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História Cup of Tea - Capítulo 3


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Notas do Autor


Olá meu povo!
Depois de meio século, eu voltei para postar esse segundo, e último, bônus. Acho improvável que eu poste mais alguma coisa nesse universo alternativo de Sherlock, mas quis concluir esse capítulo que tinha prometido antes.
Espero que gostem, boa leitura!

Capítulo 3 - Hibiscus


Fanfic / Fanfiction Cup of Tea - Capítulo 3 - Hibiscus

Abri os olhos com dificuldade, estava exausta após três plantões seguidos e poucas horas de sono durante o almoço.

Me estiquei na cama e me lembrei de que estava sozinha novamente. Não o via há duas semanas. E, ainda que eu devesse ter me acostumado com os seus sumiços, me doía cada vez mais ficar sem vê-lo por tanto tempo, quando algum caso interessante surgia. Começava a cogitar a possibilidade de ter me tornado dependente do detetive.

Conferi o celular e nenhuma mensagem nova apareceu. Liguei para Holmes, mas não obtive sucesso. Caixa de mensagens pela terceira vez... Tentei a sorte com Watson, mas outra vez ele não me atendeu. Não tinha muita intimidade com Mary, pois nos encontramos poucas vezes, mas não teria outra forma de saber se eles estavam bem.

Conferi os números da agenda telefônica, mas apenas confirmei de que não possuía o número da esposa de John. “Como eu sou burra!”, cocei a cabeça encarando a foto de quando fomos em um encontro duplo pela primeira vez, ainda que Holmes não visse necessidade.

Naquele dia a loira contou para nós três que estava grávida. Foi divertido ver seu marido quase cair da cadeira com tamanha euforia por receber a notícia de que seria pai.

Resolvi que procuraria por ela em sua casa, por mais que fosse inconveniente, só perguntaria se tinha notícias dos dois e iria embora, não tinha mal nisso ou, pelo menos, eu esperava que não. A última coisa que gostaria era de atrapalhar o seu sossego, com uma criança nova em seus cuidados.

O banheiro estava frio, mas liguei o chuveiro no quente e entrei embaixo da água. Assim que joguei a toalha na cama, reparei a pequena cicatriz em minha cintura, faziam seis meses desde aquele episódio. Coloquei roupas confortáveis e me certifiquei de que tinha tudo que precisava na bolsa. Queria comer algo diferente e fora de casa, já tinha dias que só esquentava comida velha, pela falta de tempo.

Peguei um taxi em direção à casa dos Watsons e conferi novamente o celular, talvez conseguisse algum sinal de vida dos dois. Inútil! Sem chamadas novas ou mensagens.

Agradeci o motorista e desci do carro, enquanto olhava para os lados. A rua estava deserta, mas tomei coragem e segui para a entrada, onde apertei a campainha.

- Oi. – Sorri, quando a loira abriu a porta alguns segundos depois.

- Dra. Hough... – Ela me encarou surpresa, mas concluiu. – Entre, está frio hoje.

- Obrigada e já lhe disse que pode me chamar de Julianne. – Falei, quando passei pela porta e tirei o casaco, estava bem aconchegante.

- Aconteceu algo?

- Na verdade, é o contrário. – Sorri novamente. – Eu vim perguntar se teve alguma notícia de Sherlock e Watson... Quando Holmes desaparece por dias, eu sempre envio mensagens ou ligo para John, para saber se estão vivos, mas desta vez ele não me respondeu. – Expliquei, enquanto ela me apontava o sofá, onde me sentei.

- Com certeza está tudo bem, John conversou comigo ontem, disse que onde estariam não teria sinal de telefone. Pelo que entendi, eles voltarão amanhã... Sherlock não avisou? – Questionou, se sentando na poltrona de frente para o sofá.

- Não, ele não conversa muito sobre os casos em andamento.

- Típico. – Ela riu.

- Para ser sincera, eu também não pergunto, já me acostumei com os sumiços dele, pois sempre me certifico com Watson se está tudo bem.

- Eu sei, ele me disse que você se preocupa em saber se Sherlock está se alimentando direito... – Mary continuou. - Mas pode ficar tranquila, amanhã eles aparecem. Agora, se era só isso, eu acabei de fazer chá de hibisco, aceita uma xícara?

