saber que esse maluco aí é um bebum assíduo? – Ariana então se aproxima, virando-o pra si, tentando ter a atenção do homem. Nossa, até bêbado ele estava atraente. Ela suspira.

—Adden, Adden, vamos lá, se concentra, o Spectre estica o pescoço... Há algo à dizer sobre isso?

—Você é linda. – É só o que sai, fazendo Gael sorrir e Kalil bufar.

—Não tem jeito, vamos logo. – Ela diz e os três seguem, caminhando para o carro.

Rokurokubi! – Eles ouvem e param de caminhar.

—Ele acabou de nos xingar? – O moreno diz se voltando pro outro. – O que você disse?

—O Spectre que apareceu é o Rokurokubi, ele... – O homem corre pra vomitar.

—No meu pomar não! – Kalil grita enraivecido.

*

Os dois rapazes seguem pelos corredores da escola, acertando os últimos detalhes da sua apresentação. Yoko ia bem atrás, em silêncio, Sentindo a sua pele coçar e seu pescoço arder como se estivesse em chamas, doendo à cada passo que dava.

Ok, acho que já está tudo pronto. – Miguel dizia. – Agora só precisamos de um carro pra levar as coisas.

—Bom, acho que posso dar um jeito... – Doug pega o celular. – O senhor Sanderson pode nos ajudar com isso.

—Sério, você é o máximo, Douglas Amarol! – Os dois sorriem enquanto o celular é discado, alguns minutos e o ruivo faz sinal pro outro ficar quieto.

Hey, Senhor Sanderson!

—Ruivo, você fez falta hoje, teve uma festa maravilhosa, dada por, advinha? Eu.

—Festa? Mas e quanto àquele assunto?

—Relaxa meu jovem, estamos indo atrás do próximo Spectre bem agora!

—Ah. – Doug queria estar era lá, com eles. Suspira.  Miguel franze o cenho sorrindo.

—Isso mesmo, e o mais engraçado é que o Spectre está em uma garota, em uma escola do subúrbio!

—Escola? – seus pelos se eriçam e ele para de andar. – que escola é essa?

Mind Borders High School, Viu, até o nome é zuado! – Kalil diz sorrindo.

—Droga...

—Relaxa, guri, é fim de semana, não tem aula, então...

—Senhor Sanderson essa é a minha escola e minha banda está aqui...

—O quê? – O sorriso no rosto do homem desaparece. – Pois saiam já daí seus idiotas!!!

—Qual o problema? – Ariana questiona vendo a reação do homem.

—Estamos saindo! – Doug diz olhando pra Miguel.

Hey! Se encontrarem com uma garota de olhos puxados, corram o mais rápido que puderem!

Ham... – O ruivo suspira olhando pra trás. Nenhum sinal de Yoko. – Oh droga...

*

O carro seguia com pressa pela avenida, o céu já estava alaranjado devido ao aproximar do crepúsculo, sorrateiro e silencioso.

—Mais rápido Gael!

—Estou indo o mais rápido permitido, quer que sejamos presos, Kalil?

—“Rokurokubi...” – Ariana, que estava fazendo pesquisas no celular, começa. – “É uma entidade da cultura japonesa, assume a forma de uma mulher de dia e a noite, ataca as pessoas, alimentando-se de suas vitalidades, para assustar as suas vítimas, ela alonga o seu pescoço descomunalmente e suga a vítima até a morte.”

—Puta merda. – Kalil bufa. – E essa coisa está lá com Doug!

—Vamos acabar com isso, Sanderson, calma. – O grandão diz e ao virar a esquina, se deparam com um enorme engarrafamento. – Talvez demore um pouco...

—Tá de brincadeira? Não, não! Já vai anoitecer, gente, temos que chegar na escola! –O moreno está alterado.

—Ainda não inventaram o carro voador, Sanderson...

—Dá pra parar de me repreender um segundo, Ortega? Doug está em perigo, nós temos que... – O homem nem termina de falar e já está fora do carro.

—Kalil, espera, Kalil volta aqui! – Gael tenta, mas o homem já está correndo à uma grande distância do carro. Suspira nervoso. – Rápido, vá atrás dele!

—Eu?

—Ele está indo pra escola, precisará de ajuda, não posso deixar o carro aqui, então vá!

—É longe pra ir andando, estou de salto, ok? – Ela responde e ele vira pra trás sem paciência.

—Olha, toda essa confusão é culpa do Kalil, e ele está tentando consertar, do jeito dele, mas tá, ele sozinho pode acabar morrendo, não creio que seja tão egoísta e desumana assim! – Ele tira o cinto e sai do carro. – Faça o favor e cuide do carro, isso se seus saltos deixarem...

—Gael... – Ela tenta, mas ele já está longe. Ela suspira sozinha.

