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História Cupido de Natal - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


... E aí poh kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Nossa depois de um fucking ano EU FINALMENTE VOLTEI KKKKKKKKKKKKKKKK
Nossa eu tenho tanta gente pra agradecer aqui que minha nossa nossa nossa. Vamo lá, primeiramente eu dedico essa fic ao anjinho que é @leongdae, que esperou até hoje pra ter a fic delu finalmente kkkkkkkkkkkkkkk Anjo, como eu te disse, eu to meio enferrujadinha mas dei meu melhor e foi feita com carinho pra ti nha. Posso não ter te agradado por compleeeeto mas neh é aquilo, quem sabe não tenha outra dps kkkkkkkkkkkkkkk
Em seguida, Nath meu anjo, foi a adm que ficou responsável por mim e que deve ter enchido o saco de tanto esperar, obrigada por me ajudar no que eu precisava sempre e não desistir de mim ainda :'D.
À capista, eu agradeço muuuito, obrigada @wonhoutboy, essa capa ficou realmente maravilhosa de linda de bonita, ficou uau obrigada msm *-* Seu trabalho ficou realmente incrível
À beta que pegou minha fic, @tartareuguines EU ME DIVERTI MUITO COM A SUA BETAGEM, e também obrigada por isso e por dar sua opinião sobre, além de me ajudar a melhorar (E com a sinopse tbm, nossa sério), já é a milionésima vez mas obrigada sério kkkkkkkkkkkkkkkk
E bem, é isso, eu espero que esta fic esteja marcando um início de um período onde eu escreva bastante, e espero que isso realmente volte a fazer parte da minha rotina, deixando esse um ano sem escrever bem longe de mim.
E feliz 2020 a todos vcs, e a quem mais ler essa fique, e boa leitura, anjineos ❤

Capítulo 1 - Capitulo Único


Feito com carinho para @Leongdae <3

 

Chamando o médico Kim, da ala de fisioterapia. Sr. Kim, por favor, se dirigir à área médica. ─ O jovem médico ouviu o chamado da voz feminina ecoar pelos corredores do hospital que trabalhava, deixando escapar um sorriso pequeno e um revirar de olhos ao abrir a porta da sala que lhe chamavam.

 

─ Baek, eu já disse pra parar de usar o sistema de alto-falantes pra ficar me chamando pra fofocar. ─ Minseok resmungou olhando para a enfermeira largada em uma cadeira, rodeada por mais dois de seus colegas de trabalho.

 

─ Poxa, senta aí um pouco, sair um pouco do seu plantão de 24 horas não vai te matar. – A coreana ironizou levemente. E o loiro tinha culpa de ser um garoto competente? 

 

Kim Minseok sempre foi alguém fascinado pelo mundo médico. 

 

Claro, não é como se fosse por ser daquele tipo de pessoa que adorava ver o interior humano e coisas do tipo, mas, sim, pelo valor que a profissão representava. Ele gostava do pensamento de ajudar e servir o próximo, cuidar de alguém e ver que com o seu auxílio aquela pessoa estaria novamente segura.

 

Sua admiração por essa área profissional nunca foi segredo pra ninguém, logo não sendo surpresa pra ninguém quando ele decidiu buscar alguma parte da medicina que melhor lhe encaixasse (Porque para sermos sinceros, o Kim sempre teria um pouquinho de nojo e agonia de olhar para um órgão amostra ou algo parecido).

 

E bom, mesmo que o baixinho soubesse que a parte de fisioterapia fosse bastante complexa de se estudar, o loiro viu que valia a pena assim que sentiu a felicidade ao se formar depois longos quatro anos na melhor universidade da cidade. Ou quando teve total sucesso no acompanhamento de uma mulher que havia feito uma cirurgia em seu joelho e conseguiu ter um bom desenvolvimento depois do seu tratamento, isso quando ainda era estagiário. Modéstia à parte, todo mundo sabia que levava jeito com aquilo.

 

─ A gente tava comentando como esse final de ano poderia ser mais tranquilo pra gente, e analisando as chances disso realmente acontecer ─ Junmyeon comentou com o recém chegado com um sorriso meio desesperançoso.

 

─ Meu chute é de 12%, alguém discorda?

 

─ Baekhee, se fosse 12% seria até muito. – Minseok riu baixo, suspirando e se apoiando na mesa. Admitia, estava um pouco cansado. 

 

─ Na primeira oportunidade que eu tiver eu fujo pra uma praia nesse Natal. ─ O nutricionista presente se levantou enquanto dizia, espiando o corredor pela janela. ─ E vocês, amores, já sabem o que vão fazer no feriado? ─ Seokjin perguntou, jogando os cabelos para trás.

 

─ Baekhee provavelmente vai achar a primeira oportunidade pra tomar um porre, eu vou ficar com a minha família e o Min...? ─ Todos olharam pro fisioterapeuta, que apenas deu de ombros como resposta.

 

─ Ainda tenho umas três semanas pra decidir isso, dezembro acabou de começar. – Ele falou deitando a cabeça no encosto da cadeira de rodinhas, se balançando na mesma, calmo como sempre. ─ E Baek, além do porre, certeza que vai arrastar o Xing pra casa dela. ─ O pequeno diabinho disse com aquele sorrisinho que poucos viam, arrancando risadinhas dos outros dois e um rostinho irritado da enfermeira.

 

─ Idiota…

 

─ E falando nesse aí... ─ Jin comentou, vendo pela janela o citado se aproximando, enquanto uma Baekhee se controlava em não querer esganar o amiguinho na presença do chinês, mesmo que no fundo não ligasse muito para provocaçãozinha que acabava por ser uma bela verdade.

 

─ Min Hyung, paciente pra você. ─ O enfermeiro estrangeiro entrou na sala tranquilo, sorrindo e entregando a ficha na mão do outro. ─ Estão falando de quem dessa vez? – ele riu falando com aquele sotaquezinho adorável, se sentando e passando um braço pelos ombros da enfermeira, que derreteu feito manteiga na brasa na mesma hora, ao passo que Minseok só observava, negando com a cabeça discretamente pra amiga.

 

Apaixonados.

 

Ficaria ali pra brincar com o casalzinho como de costume, mas tinha coisa pra fazer. Agradeceu o mais novo e se despediu dos quatro, saindo e indo em direção ao quarto indicado a ficha do seu primeiro paciente da semana, enquanto buscava os pontos mais importantes dela. 

 

Nome: Seo Changbin;

Idade: 18 anos;

Altura e peso: 1,67 m e 64 kg;

Tipo sanguíneo: O+;

Tratamento: Fisioterapêutico e psicológico;

Problemática: Distensão muscular aguda de 2º grau no músculo posterior semitendinoso;

Causa: Esforço excessivo em treinamento e jogo;

Quadro: Estável e delicado; 

Quarto: 204;

 

Ah, nada que não pudesse resolver.

 

─ Muito bem, Sr. Seo. ─ Ele disse adentrando o quarto distraído com a ficha do paciente sem olhar pra cama, após dar três batidinhas na porta, não percebendo que havia atraído a atenção não de um, mas, sim, de dois olhares curiosos. ─ Eu sou o seu novo fisioterapeuta, Kim Minseok e vim te buscar para a sua primeira sessã-...