- Claro, obrigada. – Concordei e observei a loira que saiu do cômodo.

Sem sair do lugar, observei o cômodo, as fotos na parede, as decorações de Natal. Era uma casa totalmente diferente da minha, que não possuía foto alguma, apenas alguns quadros. Totalmente impessoal e, talvez, até um pouco fria.

- A propósito, sinto muito por aparecer de repente, sem avisar, só para perguntar sobre o paradeiro daqueles dois. – Falei quando a loira entrou no cômodo. – Eu teria ligado, mas só hoje percebi que nunca trocamos números.

- Não tem motivo para se desculpar, eu fiquei contente com sua vinda. Assim, podemos conversar sem sermos interrompidas.

- De fato, Sherlock não tem tanta paciência com conversas normais ou rotineiras.

- Não mesmo, me admira muito que tenha aguentado até agora... Às vezes, ele pode ser um tanto temperamental, ainda que diga que é mais racional do que sentimental. – Concluiu, entregando-me a xícara com o líquido quente avermelhado.

- Eu sei o que quer dizer, ele é como uma criança mesmo. – Ri, me ajeitando no sofá. – Mas quando passamos dessa fase, eu aprendi como lidar com ele... Não significa que não brigamos vez ou outra, mas é sempre por coisas simples.

- Quando John me falou sobre vocês dois, depois do incidente com o sequestro, eu quase tive um ataque do coração, mas fiquei feliz em saber que tudo correu bem e o quanto Sherlock se preocupou. Não sei se com você ele consegue conversar abertamente sobre os sentimentos dele, mas eu tive certeza do quanto ele se importa, nunca o vi agir daquela forma.

- Aquele dia foi a primeira vez que ele confessou que tinha se apaixonado, apesar de não saber o que dizer, suas palavras foram mais do que suficientes.

- Deve ter sido difícil para ele...

- O que quer dizer?

- Estar apaixonado e ver a mulher dele levar um tiro... Ter medo que você morresse.

- Não tinha pensado nisso, meu único medo naquele momento era que ele me deixasse.

- Por quê? – Retrucou.

- Ele brigou pelo que eu tinha feito, mas eu nem pensei na hora, só queria evitar que algo pior acontecesse.

- Você gosta mesmo dele...

- Não vou mentir, nunca pensei que fosse me apaixonar assim, somos tão diferentes e brigávamos tanto quando nos conhecemos, mas eu não pude evitar. Por mais que seja difícil de acreditar, ele sabe ser charmoso. – Tentei abafar o riso com um gole do chá.

- Realmente, é bem difícil de acreditar. – Mary riu do meu rosto levemente rosado.

Nossa conversa fluiu por mais tempo do que pensei.

Achei que faria uma pergunta e seguiria para almoçar, mas foi diferente, continuamos rindo e discutindo sobre assuntos diversos, o que nunca aconteceu quando saíamos todos juntos. Aproveitei para rever o mais novo Watson, que em nenhum momento acordou ou se incomodou com o barulho na casa, um perfeito anjinho.

- Obrigada pelo chá. – Abracei a loira, que sorriu. – Eu espero que possamos nos ver mais, para conversar sem os dois detetives nos perturbando.

- Eu adoraria, volte sempre que quiser, prometo preparar biscoitos caseiros da próxima vez, testei uma receita nova.

- Com certeza, voltarei em breve. – Sorri, pegando meu casaco para sair. – Desculpe por vir sem avisar.

- Já disse que não tem porque se desculpar, eu gostei da visita. Sinceramente.

- Obrigada por me acalmar e nos vemos em breve. – Repeti, descendo o lance de escadas.

- Até breve. – Falou uma última vez, antes de fechar a porta.

À medida que caminhava, minha respiração formava uma pequena névoa na frente do meu rosto, me arrependi de não ter pego um gorro ou cachecol.

Acelerei os passos, mas logo vi um carro amarelo vindo no final da rua. Acenei para o taxi vazio e agradeci aos céus por ter tido essa sorte. Pedi que me deixasse no shopping, ainda pretendia almoçar por lá, para depois procurar por algo que deixasse minha casa um pouco mais aconchegante e tirasse o incômodo que surgiu em meu peito.

