História Cunhada. - Capítulo 16


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Categorias TWICE
Personagens Chaeyoung, Dahyun, Jihyo, Jungyeon, Mina, Momo, Nayeon, Sana, Tzuyu
Tags Chaeyu
Visualizações 389
Palavras 3.190
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi!!! Como vocês estão?

Sei que demorei um bocadinho para postar, perdão. Nem tem desculpas, eu estava com esse capítulo mofando no computador, só faltava revisar mesmo.

enfim, no final desse mês eu volto com mais um, para recompensar.

Boa leitura!!

Capítulo 16 - Musa.


 "Não funcionou, Jihyo." Chaeyoung disse, assim que encontrara a morena. Mordeu o lábio e suspirou, mas a mais alta apenas segurou em seu ombro.

 "Chae, não fiquei tão chateada assim. Ela parece ser uma pessoa reservada, e esse assunto é muito delicado." explicou, e as duas seguiram andando em direção à cafeteria mais próxima.

 Era bem cedo, mas as ruas de Seul estavam cheias. Aquela cidade não dormia, virava noites e mais noites acordada, acolhendo bêbados escandalosos a trabalhadores que acordam às quatro todo dia. Chaeyoung teria uma prova há uma hora, e logo depois, estaria livre de faculdade por um tempo.

 O silêncio foi mútuo durante todo o trajeto, e Jihyo mordia um palito de dente, tentando afastar o nervosismo. O próprio mundo parecia estar mais pesado, de alguma forma; a mente da morena não sossegava, a única coisa que conseguia pensar era sobre Tzuyu e as outras meninas abusadas. Era coisa demais para processar.

 "Soube da mais nova?" puxou um assunto, tentando sair da própria bolha de preocupação.

 "Hm?" a menor apenas a olhou, como se esperasse uma notícia boa. 

 "Nayeon e Jeongyeon estão juntas... quer dizer, quase isso. Nayeon não soube explicar bem, você sabe como ela é." deu de ombros, e Chaeyoung finalmente sorriu. 

 "Mentira? Que maravilha!" bateu palmilhas. Já estava na hora daquelas duas se assumirem como casal!

 Chaeyoung e Jihyo chegaram até o café e permaneceram caladas até pagarem a conta e irem à faculdade. O clima estava tenso, e Son só conseguia pensar em como Nayeon estava feliz, e como Tzuyu deveria estar devastada por terem descoberto seu segredo. Eram dois polos totalmente distintos.

 

 

 

 

 

 

 


  Tzuyu vomitara tudo que comera no café da manhã. E talvez seu jantar também. 

 Não, não estava passando mal. Ela apenas fez o que não fazia há anos: enfiou o dedo na garganta e botou tudo para fora. 
 
 Era um pouco poético o motivo pelo qual vomitava forçadamente. Em sua filosofia, todas suas preocupações e sentimentos ruins, sairiam junto com a comida. 

 Sana ficou desesperada do lado de fora do banheiro, se perguntando o porquê da amiga estar tão mal. Durante o início da aula, a japonesa já a encheu de perguntas - sabia ler as pessoas muito bem, deduziu. Tzuyu afirmou milhares de vezes que não havia acontecido nada, mas Sana continuava com seu olhar desconfiado. 

 A taiwanesa lavou o rosto três vezes seguidas, respirando e inspirando. Não gostava de lembrar de Jihyo ou de Chaeyoung, não queira encontrar com nenhuma das duas. Só queria sumir, queria ir para um lugar onde ninguém soubesse de sua particularidade que dando lutou para esconder. Será que elas não entendiam que era falta de educação se meter em um assunto tão pessoal? 

 Forçou um sorriso e saiu do banheiro, desejando para que alguma funcionária fosse o limpar logo. Estava fedendo bastante, parecia que a podridão que habitava seu interior havia saído. Mas de alguma forma, a raiva e tristeza ainda estavam ali. 

 "Está tudo bem? De verdade?" perguntou, pela enésima vez naquele dia. 

 "Sim, sério. Apenas um enjôo." respondeu, e a amiga levantou a sobrancelha.

 "Anda se prevenindo? Por favor, não quero ser madrinha agora!" disse, e Tzuyu arregalou os olhos.

 "Longe disso, Sana!" soltou uma risada. "Não rolou nada ainda." deu de ombros e começaram a caminhar. Dahyun e as outras estavam as esperando na lanchonete da universidade.

 "Sério?" perguntou, e Tzuyu assentiu. "Sério mesmo?" 

 "É, não me sinto muito preparada ainda." olhou para o chão.

