História Cuide Bem Dela... Por Favor! - Capítulo 20


Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Lisanna Strauss, Natsu Dragneel
Tags Fairy Tail, Lisanna, Nali, Natsu
Visualizações 128
Palavras 2.259
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Fantasia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Postando mais um heehehe espero que gostem.

Capítulo 20 - Catalisador - Parte II


“Catalisador? Fala de uma forma de transformar a energia?” – Levy tentava entender –

“Algo que transforme a energia espiritual tornando possível o uso sem danos físicos ao usuário. Entendo. Uma magia de contenção, talvez?” – Erza colocou o dedo indicador no queixo –

“Ou um sigilo” 

As três estavam sentadas no chão enquanto se olhavam. Lisanna mantinha suas orelhas abaixadas e sua cauda quase não se movia. Ela parecia estar muito triste e preocupada. Tanto que deixou que Erza e Levy discutissem o assunto. Ela poderia se culpar por isso? Sim. Poderia se amaldiçoar por colocar a vida dele em risco? Sim, porém não o faria. Não faria por que ambos estavam no mesmo barco. Um youkai possui apenas um mestre toda a sua vida e depois que se ligam, nada pode separar. E devido ao alto grau de intimidade que ambos tinham alcançado até este momento, ela sabia que não havia mais volta. Até por que ela também estava correndo muito risco. A vida dos dois estava em perigo... Suspirou enquanto lembrava de sua irmã. Não o via fazia anos, mas lembrou de algo que Mirajane falou em uma das últimas cartas que havia recebido dela...

“Não é um sigilo ou magia” – ela interrompeu o raciocínio das duas – “É um objeto”

Bem... Parecia um tanto óbvio até aqui. Óbvio demais.

“Como assim? E como sabe de tudo isso se nem na nossa família há conhecimento total sobre o problema de acúmulo de energia?” – Levy parecia realmente intrigada –

“Por que aconteceu com minha irmã Mirajane” – ela suspirou – “Ela demorou para encontrar seu mestre por que há requisitos a serem atendidos antes da união”

“Que seriam?” – Erza tamborilava os dedos sobre seus joelhos –

“Personalidade compatível e, nos casos raros também é exigido uma capacidade total” – ela segurava suas mãos com força – “Ninguém sabe como, mas nossos mestres são escolhidos de acordo com as personalidades. É como se as almas estivessem ligadas de alguma forma. Isso serve para a união ser perfeita. Nekomatas são atraídas por mestres que tenham uma personalidade condizente com a sua. Só isso é o suficiente para nekomatas comuns encontrarem seus mestres”

“Ta então... Pelo menos isso explica por que você escolheu ele” – Levy a olhou com atenção – “Mas e o que significa essa tal capacidade total?”

“Então, além da personalidade compatível o mestre precisa ter um corpo capaz de aguentar a energia espiritual de sua gata” – ela pensou na sua irmã e no mestre dela – “No geral, não há problemas por que a maioria dos Youkais são fracos, mas algumas raças como a minha são mais fortes, mas não ao ponto de trazer complicações. Mas há casos mais raros ainda em que a ligação mestre-serva é tão forte que potencializa o a energia espiritual compartilhada. Tornando dolorosa a liberação de energia pela parte do mestre”

“E isso significa?”

“Significa que ele vai continuar se machucando se tentar usar, mas vai acabar morrendo se não usar” – ela baixou a cabeça – “Ambos vamos...”

Erza e Levy arregalaram os olhos. Suas mentes trabalhavam a todo o vapor enquanto pensavam numa solução. Na verdade, elas já tinham pensado em algo e embora não quisessem citar isso, era necessário.

“Desculpa sugerir isso, mas...” – Erza começou e Lisanna sorriu de forma triste sabendo o que viria a seguir – “E se você deixar ele? Se sair de perto dele e ficar longe? Isso não vai parar?”

“Infelizmente não é assim tão fácil. O único jeito da ligação ser cortada é o mestre me expurgando. Ele precisa decidir que não sou mais útil e que não me quer por perto, se ele fizer isso ele só precisa, consciente do que está querendo, me colocar para fora de casa enquanto eu estiver transformada em gata” – Lisanna não sabia se ficava triste por ambos estarem seguindo em direção a morte quase certa ou se ficava feliz pela ligação entre eles estar quase impossível de se quebrar – “Nós estamos unidos para sempre enquanto nosso tempo durar. Seja quatro meses, dois anos, dez, cinquenta, cem ou até mesmo para sempre. É por isso que não consigo ficar longe dele por muito tempo. Meu peito dói e eu acabo chorando. Não é uma simples saudade, como se parte da minha alma fosse levada embora. É por isso que vamos ficar ligados para sempre ou até ele me mandar embora. Se ele fizer isso nossa ligação será cortada e ele não precisará passar por isso”

“E graças a isso vocês estão com os dias contados. Não é?” – Levy estava triste com essa situação, porém tentava não culpar Lisanna. Não faria isso por que não iria adiantar de nada – “Mas onde entra o catalisador nisso tudo?” 