O restaurante mais próximo estava convidativo, então entrei e almocei com calma. O clima frio e a neve fina, que começava a cair, parecia ter impedido que muitas pessoas saíssem de casa e o local pareceu vazio.

Algumas lojas de departamento depois e eu procurava outro táxi para voltar para casa com todas as compras desnecessárias.

Por algum estranho motivo, estava determinada a mudar o clima em minha casa, queria sentir o aconchego e calor de uma decoração pessoal. Queria ter orgulho de chamar aquele apartamento de lar. Já morava ali por tanto tempo e mesmo assim continuava como se eu pretendesse colocá-lo em um catálogo de venda de imóveis.

Encaixei o tapete felpudo entre os sofás, coloquei as flores sobre a mesa de jantar e as almofadas em diferentes texturas com o cobertor sobre a poltrona.

- A lavanda foi uma boa escolha... – Falei comigo mesma, me aproximando da sala. – Mas ainda está tão falso.

Ri sozinha até suspirar me dando por vencida, enquanto colocava a chaleira para ferver. Com a xícara quente, encolhi na poltrona, me enrolando no tecido macio e ligando a televisão. Talvez conseguisse preencher o vazio em minha mente com algum programa sem conteúdo.

O barulho da campainha me despertou do sono leve, estava tão exausta que não sabia por quantas horas tinha dormido.

- Oi. – Holmes falou assim que abri a porta.

- Oi. – Sorri e dei passagem para que entrasse.

- Mary contou para John que você a visitou. – Continuou e, pelo tom de voz, parecia um pouco bravo.

- O que esperava que eu fizesse? Jogasse tarô para saber se vocês estavam vivos? – Tentei descontrair e acabar com a tensão no ar, mas não resolveu.

- Tem razão, só achei um pouco estranho.

- Eu sei que não saímos sempre juntos, mas pensei que fosse bom quebrar o gelo e perguntar sobre vocês. Prometi que avisaria da próxima vez que fosse visitá-la. – Expliquei, sem entender o motivo da conversa.

- Não é isso, não tem problema ter ido lá, ela gostou da visita. Só não me acostumei em receber bronca por não termos avisado você que estávamos bem, é estranho ter alguém que se preocupa comigo assim... – Suspirou antes de continuar. – Que me espera voltar.

- Não quer tirar o casaco? – Perguntei caminhando de volta para o sofá.

- Na verdade, eu preciso ir agora. – Forçou um sorriso, se dirigindo para a saída do apartamento.

Sherlock nunca forçava sorrisos, ele nunca se daria esse trabalho. Então, não precisava ser um gênio para saber que algo definitivamente estava acontecendo.

- Whow, você acabou de chegar. Por que está agindo assim? – O segurei pelo pulso, impedindo que chegasse até a porta.

- Assim como?

- Mais estranho que o normal... Qual é o problema? – Insisti e ele se virou para me olhar. – O que aconteceu onde estavam?

- É melhor não conversarmos sobre isso.

- Por que não? Este tipo de resposta só me deixa mais confusa e preocupada.

- Não é nada importante.

- Se não fosse importante, você já teria me falado.

- Eu não quero conversar porque você vai se chatear, sem qualquer motivo para isso.

- Eu já me chateei, caso não tenha percebido.

- Tudo bem... – Revirou os olhos, ficando próximo. - Eu fui beijado.

- Como assim beijado? – Dei um passo para trás, soltando seu pulso, sem entender o que realmente tinha acontecido.

- Uma pessoa encostou os lábios nos meus. – Explicou, como se fosse algo mais que óbvio, de fato, neste aspecto era.

- Eu sei o que beijar significa, Sherlock Holmes, perguntei como aconteceu...

- Não importa como aconteceu, considerando que eu não senti coisa alguma por aquela mulher.

- Quem era ela?

- Eu não queria falar, por saber que se chatearia com isso, quando não passou de uma investida alheia, sem importância. – Correu com as palavras.

- Quem era ela? – Insisti.

- Irene... Adler... Você a conhece por...

- Claro que seria ela. – O interrompi. – Quem mais conseguiria chegar tão perto para beijá-lo, não é mesmo?... – Me afastei ainda mais, sentando no sofá.