 Eu sou nojenta, não sou pura. Chanwoo me odiaria se descobrisse que não sou o que ele achava. Sou nojenta.

 "Entendi! Fico feliz que ele entenda isso, homens costumam ser muito insistentes em relação a isso. Creio que seja por causa da masculinidade frágil..." riu da própria frase, e Tzuyu apenas esboçou um sorriso. 

 Quando chegaram até o ponto de encontro, sentiu seu corpo congelar ao avistar Jihyo. A morena conversava algo com Nayeon, que sorria timidamente; a noticia que ela e Jeongyeon estavam juntas não abalou ninguém, nem mesmo Tzuyu que era amiga delas há pouco tempo. Mas todas concordaram em fingir surpresa, apenas para deixar as duas felizes.

 Chaeyoung, obviamente, também estava lá. Mostrava um panfleto para Dahyun e parecia muito empolgada com algo. Tzuyu ficou curiosa na hora, e estranhou seu próprio comportamento. Estava de importando demais com a Son mais nova, e isso poderia lhe trazer problemas mais tarde. Suspirou pesadamente, e sorriu para todas as meninas.

 Jihyo parou de falar no instante que a viu, e analisou cada parte de Tzuyu. Depois sorriu como se não soubesse de nada, por mais que seus olhos esbanjassem preocupação - e querendo ou não, pena. Chaeyoung sentiu vontade de chorar. E também de abraçar Tzuyu como se ela fosse algum bebê; queria protegê-la de qualquer outro mal do mundo. 

 "O que é isso?" Sana mais uma vez cortou o silêncio, tomando da mão de Dahyun um panfleto e o lendo. "Exposição de Arte? Meu Deus! Seu nome está aqui, Chae!" 

 Instantaneamente, agarrou a mais baixa. E todo mundo bateu palma, inclusive Tzuyu. Chaeyoung estava vermelha feito tomate.

 "A professora selecionou aqueles que mais apresentaram desenvolvimento artístico durante esse semestre. Estou feliz demais." sorriu, de orelha a orelha. 

 "Por que nos não contou antes?" Sana perguntou.

 "Bem, eu nem sabia que isso aconteceria. Foi de surpresa! Os escolhidos ganharão um ponto extra na média." Chaeyoung sorriu, dando de ombros. 

 "Oh, e você aceitou tão facilmente?" Nayeon entrou na conversa, totalmente surpresa.

 "Sim, acho que já tenho uma ideia das obras que irei expor..." naquele momento, seu olhar se encontrou com Tzuyu.

 Talvez Chou soubesse o que aquilo significava. 

 

 

 

 

 

 

  Chaeyoung observava alguns de seus quadros, selecionando cada um com muito cuidado.

 Claro que já sabia qual seria o principal. Mas ainda tinha que convencer a dona de lhe emprestar, o que seria uma tarefa difícil. Tzuyu não trocou uma palavra com ela ou Jihyo, realmente estava brava. E Chaeyoung a entendeu perfeitamente, também ficaria irritada se fosse Tzuyu.

 Estava tentando esquecer dessa história, até que ouviu a porta de seu quarto ser aberta. Virou a cabeça, e se surpreendeu ao ver Chanwoo; o que seu irmão queria, dessa vez? 

 "O que foi?" disse, abaixando o som de seu rádio. 

 "Não estou aqui para brigar, Chaeyoung. Na verdade, estou preocupado..." ele respondeu, suspirando.

 "Sobre?" se sentou na cama, observando o irmão, que estava escorado na porta de madeira fechada. 

 "Tzuyu." Chaeyoung mordeu o lábio inferior. "Ela anda muito estranha, como se escondesse algo." 

 "E?" respondeu, levantando uma sobrancelha.

 "Você e suas amigas vivem com ela, oras. Só preciso de respostas." passou a mão na cabeça, parecia realmente estar preocupado. "Acho que ela está me traindo."
 
 "Meu Deus, Chanwoo." a Son mais nova revirou os olhos. Seu irmão era tão burro assim? Tão egocêntrico? "É óbvio que ela não está te traindo. Ela te ama." 

 "Olha, estou falando sério. Tzuyu anda muito distante, quase não nos tocamos! Se afasta de meus beijos, se solta de meus abraços..." disse, e logo depois bufou.
 
 "Bem, ela está passando por alguma situação complicada? Não conheço Tzuyu, querido. E ainda não entendo porquê fez questão de vir até aqui..." se levantou, suspirando.

 "Não sei." respondeu. "Nem pra dar informações você serve, Chaeyoung!" 