 

─ Ótimo, mas, se não se importa, o Sr. Seo só precisa finalizar uma coisinha antes de ir, Sr. Kim.

 

E foi ali que Minseok congelou. Imaginava de quem era aquela voz. E ao tentar confirmar suas suspeitas, levantou a cabeça em direção a cama, dando de cara com ele ao lado da cama do paciente, este que lhe olhava com uma interrogação na testa.

 

Minseok se lembrava da semana da chegada de Chanyeol ao hospital como sendo uma loucura, há mais de um ano . O outro era da mesma idade que a sua, e também como ele era um profissional bastante indicado em seu departamento. O moreno era bastante simpático e chamou bastante a atenção de todos da equipe, mas não sabia o que ele tinha que lhe deixava tão desconcertado.

 

Talvez achasse que o Kim não tenha ido com a sua cara já que ele  nunca lhe deu a oportunidade de um diálogo decente entre eles, mas não era bem assim. Sabe quando você admira bastante uma pessoa secretamente, mas não consegue ou não faz a mínima ideia de como se aproximar com estabelecer um relacionamento com tal? Bom, era exatamente o que acontecia com o loirinho.

 

Na verdade Minseok o achava intrigante em diversas formas, mas não é como se conseguisse sair de sua pequena bolha de conforto assim tão facilmente, ainda mais com alguém como o Park, que era tão desinibido e era novo na vidinha de todos ali, na época. Então preferia continuar mantendo distância mesmo.

 

Mal sabia ele que aquele seu “desejo” de distância sempre fora um atrativo na mente daquele que considerava o mais baixo um ser com muito para se conhecer e descobrir. Desde que entrou pra equipe daquele hospital, passou a sempre captar os detalhes de todos ali, o que na verdade já era uma mania de observador sua. Mas Minseok parecia sempre quieto demais, pacato demais e não arisco, fora que percebia o efeito que causava nele, sim. Será que seria realmente assim, tão tão reservado? Algo na mente do de fios negros dizia que ele realmente era mais envolvente como pensava.

 

E com suas impressões um sobre o outro rodando suas cabeças, o silêncio constrangedor de alguns segundos já incomodava o adolescente, que nem sabia o que fazer. Mas quando o fisioterapeuta voltou sua atenção para situação, finalmente entendeu o que acontecia ali: Havia interrompido uma sessão de terapia.

 

─ ...M-Me perdoe, Sr. Park, m-mas ele precisa ir agora. ─ falou ruborizado, parando de olhar o psicólogo diretamente nos olhos, enquanto pegava a cadeira de rodas no canto do quarto e se aproximava do Seo pelo outro lado da cama, gentilmente passando a ajudar o menor a ir para a cadeira. Estava envergonhado.

 

O quase sorrisinho de Chanyeol com a cena anterior deu lugar a uma cara confusa enquanto percebia seu trabalho sendo interrompido.

 

─ Mas, ei-...

 

─ Tudo bem, Yeol Hyung. ─  Changbin o acalmou, sentado na cadeira que Minseok já dirigia para fora do quarto, apressado.

 

─ Desculpa... Eu juro que trago ele de volta loguinho. ─ Fechou a porta e na realidade ele rezava pra que quando voltassem o mais alto nem sequer estivesse ali de novo, enquanto Chanyeol ainda estava sem saber o que dizer dentro quarto. Nunca haviam roubado um paciente seu e Minseok muito menos o tinha feito antes. ─ Céus, que vergonha. ─ falou num fio de voz, mais para si mesmo, suspirando e voltando para trás da cadeira do Seo, que ria melodicamente. 

 

─ Relaxa, foi legal ser sequestrado de um médico pra outro em meio minuto. ─ O paciente riu de novo, fazendo o Kim se permitir soltar um risinho também. ─ Sei que já sabe, mas quero me apresentar de verdade. ─ Esticou a mão na direção do médico, sorrindo amigável. ─ Seo Changbin, 18 anos e capitão do time de futebol da escola. ─ Se gabou levemente de sua posição e gostava mesmo de exibi-lá de vez em quando, afinal a conseguiu com luta e considerava isso um de seus melhores pontos. 

 

─ Kim Minseok, 26 anos e o médico que vai te fazer ficar novo em folha em uma semana. ─ O mais velho brincou, apertando a mão do garoto q se curvou pra ele, bem, como podia, enquanto Min ainda demonstrava seu sorriso doce ao Seo. ─ Bom, por agora eu vou te levar pro meu consultório e te explicar umas coisinhas de como serão os nossos encontros, tudo bem?

 

A parte de estabelecer um laço com seu paciente era sempre uma das preferidas do loiro. A ideia de cuidar de alguém sem buscar lhe dar o mínimo de conforto não lhe agradava, era alguém carinhoso demais pra isso. Na verdade, esse tipo de situação era um dos poucos momentos em que considerava sua timidez como inexistente, sem falar que era necessário criar esse vínculo para ao menos deixar o paciente confortável.

 

Logo, se dirigiu com o menor até a sua ala de trabalho dentro do prédio enorme, enquanto ambos iniciavam uma conversa até que bem agradável, baseada em brincadeiras e perguntas para se conhecerem melhor ao menos.

 

E foi a partir daí que nossa história de fato começou.

 

[...]

 

Você (6:13 pm)

Seungmoh, eu tô apaixonado��

 

Dandyboy Revoltado (6:15 pm)

Idai

 

Você (6:15 pm)

É assim que vc me trata dps q eu quase morri???

 

Dandyboy Revoltado (6:15 pm)

Culpa sua e deixa de ser dramático 

Podia ter chegado: “Oi, Minnie, eu tô bem tah?”

“Obrigado por ter se preocupado cmg”

Mas nãaaaao

 

Você (6:16 pm)

Dps eu sou o dramático

eNfIM

Foca no assunto de vdd aqui

 

Dandyboy Revoltado (6:16 pm)

E lá vamo nós dnv, paciência kd

Quarto em quatro semanas olha

Demorou até poh, progresso

 

Você (6:16 pm)

Assim vc me ofende;-;

Q CULPA EU TENHO SE TENHO BOM GOSTO E SE TEM MT GENTE BONITA NESSE MUNDO?

 

Dandyboy Revoltado (6:17 pm)

atapo

Falou o cara que 

””””””se apaixonou”””””” 

Por um cara do time adversário Q TE MANDOU PRO HOSPITAL

E sobre gente bonita, realmente, eu msm sou a prova

 

Você (6:17 pm)

. . . . . . . .

Olha aqui-

ELE FOI UMA EXCEÇÃO OKAY? OKAY

E n foi total culpa dele

 

Dandyboy Revoltado (6:18 pm)

Olha aqui-

Eu n te criei pra defender humano escroto, mlk

 

Você (6:18 pm)

É sério, Hyung

Eu cobrei dms do meu corpinho lindo, desculpa corpinho��

 

Dandyboy Revoltado (6:18 pm)

E ele te deu um chute na coxa e foi expulso

Bom gosto top

 

Você (6:18 pm) 

CONtinuando

Ele é tãooo lindo��������

 

Dandyboy Revoltado (6:19 pm)

Tah, próximo 

 

Você (6:19 pm)

Ele é tão fofo tbm

Ele foi todo neném e atencioso cmg ain

E ainda por cima disse q agt ia ter outros encontros e me deixou no meu quarto

 

Dandyboy Revoltado (6:20 pm)

Iti

Ele é algum paciente daí? 