“Então, lembram que eu disse que minha irmã e o mestre dela tiveram o mesmo problema. Não é?” – elas acenaram positivamente – “Eles não sabiam o que fazer para mudar isso, até que eles foram atacados por um grupo estranho e agora que me veio a mente, acho que era o mesmo de quem você disse que temos que nos esconder”

“Vai direto pros finalmentes, gata...” – Erza e Levy falaram juntas –

“Eu não sei o que aconteceu, mas enquanto ela e o Laxus enfrentavam alguém que usava uma espada, o Laxus conseguiu acertar um soco nele, que acabou derrubando a espada. O Laxus pegou a espada na intenção de usar para lutar já que a energia da minha irmã o machucava e do nada a espada pegou fogo. Um fogo azul estranho e foi aí que ela percebeu que ele não estava usando o poder no próprio corpo, mas sim usando aquela espada como um catalisador. A energia compartilhada entre eles fluía para a espada e permitindo que ele usasse toda a energia que quisesse sem se machucar”

“BINGO!!!” – Levy estalou os dedos – “Então arranjamos uma espada para ele e tá tudo tranquilo” 

“Calma que eu ainda não terminei” – a gata suspirou enquanto soprava uma fios de cabelo que caíram frente a seus olhos – “Não é questão de ser uma espada ou não. Pode ser qualquer coisa. Uma faca, uma espada, um pedaço de madeira ou literalmente quase qualquer coisa que possa ser usada para ferir alguém pode ser um catalisador. Ele só precisa achar o dele”

“Entendo...” – Erza murmurou logo antes de baixar a cabeça. Um silêncio incômodo se instaurou no local – “Acha que podemos ajudar ele com isso?”

“Não sei...” 

“Vai contar para ele?”

“Sim...” – ela suspirou fazendo o máximo possível para conter a vontade de chorar – “Preciso. Não quero meu mestre sem saber de tudo. Ele precisa saber o que eu fiz com ele. Vou contar tudo e sendo bem sincera eu espero que ele me mande embora” – ela se levantou suspirando. Estava na hora de contar a ele –

Ela começou a andar em direção ao quarto. Estava triste e se sentindo culpada por toda essa situação. Queria chorar em algum canto até dormir e torcia para que ao acordar isso tudo não passasse de um sonho. Ela não sabia que isso ia acontecer com ela também, mas pouca diferença isso fazia na situação atual. Ela finalmente chegou na porta do quarto. Suspirou e logo após tirar suas pantufas, ela girou a maçaneta fria. A porta se abriu e ela entrou fechando a porta atrás de si. Ela o viu... Ele estava deitado na cama enquanto cochilava. Ela andou lentamente até que parou a dois metros da cama. Suspirou se sentando sobre seus joelhos e colocando as duas mãos acima deles. Baixou a cabeça deixando seus cabelos cobrirem seus olhos e baixou as orelhas. Sua cauda estava estendida no chão. Aquela era a posição de confissão. Usada apenas quando um nekomata fazia algo realmente ruim a seu mestre. 

E assim ela ficou...

Não moveu um músculo...

Não o olhou...

Não falou nada mesmo que seus joelhos e seu pescoço doessem por estar nessa posição. Não podia falar nada e mesmo que doesse, aquilo era parte do seu castigo. Ela estava merecendo um castigo e dessa vez não era no bom sentido. Ela suspirou e quase levantou sua cabeça quando percebeu que ele estava se mexendo. Queria levantar a cabeça, mas não podia. Só podia fazer isso quando fosse confessar o que fez. Ela se manteve segurando o choro e ignorando a dor no corpo e pescoço até que se assustou de leve quando ele a chamou.

“Lis...” – ele se levantou da cama mas... –

“Não se aproxime, mestre” – ela falou rápido o assustando –

“O que aconteceu, Lis?” – ele estava realmente ficando assustado com aquilo –

“Eu tenho algo para falar, mestre. Pode me ouvir?” – pediu permissão –

“Claro que sim. O que houve?”

“Posso olhar meu mestre nos olhos?” 