- Eu disse para Watson, que se chatearia sem razão.

- Sem razão? De todas as mulheres, tinha que ser ela?

Levantei o rosto para olhá-lo, lutando para não derramar as lágrimas que surgiam. Podia sentir todo meu rosto arder, mas estava velha demais para esse tipo de coisa, não me permitiria chorar.

- Eu não entendo. – Foi a vez dele me olhar confuso.

- Ela é a única mulher capaz de tirá-lo de mim. – Alterei a voz, mas não gritei. – A única que tem algum efeito doentio sobre você...

- Mas não teve importância alguma. – Continuou se mantendo calmo.

- Eu te disse que poderia me quebrar... Você prometeu não brincar com meus sentimentos, para se encontrar com aquela mulher e permitir que fosse beijado... – Falei, me engasgando nas palavras. – Você tinha razão, melhor ir embora Sherlock...

- Primeiro, eu não permiti que ela me beijasse, apenas fui surpreendido. – Agora era ele quem alterava o tom da voz. – Logo me afastei, justamente para não dar a impressão errada de que tinha gostado, não durou um segundo sequer. Segundo, eu não queria te contar por saber o quanto iria incomoda-la com algo que estava fora do meu controle, não sou capaz de impedir que as pessoas façam o que querem, só posso evitar que elas tenham efeito sobre mim. Terceiro, eu te amo, achei que já soubesse disso.

Sherlock nunca tinha dito aquelas palavras e eu não consegui evitar de sentir meu coração palpitar. Sabia o quanto era difícil para ele admitir seus sentimentos, por isso nunca o forcei a nada, nunca exigi declarações, apenas que me dissesse se queria ficar comigo ou não. Eu sempre tive medo de que ele se cansasse do experimento que era ter um relacionamento, relativamente sério, comigo.

Não sabia dizer se estava piscando os olhos ou não, pois eles pareceram arder.

- Você está falando sério? – Abaixei a cabeça, encarando meus joelhos.

- Sim... Não é mais tão difícil admitir algo óbvio assim para você e isso me assusta consideravelmente. Eu perdi tempo demais tentando fugir dos meus sentimentos, durante toda minha vida, para ser preciso. Eu afastei todos que chegavam perto demais. -– Murmurou, ajoelhando em minha frente, para nos manter no mesmo nível de visão. – Quando você apareceu, me provocando, tentei fingir não sentir meu coração acelerar, não me deixar ser provocado, pois naquele momento achava que sentimentos me enfraqueceriam e me tirariam o foco. Depois nos encontramos na despedida de solteiro de John e, apesar de odiar admitir, você salvou aquela noite que seria um completo fiasco. Você dormiu ao meu lado e eu não consegui parar de observá-la em completa paz, perdida em seus sonhos. Queria perguntar o que lhe fez sorrir enquanto dormia, mas inconscientemente você se mexeu e me abraçou de lado, respondendo sem eu precisar perguntar. Apesar de tudo, se sentia confortável ao meu lado e eu abaixei a guarda também.

Tomei coragem de levantar o olhar e encarar seus olhos próximos aos meus.

- Você salvou minha vida, mais do que pensa. Se tornou meu ponto fraco e, por mais egoísta que fosse, eu não queria lhe deixar partir para encontrar alguém que não a colocasse em perigo. Eu nunca quis machucá-la, mas ao estar comigo, será inevitável.

- Sherlock... – Engoli novamente a vontade de chorar, ao apertar o punho com força contra minhas pernas, sabia que estava sendo notada por ele. – Eu também sou egoísta.

- Eu não estou mentindo quando digo que te amo e que nenhuma outra mulher é importante na minha vida como você. – Ele sussurrou, como se quisesse evitar que outras pessoas o escutassem.

Estava claro o quanto era difícil para ele admitir tudo aquilo, mesmo quando dizia que não fosse.

- Eu sinto muito. – Murmurei, chegando um pouco para frente, colando nossas testas e fechando os olhos.

- Eu que deveria pedir desculpas. – Ironizou, arqueando a sobrancelha, e pela primeira vez durante a discussão tive vontade de rir.

