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História Cuidado com o lobo - Capítulo 30


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Notas do Autor


Sei que estamos em época de epidemia, não sei se ainda tenho leitores, mas eu tenho que concluir aqui
Então vamos de capítulo final e, proximamente, capítulo bônus e uma surpresa
Boa leitura

Capítulo 30 - Cuidado com o lobo


Carmem estava na cozinha cortando legumes para fazer o almoço. A senhora estava pensativa olhando para a janela quando se cortou com a faca. Ela assustou-se ao ver sangue escorrendo de sua mão e sujando seu avental e parte do chão que limpara ainda há pouco. Correu para o armário que havia no canto e pegou uma caixinha branca com o material necessário para fazer um curativo.

— O que houve com sua mão? – perguntou Inácio entrando na cozinha de supetão e assustando a esposa.

— Não foi nada. Eu me cortei com a faca. – ela terminava o curativo.

— Deveria ser mais atenta. – resmungou. – Devia estar pensando demais, pois se estivesse concentrada no que fazia isso não teria acontecido.

— Eu sei disso. Vou prestar mais atenção agora. – ela disse em tom de desculpas.

— Muito bem.

— Inácio, é realmente necessário que a gente se mude daqui com tanta pressa? – perguntou.

— Kevin te pediu pra falar isso, não foi?

— Não. É só uma dúvida minha. – ela mentiu.

— É esse lugar, Carmem. Nós precisamos ir embora daqui antes que venhamos a perder nosso neto.

— Como assim? – pediu explicação.

— Kevin está mudando. E sinto que é influência desse lugar. Precisamos protegê-lo. É nosso dever!

— Mas Inácio...

— Sem mais, Carmem! Já está decidido e não ouse debater comigo ou questionar minhas ordens. Agora tenho que fazer uma coisa lá fora.

—x-

Kevin chega da escola e vê na frente da casa uma placa onde se lê, em letras grandes, a frase: Vende-se. Irritado, ele a pega, com algum esforço, atravessa a rua e a joga no meio do mato. Entra na casa furioso e vai direto para seu quarto. Pega seu caderno dentro da mochila e senta-se com ele na cama. Havia lição de casa para fazer, mas de que adiantaria fazê-la se iria embora dali? Teria uma nova casa, uma nova escola, novos professores e novas lições...

Levantou-se e foi até o armário, abriu-o e encontrou enrolada a uma camisa que há muito não usava a estátua que Lúcio lhe dera uma vez. Segurou-a em suas mãos finas e a aproximou da face. Admirou os olhos que reluziam quase tanto quanto os daquele que lhe dera o presente.

Olhar naqueles olhos era como uma viagem e toda viagem provoca mudanças. Era como se aquele objeto curioso tivesse uma parte dele.

— Kevin! – ouviu Inácio chamá-lo.

Desceu as escadas e encontrou aquele que o chamava do lado de fora da casa.

— O que houve com a placa que pus aqui mais cedo? – perguntou o senhor com a voz alterada apontando para o lugar onde a mesma estava com a mão trêmula.

— Não sei nada sobre isso. – mentiu.

— O que houve com ela? – insistiu.

— Eu não sei.

— Não minta pra mim, moleque insolente! Sabe que não tolero mentiras dentro da minha casa! – esbravejou erguendo o punho. – O que você fez com a droga da placa?!

— Não estamos dentro da sua casa. – respondeu com petulância referindo-se ao fato de estarem do lado de fora da casa. – E eu já disse que não sei nada sobre a droga da placa.

— Não importa! Você acha que isso vai impedir que a casa seja vendida ou que a gente vá embora daqui? Pois não vai! A nova casa já está comprada e iremos embora daqui quer essa casa esteja vendida ou não. E mais, eu posso fazer outra placa. E comece a arrumar suas coisas. Amanhã mesmo o caminhão virá fazer a mudança.

O jovem virou as costas e voltou para dentro da casa.

— E acho que devia cortar novamente esse cabelo. Já está crescendo. – gritou o senhor. - E dessa vez mais curto!