 

Você (6:20 pm)

N, é meu fisioterapeuta

 

Dandyboy Revoltado (6:20 pm)

Ata ele é seu médico

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

 

Você (6:20 pm)

;-;

Tá rindo de q-

 

Dandyboy Revoltado (6:20 pm)

VC KKKKKKKKKKKKKKK

KKKKKJKHKKKKKJKKK

 

Você (6:21 pm)

.....

Eu sou uma piada pra vc?

 

Dandyboy Revoltado (6: 21 pm)

É pra dizer q n?

 

Você (6:21 pm)

Eu vou embora daqui humf

Tchau.

Insensível.

 

Dandyboy Revoltado (6: 21 pm)

Mereço, o drama-

Ai adolescentes 

 

Você (6: 22 pm)

VC É UM ANO MAIS VELHO Q EU SEUNGMIN

 

Dandyboy Revoltado (6: 22 pm)

Byeeeee

 

Você (6: 22 pm)

;-;

Eu te odeio

;-;

 

Dandyboy Revoltado (6:22 pm)

Tbm te amo 

<3

 

[...]

 

Com o passar dos dias naquele hospital, Chanyeol foi ficando mais próximo do Seo, algo que foi meio impulsionado pelo fato de Changbin ser o único paciente fixo e internado do Park no momento, porém não foi o único motivo, também achava o adolescente uma companhia legal, era engraçado e divertido quando conversavam além das sessões de terapia.

 

Changbin era um garoto doce, sonhador e talentoso, mas ainda tinha muito para construir em si, na visão de Chanyeol.

 

Changbin começou o acompanhamento psicológico com o moreno após Yixing entrar de surpresa no quarto e tê-lo visto aos prantos, na noite em que chegou ao hospital e assim, depois de o acalmar, decidiu contatar o Park para cuidar dele. Era só um garoto ainda, e também um tanto frágil. Vinha exigindo bastante de si, às vezes, mais do que o saudável pelo o que o psicólogo constatou e sem nunca se dar por satisfeito provavelmente teria exigido demais do corpo nos treinos e jogos, sendo o jogador adversário que o feriu apenas uma cereja do bolo para que o Seo acabasse no hospital.

 

Changbin tinha uma insegurança que vinha ficando perigosa e esse era o motivo de tanta cobrança, o que na verdade tem sido bem frequente com as pessoas, em especial adolescentes já que essa é uma fase meio complicada. Chanyeol acreditava que então, naquelas semanas que teriam contato constante, o que tinha que fazer era mostrar ao mais novo como ele deveria agir como um amigo próprio: cuidar de si, cobrar-se mas ajudar-se, nada de ultrapassar limites e sempre tentando se compreender. Perceber que seu lado humano também tinha voz. 

 

Iria ajudá-lo a se moldar para que conseguisse conviver melhor consigo mesmo dessa forma, e soubesse ter domínio sobre si próprio, conhecer-se e se estabilizar melhor. Afinal, era o seu dever e também o que sempre amou na profissão de psicólogo: O poder de ajudar os outros a evoluir interiormente.

 

Bem, claramente a insegurança que o garoto tinha não afetava apenas o seu eu profissional como também chegado a mudar de leve o social. Confessou para o mais velho que se tornou um pouco mais complicado formar uma nova amizade nos últimos meses, então o mais velho o deu um empurrãozinho nesse lado, fazendo o garoto prometer que ia tentar fazer algum amigo por ali.

 

E, bem, de fato não é que o fez bem? Pôde provar isso ao vê-lo pelos corredores na cadeira de rodas nos dias seguintes, conversando e rindo com Seungmin e Minho ao seu lado, sendo o último um paciente novo por ali. Chanyeol também percebeu que Seungmin conseguia ajudar o outro nesse quesito, um pouco mais na prática do que o próprio Park e confessava que até achou o garoto uma graça quando o Bin os apresentou e o amigo deixou bem claro que havia achado o médico um gato. Era apenas um fato, na realidade.

 

Ver os três se dando bem em uma conversa calma e agradável no meio daquele ambiente fez com que o Park soltasse um sorriso satisfeito enquanto tinha um copo de café em mãos.

 

Até que sentiu um olhar em si, vindo da outra direção, sendo atraído por ele. E ao encontrar seu dono lembrou de mais outra coisinha debatida em sessões com o Seo.

 

Kim Minseok.

 

Era claro para si o quanto o adolescente havia simples e completamente se encantado pelo fisioterapeuta. Passou os primeiros três dias depois das fisioterapias só falando do loiro. E o Park não podia discordar do Seo, Minseok era mais cativante do que achava ser, isso o moreno já deixou claro em pensamentos.

 

E se sentia levemente culpado por saber que a cada dia que se passava estava cada vez mais preso e interessado em admirar e analisar a paixonite de seu paciente número um.

 

Mas, poxa, Minseok era tão bonitinho.

 

Os olhinhos de gato, o rostinho doce e sério ao mesmo tempo, a altura, o jeito levemente acanhado e perdido. Ele era todo fofo e isso era algo afirmado por todos dali.

 

E acabou que não conseguiu não se sentir novamente magnetizado no olhar felino do Kim quando ambos se encararam à distância. Geralmente, quando acontecia o menor sempre fugia de cena ou desviava, porém em ocasiões raras e que deixavam o mais alto empolgado, ele o encarava de volta. E dessa vez, tínhamos uma rara.

 

Gostava quando aquilo acontecia, era como se estivesse se sentindo desafiado, e isso o agradava bastante. Inclusive, era quando podia se dedicar em descobrir o ponto forte do olhar de Minseok.

 

Acreditava que o olhar de uma pessoa sempre a representava bastante.

 

O do loiro era calmo, sereno, mas atento e afiado, carregando um toque escondido de outra que ninguém notava.

 

Era um tracinho pequenininho de intensidade, de curiosidade, energia e coisa do tipo. E na cabeça do Park: Se o olhar representava o dono, teria Minseok esse mesmo brilho que tinha em seu olhar?

 

Se questionava isso enquanto via Baek, que estava na mesma mesa junto do fisioterapeuta, chamando sua atenção. Direcionou um sorriso ladino para ele antes de dar as costas, segurando um sorriso arteiro e maior que o de costume.

 

─ Seokkie..? Você ta bem? Tá vermelho. ─ A enfermeira perguntou, piscando os olhos confusa. ─ E me deixou falando sozinha. ─ Fez drama cruzando os braços.

 

─ Eu só viajei um pouco numa das coisas que você disse. ─ riu baixo, vendo a amiga retomar o assunto sobre uma das suas aventuras da faculdade, enquanto também segurava uma vontade tremenda de sorrir ainda sentindo as bochechas um tiquinho quentes.

 

Céus, aquele sorriso tinha sido pra si ou estava delirando?