- Não... Você tentou evitar essa situação, mas eu fui insegura demais e o obriguei a falar coisas difíceis. Eu não deveria agir como uma adolescente e, desta vez, você foi o maduro. Talvez, se fosse outra mulher, eu tivesse me controlado mais. Me perdoe por não confiar em você, é difícil aceitar por ela ser tão importante.

- Julianne, ela não é ninguém. Apenas mais um caso que resolvi. Eu me apaixonei por você. – Continuou, diminuindo a distância que ainda faltava e colando os lábios aos meus.

- Eu sinto muito.

- Já disse que não precisa se desculpar.

- Mas é verdade, eu sinto muito, por perder a compostura com a possibilidade de te perder. – Deixei o orgulho de lado e segurei seu rosto com as mãos. – Eu te amo tanto, sei o quanto é difícil dizer como se sente, e isso significa muito para mim.

Finalizei a distância de nossos lábios e, novamente, o beijei sem pressa.

- Não vai embora hoje...

- Eu ainda tenho umas pendências para resolver com Watson e Lestrade.

- Só hoje, fica aqui comigo? – Sussurrei, começando a desabotoar seu casaco. – Amanhã você sai cedo. – Murmurei, segurando na gola de sua camisa, enquanto mantinha o olhar fixo ao dele.

- Tudo bem. – Revirou os olhos e eu peguei o celular. - O que está fazendo?

- Mandando uma mensagem para John, para falar que você só vai até ele depois. – Expliquei digitando, antes de jogar o celular sobre o sofá. – Onde paramos?

- Eu concordei em ficar esta noite com você, ainda que eu esteja no meio de um caso. – Respondeu com o mesmo tom de voz irritado de sempre, aparentemente o surto de maturidade começava a fugir.

- Ótimo, obrigada por me lembrar. – Murmurei, puxando-o para outro beijo, mais intenso.

Em resposta, tive a cintura puxada e caí do sofá em seu colo sobre o tapete felpudo. Continuei com o serviço de desabotoar sua camisa, quando me livrei de seu casaco, para depois continuar com o cós de sua calça.

- Não prefere ir para o quarto? – Perguntei quando ambos arrepiamos com o vento frio vindo da janela entreaberta.

- É longe demais. – Resmungou, levantando meus braços e arrancando minha blusa junto ao sutiã.

- Eu gosto de você assim. – Ri, beijando-o sem pudor.

- Como?

- Engajado... – Murmurei, beijando seu pescoço. – Interessado em apenas uma tarefa.

- Que seria? – Indagou, com a respiração forte, genuinamente curioso. Qualquer mistério ou charada lhe intrigava, até naquele momento.

- Terminar de tirar minhas roupas e dormir comigo, ou melhor, não dormir comigo. – Respondi, voltando com os lábios pelo mesmo caminho até pressioná-los contra os dele.

Toda a crise de ansiedade, o vazio e as preocupações desapareceram naquelas horas em que ficamos juntos no chão da sala.

Quando deitamos em minha cama, exaustos, foi ele quem dormiu primeiro.

Minha cabeça começou a processar o que tinha ocorrido e me permiti observá-lo, enquanto esperava que o sono me levasse também.

Os cabelos bagunçados, o semblante despreocupado, diferente do usual, tudo nele, que remeteria ao caos constante, me trazia paz e tranquilidade. Talvez fosse oficial, ele era minha droga de escolha.

- Você me faz tão bem. – Sorri, enquanto abraçava seu corpo quente e fechava os olhos, apreciando seu cheiro perto de mim depois de tantos dias.

A confissão voltou à minha mente e as lágrimas presas escaparam, mas não era de desespero ou tristeza. O que eu sentia era correspondido e a única mulher capaz de tirá-lo de mim havia perdido sua chance.

- Nos vemos de manhã. – Murmurei em meio à um bocejo e beijei seu ombro descoberto. – Eu também te amo, não se esqueça. – Conclui, mesmo sabendo que ele não poderia ouvir.


Notas Finais


Por mais que seja improvável, se em algum momento me surgir alguma inspiração de escrever outro bônus para essa história, prometo retornar aqui.
Obrigada por acompanharem as postagens e até uma próxima. \o/


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