O loiro voltou a seu quarto, bateu a porta e guardou o objeto enrolando-o novamente à blusa e colocando-o no fundo do armário. Foi até a janela e viu que o mais velho não mais estava. Na casa da frente havia alguém à janela assim como ele. Era Yago, o vizinho que, vez ou outra, o ficava observando como se tivesse algo para lhe contar, mas nunca o fazia e, aquele ponto, já estava cansado daquilo. Sua aparência apresentava uma mescla de melancolia e talvez aflição. Ele o observava ser observado, imóvel como estátua. Kevin sentiu como se este quisesse contar-lhe algo, mas logo desapareceu, como em todas as outras vezes.

Kevin ficou intrigado. Desceu as escadas e correu até a casa da frente. Bateu à porta insistentemente, mas ninguém atendeu.

—x-

Mais tarde, Kevin foi obrigado a ajudar Carmem a arrumar as coisas para a não desejada mudança.

— Porque o meu avô é tão rígido? – perguntou o jovem enquanto ajudava a avó a embrulhar algumas coisas e colocá-las dentro de uma caixa.

— É o jeito dele, Kevin. Acho que tem a ver com o modo como ele foi criado. Nós vivíamos em uma época onde os pais decidiam tudo. Se estudaríamos ou não, em que trabalharíamos, escolhiam nossos amigos e até mesmo com quem iríamos nos casar.

— Espera. Então a senhora não o escolheu pra casar?

— Não devia te contar isso. Mas não. Eu não o escolhi. Foram nossos pais que resolveram nosso casamento. – Carmem pareceu pensativa por um instante. - E veja, deu tudo certo. Nós nos casamos, tivemos uma filha linda e um neto maravilhoso.

— Não tão maravilhoso assim. – descordou Kevin.

— Não diga isso. Nós te amamos do jeito que é. Mesmo que às vezes nos dê um pouco de trabalho.

— E a senhora o ama? – virou-se para ela com olhos curiosos.

— Quem?

— Meu avô. A senhora o ama? – a mais velha parou por um instante como se pensasse o que daria como resposta.

— Do que está falando, Carmem? – disse o mais velho que surgiu sem que eles percebessem. - Espero que não esteja contando histórias bobas a nosso neto. Kevin já tem besteiras demais na cabeça para você colocar mais.

— Nada. Só estávamos conversando. Obrigada pela ajuda, querido. Vá para o seu quarto. Se eu precisar lhe chamarei.

—x-

Blake atravessou a porta e estava dentro da casa de Garry.

— E aí, porque me trouxe aqui? – perguntou.

— Quero conversar.

— Estou ouvindo.

— Aqui não. Vamos para o meu quarto. – o asiático o levou até o recinto.

— Pode falar.

— Tira a roupa! – ditou.

— Sabia que era isso que queria. Mas você sabe. É sem compromisso e...

— Porque você não se cala e faz o que eu mandei? – disse o menor.

— Tudo bem. – o moreno o obedeceu e tirou a camisa, os tênis e a calça.

— Você pensa que me atinge dizendo que não é nada sério, que é sem compromisso? Engano seu. Eu não me importo. – Garry abaixou-se e puxou a cueca do outro para baixo. – Contanto que a gente continue fazendo isso. – chupava-o lentamente.

— A gente vai continuar. – afirmou Blake puxando o outro para um beijo.

—x-

Kevin estava no açougue no qual Lúcio trabalhava. Não havia ninguém ali além dos dois.

— Oi. – disse o loiro aproximando-se do moreno vestido de branco cortando carne atrás do balcão.

— Oi. – respondeu sem olhar para ele continuando o que fazia.

— Lúcio. – chamou.

— O que é?

— Eu preciso de carne. – encarou seus olhos imensos.

— Eu também. – o maior o puxou pelo braço e o arrastou para trás do balcão levando-o para um quarto frio e escuro onde a carne ficava guardada.

Lúcio o pressionou contra uma grande peça de carne pendurada em um gancho e começou a beijá-lo. Estavam cercados por várias peças como aquela. Beijava-o tão forte que estava começando a sufocá-lo. Sua língua não pedia passagem, ela abria caminho. Descia as mãos sujas de sangue alisando seu corpo e deixando-o sujo também. Lambia seu pescoço e começava a retirar as roupas com avidez.