“Claro que sim! Nem precisava perguntar isso, Lis. Só me diz o que houve. Está me assustando” 

“...” – ela suspirou e ergueu a cabeça começando a falar tudo o que estava acontecendo. –

Natsu prestava atenção enquanto Lisanna lhe olhava nos olhos enquanto falava. Ela estava nervosa e em alguns momentos sua voz parecia ficar embargada num choro que estava com certeza preso em sua garganta. Porém, ela não podia chorar. Não sem a permissão de seu mestre. Nekomatas nunca eram realmente obrigadas a obedecer seu mestre. Faziam isso por que gostavam, por que se sentiam felizes, gostavam de sentir que tinham um dono que cuidava delas, se sentiam importantes sendo as únicas servas de seu mestre e em alguns casos também se sentiam muito excitadas em serem comandadas. Mas durante uma confissão, eram obrigadas a seguir a risca as ordens de seu mestre e só podiam fazer o que lhes era permitido por eles. Principalmente quando havia possibilidade de expurgo. Suas ações não deveriam influenciar a decisão de seu mestre. Ela falava tudo de forma bem explicada para que ele entendesse tudo sem deixar nenhuma ponta solta. Depois de alguns minutos ela finalmente terminou. Encarando ele com seus olhos cheios d'água porém nenhuma lágrima escorria.

“...” – ele a observou sério enquanto parecia a analisar a fundo. Ela continuava o observando enquanto notava que seu corpo tremia. Não parecia ser medo embora o notasse no olhar dela mesmo que ela se mantivesse neutra. Parecia que ela estava desconfortável nessa posição. Parecia até mesmo com dor. Ele suspirou enquanto se levantava e andava para fora do campo de visão de Lisanna –

Ela baixou a cabeça enquanto esperava a decisão de seu mestre. Ele com certeza iria cortar ligações com ela. Qualquer pessoa com o mínimo de sanidade faria isso. Ela havia o colocado em perigo contra as pessoas ruins que não aceitavam a união de youkais com humanos. Ela havia aumentado a quantidade de bullying e maus tratos que ele recebia na escola e agora estava literalmente o matando aos poucos. Ele não iria ficar com ela. De jeito nenhum. Foi o que ela pensou até que sentiu ele a abraçar por trás. Ela mordeu o lábio inferior enquanto segurava a vontade de chorar. 

“Você está louca se acha que vou cortar ligações com você” – Natsu falou enquanto dava um beijo em sua cabeça. Ela ainda se mantinha imóvel – “Eu pensei que tivesse ficado claro o quanto eu amo você. Mas você ainda não percebeu isso. Você tem sido uma gata malvada Lisanna...” – ele falou, mas Lisanna conseguiu perceber que ele não estava a repreendendo de verdade – 

“Sim... E-eu tenho sido uma... Gata mal-vada” – ela parecia com falta de ar de tanto prender o choro. E Natsu percebeu isso –

“Não precisa disso, minha gatinha” – ele a puxou fazendo com que ela sentasse no seu colo como se fosse uma criança – “Pode chorar se quiser...” 

Ele não precisou falar duas vezes. Ela desabou. Chorava alto sem se importar com os vizinhos. Lisanna enfiou o rosto na curva do pescoço dele enquanto o abraçava com força. Natsu, por sua vez acariciava os cabelos e as orelhas de sua gata. Ela soluçava muito enquanto ensopava a camisa dele com suas lágrimas. 

“Mestre... Mestre... Mestre...” – toda vez que tentava falar algo o ar lhe faltava por causa do choro – “Por que não me deixa, mestre? Eu lhe causei tanto mau. Eu lhe coloquei em perigo e agora sua vida está em risco. Eu não mereço você, mestre. Deveria me expurgar. Você não merece um peso como eu na sua vida. Deveria me largar e me mandar embora” – ela fala assim, porém segurava as roupas dele com muita força. Com medo de ser abandonada. Com medo de perder seu mestre que tinha lutado tanto para encontrar –

“Eu já disse, eu amo você, boba” – ele sorriu e segurou o rosto dela a fazendo olhar nos seus olhos – “Além do mais se eu conseguir encontrar esse tal catalisador vai dar tudo certo. Não é? E você não deveria ligar só para mim. Sua vida está em perigo também. Pense em você também”

“Não consigo, mestre...” – ela o observou. Seus olhos estavam vermelhos e inchados. Natsu começou a enxugar as lágrimas dela – “Simplesmente não consigo. Se eu morresse sozinha com certeza não ligaria, mas você morrer é algo que não suporto nem imaginar” 

Ele sorriu. Realmente tinha sorte de ter encontrado essa gata naquele dia, naquela chuva... Ele sorriu a observando e em seguida a beijou. O gosto salgado foi predominante por causa das lágrimas dela. Ele a beijou de forma calma e lenta enquanto acariciava as bochechas rosadas dela. Ele separou o beijo a vendo com os lábios entreabertos. 

“Eu vou ficar com você pra sempre. Entendeu?” – ele sorriu – “E você vai ficar comigo para sempre também”  - ele deu um sorriso largo e logo depois completou a frase fazendo Lisanna sorrir – “Isso é uma ordem”


Notas Finais


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Se não, comentem também hehehe


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