História Cúmplices - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Assassinato, Crime, Cumplices, Drama, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Policia, Policial, Romance, Suspense, Tragedia, Violencia
Visualizações 5
Palavras 1.181
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiê queridossssssssss, hoje temos um novo chapter dessa história, espero que likem.

Capítulo 3 - Capítulo 3


15 HORAS DEPOIS

— Já sabe que faculdade vai fazer? —  Perguntou Hayan, criando um assunto para que a “viagem” que vinha a seguir fosse leve. Depois de se livrarem de tudo, os dois estavam pensativos: e agora, acabou? Isso é certo? Mas a única certeza que tinham era que em algum momento, a família do bêbado velho iria notar o seu sumiço, pensar nisso fazia Éricka pirar, apesar do que poderia ter ocorrido a ela, tinha compaixão pela família alheia. 

— Não tenho certeza, provavelmente direito. — respondeu com ironia, os dois riram com aquilo, mas logo o clima “estranho” foi se formando, não era estraaanho, parecia simplesmente que o único assunto que tinham estava encerrado, e esse não era o desejo de Hayan e pensando bem nem o dela. Com isso em mente, ao invés de levá-la de volta ao apartamento, planejou algo:

— Você tá com fome? Aqui perto tem um café muito bom.

— Ah, claro. — Aceitou por educação, mas como disse, pensando bem, queria passar um tempo com ele, conhecê-lo. Saber mais sobre quem a salvou, saber mais sobre seu sonhado príncipe encanto. Em todos os anos que teve esse sonho, imaginou infinitas possibilidades inusitadas e românticas. Na realidade foi bem diferente: era muito mais inusitado do que preveu e a famosa parte romântica não existia.

Hayan parou o carro em frente a uma cafeteria bem frequentada e famosa da cidade, os dois desceram e sentaram-se em uma mesa. Uma garçonete se aproximou para anotar seus pedidos:

— Vão querer o quê?

— Pode ser dois expressos com leite e sem chantilly — respondeu Hayan. Logo a garçonete se afasta:

— Opaaaa opa, como sabe que gosto sem chantilly? — perguntou Éricka em um tom zueiro.

— Não sabia, mas afinal quem gosta de chantilly? — os dois riram e Éricka fez uma cara de nojo, realmente, quem gosta disso?

— Você é bem mais divertido do que eu pensava. — disse ela com um sorriso. Hayan sorriu em troca. E que sorriso, aliás, os dois ficavam bem melhores assim, sorrindo.

— Obrigado, senhorita Éricka. O que mais você acha sobre mim?

— Acho que você é uma boa pessoa... Nunca vou esquecer o que fez por mim. Sabe se não fosse por você... — respondeu com lágrimas nos olhos, e a conversa que estava leve e divertida, acabou por seguir um caminho mais profundo do que os dois imaginavam.

— Não precisa dizer nada... — Hayan abraçou-a e Éricka deixou com que as lágrimas descessem pelo seu rosto, chegando a soluçar. Pensava que tinha estragado a vida dele, o fazendo virar cúmplice de sua própria monstruosidade. Pelo menos, por agora, não queria mais falar sobre isso, sobre tudo o que viveu naquela noite, e apesar disso, agora tinha certeza de uma coisa, precisava de um amigo como ele em sua vida, alguém que a viu em um momento tão triste, e que mesmo assim não a estava deixando-a se afundar em lembranças.

Após uns minutos, Éricka parou de chorar. E o som de sua voz pairou no ambiente:

— Ei, eu sei que já falei isso várias vezes, mas realmente, obrigada. — Em resposta obteve um meio-sorriso.

— Eu sinto que quero te conhecer. — disse Éricka.

— Ué, já conhece. — respondeu brincando.

— Bobo... Sabe, conhecer de verdade. Tipo, o que você gosta de fazer nos tempos livres, essas coisas. Aliás o que você gosta de fazer nos tempos livres? — riu um pouco.

— Hmm, deixa eu ver, eu gosto de... ficar em casa, na maioria das vezes, eu toco violão... Acho que é isso, escrever músicas, essas coisas. — Exatamente o que ele fazia na maioria das vezes.