Continuaram beijando-se sem se importarem com o frio quase congelante que fazia ali dentro ou com a carne que os cercava pingando sangue e o cheiro que a mesma tinha. Rápido, o maior levantou uma das pernas de Kevin e posicionou seu membro na entrada. Logo o penetrou e começou a fazer movimentos de vai e vem que faziam seu corpo balançar e a peça ao qual estavam encostados também. Sentou-se no chão sujo com o líquido vermelho que pingava insistentemente e o puxou para seu colo beijando novamente seu pescoço e continuando a estocá-lo, dessa vez mais forte.

Foi então que o menor encarou seus olhos que não apresentavam a coloração de sempre, mas neles era possível ver uma lua cheia num céu escuro. Sua expressão estava insana, o sorriso um tanto diabólico com dentes grandes e afiados e os lábios sujos de sangue assim como grande parte de seu corpo.

— Às vezes quando alguém descobre um segredo deve morrer por isso. – ele sussurrou em seu ouvido com uma voz assustadora.

Nesse momento Kevin abriu os olhos. Estava deitado em sua cama e na sua frente estava Lúcio observando-o, o que o fez perceber que havia sido um sonho estranho.

— O que faz aqui? – perguntou assustado e ainda pensando sobre o sonho.

— Eu quis te ver já que logo não poderei mais.

— Sobre isso, o caminhão de mudança chega pela manhã. Eu pensei em ir a sua casa pra me despedir, mas acabei caindo no sono. – explicou.

— Então acho que foi bom eu vir. Podemos nos despedir aqui mesmo. – sorriu sugestivo.

— É. Podemos.

O menor aproximou-se do maior envolvendo os braços em seu pescoço. O maior sorriu deslizando a mão para dentro da calça de Kevin apertando levemente seu bumbum. Este sentia os toques dos dedos que deslizavam e pressionavam sua entrada. Em seguida, despiu sua camisa revelando um peitoral com alguns pelos que lhe davam um ar másculo, e do outro despiu a camisa de manga branca e a calça de dormir em xadrez revelando, por sua vez, um corpo franzino, frágil e até um tanto infantil. Sentou-se na cama e puxou-o para junto de si fazendo-o ficar entre suas pernas bem abertas sentindo um grande volume em suas costas.

Deslizou a mão pelo peito liso, de pele macia, passando pelo abdômen para então encontrar o membro dentro da cueca vermelha. Tocava-o, e o pequeno gemia como se fosse aquela a sua primeira vez. Com a mão livre segurou em seu queixo erguendo sua cabeça para poder beijá-lo. Beijou-o com toda a liberdade explorando cada centímetro da boca que conhecia tão bem. Deslizou os lábios do pescoço para o peito deixando-o úmido com sua saliva e mordiscando levemente os mamilos fazendo cócegas com a barba mal feita por onde passava.

Fez com que ele se virasse. Agora, ainda em meio a suas pernas, e de frente para o volume dentro da cueca preta era hora de tocá-lo. A cabeça do jovem foi empurrada fazendo-o encostar os lábios no mesmo. E, pressionada contra, o jovem esfregava o rosto ali.

— Liberte-o. – o mais velho ditou.

O mais jovem obedeceu puxando o tecido para baixo e libertando o membro do maior.

Sem usar as mãos ele o abocanhou lambendo a extensão e, por fim, colocando-o na boca. Já tinha feito aquilo diversas vezes, ainda, porém, sentia-se sem jeito para fazê-lo. No entanto, esse sentimento não o impedia de fazer da maneira que agradava o outro. E este gemia, pressionando a cabeça do menor e pedindo por mais, instruindo-o ainda a descer um pouco e repetir o que já fez.

— Ahhh, muito bem, Kevin. – elogiou fazendo carinho em sua cabeça.

Retirou a cueca vermelha que o menor usava apreciando o bumbum redondo e macio a sua frente como um cão faz ao ver um suculento pedaço de carne. Fez com que o loiro ficasse de quatro, lambendo parte de seu traseiro. Posicionou-se abaixo do mesmo levando a língua até a entrada. O menor gemeu baixo e tinha as bochechas vermelhas como uma maçã. Enquanto o outro ia mais fundo e, vez ou outra, usava os dedos para prepará-lo para o que estava por vir.