 

Era normal aquilo? Deveria ter sorrido de volta na hora? Ou será que ele estava rindo de si pelo dia que roubou o paciente dele sem modos nenhum? Pera, por que estava assim por um olhar? Okay ia acabar provavelmente levando um tapa se não prestasse atenção na “conversa”.

 

Mas não conseguiu evitar dar aquela olhadinha para o corredor, mais como uma lembrança de segundos atrás e apenas isso.

 

[...]

 

E por mais que tenha dito que a situação era rara, ela acabou se repetindo algumas vezes no decorrer daquela semana.

 

Minseok seguia com seu trabalho e desenvolvia o tratamento com o Seo muito bem. Sobre o garoto, ele já tinha descoberto a queda do mais novo em si, o que foi meio difícil de não acontecer já que o paciente era um tanto quanto... Descarado. 

 

─ Bom dia, gato. ─ Ouviu sua voz, com um tom divertido naquela espécie de cantada-“brincadeira”.

 

─ Bom dia, Binnie. ─ Soltou um risinho, o ajudando a passar da cama para a cadeira, já bem mais fácil pela prática do Seo. ─ Como está sentindo?

 

─ Melhor agora.

 

─ Essa daí foi velha, hein? ─ Ele falou com uma carinha quase debochada, fazendo o adolescente rir. 

 

─ Não me diga que é do seu tempo. ─ Ele alfinetou levando um puxãozinho de orelha do médico.

 

─ Seu pirralho, eu já disse que eu não sou tão velho assim. ─ Fingiu estar bravo e logo soltou a orelha do menor, que fez um leve drama segurando o local. ─ E na minha época chamava de broto.

 

─ Puts, sério?

 

─ Qual o problema com broto?

 

─ Nenhum, broto. ─ O garoto devolveu naturalmente enquanto entravam na sala e Minseok ria fechando a porta.

 

─ Changbin, você é uma graça. ─ Sendo sincero, Minseok estava iludindo o pobre garoto, mesmo sem a intenção. ─ Mas como está se sentindo em relação à lesão?

 

─ Ah... Acho que melhor sabe? Não dói mais tanto quanto antes.

 

─ Ótimo! Se der tudo certo você vai sair na semana antes do ano novo.

 

─ Qual dos dois? ─ Seo perguntou só pra ter certeza. Gostava dali, mas passar tanto tempo trancado no hospital era desgastante.

 

─ O tradicional e mundial. ─ O loiro sorriu doce. ─ Gostaria que saísse antes do Natal, mas não vai ser tão possível assim, infelizmente.

 

─ Tá tudo bem. ─ E então, ouviram batidas suaves na porta.

 

─ Binnie, fica ali perto da maca, uh? ─ O mais velho disse, se dirigindo até a porta e a abrindo.

 

E que surpresa foi encontrar Chanyeol parado ali, dando um sorrisinho assim, tão perto de si. Não só uma surpresa como um belo susto. Mas, naquela hora, podendo o admirar de tão perto, Minseok percebeu quanta atração tinha por aquele homem, de uns quatro tipos diferentes, mas isso era um ponto que ninguém precisava saber.

 

 ─ Sr. Kim. ─ Cumprimentou, o olhando intensamente. Se o olhar de Minseok para Chanyeol tinha uma leve intensidade, o seu para ele tinha todo o resto da força.

 

Os olhos de Chanyeol lhe prendiam, e pareciam estar sempre lhe estudando (O que de fato estavam).

 

─ Sr. Park. ─ respondeu, desviando o olhar levemente depois de alguns segundos. Tinha ganhado mais confiança para o encarar naquele semana depois de tantos olhares trocados, mas ainda assim, não era de ferro. ─ Precisa de alguma coisa?

 

─ Posso entrar? ─ A pergunta deixou o menor confuso, mas ele assentiu e deu espaço para o outro, que sorriu para o paciente.

 

─ Fala, Bin. ─ Sorriu, se sentando numa das cadeiras do consultório, enquanto Minseok franzia as sobrancelhas sem entender o que tava acontecendo ali.  

 

─ Oi, Yeollie. 

 

─ Eu tô sem nada pra fazer por enquanto então decidi vir te acompanhar na fisioterapia. ─ Explicou sorrindo pro mais novo, em seguida para o fisioterapeuta, que aceitou depois de listar mentalmente os prós e contras e se dirigiu ao paciente.

 

─ Vamos começar então, Binnie.

 

E Chanyeol realmente acompanhou-os naquele dia. O Kim e o Park não se falavam diretamente, mas Changbin não deixou o clima estranho passar nem perto, sempre iniciando assuntos para que os três se entrosassem normalmente, permitindo que os dois conhecessem mais as personalidades divertidas um do outro, causada pelo Seo. E também permitindo que Chanyeol visse Minseok em trabalho. 

 

Embora o Seo não percebesse nada disso, nem mesmo o clima meio “diferente” e (cada vez menos) disfarçado que tinha entre os dois médicos.

 

Depois daquele dia, a relação dos dois foi como se tivesse dado um passinho à frente, coisa pouca. Se cumprimentavam se passassem um pelo outro, agora não era mais como se fossem dois desconhecidos que trabalhavam no mesmo lugar. Mas quando estavam com o Seo, permitiam a si mesmos falar um pouco mais um com o outro e isso melhorou ainda mais um pouco a relação. Por mais que o Changbin tivesse a tal queda pelo Kim, gostava de ver seus dois amigos médicos interagindo, principalmente por sua causa.

 

Chanyeol podia dizer que ele estava em um bom processo de melhora com as sessões de psicologia, se sentia mais à vontade e era perceptível. Ficava feliz por ser um pouco mais fácil pra ele, porque sabia bem que não eram todos seus pacientes que conseguiam desenvolver o social tão rápido, afinal, cada um tem o seu tempo e sua maneira.

 

Pensava sobre Minseok logo em seguida. Em uma das vezes que se juntou ao paciente e o fisioterapeuta, aproveitou que levaram o Seo para o quarto de Minho, a pedido de ambos os pacientes e tiveram uma conversa breve, mas tão simples que parecia até que Bin estava ali deixando tudo mais harmonioso. E, então, Chanyeol refletiu seu pensamento sobre Minseok após se despedir do loiro.

 

Depois de conversas com eles e esses encontros no consultório do outro, percebeu o que, na verdade, tinha de tão escondido em Minseok: Ele mesmo. Ele não era livre e toda sua personalidade calma nem sempre agradava a si próprio. Minseok tinha um lado bastante espontâneo, mas quase não o deixava fluir. Não sabia como o fazer na verdade, quando acontecia era naturalmente, sem que percebesse, porém não durava muito. Ele tinha muita insegurança em ser como queria ser em alguns momentos mas, se deixasse, poderia ser tão intenso quanto achava que o próprio Park era. Ele era do famoso tipo “pensa demais”, e isso o atrapalhou na própria felicidade e levemente na sua capacidade social, e disso ele sabia. Sabia desde a adolescência, desde a faculdade. 

 

Não era fácil, realmente não era e Chanyeol sabia disso. Porque Minseok era exatamente o tipo que não tem tanta facilidade assim consigo próprio, notando ou não.