 Ele saiu, batendo a porta. A garota apenas riu da cena que seu irmão havia feito. Oras, não aguentava aquele jeito de Chanwoo; ele odiava não ser o centro das atenções, sempre pensava no próprio umbigo. Verdadeiro filhinho de papai, muito mimado e completamente o oposto de Chaeyoung.

 Balançou a cabeça, voltando para seus afazeres. Tentava ter total atenção em separar e limpar as obras, mas sua mente não a deixava quieta. Se não estava imaginado o passado doloroso de Tzuyu, estava pensando numa forma de se aproximar mais da sua cunhada. 

 Estava tão conectada com isso, que não conseguiu ficar ansiosa por expor suas obras para pessoas desconhecidas. Longe disso, ela até encarou essa exposição como algo normal para artistas. Para falar a verdade, parte de si ficou feliz por ter conquistado esse feito.

 Mas havia descoberto a real história de alguém, tinha mexido com sentimentos antigos de Tzuyu e sentia-se péssima. Ela não mudaria o passado da Chou, e muito menos o futuro; a frustração tomava conta de seu ser, pois de um jeito ou outro, não poderia fazer nada para ajudar Tzuyu. Era difícil encarar a realidade de um caso tão complicado, nada era como naqueles seriados criminais americanos. Na vida real, não existe o tal glamour presente em cada caso fictício da série. 

 Estava tão absorta em seus pensamentos, que mal escutou seu celular tocar. Outra interrupção; era sempre assim, quando finalmente resolvia não passar o dia deitada...

 Se assustou ao ler o nome de quem lhe ligava. Tzuyu, sem nenhum emoji. Seus dedos tremiam, e mesmo com relutância, atendeu a ligação.

 "Alô??" disse, após apertar o botão verde. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 A noite estava fria. O que era bem comum em Seul. Os ventos balançavam o cabelo curtos de Chaeyoung, que esperava ansiosamente por Tzuyu. As mãos guardadas no bolso do casaco que trajava, e usava seus óculos circulares - e isso era uma raridade, mas precisava enxergar de longe. Mordia os lábios de nervosismo, e checava o celular uma vez ou outra.
 
 Quando ouviu a doce voz de Tzuyu ao telefone, naquela tarde, teve a impressão que seu mundo viraria de cabeça para baixo de novo. Sabia que seria o assunto conversariam, e sabia que Chou deveria estar mais zangada que nunca. Chaeyoung levaria outra bronca, sem sombra de dúvidas.

 O relógio marcava às exatas 19:30 quando Chaeyoung foi surpreendida com a presença de Tzuyu. A mais alta agarrou seus ombros, dando-lhe um susto.  
 
 "Olá. Você contou a alguém sobre hoje?" perguntou, antes mesmo de certificar-se se Chaeyoung estava bem. 

 "Oi. E não, ninguém sabe. Nem Jihyo." a outra assentiu, e pediu educadamente para que se dirigissem até um estabelecimento mais calmo.

 "Chaeyoung, eu sinto algo muito bom vindo de você. Quer dizer, Chanwoo sempre afirmou que sua pequena irmã era tudo que ele nunca poderia ser; e você é, de fato." ela disse, enquanto caminhavam até uma cafeteria qualquer. 

 Entraram no lugar, e deixaram que a temperatura elevada e cheirinho de bolo invadissem seus corpos por completo. Automaticamente, Chaeyoung retirou o casaco que a cobria, e se sentou na primeira mesa disponível que viu. Tzuyu fez o mesmo movimento. 

 "Hoje meu irmão veio até mim, falar sobre você." Son se pronunciou, fazendo a outra levantar o olhar. "Ele queria saber o porquê de você estar tão distante."

 "E você contou a ele?" perguntou, de um modo desesperador. 

 "De jeito algum. Nunca faria isso." respondeu, tentando acalmar Tzuyu.

 "Bem... não vim aqui pra isso." balançou a cabeça negativamente. "Chae, eu gostaria de te pedir desculpas; fui muito mal educada naquele dia." 

 "Eu te entendo, Tzuyu, você não tem obrigação de me contar nada." deu de ombros, como se não se importasse. Mas no fundo, seu coração doía bastante, pois queria saber de tudo. Cada detalhe. Mesmo que não tivesse direito de saber.

 "Fico feliz que me compreenda. Não é um assunto que eu goste de falar, é difícil." sua voz saiu como um murmuro. "De verdade, obrigada por tentar, pelo menos. Algumas pessoas simplesmente iriam me crucificar ou achar toda essa situação nojenta..." olhou para o chão, não querendo encarar Chaeyoung.