Ainda naquela posição propícia ele roçou o falo na entrada do menor para então penetrá-lo suavemente. Kevin preparou-se para o conhecido momento de dor que vinha sempre antes do prazer. Esperou-o. Todavia, este não viera. Pela primeira vez não sentira dor ao ser penetrado por Lúcio. Com isso, seu corpo já estava acostumado e pronto para o prazer que logo viria. O maior percebeu a ausência dos gemidos de dor que o menor sempre deixava escapar e começou a aumentar a velocidade fazendo barulho cada vez que os corpos se chocavam. Ofegante, Kevin repousou o corpo e esticou as pernas, tendo o maior agora deitado por cima delas e seguindo com estocadas ainda mais intensas. O outro aproveitou ainda para mordiscar levemente o lóbulo de sua orelha e beijar sua nuca deixando marcas avermelhadas ali e por onde mais sua boca passara.

Lúcio retirou-se. Kevin virou-se para ele que, agora sentado, puxou-o para sentar-se em seu colo e novamente o invadiu. O pequeno atravessou os braços no pescoço do moreno e selou seus lábios com um beijo longo e com muita saliva. Mais algumas estocadas e o corpo mais leve saltava conforme o ritmo das mesmas. Ambos tinham os corpos molhados de suor.

O maior sentiu seu membro ser pressionado pelo interior de Kevin e aquilo o fez jorrar seu sêmen em grande quantidade. Soltou um urro que era semelhante ao uivo de um lobo. Mais um beijo entre os dois foi trocado e o menor o chupou ainda mais uma vez. Lúcio levantou-se e vestiu a calça. Kevin vestiu novamente suas roupas também, a calça e a camisa de botões, mas sem chegar a fechá-la por completo.

— Vamos embora daqui, Kevin. – o moreno pediu voltando-se ao jovem ainda deitado na cama. – Por favor, vem comigo.

Kevin olhou em seus olhos sentindo a ação que os mesmos tinham sobre ele. Era quase hipnótica.

— Eu não posso te forçar a ir. Você precisa querer. – continuou.

— Lúcio, eu...

— Kevin, o que está havendo? Por que todo esse baru... – dizia Inácio entrando no quarto e sem conseguir terminar de falar ao encontrar Lúcio na cama do neto.

Os dois assustados olharam para o mais velho e era possível ver o ódio que sentia naquele momento através da coloração vermelha que sua face adquiriu de repente.

— O que está havendo aqui, Kevin? – seus olhos furiosos o encontraram.

O loiro perdeu a fala. Não sabia o que dizer. Não havia o que dizer. O que ele via era suficiente para que soubesse do que se tratava e dessa vez não tinha como negar.

— Eu sabia que esse patife não prestava! – o mais velho deixou o quarto por um instante e retornou com uma espingarda em mãos mirando no moreno na cama.

— Por que todo esse alvoroço? – dizia Carmem entrando no quarto e se deparando com a situação.

— Esse demônio estava molestando nosso neto. Eu vou acabar com a raça dele!

— Calma, Inácio. – ela disse.

— Corre, Lúcio! – gritou Kevin saltando em cima do mais velho e tentando retirar a arma de suas mãos.

O moreno correu e saltou a janela.

— Olha o que você fez! – Inácio deferiu um soco no rosto do neto com tanta força que fez seu lábio inferior sangrar e este cair em cima da cama. Correu para a janela e pôde ver o outro correndo na direção do bosque. Mirou em sua perna lembrando-se do tempo em que fora caçador e puxou o gatilho.

— Nãããããããaão! – gritou Kevin desesperado. A bala o havia acertado de raspão, mas mesmo assim dificultava que o outro corresse muito.

— Eu vou atrás do infeliz. Faça algo que preste e segure seu neto! – gritou o mais velho descendo as escadas apressado. Saiu da casa e enfiou-se no bosque atrás do outro.

— Ele vai matá-lo, vó! Ele vai matá-lo.

— É claro que vai. Ele não devia ter feito aquilo com você. – a esposa como sempre defendeu a ação do marido.

— Você não entende. Lúcio não estava me forçando a nada. Eu quis! Eu quis! – revelou aos berros.

— Kevin! – a senhora espantou-se com o que o neto disse.

— E agora ele vai matá-lo. E vai ser tudo minha culpa. Eu tenho que fazer alguma coisa. – estava desesperado.

— você não vai a lugar nenhum, Kevin! – impôs se colocando a frente dele. – Obedeça!

