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História Cupido Sem Noção - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Cinco semanas


— Eu estava pensando em dar um tempo com a Sophia.

— Sério?

— Sim, até me acostumar novamente com a idéia. Não aguento mais ouvir as reclamações dela e ordens como eu fosse empregado. Sinto falta da minha liberdade.

— Jimin, você sente falta da sua solteirice, de beijar outras bocas. O seu espírito é de um puto. — digo, vendo o loiro ao meu lado confraternizar uma careta no rosto.

Estamos indo para o pátio, em espera do sinal para entrar nas salas de aula. Jimin choraminga me falando como foi horrível seu final de semana por conta da namorada. Segundo ele, o garoto só queria sair para jogar bola com seus primos, no entanto, quando fora avisar a Sophia, viu a garota dar uma crise de surto. Os argumentos dela era que quem fazia isso é só solteiro, uma coisa que Jimin não era, porque ele namorava com ela.

Afim de mudar o clima chato, Jimin me pergunta sobre meu final de semana, se animando ao ouvir cada detalhe do meu passeio com a Seulgi. Lembro-me de quando avisei a ele por mensagens que sairia com ela. Jimin riu com a possibilidade, mas quando viu a foto que a mesma postou no seu instagram, ligou para mim de maneira afoita.

Namjoon também tinha ficado surpreso naquele dia. Logo após me mandar o número do Jungkook, começou a questionar que diabos eu fazia com Seulgi e a gangue má de amigas dela. 

— Com certeza, seu final de semana teria de tudo para ser incrível. — diz ele, se sentando em umas das mesas existentes no pátio. 

— Como assim "teria"? Não foi incrível por qual motivo? — me sento ao seu lado, retirando a mochila pesada as costas.

Jimin suspira, balançando a cabeça decepcionado.

— Você ainda continua com essa cisma ridícula com o Jungkook.

Encolho os ombros.

— Desculpa?

— Taehyung, sei que você é um baita de cabeça dura, mas estou falando isso para o seu bem. Isso já está ficando chato até para quem assiste. — Jimin se vira para bem, pousando suas duas mãos nos meus ombros. Mordo os lábios arrependido. — Eu não quero ver meu amigo sendo espancado por um idiota.

Ver Jimin preocupado comigo me causa um aperto no coração. Quando abro a boca para dizer algo ou que finalmente vou desistir, simplesmente não consigo, pois o único som que consigo ouvir é o do meu coração acelerando rápido. Jamais quis ser o motivo de preocupação de alguém. Pensar dessa forma me faz se sentir um fardo.

De repente, somos interrompidos. Eu olho para o lado se deparando com o diretor gremista que sorrir abertamente. 

Yoongi carrega uma pequena cesta cheia de corações feitos à mão. Ele carrega um caderno também, batucando com uma caneta, parecendo-me disposto para conseguir qualquer coisa. 

— Olá. — diz ele.

— Oi. — Jimin e eu respondemos juntos.

— Vocês sabiam que o dia dos namorados está chegando? Então, a escola se juntou ao Grêmio e nos pediu para fazer algo especial nesse dia.

Jimin me olha com um sorrisinho de lado, debochado.

Eu o empurro de leve antes que o loiro fale alguma coisa.

— Pode continuar, por favor. — peço para o gremista que continua com um sorriso gengival no rosto.

— Como diretor do Grêmio Estudantil, estou com a função de procurar alunos com interesse em ajudar. Vocês gostariam de ser nossos staffs?

Jimin é o primeiro a negar, gentilmente. Meu amigo inventa uma desculpa para o gremista sobre trabalhar numa sorveteria e logo não teria tempo para atividades escolares. Yoongi apenas balança a cabeça, entregando um coração costurado para o loiro, com um bilhetinho escrito no meio "Feliz dias dos Namorados".

— E você, Tae? — pergunta Jimin.

Meu olhar se direciona para o gremista que continua com um sorriso amigável nos lábios. A idéia de ajudá-lo não me parece má, mas sim, uma ótima oportunidade para conhecer melhor o rapaz que conquistou o coração do capitão do time de lacrosse. Isso pode até me ajudar com a missão cupido.

Abro um sorriso.

— Quanto tempo falta mesmo para o dia dos namorados?

— Cinco semanas. — responde o gremista.

Cinco semanas.

Não me parece tão ruim. Aliás, participar de uma atividade do grêmio iria acarretar muito na minha posse perfeita de aluno número um. E eu tinha cinco semanas, cinco longas semanas para fazer o gremista e o capitão ficar juntos, antes do dia dos namorados.

— Eu aceito.

Yoongi escreve algo em seu caderno, arrancando a folha e me entregando.

— Isso é um aviso caso seus pais perguntem por quê você continua na escola logo após o horário acabar.

— Obrigado, Yoongi. — digo, o vendo sorrir e acenar antes de ir atrás de mais voluntários.

Viro-me para Jimin com um sorriso nos lábios. 

— Por favor, não me diga que entrou nesse projetinho bobo apenas para continuar com essa cisma maluca.

— Eu entrei porque acho legal, Jimin. — faço um bico nos lábios. 