 "Tzuyu, honestamente, eu não penso assim. Não foi culpa sua, entende?" falou baixinho, mas conseguiu atrair a atenção de Chou.

 "Mesmo assim, eu me sinto... asquerosa." respondeu. "E não há nada que possa fazer contra aqueles que me usaram desta forma, a justiça não é tão justa assim. E não existem provas." deu de ombros. 

 Chaeyoung queria chorar. Ela já tinha convicção que não poderia fazer nada, repetia isso para si mesma dezenas de vezes. Por que era tão difícil encarar isso? Ela só queria que os pais de Tzuyu pagassem por tudo que passou e ainda está a passar.  
 
 "Mas, bem... eu só quero te implorar para não contar a ninguém." de repente, segurou as mãos de Chaeyoung fortemente, sobre a mesa. "Se isso acontecer, minha vida acaba. Eu estou próxima a me livrar daquela casa, por favor, não se meta em meus assuntos pessoais dessa forma. Realmente me afetou." olhou bem no fundo de seus olhos, e Chaeyoung pôde sentir seu corpo inteiro arrepiar. 

 "Eu prometo ficar quieta. Mas me jure uma coisa." disse, com total determinação.

 "O que quiser." sorriu fracamente.

 "Se você precisar de qualquer coisa - qualquer coisa mesmo, me ligue. Manda um sinal de fumaça, grite... não sei. Só fale comigo, me deixe ficar sabendo de tudo, Tzuyu." suspirou, e a outra apenas arregalou os olhos. "Eu me preocupo com você, sinceramente..." 

 Chaeyoung não percebeu, mas os olhos da mais alta estavam um pouco marejados, e antes mesmo que as lágrimas rolassem, Tzuyu fez questão de soltar as mãos de Chaeyoung e limpar os olhos.

 Alguém se importava com ela. Isso era novidade.
 
 "Te vejo na sua exposição, Chae. E aliás, amanhã deixarei a obra que fizera para mim, na sua casa." disse, já se levantando.

 Agora Son estava surpresa. Ela nem havia comentado sobre isso com Tzuyu, e mesmo assim já havia obtido a resposta.

 

 

 

 

 

 

 

 

  "Fico feliz que esteja aqui, Srta. Son." a professora disse, sorrindo e mexendo nos fios castanhos de Chaeyoung.

 A faculdade estava cheia. Alguns eram estudantes, outros meros desconhecidos. Suas amigas rondavam o lugar de braços enroscados, mas Chaeyoung ficou do lado de suas próprias obras. Era seu dever, como artista; precisava tirar qualquer dúvida e receber elogios. 

 Seus colegas de classe também foram convocados, Jeon Somi estava fazendo bastante sucesso e atraindo muita gente. Podia observar a garota apresentar cada uma de seus quadros com um grande sorriso no rosto, sempre fazendo uma pose dramática. Chaeyoung também estava com a boca seca de tanto falar, e seus pés doíam um pouquinho; certos visitantes perguntavam demais, e seus olhos arregalados pareciam famintos e prontos para devora-lá numa só mordida. Mesmo assim, seu dia estava sendo uma maravilha, e só de perceber que nenhum quadro que retratava Mina estava em sua exposição, viu-se num estado de superação suprema.

 Myoui Mina? Quem era essa? 

 Por um tempão, conseguiu esquecer o assunto de Tzuyu. Nos dias atras, estava totalmente focada nesse projeto e todas suas conversas eram baseadas nisso. Sua animação era enorme, havia criado uma expectativa gigante nesse evento, e agora nutria cada momentinho bom que a exposição estava lhe proporcionando. 

 "Esse quadro é incrível. Adoro girassóis! Por acaso é sua planta favorita, assim como Van Gogh?" ouviu uma senhorinha dizer, com um sorriso enorme.

 "Oh, não. Minha obsessão é com tulipas, mas girassóis são extremamente belos!" disse, encarando a obra que com continha milhares de girassóis, abaixo de um sol pequeno no meio do céu azul. Chaeyoung era boa em pintar quadros simples também.

 "Está de parabéns, minha jovem. Eu adoraria ter esse quadro em minha sala de estar, se um dia de interessar em vendê-lo..." sorriu, e anotou algo no próprio caderno, logo após entregou a folha para Chaeyoung. Seu número estava escrito ali, e Son percebeu que aquela exposição estava lhe abrindo novas portas. 

 "Muito obrigada! De verdade." sorriu, e apertou o papel que tinha acabado de receber. 