— Sinto muito, mas desta vez eu não vou obedecer! – disse o loiro empurrando a mais velha na cama e saltando da janela assim como o moreno fizera. Caiu no chão e machucou os joelhos fazendo-os sangrar. Correu o mais rápido que pôde na direção em que o mais velho seguiu ignorando a dor que sentia. Precisava encontrá-los antes que fosse tarde. Foi entrando na mata e sentiu como se estivesse sendo observado, mas decidiu ignorar aquele sentimento e também os arranhões que os arbustos lhe faziam. Encontrou-os mais a frente, nas proximidades de um lago. Lúcio estava caído em baixo de uma grande e velha árvore. Sua perna sangrava muito.

— Eu vou te matar, seu pedófilo desgraçado! – gritava o mais velho furioso.

— Não! – Kevin gritou.

— Kevin, volte para casa agora mesmo! – ordenou apontando o caminho.

— Não! Eu não vou a lugar algum. E você não vai machucá-lo!

— Não entendo. Porque está defendendo ele depois do que ele fez com você? Perdeu o juízo?

— Ele não me obrigou a nada.

O mais velho arqueou a sobrancelha enquanto tentava raciocinar com clareza no meio daquele vendaval de decepções.

— Então você é mesmo um maricas! – disse como se tivesse nojo da palavra. Ele cuspiu no chão por tamanho desgosto.

— Se é assim que prefere chamar então é isso mesmo. Eu sou um maricas! – falou com orgulho.

— Que desgosto seus pais teriam se estivessem vivos. Felizmente eles não estão. Ele te seduziu, não foi? – o loiro balançou a cabeça negativamente. - Eu disse que ele era um lobo em forma de cordeiro. Mas você não quis ouvir. Nem você nem Carmem. Eu disse!

— Por favor, deixe-o. – o neto implorou.

— Ele deve estar te ameaçando de alguma forma ou te enganando. Eu vou matá-lo agora mesmo e limpar sua honra. Vamos embora daqui e ninguém ficará sabendo nada sobre essa vergonhosa história. – apontou a arma para a cabeça de Lúcio.

— Não! – gritou o loiro com desespero e o rosto emaranhado por lágrimas.

— Não se meta, seu maricas! – empurrou o neto para trás dando-lhe um chute no estômago que o fez cair.

Lúcio saltou em cima de Inácio tentando brigar pela arma, brigava como um animal. Mas o mais velho não deu chance e na primeira oportunidade a apontou para o peito do moreno. Inácio olhou fundo nos olhos castanhos amarelados de Lúcio confirmando sua tese de que ele era uma criatura do mal cuja missão seria destruir vidas. Preparou a arma e quando estava para puxar o gatilho foi atingido por uma grande pedra na cabeça. Seu corpo caiu no chão e de sua cabeça escorreu sangue.

Kevin chorou ao vê-lo caído e derrubou a pesada pedra que segurava com a força dos dois braços. Voltou-se a Lúcio e o abraçou fortemente. Não sabia se Inácio estava morto ou apenas desacordado. Preferia não saber. Virou o rosto para não mais olhar para o corpo caído.

— Me leva embora daqui. Não posso voltar pra casa. – ele disse com pesar. – Nunca mais. – soluçava.

Em sua cabeça vozes estridentes soavam. O que elas diziam Kevin não conseguia entender. Tudo a sua volta girava, ventava forte, mas naqueles braços fortes ele sentia-se seguro. O céu mudou de cor tornando-se quase roxo e uma forte chuva começou a cair. A lua cheia ganhou destaque. Era como se tivesse uma grande corrente presa em sua perna até então e a outra ponta estivesse nas mãos de Inácio e agora essa corrente estivesse se desmaterializando. Kevin enfim sentiu-se livre, no entanto, preso a Lúcio e  tudo que ele representava e o que quer que estivesse por trás daquilo, faria parte dele também.

*

Kevin não pôde ver, pois estava com os olhos fechados, mas Lúcio sorriu.

 


Notas Finais


Aqui eu encerro a história do Lúcio e do Kevin, no entanto terá ainda um capítulo bônus e, repito, uma surpresa...
Espero que tenham gostado e aguardem por mais informações
Deixe um comentário e me diga o que achou. Sua opinião é muito importante para o meu desenvolvimento como autor
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