— Uau... espero poder te ouvir... Não vai me dar o cano, hein. — A parada era que o que tinha escrito nas músicas, em alguns casos era muito pessoal, e provavelmente ele nunca iria mostrá-las pra ninguém.

— E pra você, senhorita Éricka, refaço a mesma pergunta. — era a segunda vez que ele se referia a ela por “senhorita Éricka”. Novo apelido detectado e não era um ruim.

— Eu gosto de... escrever, não músicas, mas histórias, talvez algum dia até escreva sobre a história de como foi que chegamos até aqui, nesse exato lugar... Se não estiver presa... — riu sem humor.

— Eu autorizo, mas tem que me creditar. Vai que algum dia, vira filme... Aí posso fazer a trilha sonora.

— Eitaaaaaaaaaaa, olha o interesse! — os dois riram.

17 HORAS DEPOIS

Pode acreditar que todo esse papo durou mais de 2 horas, e que claramente não foram mal desperdiçadas, o que pegou depois foi que...

— TCHAN! TCHAN! TCHAN!  — Era o celular de Hayan. A pessoa que realizou a chamada era a mãe dele e quando colocou o celular no ouvido, quase ficou surdo:

— OI FILHOOOOOOOOOOOO, AMADINHOO. LEMBRA DA CARONA QUE VOCÊ TINHA ME PROMETIDO... TÔ ESPERANDO FAZ UNS 10 MINUTOS AQUI E VOCÊ NÃO CHEGOU! — tinha esquecido totalmente. Éricka riu ao ouvir a gritaria que vinha do telefone.

— Eu já vou, calmaaaaaa, eu nunca esqueceria disso... — a garota na mesa dá um sorriso engraçado ao ouvir a resposta.

— Então, vamos? — disse ele convidando-a. E apesar de ter tentado esconder sua relação com ele mais cedo, pedindo-o para parar atrás do prédio... Resolveu desobedecer a sua própria regrinha e aceitou.

— Pra onde vai levá-la? — disse dentro do carro.

— Ah, ela vai num encontro com um cara. No shopping.

— Mas me conta, e o seu pai? — pergunta meio indiscreta, mas...

— E-ele... faleceu faz uns anos. — Engoliu em seco. Éricka em um gesto de apoio, apoiou sua mão na dele.

— Desculpe por perguntar... Eu sinto muito. — E Hayan apoiou a cabeça em seu ombro por alguns segundos.

O trajeto continuou sem mais conversar, não era por um climão nem nada estranho, mas sim, pelo respeito que Éricka percebeu que deveria exercer.

— ACHEI QUE NÃO IA VIR... E essa é? — perguntou a mãe dele, após se interromper ao notar Éricka pelo para-brisa do carro.

— Sou Éricka, uma amiga. — respondeu lançando um sorriso para Hayan.

— Ah oi Éricka. Sou Magda, mãe desse aí. — disse zoando o próprio filho.

— Tô indo ver um boy. Tomara que seja o mesmo da foto, porque, nossa...

O caminho até o shopping foi repleto de risadas. Chegaram no shopping e sua mãe foi até uma mesa, onde o pretendente já estava esperando:

— Ahhh, o amor é lindo. — Riram em sintonia.

Após passarem o encontro da mãe de Hayan comendo, sim... No final não tinham comido na cafeteria. Após algum tempo, na verdade, tempão, perceberam que aquilo não ia acabar tão cedo. E pra não ficar tarde, ele resolveu levar Éricka para casa, a garota foi sozinha até a mesa se despedir da mãe de seu novo amigo:

— Tchau dona Magda, bom final de encontro e... que gato hein. — A última parte foi falada por cochicho.

20 HORAS DEPOIS

Como “de costume” o carro foi parado atrás do prédio e os dois saíram do carro, para um último papo:

— Hoje foi muito bom, Hayan. Me diverti muito, sério.

— Eu também, senhorita Éricka, espero que possamos repet... — e antes de terminar o novo convite. PÁ! Interrompido.

— Acho que escutei você no celular ontem à noite. Éricka, sua safadaaaaaaaaa! — gritou Jennie, surgindo literalmente do nada, e surpreendendo os dois.


Notas Finais


Como já podem ter percebido, decidi que todo sábado vai ter parte nova hein (apenas SE eu conseguir escrevê-los certinho). Obrigado por lerrr <3


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