 Observou a senhora ir embora e sua presença ser ocupada por Dahyun e Sana. A ruiva estava admirada com outros quadros, enquanto Sana já vinha de braços abertos e um sorrisão para cima de Chaeyoung.

 "Te amo, sabia?" disse, depois de ter soltado-a de um abraço de urso. "Isso aqui está cheio demais, parabéns!" olhava para todos os lados, enquanto Chaeyoung permanecia sorrindo.

 "Está gostando da exposição?" perguntou, atraindo atenção da amiga. 

 "Claro, principalmente de suas obras." sorriu Sana.

 "Sem favoritismo! Por que não faz como sua namorada? Os quadros de Somi são ótimos também." apontou para Dahyun, que prestava atenção em cada palavra proferida de Somi. "E as outras meninas? Onde estão?" 

 "Eu não sei, mas já devem estar chegando, amiga. Relaxa, elas não perderiam isso aqui por nada." respondeu, e saiu andando em direção a Dahyun, mas de repente parou, e olhou até a porta. "Bem, aí está Tzuyu." falou, e sorriu mais uma vez. 
 
 Chaeyoung ficou com muita vergonha. Pôde sentir seu corpo inteiro congelar e o rosto queimar. Era engraçada a forma que Tzuyu a deixava; nunca passara por isso com ninguém, e olha que era tímida. Sorriu para a mais alta, que fez questão de retribuir rapidamente. Ela olhava para todos os lados da sala, encarando cada obra com a boca aberta num perfeito 'o'. 

 Quando chegou perto de Chaeyoung, abriu o maior sorriso que conseguiu. Era um sorriso tão bonito, o mais belo que Chaeyoung já vira. 

 "Gostei do lugar onde pusera meu retrato. Ficou muito bonito." disse, rindo. "Não sabia que havia feito outro, deveria eu te processar por uso de imagem?" semicerrou os olhos, e por um segundo, Chaeyoung achou que ela estivesse falando sério. Mas logo depois, ela soltou uma gargalhada gostosa. 

 "Ah.." não soube o que dizer, então apenas riu fracamente e coçou a nuca. 

 "Chanwoo não quis vir, disse que estava ocupado. Ah! Eu amo, amo, amo girassóis." seus olhos brilharam ao avistar a mesma obra que encantara a senhora desconhecida, momentos atrás. 

 "Você é a segunda pessoa que me diz isso. E quanto ao Chanwoo, não me importo muito com a presença dele." deu de ombros, e notou que Tzuyu se sentiu desconfortável com a sua fala. "Desculpa."

 "Sem problemas... acho que te entendo." suspirou. "Você é muito boa, Chae. De verdade, gostaria de ser tão talentosa assim!" 

 Chaeyoung agradeceu a mais alta e elas trocaram um papinho rápido sobre a exposição. Ela disse que havia visitado uma sala apenas com esculturas, e também perguntou se Chaeyoung fazia-as. Era bem óbvio que não, claro que a Son mais nova tinha uma ótima coordenação motora, mas suas esculturas sempre saíam deformadas; desistira do hobby cedo, pois percebeu que não iria para frente. 

 Sua área era na pintura. Gostava de dar vida ao branco mórbido, criar objetos do barro era meio chato. Se a chamassem para decorar a escultura, até toparia. Mas fora isso, fugia desse tipo de atividade.

 Nem percebeu quando sua professora chegou, sorrindo e cheia de alegria.

 "Então, seria você a musa inspiradora de Chaeyoung?" a mais baixa quase infartou. Estava muito na cara assim? Na verdade, Tzuyu nunca foi nomeada sua musa, como poderiam deduzir isso?

 "Quê?" indagou, e teve certeza que sua cara estava tão vermelha quanto tomate, quando Tzuyu a encarou rindo. 

 "Bem, creio que sou eu sim. Apesar de não saber que era a musa inspiradora dela." a mais alta disse, e depois disso, Chaeyoung se transportou para outro mundo. 

 Tzuyu não ligaria em ser sua musa inspiradora. 

 Chaeyoung sorriu, apenas observando Tzuyu e sua professora conversarem alegremente, sem fazer ideia do que estavam falando. Tentava entender o motivo pelo qual estava tão feliz em saber que Tzuyu não se importava em ser sua musa.

 Não tinha todo um contexto amoroso idealizado? Ou seria tudo coisa criada por sua cabeça, criando fatos que nem se quer são reais? 

 Querendo ou não, agora Tzuyu seria sua musa. Definitivamente. 

 


Notas Finais


eu também amo girassóis.


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