 

Assim, se permitiu imaginar o Kim sendo espontâneo sempre que quisesse, sem se preocupar com os outros e simplesmente aproveitando. Foi uma visão bonita, podia comprovar pelos momentos breves em que teve uma amostra de como ele ficava bem sendo natural, tinha que agradecer o Seo por fazer isso possível um dia, quando o garoto tivesse superado o “crush” no outro médico e pudesse dizer a ele que também era meio gamado no loiro. Sabe como é, adolescentes podem ser bem... Complicados.

 

Mas a visão de Minseok sobre o psicólogo estava ganhando detalhes também. Teve acesso a um lado do outro que também não conhecia então ficou feliz quando descobriu os outros lados da personalidade de Park Chanyeol. Ele tinha uma aura meio sensual, isso já era fato. Mas viu como ele podia ser divertido e profissional, isso sem perder a essência descontraída. Era encantador, não podia ─ francamente, nem queria ─ negar.  

 

Se passaram mais quatro dias até que tivessem outro desse momento sozinhos. Foi antes da consulta do Seo, e nesse dia Chanyeol resolveu chegar mais cedo. Eles trocaram poucas palavras e o silêncio meio incômodo se instalou até que, para uma pequena surpresa do Park, o Kim iniciasse uma conversa enquanto arrumava o consultório, já que tinha recebido outro paciente minutos atrás.

 

─ Como está o Binnie? Tipo, como ele está se saindo no seu setor? ─ Ele arrancou uma risadinha do mais alto com essa frase.

 

─ Bem, psicologicamente falando acho que ele tá melhor, bem melhor. Digamos que ele conseguiu ser rápido no tratamento, estava tudo num nível muito leve ainda e a família dele afirma tudo isso. 

 

─ Fico feliz por ele, então. ─ E o Park viu um sorrisinho do menor. 

 

─ Também fico. Ele é alguém que eu gosto de estar perto. ─ Sorriu também, de fato, era fácil de ter carinho por Seo Changbin. ─ E no seu “setor”?

 

─ Acho que ele consegue voltar pra casa depois do Natal e já de muleta. Já dá até pra imaginar a reação dele quando finalmente sair da cadeira de rodas. Ele tem muita energia não consegue ficar parado, céus, eu não era assim nessa idade, tenho inveja. ─ O médico comentou sem parar, concentrado em ajustar um dos equipamentos da sala, só realmente se tocando do que falou quando ouviu o Park gargalhar, dando um risinho também.

 

─ Eu não posso dizer o mesmo, talvez fosse até pior do que ele nessa idade... ─ Sorriu tendo uma nostalgia das dores de cabeça que dava para sua mãe na infância e adolescência. ─ Falando em Natal, onde vai passar o seu, Sr. Kim? 

 

O Kim se sentiu levemente abalado, não era comum de Chanyeol usar a fala formal em uma conversa, só usava com Minseok porque eles praticamente nunca se falavam. É, confessava: Tinha gostado do que ouviu?

 

─ Eu? Bem... Os amigos que tenho vão passar com a família, meus pais não comemoram o Natal e eu “acidentalmente”... ─ Fez aspas com os dedos. ─  Não tirei minha licença de folga nesse feriado e acabei sendo um dos médicos que ficou pra trabalhar durante ele. ─ Se virou, se encostando na mesa e olhando pro moreno. ─ E você, Sr. Park?

 

─ Passar o Natal trabalhando não vai ser meio tedioso, não? 

 

─ Não, ano passado até que foi legal. ─ Deu de ombros. ─ Sempre fazem uma festinha improvisada com os pacientes que ficam aqui, ou coisas assim.

 

─ Aproveitou o feriado no hospital então?

 

─ É, até que deu. ─ Deu de ombros novamente e o Park se levantou, tomando aquilo como uma deixa.

 

─ Sabe... Às vezes, é divertido observar... Mas geralmente agir costuma ser mais memorável. ─ Falou calmamente, com as mãos nos bolsos como quem não queria nada, se aproximando lentamente enquanto falava e Minseok ainda o observava tranquilo sem entender o porque desse assunto.

 

─ Mas nem sempre há o que agir. 

 

─ Só que sempre dá pra tentar.

 

─ Olha, Chanyeol-...

 

─ Hey. ─ Minseok foi pego de surpresa quando o moreno se aproximou rápido de si quando que começara a se irritar, a fim de lhe acalmar, não queria que ele levantasse a guarda. ─ Relaxa, okay? 

 

Eles se encararam um pouco, Chanyeol tentando usar um olhar firme e seguro pro outro, deixando o Min levemente envergonhado debaixo do olhar forte.

 

─ V-Você não respondeu a minha pergunta, Park... ─ Ele murmurou desconcertado depois de alguns segundos, desviando o olhar e com as bochechas um tanto rosadas.

 

─ O meu Natal? Eu pretendia passar em casa. ─ falou ainda o encarando. ─ Mas quem saiba eu não passe por aqui.

 

Ali ele atraiu o olhar do loirinho novamente.

 

─ E por que passaria? ─ perguntou baixo, ainda intimidado.

 

─ Não sei, pra desejar Feliz Natal a equipe, aos pacientes, o Bin... Por que, pensou que passaria pelo quê?

 

─ Eu deveria ter pensado em algo? ─ Ali Minseok já havia entrado no joguinho de perguntas do psicólogo e por algum motivo desconhecido por si, suas vozes eram baixas.

 

─ Talvez o que tenha pensado seja real.

 

─ Eu não acho…

 

A única coisa que o Park fez naquele momento foi soltar uma risadinha.

 

Antes de se inclinar um pouco sobre o Min, apoiando as mãos na mesa cada uma de um lado do menor, deixando os rostos consideravelmente perto a fim de apenas brincar um pouco com suas reações, vendo o fisioterapeuta arrepiando de nervoso por aquela situação.

 

─ Minseok... Se você fizesse o que realmente quer agora... O que faria? ─ perguntou olhando de tão perto nos olhos do menor, que quase tremeu. ─ Não precisa ficar nervoso, é só uma pergunta. Não precisa responder, se não quiser.

 

Fez menção a se afastar, mas acabou por ir só uns centímetros a mais entre eles, suficientes para deixar com que o Kim soltasse o ar que nem tinha percebido prender. Por que diabos aquele homem tinha tanto efeito em si, e por que não tinha se afastado ainda se era o que deveria fazer?

 

Tentando se deixar mais calmo, tentou novamente relaxar, respirando fundo e fechando os olhinhos de gato ligeiramente. Mas quando os abriu de novo, diria que simplesmente saiu de si. Ele só... Quis ver onde aquilo ia dar.

 

Olhou nas íris do outro de um modo tão destemido que o Park notou de imediato: As coisas ficariam mais interessantes.

 

─ Se eu fizesse o que tenho vontade agora... Seria algo que eu nunca faria antes. Sabe... Meu ambiente de trabalho não me deixaria fazer isso e na verdade nem sei se a outra parte do processo aceitaria. ─ Claramente Chanyeol entendeu a indireta.

 

─ E se tivesse garantia de que a outra parte está disposta? ─ E quase sem perceber ficou novamente na distância anterior.