*

Os dois rapazes adentram com pressa em uma sala, fechando-a em seguida, depois de correr vários corredores, enfim, respiram.

—Quer fazer o favor de me explicar? Por que estamos fugindo, cara? Você me assustou pra caralho onde está a Yoko? – Miguel questiona em um fôlego só.

Hm... – Doug afasta a prateleira de livros para bloquear a porta. Ele então se vira passando a mão no rosto. – É complicado...

—Doug eu... – Ele é interrompido por uma batida brusca na porta fazendo o ruivo começar a tremer. Miguel tira o celular do bolso. – Vou chamar a polícia!

—Não!

—Não? – Doug tira o aparelho da mão do outro.

—Vai por mim, a polícia só vai piorar as coisas.

—Como diabos a polícia só vai piorar as coisas, Douglas? É a porra da polícia!!! – Mais batidas fortes na porta e ambos procuram por janelas. – O que está batendo?

—Tarde demais. – A porta é arrancada do lugar, jogando-se contra a parede, Miguel deixa sair um grito de pavor e a garota surge da escuridão, seus olhos turvos e um sorriso bizarro. – Yoko...

—Yoko o que você está fazendo? – Miguel questiona não recebendo resposta, Ela avança pra cima, o jogando com tudo na parede e logo após parte pra Doug, gritando alto e estridente, logo está no chão, em cima do rapaz, fazendo de tudo pra mordê-lo. Ele está apavorado.

—Miguel, me ajuda!!! – O outro ouve e em uma questão de segundos, Yoko suga toda a vitalidade do ruivo que para de se debater. Miguel começa a tremer, sabendo que era o próximo, tentou correr, mas suas pernas não o obedeciam. Ela então alonga o seu pescoço e pula pra cima dele, não perdendo tempo e sugando a sua força, como se fosse uma linha de luz branca, o rapaz sente a sua visão falhar até ficar inconsciente. Uma grande ventania invade o local e a garota solta a sua vítima, se vê envolta à uma luz intensa, seus olhos piscam e o Spectre é expulso de seu corpo, sendo sugado com tudo para dentro do cubo nas mãos de Kalil que sorri aliviado por ter conseguido prender a criatura. Só então ele observa ao redor. Os dois rapazes no chão. Seu coração congela e seu sorriso some. Gael aparece, correndo e cansado, se apoia na parede e vê o homem abaixado, com expressão triste, rente ao corpo de Doug. Kalil havia chegado tarde, muito tarde.

*

O som estava alto no quarto, várias garrafas de uísques na escrivaninha demonstrava o gosto por álcool, Kalil está na janela, com um cigarro em uma mão e o copo em outra. Seus pensamentos estavam longe, seu olhar perdido. A música é abaixada e ele desperta.

—Metal? Jeito estranho de passar o luto. – Ariana diz se aproximando.

—Cada um passa por ele de um jeito.

—Eu sinto muito.

—Sente? – Sua voz sai calma, porém firme. – Tudo o que sente é medo de que a morte do pequeno Doug a afaste do seu prêmio, da sua espada da fama.

—Não é nada disso, Kalil eu...

—Vamos parar, ok? você mal o conhecia, Ortega. – Ele suspira. – Eu tentei tirá-lo do meio disso tudo, quando vi que era perigoso e ainda sim, aconteceu isso à ele. A culpa é minha.

—A culpa é nossa. – A mulata se aproxima. – Não precisa suportar o fardo sozinho.

—O fato é, minha cara, que esse fardo é mais pesado pra mim do que pra vocês. – E o quarto fica em silêncio por alguns minutos.

—Me surpreendi com o que fez hoje...

—Confesso que eu também. – Kalil toma mais um gole de sua bebida. – Adden?

—Está melhor, apenas com ressaca, mas passa bem. – Ambos sorriem. – E você, está bem?

—Claro. Estou com raiva, triste, frustrado, mas estou ótimo sempre.

—Não precisa fingir ser impenetrável, sabia?

—Eu sou Kalil Sanderson, nada me abala... por muito tempo.

—Eu sei bem.

—Você não me conhece, Ortega. – Ele sorri. – Pode usar a minha personalidade pra me julgar à vontade, mas não ouse insinuar que me conhece pelo que vê na mídia.

—Entendi. Fique bem, Sanderson. – Ela diz e sai do quarto, deixando o homem pra trás, no mesmo lugar que o encontrou, na janela, olhando pra lua, com o coração apertado e a vontade forte de concertar o seu erro. Precisava limpar a sua consciência, pois ela estava imunda.

 

Continua...


Notas Finais


Fim do terceiro capitulo. Esse foi bem intenso hem?
Bom, até a próxima semana, meus amigos! (Isso é, se tiver alguém acompanhando)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...