O loiro revira os olhos, se levantando da mesa, puxando minha mochila consigo. O sinal acabou de tocar e agora tínhamos cinco minutos para chegar a tempo na sala de aula senão levaríamos uma baita de uma bronca.

Quando às aulas acaba, mando uma mensagem para Taehoo, pedindo para que ele avise nossos pais que eu ficaria alguns minutos mais na escola devido ao grêmio. Taehoo me responde com um emoji de ok e depois fica off.  Então, guardo o celular no bolso traseiro, indo para a sala do grêmio.

Me supreendo ao ver tantas pessoas lá. Yoongi assim que me vê, vêm me recepcionar, direcionando para uma mesa próxima à lousa. Meu coração pula para fora quando vejo que ao meu lado está o Jungkook — este que está com fones de ouvido, deitado sobre a mesa, adormecido. 

O gremista vai para frente da sala, batendo no quadro negro para que possua a atenção de todos.

O barulho do apagador se chocando contra a lousa é tão alto que assusta o capitão sentado no meu lado. Jungkook pula da cadeira, assim como o restante dos alunos, que olham para Yoongi com cara de sono.

— Fico feliz que muitos tenham aceitado participar do nosso projeto.

Uma vozinha soa no fundo da sala, dizendo: "estamos aqui para receber notas extras". Metade da sala rir e Yoongi fecha a cara.

— Donghan, eu lamento que tenha vindo para cá devido à suas péssimas notas, mas neste caso, estava me referindo a alunos como Taehyung, que vinheram por vontade própria.

Agora a sala toda começa a vaiar. Eu me viro para trás, para ver o tal Donghan, que parece irado com as palavras do gremista. Os alunos próximos ao garoto rir, parecendo zoar.

Quando me viro, noto uma atenção em mim. É o Jungkook. Ele me olha confuso e no mesmo tempo, irritado, o que me faz temer com a possibilidade dele concluir o que disse no telefone.

Yoongi retorna a falar;

— Vou separar vocês em dois grupos: um vai ficar responsável na decoração interna do colégio, ou seja, corredores, teto e essas coisas. E o outro grupo vai decorar as salas e a secretária. Então, para que isso ocorra da maneira segura e rápida, vou precisar da colaboração de vocês e idéias de atividades que a gente possa praticar com os demais alunos.

Uma garota de cabelos rosas levanta a mão, ansiosa.

— Devemos fazer uma barraca do beijo. 

— Uma barraca do beijo, nos dias dos namorados. O que você está querendo dizer com isso, Sun? Está incentivando as pessoas que namora à atrair? — uma outra garota debocha.

Me limito a revirar os olhos ao ouvir novamente a sala se dobrar aos risos.

— Acho bonito sua disposição em dar uma idéia para nós, Sun, porém acho que uma barraca do beijo não será legal nos dias dos namorados. Eu e o Grêmio vamos deixar uma caixinha de frente à secretaria para que os alunos contribuam com idéias. Agora, vocês estão dispensados, espero todos aqui na Sexta-feira. — diz Yoongi, batendo o martelo final.

Os alunos se apressam em sair e eu não estou muito diferente deles. Tudo o que eu menos queria é se encontrar por hora com o capitão meia tigela, porém isso parece impossível, visto que esse parece estar em todos os lugares. Seja da minha imaginação até sentado no meu lado durante alguma aula diferenciada.

Se Jimin, ou Namjoon, estivessem aqui e agora estariam rindo de mim e fazendo uma comparação barata sobre eu ser o demônio que foge da Cruz. 

— Você não vai escapar de mim, Kim. — ouço à voz do capitão soar pelo corredor, causando-me agonia.

 Jungkook me prende na parece, apertando forte meu ombro. Escondo um grunhido doloroso que insiste em sair dos meus lábios.

— Que merda você estava fazendo na sala do Grêmio? — pergunta ele, irritadiço. 

— E-eu sou um dos voluntários, juro que não sabia que estaria lá. — digo, porque é verdade.

A fala de Donghan sonda minha mente. Será que Jungkook também era uns dos alunos que precisava de nota extra?

Sinto o capitão frouxar o aperto.

— Quem te contou sobre o Yoongi? — agora sua voz está mais mansa.

— Não posso contar. Desculpe. 

Jungkook me solta, sem desviar o olhar de mim. Ele passa a mão no cabelo antes de voltar a caminhar, como se nada tivesse acontecido. 

Na mesma noite, revejo meus conceitos pelo capitão e todos eles apontam apenas para uma palavra: bipolaridade. Digo isto porque, veja só, ele acabara de me mandar uma mensagem que me deixou com uma pulga atrás da orelha sobre ser ele mesmo.

Capitão Jungkook: Eu aceito sua ajuda para conquistar o Yoongi.


Notas Finais


[ capítulo não betado ]

Céus! Eu lutei tanto para escrever esse capítulo! E vocês viram a nova capa da fanfic? AAAAAA ELA É LINDA.

Em relação aos comentários do capítulo anterior, agradeço demais para vocês! Foi bom saber que não estou lidando com fantasmas, rs. Espero que continuem assim.


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