 

─ Não sei se deveria dizer, Chanyeol…

 

─ Min. ─ Era a primeira vez que o moreno usava aquele apelido e aquilo novamente atingiu o outro. ─ Só para de pensar um pouco.

 

E, então, a intensidade tomou conta daquele lugar, os olhares de ambos estavam fixos um no outro, eletrizantes. Algo em Minseok simplesmente dizia pra jogar tudo pelos ares e agarrar o homem à sua frente, mas, querendo ou não, aquilo era demais para si. Se pegou quase pensando em deixar aquilo de lado. Mas não. Queria a iniciativa pelo menos daquela vezinha, estando nervoso por dentro ou não.

 

Então impulsionou sem tanta força o corpo pra frente, com a finalidade de acabar com a pequena distância entre eles, sentindo em segundos os lábios de ambos se roçarem, com leveza e prontos para o que vinha em seguida, em seus planos.

 

Porém não ia ser tão fácil assim.

 

Esqueceram o real motivo de estarem naquela sala, que naquele momento adentrou consultório adentro na cadeira e Minho atrás de si: Seo Changbin.

 

─ Hyung-...

 

Nisso tivemos quatro reações diferentes resultantes da confusão:

 

Minho que cobriu a boca com a mão em surpresa e choque e controlava um tiquinho a vontade de rir da cara dos três.

 

Changbin que paralisou em choque e uma decepçãozinha, olhando pros dois dentro da sala.

 

Chanyeol que se afastou bruscamente do fisioterapeuta agora reunia forças para lidar com a ira juvenil, meio frustrado pelos planos interrompidos.

 

E Minseok que quase caiu na mesa de susto, virou de costas e estava morrendo de vergonha tentando controlar a vontade de gritar. E meio frustrado também. 

 

[...]

 

─ Trai-dor. ─ Foi a primeira coisa que um Changbin emburrado de braços cruzados em cima da cama disse depois de cinco minutos do seu ex-melhor psicólogo amigo tentar se explicar e falhar miseravelmente.

 

─ Poxa, Bin, me desculpa vai. ─ O mais velho decidiu apelar do lado amigo, sabia que tinha vacilado naquilo tudo com o adolescente.

 

─ Pelas minhas costas, Senhor Park Chanyeol. Nem pra avisar que tava afim. Você sabia que eu sou afim dele poxa. ─ Ele calou o Park, que ficou culpado pelas palavras cheias de drama. Não gostava de magoar os outros assim, mesmo que soubesse que o menor superaria logo.

 

Ele tinha histórico.

 

─ Eu sei que errei em não te contar, Binnie... Mas o Min... Me encanta. ─ murmurou baixando a guarda. ─ Sei lá o modo que começou foi inusitado, quando eu vi, já tava envolvido. É como se ele fosse um ímã e eu sempre voltava minha atenção, meu pensamento a ele. Sempre que você falou dele em alguma sessão, bem... Eu entendia o seu pensamento, como você falava dele era como eu também pensava... Só que mais. E aí eu percebi que ele se afetava comigo tanto quanto. Mas hoje a gente começou a conversar e tudo foi mudando e, nossa, foi incrível a sensação de ver um lado dele pela primeira vez, coisa que eu nunca pensei que realmente fosse acontecer. Com ele rola sabe? Com ele é como se... Houvesse química, ação e reação-...

 

─ Nada de química, escola quero distância tô de férias, obrigado. ─ O menor interrompeu, fazendo o outro rir.

 

─  Enfim, esse tipo de coisa. E fazia uns bons anos que isso não me acontecia. ─ Sorriu de leve, voltando o olhar pro paciente que fingiu que não estava prestando tanta atenção assim.

 

─ Eu só tô magoado por você ser meu amigo e não ter me dito... Foi mancada. ─ Murmurou fazendo bico.

 

─ Eu sei, desculpa de novo, Binnie. Mas, hey, você é meu irmãozinho lembra...? ─ Tentou, dando um sorriso amarelo.

 

─ Hm…

 

─ Vai me perdoar?

 

─ O que?! Não! ─ O Seo o olhou indignado, vendo o Park choramingar. ─ Eu vou pensar no seu caso ainda, mas, no momento, não, num quero conversa. Vaza. Vai, vai.

 

─ Ou, eu ainda sou mais velho-...

 

─ Tchau, Chanyeol. 

 

E assim o mais velho saiu do quarto dele bufando levemente. Parecia até que tinha voltado a ter a idade do Seo. Se permitiu rir do pensamento, Changbin lhe fazia bem. Sabia que por mais que o garoto não fosse nem querer ver sua cara nesses dias, logo ele ia ceder, era só uma raiva passageira. Ia conquistar a confiança dele de novo fácil, o menino era insistente na birra, mas não guardava raiva por muito tempo, palavras do próprio.

 

Já com Minseok... Precisaria de um belo esforcinho pra conseguir que aquilo voltasse a acontecer.

 

Pelo menos era o que achava.

 

[...]

 

Você (11:55 am)

Bro

Meus médicos tão querendo se pegar

 

Dandyboy Revoltado (11:56 am)

Pers

Minino, como tu me joga uma bomba dessa assim, eu tava assistindo desenho

Mas como assimmmmmm, explica isso direito

 

Você (11:57 am)

Assim, ontem eu fui fazer minha sessão de fisio neh

E ce acredita q eles tavam indo se beija man

Peguei nO pUlO

 

Dandyboy Revoltado (11:57 pm)

KKKKKKKKIRRA

Pera ae, quem foram

O psicólogo gato e a fusão de Moonbyul + Mark?

 

Você (11:58 am)

É, o Chan e o Min-

Pera ae, fusão de Moonbyul e Mark?

 

Dandyboy Revoltado (11:58 pm)

É poh

Vai dizer q c nunca notou? Ele é a cara dos dois

É como se ele fosse a versão masculina e mais baixa da Moon

E o Mark só q mais velho

Isso tudo junto

 

Você (11:58 am)

Vei, neh q é?

Ei pera FOCA

Enfim, o Chan me talaricou 

 

Dandyboy Revoltado (11:59 am)

Amadoh k

Menos okay

Bemm menos, Minseok nunca sequer te deu um beijo na bochecha

E acontece amor faze oq

Mas eu n to entendendo, q q tem? 

 

Você (11: 59 am)

O jeito que vc me ama me comove ó

Choro todo dia com o carinho que recebe nesse chat

Enfim, preciso dos teus serviços

 

Dandyboy Revoltado (11: 59 am)

Deixa de drama pt. 8521734

 E olha depende, se for pra matar o bonitão eu n sei se aceito n ein

 

Você (12:00 pm)

Oh animal, n é isso

Agt vai arranjar os dois

 

Dandyboy Revoltado (12: 00 pm)

Ahta

Pera q

C num tá com raiva n? 

 

Você (12:00 pm)

Assim pro Chan Hyung eu to KKKKKKKKK

Eu sou um ótimo ator eu sei eu sei

 

Dandyboy Revoltado (12: 00 pm)

Mentira man KKKHKKJKK

E com o Minseok?

 

Você (12: 01 pm)

Ele eu disse q tava tudo bem hj cedo

No caso eu tô “de mal” só com o Yeollie 

Admito, é uma leve vingancinha rs

Mas ontem ele disse umas coisinha que até fiquei boiolinha todo eu

 

Dandyboy Revoltado (12: 01 pm)

Gente e eu achando que ia ter q ir ouvir teus choro pelo Min Hyung irra

 

Você (12:01 pm)

Minseok Who? Já superei

 

Dandyboy Revoltado (12: 01 pm)

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Tah mas como agt vai fazer?

 

Você (12: 01 pm)

Olha vem amanhã pra festinha de Natal daqui oka?

Eu já tenho tudo na minha cabeça já

Só vamo precisar agir amanhã

AH! E traz visco!

 

Dandyboy Revoltado (12: 02 pm)

Visco? 

A plantinha lá? 

 

Você (12: 02 pm)

É

 

Dandyboy Revoltado (12: 02 pm)

Changbin Changbin

Q q tu tah tramando

 

Você (12: 02 pm)

Shiu, só traz 

 

[...]

 

A verdade é que Changbin não conseguiu ficar nem seis horas com raiva do Park, ainda mais depois do que ele disse sobre Minseok no quarto, aquilo o deixou pensativo. E, bem, sabia que ia acabar superando o Kim logo logo, então deixou pra lá. Sua mente agora estava focada em outra coisa.

 

O Seo encontrou cedo com o fisioterapeuta naquele dia, já que iria repor a sessão perdida no dia anterior. No meio dela, comentou sobre o ocorrido com Minseok, mas manteve a “raiva” com Chanyeol, mesmo que tivesse mostrado propositalmente que era birra. Enganou os dois e ainda conseguiu rir bastante até que o loiro parasse de ficar envergonhado e se desculpar com ele. Era fofo e o Kim ficou aliviado de saber que ele não tinha realmente levado tão sério assim.

 

No dia seguinte, já estava tudo preparado para a festinha improvisada. O pessoal do hospital organizou tudo direitinho, tentariam reunir os pacientes que pudessem, as crianças, mesmo que depois levassem elas para a parte infantil para brincar um pouco. O que pretendiam era divertir todos juntos um pouco com brincadeiras, o sorteio de brindes de doações aos pacientes e conversas aleatórias (Isso incluía as crianças e famílias de pacientes) e depois deixar todos à vontade também enquanto brincavam com os pequenos pacientes que não podiam sair dos quartos e trabalharem um pouco. Gente para alegrar os pacientes e família para visitar era o que mais tinha, e tentavam ao máximo confortá-los um pouco na falta disso.

 

Ali só queriam realmente tentar dar um Natalzinho agradável para todos os pacientes, tendo eles com quem comemorar ou não.

 

Changbin se arrumou um pouquinho mais pr’aquilo. Isso significa que Seungmin tinha o ajudado a colocar uma calça preta e tivesse vestido um casaco vermelho com verde qualquer. Estilo primeiramente, claro.

 

E enquanto as pessoas conversavam e riam, Chanyeol chegou sorrindo e desejando Feliz Natal já que não veria ninguém ali no dia seguinte. Mas, claramente, seus olhos já procuraram alguém em especial: Minseok.

 

Quando seus olhares se cruzaram, ambos deram um pequeno aceno, tímido da parte do Kim, que seguiu com uma pose de quem não queria mesmo sorrir. Nenhum dos dois percebeu os três adolescentes mais no canto fitando a ceninha toda, dando risadinhas travessas.

 

E justo quando Chanyeol decidiu esperar um pouco até se aproximar do loiro, buscou por Changbin que não mesma hora incorporou o ator e virou a cara levemente fechada, enquanto Seungmin lhe acenava de longe, normal.

 

Foram se passando os minutos e o maior tentou algumas vezes falar com o Seo que simplesmente estava lhe dando um gelo e mandando Seungmin lhe levar pro outro lado, enquanto Minho acompanhava rindo. Até tinha recebido uma frase talvez motivacional de Seung: “Relaxa, uma hora o drama passa”, e se permitiu apenas assentir, limpando uma lágrima imaginária e rindo levemente.

 

É, quando aquele garoto cismava na marra, ele cismava.

 

Por outro lado a cena estava cômica para Minseok (sinceramente, pra qualquer um que assistisse).

 

Observando tudo do seu cantinho, ele se perguntava se ia falar com o Park... Seria meio suspeito não seria? Digo, visto de fora? Ah,quer saber, por que seria? Só iria falar com o mais alto e apenas isso, não tinha nada de suspeito.

 

E dane-se se tivesse também, não é?

 

─ Olha só, acho que ele não ta muito a fim de falar com você não, hein? ─ Se aproximou do mais velho sorrateiramente, com um sorrisinho.

 

─ E com você ele está, Min?

 

─ Falou hoje mesmo. ─ Sorriu como quem não queria nada, vendo o moreno ao seu lado indignado.

 

─ Isso não é justo, por que comigo isso? ─ Choramingou de leve, respirando fundo com uma cara de tacho.

 

─ Bem, você roubou o crush do menino, não foi? Coisa feia tsc tsc tsc. ─ Fez graça, deixando um Chanyeol desacreditado ali, mas que resolveu devolver a provocaçãozinha.

 

─ Roubei, é? Interessante saber disso... ─ E só com aquilo, riu ao ver o Min se desestabilizar levemente e corar um pouquinho.

 

─ Você entendeu... ─ Ele murmurou quase inaudível, tentando em seguida voltar à plenitude. ─ Bem, e não é que você veio realmente, Sr. Park? ─ Questionou fazendo o outro rir.

 

E bem, ambos ficaram ali, se fazendo companhia. E foi esse tempo de conversa fiada entre os dois, que deu aos meninos a deixa perfeita para pôr em prática o plano do Seo.

 

[...]

 

─ Hyung’s, eu não consigo encontrar o Seung e o Bin. ─ Um clássico, podemos perceber. 

 

Minho estava naquele momento, solicitando as duas pobres vítimas dos adolescentes, que de primeira se preocuparam. Se perguntaram se não deveriam avisar aos outros para procurar, mas Minho insistiu que não, dizendo que só tinham saído pelo hospital adentro e não queria ficar sem os amigos.

 

A fim de dar mais um tempinho pros amigos terminarem de arrumar os detalhes (Que na realidade nem eram muitos porque não tinha sido a coisa mais elaborada e complexa do mundo) e saírem dali, Minho ainda foi por alguns corredores a mais, procurando enquanto a enrolação também ajudava a deixar o teatrinho mais real, junto com sua carinha de najinha pra baixo.

 

E bem, o plano em si consistia em uma coisinha bem boba e talvez até infantilzinha, como se tivesse sido planejado por crianças.

 

Quando chegaram ao banheiro que quase não era usado, o Lee trancou os dois lá dentro juntos e vazou. Simples assim.

 

Os dois médicos não estavam entendendo absolutamente nada, mas, então, depois de desistirem temporariamente de abrir a porta encontraram um pequeno bilhete, literalmente colado no espelho ali.

 

─ An... Chanyeol? ─ Minseok chamou, com o bilhete já em mãos e uma interrogação em cima da cabeça enquanto o mais alto pegava o papelzinho e o desdobrava. ─ Você acha que a gente tem que ler?

 

E veja só, Chanyeol apenas lhe mostrou o nome de ambos feito com caneta preta forte na parte de trás.

 

Para Park aquilo podia significar muitas coisas, pensava em alguma brincadeira ou algo parecido. Gostava de caças ao tesouro. 

 

Mas quando leu o que estava naquele pequeno recado feito por Changbin viu que tinham caído no conto.

 

“Considerem isso como um 7 minutos no paraíso. Só que de meia hora, porque 1- É tempo suficiente para vocês se pegarem de uma vez e 2- meus pais vão chegar daqui a pouco e eles querem conhecer vocês então estejam apresentáveis, neh, anjos. Esse é o meu presentinho de Natal pra vocês, Hyunngg’s, então não façam desfeita e utilizem bem.

 

─ Que pirralho! ─ Minseok exclamou todo corado, enquanto o que estava lendo tinha que segurar a risada em meio às palavras um tanto diretas demais do amigo.

 

─ Pera aí, tem mais.

 

Se vocês estiverem no exato lugar que eu calculei (que é na frente exata de onde vocês encontraram isso daqui) olhem para cima, por gentileza, se não estiverem, vão pra ele e olhem para cima, again.

 

De nada.

 

Ps: Sobre a outra chave do banheiro... A gente tacou ela por aí dentro, achem ae.

 

Ah, e Feliz Natal.

 

Assinado: Seu cupido de Natal <3”

 

Olha, então querendo ou não ainda era uma caça ao tesouro (ou à liberdade).

 

─ Olhar pra cima?

 

─ É. ─ O mais alto afirmou. Olharam pro espelho e viram que estavam no lugar pedido, olhando para cima em seguida, movidos pela curiosidade.

 

Não deu, Chanyeol teve que começar a rir.

 

─ Mano, como eles colocaram isso aqui? ─ Minseok perguntou com um sorriso incrédulo, admirado com os pequenos três viscos, ou mistletoes, bem penduradinhos sobre eles. ─ Tão de brincadeira com a minha cara. ─ Disse tentando ter alguma reação que não fosse querer rir de nervoso.

 

─ Foi genial, vai... ─ Chanyeol defendeu, ainda rindo um pouco. ─ Mas acho que foi um ótimo presente... 

 

─ Acha? Porque eu não faço a mínima ideia do que fazer com ele. ─ Minseok sorriu, se sentando encima da pia enorme do lugar.

 

─ Bem, sua sorte que eu tenho muitas ideias. ─ Ele riu se encostando ao lado do Kim. ─ A gente não conversou sobre o que aconteceu não foi.

 

─ Não, mas não acho que seja preciso. Dá pra resolver e... ─ Minseok respirou fundo, buscando coragem e expulsando um pouco a vergonha. Estavam sozinhos não estavam? ─ Só temos meia hora…

 

Aquilo tirou um sorriso surpreso de Chanyeol.

 

─ Então…

 

─ Só deixa de enrolar, Chan. ─ Ele disse olhando o Park de baixo, enquanto o citado se aproximou dele de prontidão, o puxando mais pra si, apoiando as mãos na superfície de mármore, atrás do loiro.

 

─ Então, Min. ─ Sorriu, com os rostos próximos. ─ Já brincou de “Sete minutos no paraíso antes”? ─ Sorriu ainda mais quando o Kim negou com um sorrisinho, passando ainda um pouco tímido os braços ao redor de seu pescoço. ─ Então eu vou ter a honra. Mas antes só mais uma pergunta: Se você fizesse o que realmente quer agora... O que faria?

 

Sorriram mais uma vezinha antes de Minseok findar a distância entre os lábios de ambos. O beijo foi se aprofundando à medida que se passava, era doce, calmo, mas intenso. Nenhum dos dois saberia descrever a sensação naquele momento, só podia dizer que queriam mais. E ainda iriam repetir afinal... Foram três viscos.

 

Mas aquela meia hora não se resumiu apenas a isso, afinal estavam no início de uma relação não fixa ainda. Ambos tinham atração um pelo outro, desejo, e agora teriam convivência. Teriam ainda bastante tempo para desenvolver uma relação, se fosse pra acontecer. Conversaram um pouco, riram, interromperam claramente com mais beijos, tudo enquanto procuravam a chave juntos, tudo em um ritmo tão natural que era gostoso de se viver. Nunca gostaram tanto de ficar presos em algum lugar.

 

─ Min... O que vai fazer no Ano Novo? ─ perguntou rindo de leve, selando novamente os lábios com os do fisioterapeuta que sorriu entre o beijo e o abraçou pelos ombros novamente.

 

[...]

 

─ Olha só, finalmente os mocinhos voltaram. ─ Changbin disse, fazendo algumas pessoas que tinham prestado atenção e entendido rirem também, fazendo com que os dois ficassem um pouco sem jeito, até que Chanyeol decidisse dar o troco.

 

Estava na hora do sorteio de presentes do hospital, então a formação ali era uma espécie de roda ao redor dos presentes e espaço que as crianças podiam sair correndo. Olhando pros dois adolescentes exatamente de frente pra si, visto que Seungmin estava sentado no colo do melhor amigo, o psicólogo por algum motivo, decidiu subir um pouco o olhar e deu um belo de um sorriso vingativo com o que encontrou.

Irônico.

 

─ Sabe, Bin... Vocês deveriam olhar pra cima. ─ Ele sorriu, apontando para cima com o dedo, vendo então os dois garotos fazerem o dito antes de corarem com força, com Seungmin saindo do colo dele imediatamente. 

 

Que espécie de Karma era aquele? Se perguntaram vendo o mistletoe muito bem posicionado acima deles, enquanto ambos faziam um leve escândalo, com falsas caras de nojo e frases indignadas como “Eu não vou beijar essa praga”, “Nem que me paguem!” e “Me respeita, que me beijar é uma honra” , arrancando novamente a risada dos outros.

 

Bem, eles seriam um casal super bonitinho... Mas bem, quem sabe num futuro não tão distante.

 

Mas enquanto isso, Chanmin podia agradecer durante os próximos anos ao adolescente. Agradecer por ele ter dado alguém que conseguisse ajudar Minseok com si próprio e agradecer por ter dado alguém que Chanyeol pudesse ter uma história alguém. Agradecer por, mesmo sem saberem ainda, ele ter impulsionado o início de uma história que ainda seria lembrada e continuada por muitos próximos Natais da vida deles. O Seo já tava até pensando em mandar currículo de cupido vendo aqueles dois todos na fofura, quem dirá no futuro.

 

─ Sabe Min... Eu acho que gosto de você. ─ disse simples, olhando para o menor com um sorriso doce, que foi retribuído ao que o loiro ouviu as palavras tão meigas.

 

─ É... Eu acho que também tô gostando de você. ─ respondeu abraçando o Park e tirando um sorriso de qualquer um que assistia aquela cena.


Notas Finais


Bem, foi isso nenis deixo vocês aqui com esse final fluffly e não se esqueçam de passar no projeto do @flopinhos neah, claramente, certeza que vão gostar.
TO de voltaAAAAAaaaaAaAAA <3


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